Neumoel Stina e o caso do ex-ladrão que não roubava aos sábados…

“Deus não está preocupado em dar prosperidade para alguém porque esse alguém lhe é fiel. Nós não pregamos prosperidade aqui. Deus dá prosperidade para nós usarmos para o bem, independente se nós estamos com Ele ou se nós não estamos, porque a História revela isso.” Você concorda com essa afirmação de Neumoel Stina? Abençoaria Deus a traficantes, rufiões, ladrões e outros corruptos com prosperidade para que façam o bem a terceiros, ou mesmo beneficiem a própria IASD com doações? Há bênção na riqueza obtida ilicitamente?

Sendo assim, por que elogiou Cristo a atitude de Zaqueu que se comprometeu a distribuir metade de sua riqueza entre os pobres e ainda ressarcir e indenizar quadruplicadamente a aqueles a quem tinha roubado e defraudado? Não estaria o Mestre reforçando o ideal de justiça perfeita do direito romano, segundo o qual a sanção para o crime deve prever nulidade e penalidade? Ou seja não basta, por exemplo, prender um criminoso por algum tempo. É preciso que a lei o obrigue a restituir e indenizar a suas vítimas!

É preciso tornar o crime ineficaz, restituindo a situação ao estado anterior ao descumprimento da norma. A sanção de nulidade é considerada preferível no direito romano, dado que desfaz o dano causado e restaura a justiça, sendo esta a intenção da aplicação do direito. Ex-bandido bom é ex-bandido que devolve tudo que roubou com juros e correção monetária, além de indenizar a família de suas vítimas!

Conheça mais sobre a história de Sila da Conceição, o ex-ladrão adventista, que não roubava aos sábados e contribuía com o INSS. Hoje é dono de duas frotas com mais de 200 táxis e treze imóveis nos Estados Unidos…

É lícito ter frotas de táxi?

Não há dados oficiais, mas depoimentos colhidos pelo Ministério Público de São Paulo indicam que cerca de metade dos 34.000 taxistas de São Paulo comprou ou alugou o alvará de que se utiliza. Os valores do aluguel somam em média 1700 reais mensais – ou uma diária de 150 reais caso o motorista alugue também, além da licença, um carro de frota. Já a soma para compra do alvará pode chegar a 180.000 reais. Os alvarás em circulação são permissões que foram concedidas pela prefeitura gratuitamente e a legislação proíbe todo o tipo de comercialização dessas licenças. Para se ter uma ideia, as taxas anuais que os donos de alvarás têm de pagar à prefeitura somam cerca de 250 reais. …

O Ministério Público do Estado de São Paulo investiga o comércio ilegal de alvarás desde 2011. Em dezenas de depoimentos aos quais o site de VEJA teve acesso, taxistas relatam que as práticas irregulares ocorrem sob o nariz dos agentes do Departamento de Transporte Público (DTP), ligado à secretaria municipal de Transporte – e, em alguns casos, são eles os principais mentores do esquema. “Muitos detentores de alvarás são policiais, funcionários municipais, assessores parlamentares e outros agentes públicos. Muitas famílias têm dois ou mais alvarás em nome do marido, esposa e filhos e os alugam a terceiros. Assim, as referidas permissões públicas são comercializadas como se fossem direitos privados”, diz um dos depoentes. O comércio é tão descarado que os jornais da categoria anunciam na seção de classificados a “transferência” de alvarás.

O material serviu como base para uma ação movida pelo promotor Silvio Antonio Marques, que recomendou à prefeitura cancelar todas as 34.000 licenças em vigor e fazer uma licitação para fornecê-las. Segundo Marques, o sistema é todo corrompido desde a sua instituição, pois os alvarás sempre foram concedidos por meio de sorteio. “Bastava a pessoa ser sorteada pela lotérica que ganhava o alvará. Entrava qualquer um, quem queria ser taxista e quem só pretendia fazer dinheiro com a licença”, disse Marques. Sobre as frotas, é ainda mais enfático: “Como uma pessoa tem sozinha mais de cem alvarás e explora os motoristas com algo que foi dado de graça a ela?”. Ouvida, a prefeitura de São Paulo informa que “sempre que há prova documental ou denúncia de locação de Alvará de Estacionamento de Táxi, o DTP abre processo administrativo que pode resultar na cassação do alvará de estacionamento e do Condutax dos taxistas envolvidos”.

