Lições da destruição da Universidade Adventista de Moçambique que nossos teólogos não perceberam

No artigo “Lições de Battle Creek”, publicado na Revista Adventista online, Alberto R. Timm afirma: “Quem se esquece do passado está condenado a repeti-lo.” Em seguida, traz a informação de que “em apenas um ano, a igreja perdeu duas das suas principais instituições em incêndios: o renomado Sanatório Battle Creek em 18 de fevereiro e o prédio da Review and Herald, no dia 30 de dezembro de 1902.” Alberto R. Timm é doutor em Teologia e diretor associado do Ellen G. White Estate; 

Segundo ele, embora Battle Creek fosse a sede da Igreja, “…você também pode imaginar o espírito político e belicoso que culminou com estranhos ‘incêndios’, identificados por Ellen White como juízos punitivos de Deus.”

Havia apostasia e corrupção doutrinária por lá, a ponto de surgirem divisões. “…Algumas tensões teológicas e conflitos pessoais terminaram em apostasias trágicas, como os casos de Dudley Canright, Franklin Belden, John Kellogg, Alonzo Jones e alguns outros. Como é possível que pessoas que amam o mesmo Senhor e leem a mesma Bíblia possam lutar umas contra as outras de maneira tão hostil? O que leva alguém que defendeu a igreja a lutar contra ela e suas doutrinas? Quais lições podemos aprender de toda a história ocorrida em Battle Creek?”

“…George Santayana (1863-1952) advertiu: ‘Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.’ Sendo esse o caso, poderíamos fazer a seguinte pergunta: Estamos realmente interessados em ser inspirados e aprender com o nosso passado?”

Em seguida, Alberto Timm pede que lhe permitamos “destacar algumas lições que acredito serem muito significativas:”

1. “…a oração e a espiritualidade, por mais importantes que sejam, não implicam infalibilidade.”

2. “Nossa autoridade espiritual, acadêmica ou administrativa é diretamente proporcional à lealdade que devotamos à Palavra de Deus.”

3. “O Espírito Santo concedeu à igreja diferentes dons, talentos e ofícios (1Co 12; Ef 4:11-16). Por isso, devemos respeitar nossos líderes (1Ts 5:12-14; Hb 13:17). Contudo, nossa autoridade não é inerente a nós. Ela deriva de Deus e Sua Palavra infalível.”

“De acordo com Alister McGrath, ‘os reformadores argumentavam que a autoridade na igreja não deriva do status do portador do ofício, mas da Palavra do Deus ao qual o portador serve’ (Alister E. McGrath, O Pensamento da Reforma [São Paulo: Cultura Cristã, 2014], p. 122, 123). Isso significa que minhas decisões e nossas decisões ‘são autoritativas na medida em que elas são fiéis às Escrituras’.”

4. “Muitas crises na igreja são agravadas pela tendência humana de exagerar as causas. …E isso se torna ainda pior quando as pessoas acabam rotulando outras.”

5. “Devemos ser maduros o suficiente para lidar com assuntos extremamente controversos sem confundir as questões (que precisam ser abordadas) com as pessoas (que devem ser amadas).”

“No mundo competitivo em que vivemos, a tendência humana é minar a reputação de pessoas que não veem as coisas da nossa perspectiva. Tensões sobre pontos discutíveis podem facilmente se transformar em guerra de personalidades, com vencedores e perdedores!”

Um diagnóstico perfeito em relação a Battle Creek, mas inócuo em relação aos dias de hoje, quando os mesmos problemas se repetem tanto aqui na América do Sul, quanto na África e outros continentes. A liderança atual repete erros do passado, posicionando-se contra a Bíblia em doutrinas como a Trindade, Idolatria, ecumenismo, heliocentrismo, etc, contudo não percebe que novamente uma  instituição adventista foi destruída, desta vez em Moçambique.

Nossos teólogos, entre eles o próprio articulista, estavam mais preocupados em fugir do que em admitir seus erros ao lidar com essas questões e impedir que a Universidade Adventista de Moçambique fosse destruída por juízo divino, arrependendo-se dos erros doutrinários que promovem e deixando de perseguir e difamar aos que chamam “dissidentes”.

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