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Clipping: Advogados de “terrorista” serão pressionados a dizer de que Igreja é quem os contratou

Em “ato falho” Adelio confessa o envolvimento de comparsas (Veja o Vídeo)
12/09/2018 às 15:10

A Polícia Federal tem que ir fundo nas investigações e identificar quem são os demais envolvidos no atentado contra o deputado Jair Bolsonaro.

Há outros comparsas.

A análise de linguagem corporal do depoimento prestado pelo meliante Adelio Bispo de Oliveira é elucidativa e aponta o instante em que ele revela a participação de outras pessoas no crime.

Em determinado momento, quando se refere ao atentado, Adelio fala claramente no plural.

É a confissão involuntária de que não agiu sozinho.

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11391/em-ato-falho-adelio-confessa-o-envolvimento-de-comparsas-veja-o-video

Um conhecido “que simplesmente quis ajudar” está pagando a defesa, afirma advogado de agressor de Bolsonaro

Por BandNews FM – 01/09/2018

Zanone Oliveira Junior, advogado de defesa do agressor do deputado Jair Bolsonaro

A defesa de Adélio Bispo de Oliveira não está sendo paga por um partido de esquerda ou por alguma igreja. O advogado Zanone Manuel de Oliveira Junior afirma ainda, que um conhecido – ninguém próximo do agressor – está custeando o processo.

Questionado sobre o fato de Adélio ter se hospedado em um hotel em Juiz de Fora e possuir 4 celulares, Zanone Manuel de Oliveira Junior afirma que cliente vive de bicos e leva uma vida nômade, sendo que pelo menos 3 aparelhos de telefone são velhos e simplesmente não foram descartados pelo agressor ao longo dos anos.

Sobre o fato de serem 4 advogados de defesa, Zanone Junior diz que após assumir o caso chamou associados e formou uma equipe. “Meus honorários já foram pagos e não foi o Psol, o PT, nem estamos recebendo de nenhuma igreja”, afirma o defensor. O advogado Zanone Manuel de Oliveira Junior foi entrevistado no Bandnews FM no Meio Do Dia por Carla Bigatto, Felipe Bueno e Ricardo Boechat.

Segundo ele, a defesa trabalha com a possibilidade de insanidade mental mas não se opõe à prisão do cliente, trabalhando inclusive com a possibilidade de uma pena de até 20 anos de prisão.

Ouça a entrevista completa:

http://www.bandnewsfm.com.br/2018/09/01/um-conhecido-que-simplesmente-quis-ajudar-esta-pagando-a-defesa-afirma-advogado-de-agressor-de-bolsonaro/

Advogado de Adelio conta nova versão, diz que recebeu em “dinheiro vivo” e OAB se omite
11/09/2018 às 16:35

O advogado se complicou todo na questão dos honorários, deu diversas versões e foi desmentido por uma igreja. É sinal evidente de que coisas escabrosas podem estar por trás dessa história.

A nova versão contada por Zanone Oliveira Junior, segundo o jornal Folha de S.Paulo, dá conta de que ele recebeu a primeira parte do pagamento em dinheiro vivo.

A fonte pagadora continuará sendo mantida em sigilo, garantiu ele.

A forma escolhida para o pagamento demonstra que o contratante dos advogados não pretende deixar nenhum tipo de rastro.

Assim, possibilidade do envolvimento dessa pessoa na pratica criminosa é muito mais plausível, do que uma questão de filantropia, como Zanone chegou a dizer em uma de suas versões.

Por outro lado, a Ordem dos Advogados do Brasil já adiantou que não irá se manifestar, pois a questão de honorários é de interesse e responsabilidade exclusiva do profissional.

Num caso gravíssimo como esse, envolvendo a própria segurança nacional e diante de tantas versões e indícios de pagamento de honorários de fonte ilícita, a OAB simplesmente se omite.

Fica o questionamento: para que serve a OAB?

