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De olho no dízimo de traficantes, amigos do alheio e outros corruptos, IASD investe no “evangelismo” em presídios

Depois de pescar almas semi-prontas para o batismo nos aquários evangélicos por décadas, a liderança estimula a pesca de peixes impuros nos lamacentos açudes prisionais. É o sistema “pesque-e-pague-dízimo” dos dias atuais! Usam versículos de Mateus 25 como pretexto, mas não esclarecem que no tempo dos apóstolos visitar alguém na prisão equivalia a colocar-se contra o Estado, correndo o risco de ser perseguido e preso por essa atitude.

Irmãos leigos envolvidos não percebem os reais objetivos do projeto, que explora a vulnerabilidade resultante da desestrutura familiar e das injustiças sociais e jurídicas, o sentimento óbvio de culpa da massa carcerária e a vontade de obter a bênção e o perdão de Deus a qualquer custo… A situação fica evidente no caso do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão, conforme estamos noticiando nesta semana. Além disso, a Organização fatura oferecendo cursos “ressocializantes” a detentos através de recursos que o Governo repassa a ADRA.

Nesses tais cursos, nada é dito sobre o dever cristão dos criminosos conversos de dividir sua riqueza com os pobres e, antes de qualquer outra doação para a Igreja, ressarcir e indenizar quadruplicadamente a quem defraudamos ou prejudicamos (Lucas 19:8). Para piorar, colocam as nossos filhos, das Escolas Adventistas, em risco, envolvendo-as em projetos relacionados a presídios.

CLIPPING DO NOTICIÁRIO OFICIAL 

TV Novo Tempo chega ao Complexo Penitenciário da Papuda

Detentos do presídio no Distrito Federal, conhecido por receber condenados do mensalão, terão acesso aos programas da emissora.

16 de dezembro de 2015

Doutor João Carlos Lóssio, Paulo Tavares e Cláudia Marciel durante o evento. Programação da TV Novo Tempo oferece conteúdos sobre família, saúde e espiritualidade

Brasília, DF… [ASN] Brasília, 10 de dezembro de 2015. O dia em que a esperança atravessou as grades e portões da unidade de segurança máxima do maior presidio do Distrito Federal. A partir desta data, milhares de presos que cumprem pena na Papuda passaram a ter acesso à programação da TV Novo Tempo em suas celas.

O Complexo Penitenciário da Papuda é formado por cinco presídios e abriga, aproximadamente, 15 mil detentos. A casa de detenção ganhou destaque na mídia nos últimos meses por receber os condenados no julgamento do mensalão.

O projeto de instalar canais de TV a cabo e um sistema de controle unificado é uma parceria entre a sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Distrito Federal e a Subsecretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O novo sistema vai permitir que os agentes controlem os horários e a programação nas TVs instaladas em cada cela, como explica a agente de atividades penitenciárias Cláudia Marciel.

“Antigamente os internos assistiam o que queriam e frequentemente ficavam expostos a programas que incitam o crime. Agora nós conseguimos ter o controle do horário e estabelecer que em todas as televisões passem um único programa”, explica Cláudia.

Programação diferenciada

Ao todo, seis canais estarão disponíveis no novo sistema, entre canais abertos e de TV acabo. Outra vantagem do sistema está na possibilidade de inserir filmes e vídeos de cunho cultural e educativo para os detentos através de um dispositivo USB.

Gabinete de controle instalada no presídio da Papuda, em Brasília

O projeto ainda vai passar por um período de teste, mas a iniciativa, que é inédita no Brasil, vem chamando a atenção de vários órgãos do governo e a perspectiva é que o sistema seja reproduzido nas penitenciárias em todo o território nacional. A funcionalidade do sistema foi destacada durante cerimônia de inauguração pelo subsecretário do Sistema Penitenciário do Distrito Federal, João Carlos Lóssio.

“Quando começaram a instalar, vieram aqui alguns  líderes do Estado e ficaram impressionados com o potencial e amplitude desse projeto. Inserir um canal com qualidade de conteúdo e de cunho religioso certamente atingirá milhões de pessoas, tanto os internos, como seus familiares e os próprios trabalhadores do sistema penitenciário”, evidencia Lóssio.