A ação movida contra a prefeitura para anular as licenças está paralisada após o Tribunal de Justiça de São Paulo considera-la improcedente, em 2014. O promotor recorreu da sentença e argumenta que, por ser um serviço público, é obrigatório que haja a concorrência, conforme define a Constituição. Por esta ótica, ganharia o alvará quem desse o melhor lance e a licença se tornaria – por tempo pré-determinado – um bem do motorista. A prefeitura alega que não tem material “físico e jurídico” para instaurar as licitações. Para Marques, a prefeitura tende a se afastar da questão para não comprar briga com as entidades sindicais. …

O comércio de alvará é feito tranquilamente nas ruas, sobretudo nas proximidades do DTP, com ajuda de despachantes. O esquema ganha ares de legalidade quando o dono do alvará e o comprador comparecem ao departamento para formalizar o repasse da licença. A lei permite a transferência do alvará apenas por doação. Os dois garantem ao fiscal que não houve transação financeira e ninguém investiga se dizem a verdade. Alguns taxistas preferem chamar o valor cobrado de “gratificação” pelos anos trabalhados.

Processo semelhante ocorre com a locação das permissões. Cada alvará pode ter até dois motoristas inscritos. Em boa parte dos casos, o segundo motorista é um locatário. Um dos taxistas ouvidos pela reportagem conta que, para conseguir o aluguel, precisou pagar, além da mensalidade, uma taxa inicial de 10.000 reais e um carro novo para o dono do alvará, pelo qual pagou 50.000 reais. O domínio dos pontos é outro caso que chama a atenção: taxistas pagam até 500 reais mensais para circular por regiões da cidade com elevado fluxo de passageiros, como Vila Olímpia, na Zona Sul, ou Brás, no Centro. Diante das tantas irregularidades, é difícil saber quem são os clandestinos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/mercado-negro-de-alvaras-a-real-ameaca-aos-taxistas/

Outro caso de “Mudança de vida”

Ao longo de 25 anos de intercessão, os frequentadores do Culto da Mata, em uma das áreas verdes do campus do Unasp-SP, têm ouvido histórias dramáticas de conversão, algumas vivenciadas por eles e outras contadas por visitantes. Esse é o caso do funileiro Dino Franco Araújo, de 36 anos, que testemunhou para mil pessoas, em uma programação liderada pelo pastor Luiz Gonçalves, como deixou a vida de crimes para tornar-se um discípulo de Cristo.

Aos 13 anos, Dino participava de assaltos e trabalhava para traficantes, na Zona Leste paulistana. “Morava com minha mãe e minhas irmãs, mas era muito independente. Eu era dono de mim mesmo. Fazia o que queria e achava certo. Esse foi o problema”, afirma.

Com o tempo, além de vender, ele passou a consumir drogas e a ganhar espaço entre os líderes do tráfico. Dino não temia o futuro. Medo era uma palavra que não fazia parte de seu vocabulário. “Na minha concepção, eu não tinha o que perder. Encarava a morte como uma consequência. Enfrentava o perigo e agia sem pensar em nada”, declara Dino que, aos 18 anos acabou preso pela primeira vez por tráfico de drogas.

A primeira iniciativa

Por mais que se achasse autossuficiente, Dino sentia algo estranho, como se dependesse de Alguém. Um dia, no presídio, ele acordou angustiado e, de forma autoritária, desafiou a Deus pedindo que o libertasse dali. Para sua surpresa, assim que terminou a prece, uma agente visitou sua cela, dizendo que Dino estava liberado.

De volta às ruas, ele retornou ao mundo do crime. Foi preso mais duas vezes: por assassinato e sequestro. Na cadeia, Dino cometeu crimes hediondos. Passou por vários presídios e chegou a integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) na Casa de Detenção de São Paulo, o antigo Carandiru. “Eu me transformei num monstro. Ao mesmo tempo em que tinha a sensação de poder, me sentia vazio e um lixo por dentro. Por isso, questionava muito Deus”, relata.

Luz em meio à escuridão

Após cumprir seis anos de pena, Dino voltou para casa, frequentou diversas denominações até se assistir ao DVD O Grande Conflito, apresentado pelo pastor Luís Gonçalves. Interessado pela doutrina do sábado, ele acompanhou os estudos até o fim para saber qual igreja ensinava a guardar o dia sagrado. Tempos depois, também providencialmente, alguém passou na oficina em que Dino trabalhava e lhe explicou onde ficava a igreja adventista mais próxima da residência dele. “Por providência divina, esse rapaz me apresentou a igreja que fica na região de Embu das Artes, a qual eu comecei a frequentar e faço parte hoje”, diz o funileiro.

Os estudos bíblicos foram complementados por um membro da igreja e o ex-presidiário foi batizado. “Minha vida foi um milagre. Hoje eu consigo ter a paz que tanto precisava e buscava. Antes eu estava preso, mas Jesus me libertou”, garante. Hoje Dino coordena uma classe de estudos da Bíblia para idosos e ajuda na sonoplastia da sua igreja. Para aperfeiçoar seu conhecimento bíblico, ele está frequentando um curso básico em Teologia, com duração de dois anos. O sonho dele é que seus familiares abracem a mesma mensagem bíblica na qual ele acredita. [Equipe ASN, Danúbia França]

Fonte: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/eventos/unidos-em-oracao-na-madrugada/

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