Amanda Acosta
Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11378/advogado-de-adelio-conta-nova-versao-diz-que-recebeu-em-dinheiro-vivo-e-oab-se-omite

Homem que tentou matar Bolsonaro portava cartão de crédito internacional

A PF de Juiz de Fora apreendeu com Adélio Bispo de Oliveira, o agressor de Jair Bolsonaro, um cartão de crédito internacional do banco Itaú, informa Caio Junqueira na revista Crusoé. Também foram apreendidos com Adélio vários extratos impressos do Itaú e da Caixa, todos em seu nome.

No interrogatório, o agressor de Bolsonaro disse estar desempregado seu último emprego teria sido como garçom em Florianópolis.

http://www.folhapolitica.org/2018/09/homem-que-tentou-matar-bolsonaro.html

Igreja pede retratação de advogado que ligou agressor de Bolsonaro a evangélicos

Publicado por: Ivyna Souto em 10/09/2018 às 10:06

Igreja pede retratação de advogado que ligou agressor de Bolsonaro a evangélicos

Lideranças de igrejas evangélicas negam terem pagado por assistência jurídica a Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante depois de atacar com uma faca o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). Na noite de sexta, dia seguinte ao atentado, o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior disse ao GLOBO que “uma pessoa ligada à igreja dos Testemunhas de Jeová de Montes Claros” lhe havia pedido para assumir a defesa do acusado e custeado o trabalho. Integrantes da instituição agora esperam que o defensor se retrate publicamente. Zanone chegou a citar mais tarde a igreja do Evangelho Quadrangular, que também negou envolvimento, antes de ressaltar que foi contatado por um conhecido da família de Adélio.

Na sexta, integrantes das Testemunhas de Jeová anunciaram à equipe de advogados que a notificaria a esclarecer a menção. Representantes da instituição emitiram notas que negaram qualquer elo da igreja com Adélio, sua família ou sua defesa no caso. Até esta segunda-feira, porém, o defensor não retornou o contato da instituição.

— A própria família diz que o Sr Adélio é de outra religião. Deve ter sido um lapso dele. Estamos tentando contato com o Sr Zanone, mas ele não dá retorno. Nós somos um povo pacato, que prega o amor ao próximo, pessoas neutras em assuntos políticos. Lamentamos o episódio, um atentado contra a vida de alguém. A gente queria apenas uma conciliação. Não temos interesse de processar alguém, ir à briga. Se eles estão defendendo o Sr Adélio, é da profissão deles. Só queríamos uma retratação em público. Não queremos forçar — destacou Aílton Pereira, do departamento jurídico das Testemunhas de Jeová.

Na tarde de sábado, Zanone mudou a versão e disse que havia sido procurado por uma pessoa ligada “à família e a uma congregação evangélica de Montes Claros”, não especificamente Testemunha de Jeová, que segundo ele apenas teria sido frequentada no passado por seu cliente. Ele informou ter tido notícia de que Adélio, na verdade, frequentava outra igreja, a do Evangelho Quadrangular. De fato, parentes do autor do crime relataram ao GLOBO que, na juventude, ele foi integrante da igreja, bem como outros integrantes da família. No entanto, a congregação também negou os pagamentos.

“A igreja do Evangelho Quadrangular não pagou absolutamente nada de custas processuais dos advogados do senhor Adélio”, disse o reverendo Antônio Levy de Carvalho, superintendente da igreja em Montes Claros e responsável pela gestão das 28 unidades na cidade.

TRÊS VERSÕES

Nesta sexta-feira, O GLOBO percorreu cinco unidades próximas à antiga casa da família de Adélio. Encontrou fiéis em pelo menos três unidades. Eles também negaram ter conhecimento de qualquer ajuda a parentes do acusado. No fim da tarde, Zanone apresentou a terceira versão para o pagamento:

— Não sei se é Testemunha de Jeová, se é Quadrangular. É uma pessoa física, de alguma forma ligada à congregação, mas não integrante, que conhecia o rapaz e queria ajudar.

O advogado voltou a dizer que não poderia informar o nome do financiador da defesa, pelo fato de esta pessoa temer ser ameaçada, segundo Zanone.

Parentes de Adélio foram orientados pelos advogados a não fazer qualquer comentário sobre como se deu a contratação de seus serviços.

