TERRA PLANA: Teólogo adventista conclui que doutrinas da IASD perdem o sentido se Gênesis 1 não for 100% literal

O antigo “Gênesis 1 e a Teologia Adventista”, que fundamenta este texto é da autoria do Dr. Elias Brasil de Souza e se refere ao primeiro capítulo da Bíblia em sua totalidade, o que inclui evidentemente a descrição do formato da Terra contida em Gênesis 1 ainda que o articulista não utilize diretamente a expressão “Terra plana”. 

Além de referir-se a uma criação realizada em seis dias literais de 24 horas, o relato de Gênesis 1 descreve a Terra como plana e coberta pela redoma de um firmamento, que separou as águas de cima das águas de baixo e onde estão posicionados o Sol, a Lua e as estrelas. Tendo isto em mente, deve-se concluir que a crença adventista na literalidade do relato bíblico da Criação inclui necessariamente a admissão de que a Terra não pode ser uma bola giratória que viaja pelo espaço, orbitando ao redor do Sol, como ensina a pseudo-ciência atual, uma vez que isso destoa da descrição literal feita pela Bíblia.

Em caso contrário, bem pouco do que pregamos fará sentido. Afinal de acordo com o editorial de apresentação da revista Práxis Teológica, lançada pelo IAENE em 2001, em relação ao artigo “Gênesis 1 e a Teologia Adventista”, “o Dr. Elias Brasil de Souza, então diretor do Sal-Iaene, mostra a importância da mensagem de Gênesis 1 para a teologia adventista, deixando clara a ideia de que a maneira como se vê o primeiro capítulo da Bíblia determina o que será feito com o restante dela.”

Se não cremos na Terra Plana conforme descrita em Gênesis 1, é melhor desistirmos de existir como igreja diferenciada nestes últimos dias. “De fato, a tríplice mensagem angélica conclama todos os moradores da Terra a se prepararem para o juízo pré-advento e a adorarem ‘Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas’ (Apo. 14:7)”, conforme descrita em Gênesis 1.

Foi essa a conclusão do teólogo, autor desse artigo que disponibilizamos no formato PDF:

“Com base nas considerações acima, este trabalho argumenta que o autor bíblico intencionou que seu relato fosse entendido como uma descrição real, factual e histórica das origens, no que foi seguido pelos demais escritores bíblicos, os quais, quando citaram ou aludiram ao relato da criação, presumiram uma interpretação literal/factual do mesmo.

“Sendo assim, interpretações que não sejam histórico-factuais dos dois primeiros capítulos da Bíblia exigiriam, por questão de consistência, uma reinterpretação de doutrinas fundamentais do cristianismo e, por conseguinte, da IASD. Como exemplifi cado acima, o matrimônio, o sábado, a salvação e a escatologia perderiam totalmente legitimidade bíblica.

“Do ponto de vista deste artigo, há somente duas alternativas mutuamente excludentes: Ou se aceita o relato da criação de acordo com sua intenção original, como revelação factual, história de algo que ocorreu como está escrito, assim como aceito por Jesus e os demais escritores bíblicos, ou então desconta-se a factualidade da narrativa da criação e, a exemplo das denominações liberais e eruditos críticos, mergulha-se num mar de relativismo.

“Considerando-se que aquilo que se faz com o primeiro capítulo da Bíblia determimna o que será feito com o restante dela; para a teologia adventista, a única opção viável é entender Gênesis 1 como Jesus e os apóstolos o fizeram.”

Elias Brasil de Souza é doutor em Exegese e Teologia do Antigo Testamento e diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral da Igreja Adventista. No vídeo abaixo, o teólogo resume (em inglês) as conclusões desse seu estudo:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *