Venezuela: Casal de indígenas mortos pela Guarda de Maduro era adventista

Desde a sexta-feira 22 de fevereiro, quando a ajuda hu,anitária solicitada para chegar através das fronteiras começou a acontecer, o exército venezuelano confrontou membros de uma aldeia indígena Pemón, em San Francisco de Yuruani, que tentou permitir a passagem desse auxílio. A Guarda Bolivariana já matou pelo menos quatro pessoas, entre eles dois proprietários de uma barraca de comida na estrada principal para a fronteira com o Brasil. Ambos eram membros da Igreja Adventista do Sétimo dia.

Fonte: https://www.nocreasnada.com/masacre-para-evitar-la-ayuda-el-ataque-a-san-francisco-de-yuruani/

Confrontos na fronteira com a Venezuela deixam 2 [adventistas] mortos e 15 feridos

Sete venezuelanos são atendidos em Roraima

Publicado em 22/02/2019 – 17:37 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Brasília

O dia começou tenso e com confrontos entre militares e manifestantes na fronteira do Brasil com a Venezuela, que foi fechada por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. De acordo com parlamentares, duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas. Pelo menos sete venezuelanos baleados foram conduzidos para hospitais em Boa Vista, Roraima. As vítimas são indígenas, segundo parlamentares e organizações não governamentais.

O conflito, segundo relatos, ocorreu a 60 quilômetros da fronteira onde há uma comunidade indígena da etnia Pemon, favorável à ajuda humanitária internacional. Como os indígenas tentaram desobstruir a via, impedida pelos militares venezuelanos, os confrontos começaram.

A Secretaria de Saúde de Roraima informou que os cinco feridos foram baleados e transportados em ambulâncias venezuelanas autorizadas a cruzar a fronteira. Eles estão sob observação médica no Hospital Geral de Roraima. Segundo a secretaria, cinco pacientes tiveram de passar pelo centro cirúrgico. Os demais venezuelanos foram atendidos no setor do grandes traumas e permanecem em observação.

Ambulância que transportava pessoas feridas durante confrontos no sul da cidade venezuelana de Kumarakapay, perto da fronteira com o Brasil, é assistida por pessoas na fronteira entre a Venezuela e o Brasil, em Pacaraima.

Mortos

Em sua conta no twitter, o deputado federal Americo de Grazia, apoiador do autoproclamado presidente da República, deputado Juan Guaidó, divulgou que dois índios morreram e 15 ficaram feridos durante o enfrentamento com tropas das Forças Armadas, na cidade de Gran Sabana, em Bolívar, próximo à fronteira com o Brasil.

De acordo com a associação civil Kapé Kapé, os cinco feridos são indígenas da comunidade de Kumarakapay. As duas vítimas fatais foram identificadas como Zoraida Rodríguez e Rolando García, atingidos por tiros disparados por agentes da Guarda Nacional venezuelana.

Zoraida Rodríguez morreu no local e Rolando García teria morrido no Brasil, durante atendimento médico. Ambos eram indígenas adventistas da etnia pemon-taurepan. Aos 46 anos, a mulher seria mãe de seis filhos e vendia empadas e outros salgados numa banca (ou quiosque) na área onde ocorreu o enfrentamento. Era líder do departamento infantil da Igreja adventista da comunidade Pemon de Kumarakapay, onde seu esposo Rolando Garcia Martínez, de 53 anos, era ancião. Rolando, ferido, foi levado para o hospital de Roraima, onde veio a óbito por ter sido gravemente ferido.

“Sem qualquer mediação, os funcionários da Guarda Nacional abriram fogo contra um grupo indígena que tentava impedir a passagem dos militares a fim de garantir a chegada da ajuda humanitária enviada à fronteira com o Brasil”, informa a Kapé Kapé em seu site, pedindo que os fatos sejam investigados a fundo a fim de que os responsáveis pelos disparos sejam identificados.