— Não posso falar nada, o advogado nos pediu que vocês (imprensa) falassem apenas com eles. Não sei nada de igreja que meu tio frequentava, nem de igreja ajudando a gente – disse Marlete Ramos, sobrinha de Adélio, responsável pelo contato com os advogados, em nome da família.

Na sexta-feira, sua irmã, Jussara Ramos, pedia ajuda a jornalistas que cobriam a repercussão do caso na cidade que ajudassem a colocá-las em contato com os advogados em Juiz de Fora, porque elas não sabiam qual era a linha de defesa do parente. A expectativa delas era convencer a defesa a agir para que Adélio fosse transferido a alguma unidade prisional próxima a Montes Claros.

Fonte: O Globo

http://www.polemicaparaiba.com.br/eleicoes-2018/igreja-pede-retratacao-de-advogado-que-ligou-agressor-de-bolsonaro-a-evangelicos/

‘Aceitei como estratégia de marketing’, diz advogado que defende agressor de Bolsonaro
Felipe Souza

Desde o momento em que esfaqueou o candidado do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, teve a vida completamente revirada. Não só pela Polícia Federal, que investiga o caso, mas também por um batalhão de apoiadores do presidenciável.

Minutos após Bolsonaro dar entrada no hospital com um ferimento na barriga, a página pessoal no Facebook de Oliveira – que está preso em Campo Grande (MS) desde que confessou ter cometido o crime “em nome de Deus” – já era amplamente divulgada em grupos de WhatsApp. Ela recebeu tantos comentários e denúncias que seu perfil na rede social foi excluído depois de algumas horas.

O que é a Lei de Segurança Nacional, usada para indiciar autor de ataque contra Bolsonaro

Poucos dias após o ataque ao candidato, circulam pelas redes sociais questionamentos sobre como tem sido financiada a defesa de Adelio: como o servente de pedreiro consegue manter uma equipe de quatro advogados de casos famosos? Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, Fernando Costa Oliveira Magalhães e Marcelo Manoel da Costa, já atuaram em julgamentos de grande repercussão como a defesa de Bola, amigo do ex-goleiro Bruno – ambos condenados por matar e ocultar o corpo de Eliza Samudio.

“Não só o Bola, mas eu já fiz a defesa de 14 casos de repercussão nacional, como o homem que matou a (missionária) Dorothy Stang e o caso do pai de santo que matou um pastor evangélico com um punhal. Tenho 1.038 júris no currículo, que vão de abortos a infanticídio”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil Zanone Júnior, um dos quatro advogados que defendem o homem acusado de esfaquear Bolsonaro. Ele afirma que os honorários que ele recebe pela defesa de Adelio foram pagos por um doador de Montes Claros (MG), que pediu para não ser identificado.

Qual será o impacto do atentado contra Bolsonaro na corrida eleitoral?

O sigilo do doador é direito garantido pela Constituição, de acordo com a Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB-MG). Segundo a entidade, o advogado não pode ser investigado por manter em segredo o nome de quem o paga. O órgão disse ainda que o advogado também pode optar por fazer a defesa pro bono, sem receber honorários.

A Polícia Federal, por outro lado, anunciou que analisará “dados financeiros e de outros existentes em imagens, mídias, computadores, telefones e documentos apreendidos” de Adelio. O pagamento pela defesa, no entanto, não fará parte do inquérito – segundo a PF, a questão não está diretamente ligada ao fato investigado.

Conexões religiosas?

“A pessoa (pagadora) nos pediu sigilo e nós vamos fazer isso. Ela disse que teve contato com o Adelio por meio da religião. Eu não sei se é evangélica ou testemunha de Jeová. Apenas disse que está fazendo isso por filantropia”, afirmou Oliveira Júnior, sem dar mais detalhes.

Antônio Carlos Affonso, porta-voz das Testemunhas de Jeová de Montes Claros, disse à reportagem que fez um levantamento entre as 19 congregações da cidade e disse que Oliveira nunca frequentou nenhuma delas.

