Ex-pastor vítima de injustiça administrativa é o único a defender o juízo investigativo

Ezequiel Rosa Gomes Júnior ficou conhecido inicialmente no YouTube por seus vídeos de denúncias contra a corrupção e a injustiça de decisão que culminou em sua demissão do quadro pastoral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pelo fato de ter participado de manifestação em favor do impeachment da ex-presidente petista Dilma Houssef, a quem a Organização adventista apoiava. Pesquisa no Google, usando seu nome completo, revela que discute também o caso na Justiça. Contudo, representou oficialmente a IASD em programa nacional de televisão que debatia a doutrina do juízo investigativo, e após convite de irmãos dissidentes da TV Caminho Livre, já produziu 50 vídeos sobre o tema. Nenhum outro pastor adventista aceitou o desafio.

1 thought on “Ex-pastor vítima de injustiça administrativa é o único a defender o juízo investigativo

  1. 1844 e o Juízo

    Ouvi, muitos sermões sobre o “juízo investigativo” que, na sua maioria, faziam pairar sobre a cabeça de cada um, uma espada de Dâmocles, na mais primorosa “técnica medieval” de motivação pelo medo, que inclusive levou à formulação da doutrina do inferno da ICAR, para manter sob jugo os fiéis, e talvez sem saber, a serviço do inimigo de Deus, denegrindo Seu caráter de AMOR e JUSTIÇA!
    Quantas vezes ouvi: CUIDADO, O JULGAMENTO COMEÇOU EM 1844, INICIANDO PELOS JUSTOS MORTOS, A PARTIR DE ABEL, E TERMINADO O JULGAMENTO DOS MORTOS, PASSANDO PELOS VIVOS, A QUALQUER MOMENTO SEU NOME PODERÁ ESTAR PAS-SANDO! CUIDADO! VEJA LÁ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO!, etc., etc.
    Enquanto juvenil, tive muito medo, depois a medida que fui amadurecendo, fui ficando intrigado com essas declarações intimidatórias, contraditórias com o que podia ser verificado na Bíblia sobre o caráter de Deus e também sobre uma de Suas características de Poder: ONISCIÊNCIA!
    Veja a incongruência conceitual da doutrina do “juízo investigativo” acima apresentado: “justo, Abel, o 1º morto considerado justo”, ora, antes de 1844, já se sabia que Abel era justo, portanto já havia sido julgado! E considerado justo! E declarada a sua condição, perante os seres humanos e perante todo o Universo!
    Vejamos outro exemplo: – Belsazar, (Daniel 5:27), muito antes de 1844, foi julgado, achado em falta, e condenado! E assim podemos ver em toda a Bíblia Sagrada, inúmeros exemplos, ou quase todos os personagens, com algumas exceções onde não aparece o veredito Divino, nem indicação segura do resultado do julgamento Divino sobre a vida vivida. Lembro-me ainda dos povos, inimigos de Deus e por conseqüência da nação Israelita por ocasião de sua instalação na Palestina, porque Deus já havia julgado e condenado aquelas pessoas, mandou que fossem todos destruídos.
    Deus não está limitado ao tempo para julgar! Deus é ONISCIÊNTE !
    Ademais, não serão apenas os atos e ações que serão julgados, e até as omissões, mas principalmente as intenções, ainda que não se realizem. (Mateus 5:28)
    Mais um exemplo de julgamento e absolvição antes de 1844 é o que está relatado em Lucas 23:43, o caso do malfeitor, conhecido como “bom ladrão”, pela tradição, chamado Dimas. Inclusive este fato é prova de que o julgamento é competência de Cristo (João 5:22), bem como é prova de Sua Divindade, inclusive demonstrada e utilizada antes de Sua ressurreição! Só Deus pode conceder VIDA ETERNA!
    Outra questão intrigante nesse processo do juízo, é a intercessão! Quantas vezes tenho visto, por ocasião do falecimento de alguma pessoa, todo tipo de apelo por intercessão de “santos”, inclusive junto a alguém “superior a Deus”, a “virgem Maria”, “mãe de Deus”, como se Deus fosse, no mínimo, insensível, ou passível de ser demovido de Sua intenção de condenar ou absolver alguém; isso no mínimo é estar dizendo que Deus não é capaz de ser justo, e só faria justiça depois do apelo intercessório! ISSO DESTRÓI A ONISCIÊNCIA DE DEUS!
    Bem, mas e a intercessão de Cristo?
    Esta é uma outra questão intrigante a ser esclarecida!
    Partindo da premissa de que Deus, o Pai, a ninguém julga (S. João 5:22, Atos 17:31), nesse processo de juízo, como se pode entender a intercessão de Cristo? (Romanos 8:34, Hebreus 7:25).
    Se o Pai a ninguém julga, por que Cristo intercederia junto ao Pai se é Ele, o próprio Cristo, quem julga? Pois também não podemos entender que Ele (Jesus) faça intercessão para consigo mesmo! Além do que Deus não muda! (Malaquias 3:6 e Tiago 1:17).
    Para harmonizar essa situação, devemos entender que, o que Cristo faz é se interpor entre o pecador arrependido e a exigência do cumprimento da Lei, para justiça, o que é impossível ao pecador, Jesus se apresenta como substituto. Essa é a intercessão de Cristo, não uma apelação a Deus para mudar-lhe de decisão, pois Deus não muda, e também a decisão de absolvição ou condenação é atribuição do próprio Cristo, assim a intercessão de Jesus é perante a exigência da Lei de Deus, que é a expressão do Seu caráter.
    Bem, mas, e o juízo de que a Bíblia fala?
    O conceito de juízo não é restrito ao ato de decidir, absolvição ou condenação. Esse ato de decisão, inclusive de divulgação do veredito, de caso a caso, conforme já exposto, não se iniciou em 1844, pois pelos exemplos bíblicos, julgados e declarados, todos ocorreram antes de 1844, e não devemos entender que esses casos teriam sido de julgamento antecipado, e que os demais casos, não relatados seriam julgados após 1844, isso no mínimo seria limitar Deus no tempo!
    E ainda restaria uma outra questão: COMO FICARIA A ONISCIÊNCIA?
    Conseqüentemente surge então a pergunta: O que está acontecendo desde 1844?
    1. Na Terra, a Igreja, instituição Divina, correspondente ao Santuário do deserto, passou a ser purificada das errôneas doutrinas, especialmente daquelas que eliminavam o sacrifício de Cristo como o único meio de absolvição, essencial para salvação, portanto o pecado mais grave que pode existir: trocar o Caminho de Deus por outro caminho, seja indulgência ou qualquer invenção humana ou proveniente do inimigo.
    “Certos fatores relativos à cena desse juízo celestial devem ser notados. Primeiro, ele acontece no Céu. Segundo, acontece antes do estabelecimento do reino de Deus. Terceiro, refere-se ao julgamento de um falso sistema religioso, sugerindo a restauração da verdade antes de Deus restabelecer Seu reino na Terra. Quarto, essa restauração envolve verdades pisoteadas pelo chifre pequeno como o
    sábado, os Dez Mandamentos, a salvação pela fé, a mortalidade da alma etc.” – (Lição da Escola Sabatina, 3º trim./2006, Auxiliar, pág. 51 – título III. O juízo celestial – 2º §)

