Pesquise você mesmo sobre Mateus 28:19 nos livros de Eusébio de Cesaréia

livrodeeusebio-evangelhoO historiador e pesquisador cristão Eusébio de Cesaréia entendia muito mais do Evangelho e de Jesus Cristo que Wilson Paroschi, Alberto Timm e todos os seua filhotes trinitarianos do Unasp juntos, como você poderá confirmar nesta postagem. Para isso, baixe os livros disponibilizados abaixo em formato PDF, abra-os com o Acrobat Reader ou outro programa similar e utilize o recurso de busca (CTRL + F) para localizar a expressão “in my name”e confirmar que Jesus disse, na verdade, “Ide e fazei discípulos em Meu nome”. Eusébio de Cesaréiaescreveu vários livros e estas são apenas as traduções de alguns deles, que localizamos na internet para você.

Eusébio de Cesaréia: Bajulador de Constantino?

por Justo Gonzales, historiador, autor da coleção “História do Cristianismo”, em 10 volumes

Clique aqui para baixar livros:

Uma História do Cristianismo, Vol. 2 — A era dos gigantes. Ler página 47 em diante.

Retorno à História do Pensamento Cristão — Justo Gonzalez.Ler página 109 em diante.

Se olho para o oriente, se olho para o ocidente, se olho por toda, a terra, e até se olho para o céu, sempre e em qualquer lugar eu vejo o Bem-aventurado Constantino dirigindo o mesmo império. — Eusébio de Cesaréia

Provavelmente não havia em toda a igreja durante a primeira década do século IV, um cristão mais erudito que Eusébio de Cesaréia. Frases como a que citamos no começo deste capítulo, no entanto, têm levado muitos historiadores a afirmar que Eusébio capitulou diante do poder imperial. Na opinião destes historiadores, Eusébio era um homem de caráter débil que, ao se ver rodeado da pompa do Império, se dobrou diante dela, e se pés a servir aos interesses do imperador mais que aos de Jesus Cristo. Mas antes de arriscar fazer este julgamento convém que nos detenhamos para narrar rapidamente a vida e a obra deste sábio cristão, para desta forma compreender melhor suas reações e atitudes.

Eusébio nasceu por volta do ano 260, provavelmente na Palestina, onde ele passou a maior parte dos seus primeiros anos. Ele é conhecido como Eusébio “de Cesaréia” porque foi bispo desta cidade e porque foi educado nela, mas o lugar exato do seu nascimento nos é desconhecido.

Também não temos informações confiáveis sobre sua família. Nem sequer é possível dizer se seus pais eram cristãos ou não – e os eruditos que têm tentado pesquisar sobre este assunto encontraram argumentos nos dois sentidos.

Seja como for, quem teve o impacto profundo sobre a vida do jovem Eusébio foi Panfílio. Este era da cidade de Berito – hoje Beirute, no Líbano – mas tinha estudado em Alexandria, tendo por professor o célebre Piério, um dos continuadores; da obra de Orígenes.

Algum tempo depois, tendo já ocupado alguns cargos importantes em Berito, Panfílio se transferiu para Cesaréia, para onde parece ter sido chamado pelo bispo desta cidade. Em Cesaréia, Orígenes tinha deixado sua biblioteca, que estava em poder da igreja, e Panfílio se dedicou a estudá-la, organizá-la e completá-la. Diversas pessoas o ajudaram nesta tarefa, inspiradas pela fé fervorosa e pela curiosidade intelectual do seu líder. Quando Eusébio conheceu Panfílio, sentiu-se cativado por esta fé e esta curiosidade. E sua devoção chegou a um ponto tal que ele chegou a se chamar anos mais tarde de “Eusébio de Panfílio”, dando assim a entender que devia a seu mestre grande parte do que era.

Durante vários anos Panfílio, Eusébio e outros; trabalharam em equipe, provavelmente vivendo sob o mesmo teto e repartindo todos os seus gastos e receitas. Mais tarde o prazer de Panfílio nos livros foi superado pelo do seu discípulo, que, ao que parece, fez várias viagens em busca de documentos das origens do cristianismo. Durante este período Eusébio e Panfílio escreveram diversas obras, mas destas a única importante que foi conservada é a Crônica de Eusébio – e também esta em versões posteriores, aparentemente mal transmitidas.

