IASD brasileira deveria homenagear “apóstatas” e “dissidentes”!

Frederich Dressler, filho de um pastor luterano, na Alemanha, foi expulso de seu país por ser alcoólatra e aproveitando as correntes migratórias para o Brasil, veio parar em Brusque, SC. Ali, para sustentar seu vício, começou a vender literatura adventista em alemão, que recebia de graça pelo correio.

Desse jeito torto, a mensagem adventista começou a chegar a grupos de imigrantes alemães, em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Paraná e São Paulo, onde um alemão incentivado por L. R. Conradi fundou a Casa Publicadora Brasileira, imprimindo inicialmente apenas livros em alemão.

Louis Richard Conradi foi o primeiro representante da Associação Geral a visitar a Argentina e o Brasil, onde começou a estruturar a Organização Adventista, através do estabelecimento das primeiras Associações e Uniões por volta de 1910. Nessa época, embora conservasse as credenciais ministeriais, já começava a ser visto como um dissidente, por questionar o dom proféfico de Ellen Whute e não valorizar a doutrina da expiação no Santuário Celestial, como necessária para a salvação.

Em anos posteriores, foi um dos líderes que decidiu e recomendou que os jovens adventistas alemães deveriam subordinar-se às autoridades militares e participar da I Guerra Mundial. Por fim, na década de 30, abandonou definitivamente o adventismo, associando-se à Igreja Batista do Sétimo Dia.

Curiosa e incoerentemente, a liderança da IASD brasileira persegue e demoniza irmãos tidos como “apostados” e “dissidentes”, aos quais deve historicamente sua introdução no Brasil. Já houve redator da Casa Publicadora Brasileira que deletou o relato de sua conversão em vídeo, depois que descobriu que se convertera pela leitura de um folheto produzido por “dissidentes” brasileiros!

Leia as monografias e artigos científicos em que este texto está fundamentado:

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