“Ninguém conhece ele. Eu fui até a casa da sobrinha dele quando soube e ela confirmou que ele esteve aqui em 2013”, disse Affonso. “Com testemunhas de Jeová, ele não tem ligação nenhuma”, acrescentou.

Affonso disse ainda que a relação que o advogado fez entre o homem que esfaqueou Bolsonaro com a religião prejudicou a imagem das Testemunhas de Jeová na região de Juiz de Fora.

“É um caso que gerou uma repercussão muito ruim. A declaração do advogado foi uma bomba para a gente. Eu acho que ele está querendo visibilidade porque eu não vejo outro motivo para alguém fazer isso”, afirmou.

Três dias depois do fato, o ataque a Bolsonaro ainda era um dos assuntos mais comentados pelas ruas do centro de Juiz de Fora, que tem cerca de 500 mil habitantes.

“Nunca vi comentarem tanto da nossa cidade desse jeito. O triste é a gente ficar famoso por conta de uma situação dessas”, disse o guarda municipal Elieser Oliveira, que faz a segurança de uma ferrovia ao lado do Mercado Municipal da cidade mineira.

Aparelhos baratos

Questionado sobre como Adelio Oliveira comprou os quatro celulares e o notebook apreendidos na casa dele, o advogado afirmou à BBC News Brasil que eram todos “baratos e antigos”. “Pelo menos dois nem eram smartphones”, minimizou.

A defesa se resumiu a informar que Adelio comprou os aparelhos com o dinheiro de seu trabalho e que recentemente também recebia seguro-desemprego – renda usada para justificar os R$ 400 que o agressor usou para pagar o aluguel da pensão onde morou por apenas 15 dias.

“Era uma pensão bem barata. Eu não sei quanto, pois nesse assunto eu não me atentei porque não era relacionado ao crime”, disse o advogado.

Júnior não diz quanto recebeu, mas afirmou que a quantia foi suficiente para custear apenas as despesas iniciais do caso. Ele afirmou que os maiores gastos são de avião e hotel.

O advogado de Adelio diz que usa seu avião particular para viajar e fazer algumas defesas, inclusive a de Adelio – que foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande. Esse é um dos pontos mais questionados nas redes sociais por seguidores de Bolsonaro. O defensor minimizou o luxo.

“Meu avião é experimental, pequeno, e eu mesmo que piloto. Não é tudo isso o que dizem”, afirmou Zanone, sem dizer qual o modelo da aeronave.

Por outro lado, ele contou que aceitar fazer a defesa de um caso polêmico como o do agressor de Bolsonaro é, além de tudo, uma estratégia de autopromoção profissional.

“Essa visibilidade é boa. Eu sabia que a vítima era o Bolsonaro e aceitei porque isso também é parte de uma estratégia de marketing”, disse.

Mas ele afirmou que essa estratégia pode estar com os dias contados. Isso porque o doador ainda não se manifestou novamente e, agora, o advogado vai se reunir com amigos de profissão para analisar se eles vão continuar fazendo a defesa de Oliveira. Júnior disse que não tem condições de continuar sem ajuda.

“A gente estuda fazer uma vaquinha. Nesse sentido, convidei advogados amigos e associados porque, querendo ou não, esse sensacionalismo criado em torno do caso gera notoriedade acaba até tendo importância para a gente”, afirmou ele.

Zanone Júnior disse que já preservou a identidade de dois doadores anônimos, ligados à religião espírita, em outros casos. Ele diz que também já atendeu clientes pro bono, sem cobrar honorários.

“O (caso do) ‘fura-bundas’ em 2002 foi isso”, lembra, referindo-se ao caso de um agressor que atacava mulheres com um estilete em Belo Horizonte. “O processo estava parado porque nenhum advogado aceitava. Nem a Defensoria da Comarca aceitou alegando que só tinha uma defensora e que ela estava grávida. Eu aceitei e consegui anular o processo três vezes. No segundo dia do julgamento, tinha 3 mil pessoas na porta do fórum e eu precisei sair escoltado”, relata.

O criminoso acabou sendo condenado a 28 anos de prisão por atacar mulheres entre 18 e 25 anos de idade.