“A relevância dessa iniciativa está ligada diretamente em ajudar os indivíduos para o retorno deles ao convívio social”, acrescenta o diretor da Penitenciária do Distrito Federal II ( PDF-II), Ricardo Pedroza Martirena.

Liberdade

A ideia de inserir a programação da TV Novo Tempo no estabelecimento prisional nasceu de uma conversa descontraída entre a agente de atividade penitenciárias Cláudia Marciel e o desenvolvedor de sistemas Paulo Tavares durante uma reunião do Pequeno Grupo que frequentam.

“A Cláudia começou a frequentar o nosso Pequeno Grupo e estudar a Bíblia conosco. Um dia nós conversamos sobre a necessidade de aumentar a presença da Igreja Adventista dentro do presídio da Papuda. Eu imaginei que poderíamos instalar uma antena para receber o sinal aberto da Novo  Tempo e colocar uma TV em algum espaço comum”, conta Tavares. “Mas Deus foi dirigindo todos os detalhes e o projeto ganhou dimensões muito maiores.”

Eles compartilharam o projeto com os líderes da sede administrativa da Igreja Adventista para Brasília e cidades do entorno, que apoiaram e patrocinaram a iniciativa junto às entidades administrativas do presídio da Papuda. “Nós abraçamos esse projeto e investimos nele porque entendemos que, como Igreja, temos uma responsabilidade social para com a comunidade que estamos inseridos. Através desse projeto nós cremos que os que estão encarcerados poderão ser verdadeiramente livres em Cristo”, destaca Fernando Rios, secretário executivo da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Planalto Central. [Equipe ASN, Liane Prestes]

Fonte: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/comunicacao/tv-novo-tempo-e-inaugurada-em-penitenciaria-no-distrito-federal/

Multivoz realiza programação na Unidade de Internação Provisória de São Sebastião

Unidade faz parte do Complexo Penitenciário da Papuda.

2 de maio de 2016

Coral escolheu a dedo músicas que falam de esperança. [Messias Carvalho]

Brasília, DF… [ASN] Neste domingo, 1 de maio, o MultiVoz, coral da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Taguatinga Norte, levou esperança aos internos da Unidade de Internação Provisória de São Sebastião (UIPSS). A apresentação foi comemorativa aos Dia das Mães, que será celebrado no próximo domingo, 8 de maio.

As músicas apresentadas pelo coral falam de amor, fé, liberdade e esperança. O pastor da igreja de Taguatinga Norte, Carlos Oliveira, contou a história de José, personagem bíblico que mesmo sendo preso aos 17 anos, decidiu permanecer fiel a Deus. “Você tem a oportunidade de escolher, assim como José viver o sonho de Deus para sua vida, apesar das adversidades”, explica.

A dona-de-casa Maria José, de 43 anos, acompanhava o filho de 17, que está preso há 20 dias. Emocionada, contou que o garoto foi criado na igreja. A mãe sonha em ver seu filho retornando aos braços de Jesus. “As mensagens cantadas trouxeram esperança ao meu coração. Não tem sido fácil, tiro forças de onde não tenho. Creio que meu filho voltará para a igreja”, afirma Maria.

Internos ouviram sobre a fidelidade de José na prisão. [Messias Carvalho]

Outra mãe que compartilha da mesma aflição de Maria é Leila Mendes, 41. Todos os dias, ela diz orar para que seu filho, que está na Unidade de Internação há 11 dias, escolha um novo caminho. “Sinto uma paz ao ouvir vocês cantando. Também senti felicidade e esperança. Meu filho ficou atento a todas as músicas. Isso é um incentivo para ele ser uma pessoa melhor”, se alegra Leila.

Na avaliação do educador social Darlan dos Santos, visitas desta espécie melhoram o ambiente de trabalho na Unidade, pois corrobora para mudança de vida dos adolescentes. Para ele, a mensagem apresentada pelo coral abraçou todas as religiões, pois abordou princípios universais. “Os internos precisam disso. Ao ouvir as músicas, eles começam a refletir e isso contribui com os objetivos das medidas socioeducativas”, conclui.