Aquela época calma não poderia durar muito tempo. As perseguições ainda não tinham terminado, e a ameaça que sempre nublara o horizonte dos cristãos transformou-se no furacão da grande perseguição. Em junho de 303, a perseguição chegou à Cesaréia, e o primeiro mártir ofereceu sua vida. A partir de então, a tormenta foi amainando, até que em 305, Maximino Daza assumiu a dignidade imperial. Como já dissemos no volume anterior, Maximino Daza foi um dos mais tenazes inimigos do cristianismo. Em fins de 307, Panfílio foi encarcerado. Depois disto a tempestade diminuiu um pouco, e o célebre mestre cristão permaneceu no cárcere, sem ser executado, por mais de dois anos. Durante este período Panfílio e Eusébio escreveram juntos cinco livros de uma Apologia de Orígenes, a qual Eusébio acrescentou um sexto livro depois do martírio do seu mestre.

É impossível saber como Eusébio escapou da perseguição. Aparentemente ele se ausentou de Cesaréia pelo menos duas vezes, e é possível que o motivo da sua ausência tenha sido – pelo menos em parte – fugir das autoridades. Nesta época isto não era considerado indigno, pois o cristão tinha o dever de evitar o martírio, até que estivesse suficientemente provado que Deus o tinha escolhido para esta coroa gloriosa. De qualquer forma Eusébio não sofreu pessoalmente durante a perseguição, apesar de sofrer a perda de seu admirado mestre e de muitos dos seus companheiros mais chegados.

Em meio à perseguição, Eusébio continuou sua atividade literária. Precisamente durante este período ele revisou e ampliou sua obra mais importante, a História eclesiástica.

Se Eusébio não tivesse feito outra coisa em sua vida que escrever a História eclesiástica, isso já seria suficiente para ele ser contado entre os “gigantes” da igreja no século IV. De fato, em sua obra boa parte da história que narramos … se teria perdido, pois foi ele quem compilou, organizou e publicou quase tudo que sabemos de muitos cristãos que viveram nos primeiros séculos da existência da igreja. Além disso, a única coisa conservada da obra de muitos daqueles primeiros escritores cristãos são as extensas citações que Eusébio incluiu em sua História. Sem ele, enfim, nossos conhecimentos dos primeiros séculos da igreja estariam reduzidos à metade.

Em 311 a situação finalmente começou a mudar, com respeito à perseguição. Primeiro veio o edito de Galério. Depois Constantino venceu Majêncio; e Licínio e Constantino, reunidos em Milão, decretaram a tolerância religiosa. Para Eusébio e seus companheiros o que estava acontecendo era obra de Deus, semelhante aos milagres narrados no livro do Êxodo.

A partir de então Eusébio – e provavelmente muitíssimos; outros cristãos; que não deixaram testemunho escrito das suas opiniões, como ele – começou a ver em Constantino e em Licínio instrumentos escolhidos por Deus para concretizar seus planos. Pouco depois, quando Constantino e Licínio começaram a guerra entre si, Eusébio estava convicto que a principal razão do conflito era que Licínio tinha perdido o juízo e começara a perseguir os cristãos. Por isto Eusébio sempre viu em Constantino o instrumento escolhido por Deus.

Finalmente, por Volta do ano 315, quando Licínio e Constantino começaram a dar sinais de que não estavam dispostos a repartir o poder por muito tempo, Eusébio foi eleito bispo de Cesaréia. Isto era uma responsabilidade muito grande, pois a perseguição tinha dispersado o seu rebanho, e era necessário assumir uma enorme tarefa de reconstrução. Além disso, a sede da Cesaréia tinha jurisdição sobre toda a Palestina, e por isso Eusébio tinha de se ocupar de assuntos que excediam em muito os limites da sua cidade. Em conseqüência sua produção literária diminuiu nos anos seguintes.

Eusébio não estava ainda muitos anos instalado em seu cargo de bispo quando uma nova tempestade veio turvar a calma da igreja. Tratava-se desta vez não de uma perseguição por parte do governo, mas de um gravíssimo problema teológico que produziu o cisma: a controvérsia ariana.

Mais adiante dedicaremos um capítulo inteiro aos primeiros episódios desta controvérsia, e por isso não a discutiremos aqui. Basta dizer que a atuação de Eusébio nesta controvérsia deixou muito a desejar. Isto não se deu por Eusébio ter sido talvez hipócrita ou oportunista, como alguns historiadores têm afirmado, mas mais por seus interesses terem sido outros. Parece que Eusébio não compreendeu completamente todo o alcance da controvérsia, e a sua preocupação fundamental era a paz da igreja, mais que a exatidão teológica. Por isso, apesar de no começo ter simpatizado com a causa ariana, no concílio de Nicéia, ele se dispôs a condená-la, quando se deu conta dos perigos doutrinários que ela envolvia. Mas isso faz parte de outro capítulo.

