Confissão: Pesquisador do Unasp admite que Céu da Bíblia é diferente do céu da Ciência…


…Mesmo assim, fica com o que diz a Ciência e coloca o que diz a Bíbia em segundo plano. Michelson Borges e outros criacionistas meia-boca devem ter aprendido com ele!

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A BÍBLIA E O MUNDO FÍSICO - Urias Echterhoff Takatohi - UNASP-SP

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Urias Echterhoff Takatohi possui graduação em Bacharelado Física pela Universidade de São Paulo (1971), graduação em Licenciatura Física pela Universidade de Santo Amaro (1974), mestrado em Física pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Física pela Universidade de São Paulo (1996).

Atualmente é professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo. Tem experiência na área de Física, com ênfase em propriedades ópticas e espectroscópicas da matéria condensada; outras interações da matéria com radiação ionizante, atuando principalmente nos seguintes temas: termoluminescência, materiais fotocrômicos, ciência e religião.

Resumindo

O texto em questão foi produzido para o 6º Encontro Nacional de Criacionismo, realizado em 2009.

Segundo o autor, “somos herdeiros diretos dos séculos 19 e 20, quando a ciência e tecnologia se tornaram o centro do conhecimento humano. Outras manifestações da cultura e do conhecimento continuaram seu desenvolvimento, mas de certa forma passaram para um segundo plano e foram bastante influenciadas pelo conhecimento da ciência e tecnologia.”

“A visibilidade, influência e poder dos efeitos desse conhecimento na vida da maioria dos habitantes do mundo colocaram a ciência como referência para o julgamento da maioria das idéias. Outra conseqüência dessa valorização da ciência foi uma tendência à rejeição do sobrenatural e místico.”

E então propõe: “…Vamos fazer um trabalho superficial procurando imaginar, a partir da simples leitura de textos bíblicos que se referem ao céu, como os escritores bíblicos viam esse conceito e depois considerar como nosso conhecimento atual influi na forma como vemos hoje.”

Segundo ele, “algumas ocorrências da palavra céu claramente se referem à atmosfera onde voam as aves como em Gênesis 1:26. Os textos que vamos observar são aqueles em que a palavra céu se refere ou à estrutura do mundo à nossa volta ou ao lugar onde Deus habita ou ao local do reino de Deus.”

“A impressão que dá é que esse firmamento seria uma espécie de cúpula sobre a Terra, separando as águas de baixo (do mar?) das águas de cima (nuvens?) criando a expansão onde voam as aves e servindo de local de “fixação” dos luzeiros (Sol, Lua e estrelas) que iluminam a Terra.”

“A idéia da cúpula sobre a Terra reaparece em Jó 22 e Deuteronômio 23 onde Deus é retratado como andando sobre ela.”

“…Outros textos sugerem que esse firmamento é estendido por Deus como uma tenda ou pode ser baixado até tocar as montanhas. Outros ainda sugerem que as montanhas são as colunas ou fundamentos que sustentam os céus. Vejamos alguns desses.”

“…Alguns textos como Isaías 14:12-15 parecem descrever um mundo estruturado em três pavimentos: o céu acima das estrelas, a terra onde habitamos e o reino dos mortos subterrâneo.”

“…Muitos textos se referem ao céu de uma forma menos gráfica como o lugar onde Deus habita ou de onde partem as providências divinas…”

“A existência de um reino celestial é indicada em textos como os seguintes, principalmente no Novo Testamento…”

“O apóstolo Paulo faz uma menção única de vários níveis de céu sendo o terceiro céu o paraíso…”

“Finalmente há textos que falam que o céu pode ser abalado, desfeito e criado novo…”

Concluindo

Contudo, “comparando o céu descrito na Bíblia com o conhecimento atual da estrutura do universo”, o triste resultado foi este:

“Com esse conhecimento atual sobre a estrutura do universo à nossa volta, dificilmente um leitor moderno vê os textos bíblicos que parecem descrever o céu como uma cúpula ou tenda envolvendo a Terra, como uma descrição literal…”

“…Os crentes na Bíblia que têm algum conhecimento atual da estrutura do universo e de astrofísica dificilmente se arriscam a especular sobre onde se encontra fisicamente a habitação de Deus, o santuário celestial, ou o lugar onde ocorreu a peleja entre Miguel e o dragão ou mesmo onde fica o terceiro céu visto por Paulo.”

A literalidade do texto bíblico foi posta em segundo plano, inclusive pelos supostos criacionistas adventistas. Como resultado, já não cremos no Céu como a Bíblia o descreve e sequer somos capazes de imaginar onde está o santuário celestial, local em que ocorre o juízo investigativo pré-advento (doutrina distintiva do adventismo do sétimo dia!) e de onde virá em breve Nosso Senhor Jesus Cristo para nos buscar.

A adoração ao Sol, sinalizada pela guarda do domingo (Sunday) levou a humanidade à crença no dogma católico do heliocentrismo do padre Copérnico, embora as Escrituras seja geocêntricas desde o Gênesis. Por fim, a teoria do Big Bang desenvolvida por outro pare católico alegorizou completa e definitivamente o relato bíblico da Criação e consequentemente a necessidade da guarda do sábado, sétimo dia da semana.

Assim, a crença numa Terra esférica giratória representa hoje a aceitação indireta da guarda do domingo (Dia do Sol) e culto ao Sol (heliocentrismo) como símbolo da modernidade científica, enquanto a crença na doutrina bíblica da terra plana, coberta pelo domo celestial, criada em sete dias literais, representa o “atraso fundamentalista”, daqueles que insistem em literalizar a Bíblia e observar o sétimo dia da semana.

A Terra descrita no terceiro e quarto mandamentos do decálogo e prometida aos bons filhos no quinto mandamento, é bem diferente dessa que pseudo-Ciência nos impôs.

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