Para os próprios coristas, este tipo de experiência é muito proveitosa, afirma o regente Alfredo Ericeira. “Isso é importante para o senso de missão, para levar a Palavra de Deus e para alcançar as pessoas onde quer que elas estejam”, diz.

Localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, a UIPSS é uma das sete unidades de internação do Distrito Federal. No momento, 197 adolescentes em conflito com a lei – na faixa etária de 12 a 18 anos – cumprem medidas socioeducativas na Unidade. [Equipe ASN, Pâmela Meireles com a colaboração de Messias Carvalho]

Missão em cadeias promove ressocialização de detentos

I Simpósio Nacional de Missão Prisional pretende estimular trabalho em penitenciárias.

Por Anne Seixas

Hermínio e José Vanderlei (à direita) contam seu testemunho com a missão prisional (Foto: Divulgação)

A população carcerária no Brasil abriga cerca de 725 mil pessoas, segundo pesquisa divulgada pela Pastoral Carcerária em setembro deste ano. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o sistema comporta cerca de metade desse número.

“Ali foram sete longos anos, preso e sem perspectivas”, diz José Vanderlei Leal, ex-presidiário que hoje atua no Ministério da Missão Prisional, ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Natural do Piauí, ele foi para São Paulo em busca de oportunidades de trabalho, mas acabou envolvido diretamente com o uso de drogas e crimes, como assaltos a bancos.

Depois de diversas fugas, foi detido na cidade de Marabá, no sul do Pará. Foi ali que conheceu Hermínio Barbosa dos Santos, voluntário que faz visitas regulares à unidade prisional.

Ligação afetiva

Dessas visitas surgiu uma relação próxima entre o encarcerado e o missionário. “Ela mostrou realmente o amor de alguém por minha pessoa. Naquela situação em que eu estava, eu não conseguia acreditar que alguém pudesse me amar”, destaca Leal.

“Mãe” Ruth, como é conhecida, conta histórias de sua relação com os detentos no Paraná (Foto: Anne Seixas)

Essa perspectiva é o que também motivou Ruth Tesche, conhecida como a mãe Ruth. Segundo ela, a carência afetiva é a maior necessidade que os presos têm. E essa foi a principal dificuldade que teve que vencer em si mesma. Hoje, quando os libertos não têm pra onde ir, são abrigados em sua casa e só saem de lá ao terem um emprego e condições de pagar o próprio aluguel.

Ruth começou o trabalho nas prisões como “mensageira” entre os filhos dos que cumpriam pena ou esperavam decisão da Justiça. Levava e trazia cartas, mas em sua mente, estava apenas ajudando as crianças. “Eu não gostava de preso, eu tinha raiva de preso”, exclama ao lembrar de seus sentimentos há 25 anos, quando fez as primeiras visitas.

No entanto, ela entendeu que essa seria a missão de sua vida. Dividia-se entre o trabalho como funcionária pública em Maringá, no Paraná, e as idas à unidade prisional. Aos poucos, foi conquistando o respeito tanto dos presos quanto da diretoria do presídio. Ruth chama todos de “meninos”, os filhos do coração, segundo a senhora prestes a completar 66 anos. “A pessoa não consegue sobreviver se ela não é amada”, pontua.

José Vanderlei Leal foi batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia por conta da forte influência da Missão Prisional no Pará. Ruth, no outro extremo do País, afirma que, como ele, mais de 2 mil pessoas se converteram ao adventismo ao longo das mais de duas décadas de trabalho.

Ressocialização e vida pós-prisão

Em artigo publicado pela bacharel em Direito Angélica Freitas, ela afirma que “essa experiência religiosa restabelece o sentido da existência, ensinando questões essenciais ao convívio em sociedade, como a importância de se amar o próximo, de se ter humildade, de ser solidário. Ela é apta ao resgate de valores humanitários, produzindo a sensação de comunhão com algo transcendente.”