Ameaças e mentiras

Júnior contou à BBC News Brasil que foi ameaçado de morte diversas vezes desde que foi anunciado como advogado do homem que esfaqueou Bolsonaro. Mas não se arrepende e diz que isso serve de “combustível” em sua atuação.

“Fora que eu recebo uma fake news por minuto no celular. Tem gente dizendo que eu recebi dinheiro do PSOL, do PT, e que até vieram trazer R$ 100 mil no hotel onde estou. Agora, tem muita gente ameaçando. Mas eu vivo direito penal 24 horas e isso (ameaça) para mim é cachaça. Falar que vai me matar para mim é combustível”, afirmou o advogado.

O advogado continua a entrevista desmentindo as acusações que vem recebendo nas redes sociais, como a de ter participado da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2014. Mas uma delas ele confirma e se orgulha: ter defendido Bola no processo sobre o desaparecimento de Eliza Samudio.

Zanone Júnior se diz neutro no espectro político e afirma que nunca se filiou a nenhum partido. “Não que eu me lembre”. E conta que nestas eleições votará em Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT.

“Votei no Fernando Henrique, votei no Lula. No meu escritório tem advogado que vai até votar no Bolsonaro”, afirmou sem dizer quem.

Os outros advogados são Fernando Magalhães, que atuou no caso do goleiro Bruno, Pedro Felipe Possa e Marcelo Manoel da Costa.

Segundo Zanone Junior, a polêmica e a grande comoção nacional que envolvem esses casos ajudam a creditá-lo como um especialista em júris. Em caso atual, ele já se diz orgulhoso de ter conseguido transferir o homem que esfaqueou Bolsonaro para um presídio federal.

A juíza ordenou a transferência de Oliveira sob o argumento de manter a integridade física do homem que esfaqueou Bolsonaro, que corria riscos caso fosse levado para uma unidade comum.

Segurança máxima

Na manhã de sábado, Adelio Oliveira deixou a sede da PF em Juiz de Fora e foi levado para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A unidade é classificada como um presídio de segurança máxima, onde há um sistema especial de segurança com 200 câmeras – muitas delas ocultas – e o interno convive com mais restrições.

A PF informou à BBC News Brasil que Oliveira está em uma cela individual de 7 metros quadrados, com cama, banco, escrivaninha, prateleiras, vaso sanitário, pia e chuveiro. Nos primeiros dias, ele passará por avaliações médica e psiquiátrica.

O presídio tem capacidade para 220 presos, mas hoje tem apenas 120.

A ala onde ele está é dedicada a réus e presos protegidos pela Justiça ou que correm risco de sofrer algum ataque. Por isso, Oliveira também não terá contato físico com outros presos da unidade.

A Polícia Federal mantém sigilo em relação às investigações. Diz apenas que ouviu um suspeito de ter colaborado com Oliveira no crime e aguarda para colher o depoimento de outra, que está internada em um hospital devido a ferimentos causados durante uma briga após o ataque a Bolsonaro.

A defesa deve solicitar exames de sanidade mental de Adelio. Zanone Júnior diz ainda que seu cliente agiu sozinho por questões política, religiosa e racial.

Em seu depoimento, Adelio diz ressaltou a declaração feita por Bolsonaro sobre quilombolas no clube Hebraica, no Rio, no início deste ano. O candidato disse na época que os quilombolas “nem para procriar servem”.

Os advogados sustentam que esse discurso do candidato deixou Adelio muito ofendido e foi o principal motivo para que ele cometesse o crime.

Nesta segunda-feira, a defesa entrou com um pedido de perícia para avaliar a sanidade mental do autor do ataque. Os advogados indicaram o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro para fazer os exames. A Justiça tem 45 dias para definir se aceita o pedido.

Zanone Júnior afirma que se encontrou com Oliveira três vezes que, somadas, dão cerca de 12 horas, e que nessas ocasiões seu cliente estava tranquilo.

“Falei com ele na carceragem, na Justica Federal e na Polícia Federal. Ele disse que saiu de casa pensando que não fosse voltar. Tinha certeza que morreria. Você acha isso normal? Acha normal um homem matar outra pessoa a mando de Deus? O juiz pode até negar nosso pedido, mas ninguém pode achar isso algo normal”, afirmou Júnior.