    2. No Céu, os livros foram abertos, para mostrar ao Universo a justiça de Deus, e como “ninguém merece”, Jesus intervém, intercede, se apresentando como justiça nossa. Isso não é um ato decisório, de absolvição ou condenação, é um processo demonstrativo da justiça Divina. Nem tampouco uma apelação ao Pai para demovê-lo da condenação, visto que não há um justo sequer. (Romanos 3:10)

    …“Assim, a obra de Jesus no santuário celestial desde 1844 é o cumprimento do Dia terrestre da Expiação.
    Realmente, estamos vivendo no tempo do Dia celestial da Expiação. Os que afirmam ter recebido Jesus serão aceitos com base em sua lealdade e discipulado a Cristo. Esse exame também demonstrará ao Universo que a morte expiatória de Cristo justifica a posição de Deus no grande conflito e Seu juízo sobre o pecado e Satanás. O juízo pré-advento não é ficção teológica. Ao contrário, é a maneira de Deus fazer com que o Universo veja que o amor que conduziu o Salvador à cruz forma a base para a salvação dos fiéis, a condenação dos pecadores e a justificação do juízo de Deus contra o pecado e Satanás.” (Lição da Escola Sabatina, 3º trim./2006, Auxiliar, pág. 168 – 1º §)
    Portanto, tenho a esperança e gostaria de ainda ver a substituição da intitulação para esse evento, que teve inicialmente o título de “Juízo Investigativo”, agora sendo chamado de “Juízo Pré-Advento”, talvez por “Juízo Demonstrativo” e uma explicação melhor elaborada.

    Dessa forma, a “espada de Dâmocles”, o JUÍZO, ou seja o julga-mento e a decisão final para cada um, não cai na cabeça de cada um dos vivos quando seu nome é julgado, após 1844, isto já aconteceu antes da fundação do mundo, quando Deus planejou nossa redenção. (I Pedro 1:20)
    Isto não é predestinação, Deus apenas sabe, antes que aconteça, isto é ONISCIÊNCIA! Deus não precisa investigar nada, Ele sabe tudo. Por isso entendo que demorou para substituição da nomenclatura “Juízo Investigativo”, uma vez que nos processos judiciais que conhecemos, a investigação só se faz necessária nos casos de desconhecimento das ações e intenções que produzem fatos considerados criminosos, pela justiça.
    Ainda, na lição Esc. Sab. 3º trim., na parte auxiliar, pág. 51, sob o título: “O juízo celestial” está muito claro que fase do julgamento está acontecendo desde 1844, e o quarto fator esclarece Dan. 8:14 “… A restauração da verdade… verdades pisoteadas pelo chifre pequeno como o sábado, os Dez Mandamentos, a salvação pela fé, a mortalidade da alma, etc.”