Esse foi o tema do I Simpósio Nacional de Missão Prisional promovido pela Igreja Adventista no Norte do Brasil, sediado pela Faculdade Adventista da Amazônia. O pastor Ivanildo Cavalcante, líder do departamento de Missão Global, responsável por expandir a Igreja em locais que ainda não têm presença do adventismo, explica que o objetivo é estimular os voluntários a estabelecer núcleos que atendam a população carcerária nos municípios que têm unidades prisionais.

Além de histórias de ex-presidiários e de missionários, o evento contou ainda com a participação de um psiquiatra, com o Embaixador da Juventude da Organização das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (ONUDC), e do juiz Vanderley Oliveira, que atua diretamente nesse ministério em todo o Pará.

“Nós estamos trabalhando a questão da saúde mental, os termos legais do sistema penitenciário, a teologia, para que os participantes entendam que Deus tem uma preocupação bíblica com as pessoas encarceradas, e também o contexto social que envolve tudo isso”, declara Cavalcante. Entre as palestras, oficinas foram ministradas para ensinar estratégias para atingir esse público e o objetivo de ressocializar homens e mulheres que passam pelo sistema prisional.

Fonte: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/evangelismo/missao-prisional-simposio/

ADRA inaugura projeto para egressos do sistema socioeducativo

Em parceria com o Ministério Público do Trabalho, projeto da ADRA oferece cursos profissionalizantes e pretende atender 600 jovens até o fim do ano

27 de março de 2017
 

Autoridades municipais, estaduais e federais participaram da inauguração do projeto Reescrevendo Nossa História Foto: Anne Seixas

Belém, PA … [ASN] Foi inaugurado nesta segunda, 27, o projeto Reescrevendo Nossa História. A ação é uma parceria entre a Agência Adventista Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará. O espaço atenderá jovens e adolescentes egressos do sistema socioeducativo. A estrutura foi cedida pelo empresário Silas da Conceição, ex-detento que, ao mudar de vida, teve interesse em fazer algo por meninos que, a exemplo dele na sua juventude, um dia se envolveram com a criminalidade. O objetivo do projeto é reinserir esses jovens de forma saudável à sociedade, evitando a reincidência em atos infracionais.

Segundo Adriano Aureliano, diretor da ADRA Brasil no Pará, serão oferecidos cursos de corte e costura, cabeleireiro, manicure, serviços elétricos, prática de esportes e atendimento psicológico e social. “Aqui será uma oportunidade de profissionalização para que eles possam ingressar no mercado de trabalho, então é uma grande oportunidade de eles poderem reescrever a sua história”, explica Aureliano. O projeto, por sinal, consta da página oficial em português das Organizações das Nações Unida (ONU).

Comunidade esteve presente na abertura do projeto, que pretende atender 600 jovens até o fim do ano Foto: Anne Seixas

 

O objetivo é que, até o fim de 2017, 600 meninos e meninas sejam atendidos no local, que conta com salas climatizadas e preparadas para recebê-los. Os recursos para manter o projeto vêm da verba que o MPT arrecada com o descumprimento de acordos feitos para reduzir as irregularidades, além do apoio da Federação dos Empresários Adventistas do Pará. Sandoval Silva é procurador do Ministério Público do Trabalho no Pará e explica a origem da iniciativa: “Surgiu de uma concepção de ideia de uma sociedade que tem que ser responsável por todos os seus atos. Foi germinado no Ministério Público do Trabalho com base em uma tese de doutorado que eu fiz onde tem a premissa do diálogo institucional e o diálogo com a sociedade.” A partir daí, a busca por parceiros levou até o contato com a ADRA, com a Vara da Infância e Juventude, Fupapa (Fundação João Paulo XXIII), Fasepa (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará) e outros órgãos para colocar a ideia em prática.