O advogado disse que não pede esse tipo de perícia para todos os seus clientes. “No caso da Irmã Dorothy, a gente não pediu nada. Do Bola, também não. Mas quando você vê que a conduta da pessoa sai do padrão, é um ponto fora da curva, aí a gente começa a duvidar e a psiquiatria forense está aí para examinar e mostrar isso.”

Nova cirurgia

Jair Bolsonaro continua internado na UTI em estado grave, de acordo com o mais recente boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein. Ele continua com uma bolsa de colostomia para coletar fezes, colocada em razão das graves lesões que o presidenciável teve nos intestinos grosso e delgado. Ele não tem sinais de sinais de infecção, está recebendo cuidados de fisioterapia respiratória e motora, e só se alimenta por sonda.

O hospital informou que será necessário, em data ainda não definida, que o candidato passe por outra cirurgia de grande porte para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.​

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45476870

“FICA A DÚVIDA
Nem advogado de agressor de Bolsonaro descarta participação de terceiros


Segundo defensor de Adelio Bispo de Oliveira, se houver a participação de terceiros no crime, eles certamente serão descobertos
Giorgio Dal Molin

[12/09/2018] [21h33]

Fabio Motta/Estadão

Um dos quatro advogados de Adelio Bispo de Oliveira, Zanone Manuel de Oliveira Junior tem alguns palpites sobre o desfecho do caso de seu cliente, que desferiu uma facada em Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL.

Uma das opiniões é que o inquérito de seu cliente deve ser concluído ainda nesta semana pela Polícia Federal e, na sequencia, aconteça o indiciamento. Apesar disso, a situação pode se arrastar, já que a PF deve abrir outro inquérito para apurar a participação de terceiros que podem ter incentivado – ou até mesmo encomendado – o crime.

Nem mesmo o Zanone Junior descarta que houve a participação de outras pessoas: “O que mais acontece é o cliente mentir para seu advogado. E se terceiros existem, isso virá a tona”. O advogado afirma que o autor confesso do atentado ao presidenciável vem mantendo a versão de que agiu sozinho e tentou tirar a vida de Bolsonaro por motivos políticos e religiosos.

Segundo o advogado, a expectativa é que o indiciamento seja por atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto no artigo 20 da Lei 7.170/1983, também conhecida como Lei de Segurança Nacional.

A principal requisição da defesa, neste momento, é a realização de um laudo de sanidade mental, o que foi negado pela justiça nesta quarta-feira (12).”

“Um dos quatro advogados de Adelio Bispo de Oliveira, Zanone Manuel de Oliveira Junior tem alguns palpites sobre o desfecho do caso de seu cliente, que desferiu uma facada em Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL.

Uma das opiniões é que o inquérito de seu cliente deve ser concluído ainda nesta semana pela Polícia Federal e, na sequencia, aconteça o indiciamento. Apesar disso, a situação pode se arrastar, já que a PF deve abrir outro inquérito para apurar a participação de terceiros que podem ter incentivado – ou até mesmo encomendado – o crime.

Nem mesmo o Zanone Junior descarta que houve a participação de outras pessoas: “O que mais acontece é o cliente mentir para seu advogado. E se terceiros existem, isso virá a tona”. O advogado afirma que o autor confesso do atentado ao presidenciável vem mantendo a versão de que agiu sozinho e tentou tirar a vida de Bolsonaro por motivos políticos e religiosos.

Segundo o advogado, a expectativa é que o indiciamento seja por atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto no artigo 20 da Lei 7.170/1983, também conhecida como Lei de Segurança Nacional.

A principal requisição da defesa, neste momento, é a realização de um laudo de sanidade mental, o que foi negado pela justiça nesta quarta-feira (12).”

https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/nem-advogado-de-agressor-de-bolsonaro-descarta-participacao-de-terceiros-d3d5t6wogsfs2b2eefj39cn4e

PF avalia abrir novo inquérito sobre ataque a Bolsonaro

O objetivo é investigar a possibilidade de que um terceiro tenha incentivado Adelio Bispo Oliveira”

A Polícia Federal avalia abrir um novo inquérito sobre o ataque ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro (RJ). O objetivo é investigar a possibilidade de que um terceiro tenha incentivado Adelio Bispo Oliveira, preso desde a última quinta (6), a cometer o crime.