    Portanto, a purificação do santuário, é muito diferente do conceito de “juízo investigativo” para saber se a pessoa “A” ou pessoa “B” será condenada ou absolvida.
    Ademais, outra questão a ser considerada sobre o Santuário Celestial, modelo do Santuário Terrestre, que era uma sombra, é muito mais abrangente do que um mero espaço no céu, cujo terrestre guardava alguma semelhança de medidas, compartimentos ou utensílios, haja visto que o real, teve o seu pátio (no terrestre, onde o animal inocente era imolado como oferta pelo pecador) aqui na Terra, no Monte da Caveira (Calvário). O Santuário Celestial é muito mais do que uma construção material; é um processo Divino de libertação do pecado, através da vida e obra de seu Filho Unigênito, o Cordeiro de Deus, que derramou o seu sangue, aqui na terra. Assim o Pátio do Santuário Celestial não está no Céu; foi aqui na Terra.
    Dessa forma o Santuário Celestial transcende a um espaço físico no Céu.
    Portanto, o modelo celestial mostrado a Moisés nada mais foi do que um projeto arquitetônico ou maquete, que poderá eventualmente continuar existindo pela eternidade “in memoriam”.
    A promulgação do veredito só ocorre após o encerramento do julgamento. No caso do julgamento Divino não há possibilidade de apelação uma vez que não há erro judiciário pois Deus é ONISCIENTE e não erra.

    A lição da Esc. Sab. 3º trim/2006 – Auxiliar, pág. 51 – No tópico “O juízo celestial” – Conforme Daniel 7:26, fala do julgamento da ponta pequena. Nenhuma menção de julgamento pessoal!

    Na pág. 168 – “O juízo pré-advento não é ficção teológica. Ao contrário, é a maneira de Deus fazer com que o Universo veja que o amor que conduziu o Salvador à cruz forma a base para a salvação dos fiéis, a condenação dos pecadores e a justificação do juízo de Deus contra o pecado e Satanás.”
    Aqui diz que a atividade do juízo pré-advento (Dan. 7:26 e Apoc. 14:7) é a justificação do juízo de Deus! e não o julgamento de cada pessoa pecadora. Ou seja: está dando satisfação ou explicação da sua justiça.

    A justiça Divina, é um longo processo que, começou antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), quando foi feito o plano da redenção (1Pedro 1:20), começa o “JUÍZO”, que tem várias fases; inclusive a última, que tem sido chamada de “Juízo Final” ou “Juízo Executivo”, ou seja: A TOTAL ERRADICAÇÃO DO PECADO E PECADORES!

    Antes do “Juízo Executivo”, temos ainda uma fase que ocorrerá após a segunda vinda de Cristo e antes do “Juízo Final”, durante um período de 1000 anos, descrita em Apocalípse 20.

    Neste período, os habitantes da terra, seres humanos salvos por Cristo, farão a revisão do “Juízo”, em relação a outras pessoas, aquelas que não aceitaram o plano de salvação proposto por Deus.

    É interessante notar que, em verdade, tanto agora, após 1844, quando Deus “abriu os livros” ou está demonstrando perante o Universo, àqueles que tem acesso ao céu (trono de Deus), seres criados à imagem e semelhança do Criador, que comparecem diante de Deus (Jó 1:6), estão e estarão fazendo a revisão do “julgamento de Deus” para verificar se Deus foi justo ou não, ao escolher um e não escolher outro!

    O Juízo, desde 1844, é o Juízo de Deus! DEUS ESTÁ SENDO JULGADO PELAS SUAS CRIATURAS, SE ELE É JUSTO OU NÃO !

    E assim o inimigo, acusador, que disse para os anjos no céu que Deus não era justo mas arbitrário, disse para Eva que Deus não era justo pois não queria que ela ficasse sabendo tudo, disse que certamente eles não morreriam e outras tantas mentiras, ele é o pai da mentira, será para sempre desmascarado!

    DEUS SE PERMITE SER JULGADO, pelas suas criaturas, se Ele é ou não JUSTO !

    Isto acontece em duas fases: Uma antes e outra depois da segunda vinda de Cristo !

    Desde 1844, quando se “abriram os livros” (Daniel 7:10), todo universo não caído está tendo esta oportunidade, até Jesus declarar “está feito”, então Cristo vem a esta terra, pela segunda vez, e, após esse evento começará o período dos mil anos descrito em Apoc. 20, quando os seres terrenos salvos farão o mesmo que agora está sendo feito pelos demais que têm acesso ao trono e à JUSTIÇA !

    Aí está o JUÍZO; começou com estabelecimento do plano da redenção e terminará após o milênio !

    Esta abordagem tem um destaque da fase entre a data histórica da proclamação do “juízo” (22 de outubro de 1844) e o momento do fim da “graça”, quando Jesus declarar: Está feito.

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