Durante essa semana, será feito o cadastramento e a partir da próxima segunda-feira, dia 3, as aulas serão iniciadas de fato.  [Equipe ASN, Anne Seixas]

Fonte: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/projetos-sociais/adra-inaugura-projeto-para-egressos-do-sistema-socioeducativo/

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Detentos recebem cartas de alunos da Rede Adventista de Educação

O projeto une Língua Portuguesa e o campo espiritual, induzindo os alunos a um aprendizado consistente

Por Simone Joe
31 de outubro de 2018
 

O projeto visa contemplar os aspectos educacional e espiritual, que são as bases da Rede de Educação Adventista (Foto: Luiz Kederson)

“Nesse mundo digital, eu nunca tinha escrito uma carta! Também nunca tinha escrito uma carta para alguém que eu não conheço, principalmente para alguém que está preso. Então está sendo uma experiência nova e muito boa para mim”, exclama Giovana Costa, aluna do 9º ano da Escola Adventista de Bacabal, localizada na região sul do Maranhão.

Numa época em que o meio de comunicação mais utilizado é a internet, o projeto Cartas de Esperança, desenvolvido pela Equipe de Apoio à Capelania e pela docente de Língua Portuguesa, veio para mostrar que essa prática ainda é válida, especialmente porque os destinatários são pessoas que se encontram numa situação delicada.

“No campo da Língua Portuguesa, eles vão trabalhar justamente a escrita e conhecer o gênero textual de carta. No campo espiritual, os alunos estarão levando esperança para os presidiários, falando do amor de Cristo, da volta de Jesus e do perdão que Ele tem para dar para todas as pessoas, quando há o arrependimento”, assegura a professora Daniela Lemos.

Os detentos também enviaram cartas aos alunos como forma de gratidão (Foto: Luiz Kederson)

Mesmo tendo um prazo para realizar a tarefa, assim que a proposta foi lançada os alunos de pronto começaram a escrever suas cartas. O pastor escolar, Jailson Lima, conta que a ideia surgiu quando, em visita ao presídio da cidade, foi surpreendido com o pedido de um detento para que entregasse uma carta à família que não via há muito tempo. “Eu fiquei pensando: ‘há quanto tempo eles não recebem uma carta com uma mensagem de conforto?’ Começamos a conversar com professores e fomos amadurecendo a ideia de um projeto, considerando o slogan da escola, que é ir muito além do ensino”, relembra.

Após algumas semanas, as cartas chegaram às mãos dos destinatários, que também receberam uma folha em branco para enviarem respostas de agradecimentos aos alunos. O gesto foi bem aceito pelos detentos. “Para mim foi importante receber essa carta. Estou praticamente há dois anos preso e nunca recebi uma carta na minha vida. Às vezes a gente precisa de uma palavra amiga, de alguém. Todo mundo tem sentimento”, expressa o detento Jhon Wilami Carvalho.

A Caravana da Esperança atende aos detentos desde 2013 e há dois anos fundou uma igreja dentro do presídio (Foto: Luiz Kederson)

Ministério consistente com os encarcerados

Para o assistente social Roberto Abade, essa assistência traz impactos aos encarcerados:“O sentimento de rejeição e indiferença que esses indivíduos recebem tanto por parte da sociedade como do Estado dificulta sua reinserção na sociedade. Ações como essa possibilitam uma nova perspectiva de vida, no sentido de eles entenderem que mesmo com seus erros, é possível ver o amor verdadeiro expresso através desses gestos”, ressalta.

Segundo a Rede Justiça Criminal, o número de detentos no Brasil triplicou no período de 2000 a 2014. No entanto, há indícios de que os presídios que recebem assistência de igrejas evangélicas diminuem os índices de rebelião. A unidade prisional de Bacabal é um desses exemplos. Desde 2013, a Caravana da Esperança, grupo composto por 30 voluntários adventistas, visita semanalmente o presídio. Ao longo dos anos, as ações se intensificaram e mudanças positivas foram sendo percebidas, até que o grupo recebeu o aval da unidade prisional para a construção de um templo adventista dentro do presídio.

A congregação foi inaugurada em setembro de 2016 e os cultos acontecem aos domingos, no período da tarde. Desde o início do projeto evangelístico, aproximadamente 100 pessoas já foram batizadas.

Fonte: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/educacao/detentos-recebem-cartas-de-alunos-da-rede-adventista-de-educacao/

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