Eusébio já travara conhecimento com Constantino antes deste ser imperador, quando visitou a Palestina no séqüito de Diocleciano. Em Nicéia, por ocasião do concílio, ele pôde vê-lo agindo em favor da unidade e do bem-estar da igreja, como “bispo dos bispos”. Depois, em outras oportunidades, Eusébio teve entrevistas e correspondência com o imperador.

Provavelmente o encontro mais notável teve lugar quando Constantino e sua corte se transferiram para Jerusalém, para dedicar a recém-construída igreja do Santo Sepulcro, como parte da celebração do trigésimo aniversário da ascensão de Constantino ao poder. A controvérsia ariana ainda fervia, e os bispos reunidos primeiro em Tiro e depois em Jerusalém estavam profundamente interessados nela, como o imperador também estava. Seja como for, Eusébio desempenhou um papel importante, e, por motivo da visita do imperador e da dedicação do novo templo, ele pronunciou um discurso em elogio a Constantino. Este discurso, que se conserva até os nossos dias, é uma das principais razões de Eusébio ter fama de adulador. Devemos, no entanto, julgar o discurso à luz dos costumes da época, em circunstâncias como essa. Deste ponto de vista o discurso resulta ser relativamente moderado.

Eusébio, de qualquer forma, não foi amigo íntimo nem cortesão de Constantino. Ele passou a maior parte da sua Vida em Cesaréia ou nas proximidades, ocupado com assuntos eclesiásticos, enquanto Constantino, quando não estava em Constantinopla, se encontrava em alguma campanha ou empreendimento que o fazia transferir sua corte por todo o lmpério. De forma que os contatos entre o imperador e o bispo foram’ breves e esporádicos. Eusébio era respeitado por muitos dos seus colegas, e Cesaréia era uma cidade importante; por isso Constantino se empenhou em cultivar o apoio do prestigioso bispo desta cidade. Eusébio, da mesma forma, depois das experiências dos anos de perseguição, não podia fazer outra coisa que se alegrar com a nova situação, e agradecer ao imperador pela mudança que este causara.

Por outro lado, não devemos esquecer que foi depois da morte de Constantino, em 337, que Eusébio escreveu suas linhas mais elogiosas sobre o imperador falecido. Não se trata aqui, portanto, de um bajulador, mas de um homem agradecido. Esses fatos, entretanto, deixaram sua marca em toda a obra de Eusébio, particularmente em sua História eclesiástica.

Fonte: http://www.monergismo.com/textos/biografias/eusebio_cesareia_justo.htm

Eusébio de Cesaréia Online

As obras de Eusébio de Cesaréia podem também ser consultadas e traduzidas online nestes links:

Eusebius Pamphili of Caesarea

Chronicon

Commentary on the Psalms

Contra Hieroclem (Against Hierocles)

Demonstratio Evangelica (The Proof of the Gospel)

De Sollemnitate Paschali (On the celebration of Easter)

Encomium on the Martyrs

The History of the Martyrs in Palestine

Letters

Onomasticon (Concerning the Place Names in Sacred Scripture)

Praeparatio Evangelica (The Preparation of the Gospel)

Theophania

On the Star [Spurious]

 

3 thoughts on “Pesquise você mesmo sobre Mateus 28:19 nos livros de Eusébio de Cesaréia

  1. Didaquê (séc. I)
    “Quanto ao batismo, faça assim: Depois de ditas todas essas coisas, batize em água corrente, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. (Cap. VII, v. 1) Cedíssimo!!!
    Irineu de Lyon (130 – 203 d. C.)
    “Ao dar a seus discípulos poder para que fizessem os homens renascer em Deus, o Senhor disse: ‘Ide e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’.” Contra Heresias livro 3, cap. 17)
    Justino, O Mártir (séc. II)
    “Pois então tomam na água o banho em nome de Deus, Pai Soberano do Universo, e de nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo”. (Apologia, Vol. 61: 3)
    Tertuliano de Cartago (155-220 d. C.)
    “Depois de Sua ressurreição Ele promete em um sinal a Seus discípulos que Ele enviará a promessa de Seu Pai;8148 e finalmente, Ele os comanda a batizar no Pai e no Filho e no Espírito Santo”. (Contra Práxeas, capítulo 26)

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