Pessoas esperando para atravessar para a Venezuela em frente aos guardas nacionais venezuelanos na fronteira entre a Venezuela e o Brasil em Pacaraima.

Justificativa

Após o confronto entre manifestantes e militares, Maduro usou sua conta no Twitter para defender os efetivos repressivos. “Nossas Forças Armadas estão mobilizadas em todo o território nacional para garantir a paz e a integral defesa de nosso país. Todo meu respaldo as Redi [Regiões de Defesa Integral] e às Zodi [Zonas de Defesa Integral]”, escreveu Maduro, afirmando, em outra postagem, que, na fronteira com a Colômbia, “povos indígenas se concentraram em apoio à Revolução Bolivariana”.

O autoproclamado presidente Juan Guaidó também usou o microblog para se solidarizar com os parentes dos dois mortos e com os feridos. O deputado também cobrou um posicionamento dos militares venezuelanos.

“Decidam de que lado estão nesta hora definitiva. A todos os militares: entre hoje e amanhã, vocês definirão como querem ser lembrados. Já sabemos que estão com o povo, vocês deixaram isso muito claro. Amanhã, poderão demonstrar isso”, disse Guaidó, referindo-se à previsão de que a ajuda humanitária enviada à fronteira com o Brasil comece a ser distribuída à população venezuelana neste sábado (23).

Com informações da Agência Brasil e outras:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2019-02/confrontos-na-fronteira-com-venezuela-deixa-2-mortos-e-15-feridos

2 indígenas [adventistas] morrem em confronto com militares venezuelanos na fronteira com o Brasil

Por RFI Postado em 02-22-2019 Modificado em 02-22-2019 às 17:34

A oposição venezuelana denuncia que, perto da fronteira com o Brasil, morreram dois índios Pemón e cerca de quinze ficaram feridos após uma intervenção do exército venezuelano. Entrevistamos o deputado da oposição do estado de Bolívar, Américo de Grazia.

Dois mortos e 15 feridos deixaram um confronto entre militares indígenas e venezuelanos nesta sexta-feira no estado de Bolívar, fronteira com o Brasil, quando tentaram manter aberta uma estrada para a entrada da ajuda humanitária.

“Ontem à tarde, os índios Pemon montado um posto de controle para evitar que o equipamento militar, comboios, as forças repressivas, soldados, guarda nacional, entrando Santa Elena de Uairen para reprimir os cidadãos esperam ajuda humanitária”, disse o deputado de oposição do estado de Bolívar, Américo de Grazia.

“De manhã, o comandante-geral da Guarda Nacional, o coronel Montoya, se apresentou para reprimir os índios e praticamente o incendiou, com armas e balas”, acrescenta o deputado.

Pessoas caminham para tentar atravessar a fronteira entre a Venezuela e o Brasil em Pacaraima.

O deputado também disse que a comunidade indígena manteve detido o comandante da Guarda Nacional, o coronel Montoya, identificado como responsável pelo que aconteceu: “Os índios, no meio da operação, conseguiu capturar o comandante da Guarda Nacional e é parou neste momento “.

“Você aspira e espera que a justiça seja feita. (…) Insistimos que a melhor ajuda humanitária que o povo venezuelano pode receber é a saída do usurpador do poder em Miraflores “, conclui Américo de Grazia.

O mega-concerto de caridade “Venezuela Aid Live” na Colômbia, na fronteira com a Venezuela, está apenas começando. Uma espécie de antessala para a entrada anunciada de ajuda humanitária à Venezuela, marcada para amanhã.

A 300 metros dali, o chavismo prepara seu próprio concerto de três dias, do qual não se conhecem detalhes. O local é fortemente vigiado por militares e ainda não há multidões do público.

Fonte: http://es.rfi.fr/americas/20190222-mueren-2-indigenas-en-choque-con-militares-venezolanos-en-la-frontera-con-brasil

Em espanhol: Conheça toda a história da comunidade adventista a que estes irmãos pertenciam

Historia-de-los-Pemon-de-Kumarakapay

 

Deixe uma resposta