A informação foi confirmada à reportagem por um envolvido na investigação.

https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/pf-avalia-abrir-novo-inquerito-sobre-ataque-a-bolsonaro-eofhenx5y9baaez63p6bca972

Deputado vai à OAB questionar honorários de advogados de agressor de Bolsonaro

O site O Antagonista publicou uma matéria, com exclusividade, informando que o deputado federal Onyx Lorenzoni e o advogado Adão Paiani protocolaram no CFOAB uma representação contra os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, o homem que tentou matar Jair Bolsonaro.

Eles afirmam que os os advogados são obrigados a informar quem está pagando os honorários contratuais, uma vez que Adélio não teria dinheiro para arcar com esse custo.

“Causa estranheza, perplexidade e fundamentadas dúvidas, não apenas na sociedade, mas no âmbito da própria advocacia, levantando suspeitas sobre a lisura e compatibilidade da atuação dos mesmos”.

Os advogados já teriam dado informações desencontradas na imprensa sobre quem estaria pagando os honorários:

“As alegações desencontradas de parte dos referidos advogados, quando questionados sobre a origem dos recursos necessários para o patrocínio da causa, igualmente indicam que os mesmos sequer tiveram tempo de elaborar entre si uma versão comum e razoável.”

O advogado Adão Paiani observou que o sigilo de honorários é inerente entre advogado e cliente, mas não se estende a terceiros.

“Entende-se como claro que o sigilo profissional, no caso em comento, restringe-se à relação entre os advogados e seu cliente, não sendo extensivo e oponível ao eventual patrocinador ou patrocinadores dos honorários advocatícios, uma vez que pessoa alheia, em tese, ao delito praticado, e que se presume não ter qualquer interesse direto na causa.”

Confiram a parte final da representação:

Com informações do O Antagonista.

Fonte: https://blogexamedeordem.com.br/deputado-vai-a-oab-questionar-honorarios-de-advogados-de-agressor-de-bolsonaro

Deputado encurrala a OAB e representa sobre a questão dos honorários de advogados de Adelio

11/09/2018 às 19:5

A Ordem dos Advogados do Brasil terá que sair da confortável posição de omissão.

O deputado Onix Lorenzoni acaba de propor representação junto ao Conselho Federal da entidade sobre a questão dos honorários advocatícios que estão sendo pagos aos advogados do homem que tentou matar o deputado Jair Bolsonaro.

A questão ética, tão propalada pela OAB, está sendo colocada a prova.

A representação proposta aduz que os advogados estão obrigados a informar quem está pagando os honorários.

“Causa estranheza, perplexidade e fundamentadas dúvidas, não apenas na sociedade, mas no âmbito da própria advocacia, levantando suspeitas sobre a lisura e compatibilidade da atuação dos mesmos”.

“Entende-se como claro que o sigilo profissional, no caso em comento, restringe-se à relação entre os advogados e seu cliente, não sendo extensivo e oponível ao eventual patrocinador ou patrocinadores dos honorários advocatícios, uma vez que pessoa alheia, em tese, ao delito praticado, e que se presume não ter qualquer interesse direto na causa”, diz o texto.

A OAB vai ter que sair da toca…

Inadmissível que a entidade adote um posicionamento aético e antipatriótico, vez que se trata de um crime contra a segurança nacional.

Aliás, os advogados estão obrigados a fornecer o CPF ou o CNPJ da fonte pagadora para a Receita Federal.

Ou será que além de acobertar um fato importante para que o crime seja desvendado, os advogados pretendem ainda sonegar o pagamento do imposto de renda, com a conivência da OAB?

Amanda Acosta
Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/11380/deputado-encurrala-a-oab-e-representa-sobre-a-questao-dos-honorarios-de-advogados-de-adelio

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