Unitarianismo ronda o Unasp-SP e obriga pastor a “vacinar”o rebanho com argumentos extra-bíblicos

Quem foi à Igreja do Unasp (antigo IAE) neste sábado, estranhou a distribuição de quatro mil impressos com uma cópia do capítulo sobre o Deus Espírito Santo, do livro Nisto Cremos, a todos os que participaram dos dois cultos. O próprio pastor Gilson Grüdtner explicou tudo muito bem explicadinho, nos seus mínimos detalhes, que se tratava de uma espécie de vacina doutrinária denominacional contra o unitarismo que ganhou força nos últimos meses na comunidade, através de grupos de whats app.

Para resguardar os interesses financeiros da instituição, que sofre perda no montante de dízimos e ofertas arrecadados toda vez que membros descobrem desvios doutrinários graves como esse da adoção da doutrina católica da Trindade, o pastor apelou inicialmente para o argumento de que a igreja seria a “coluna e baluarte da verdade”, como se Paulo estivesse se referindo a uma denominação específica e não ao grupo de seguidores fiéis de Cristo.

Em seguida, anunciou que faria um sermão tipo pizza de dois sabores, metade-temático e metade-expositivo, fugindo de sua prática semanal, mas sem perder a característica do momento planejado do desequilíbrio emocional final, com choro e ranger de dentes, toda vez que inclui um caso de doença e morte no sermão para arrematar com um apelo choroso.

Desta vez, falou primeiro da morte de Ananias e Safira que teriam pecado contra o Deus Espírito Santo e morrido fulminados por se apropriarem de parte do dinheiro que prometeram doar para a Igreja e, ao final, citou o exemplo de um irmão que cria no Deus Espírito Santo e doou tudo que tinha para a Igreja até o saldo bancário ficar negativo e, mesmo assim, também morreu…

Na parte temática, como demonstra o vídeo-resumo acima, ficou evidente que para defender os interesses da Organização que nos entregou ao catolicismo há décadas, o pastor do Unasp pirou de vez o cabeção! Disse que Jesus não é filho do Pai e que o Espírito penetrou Maria aos 16 anos…

Pra completar, distorceu e piorou uma daquelas citações de Ellen White, que destoam de tudo que ela escreveu antes da morte de seu marido e editor, em que ela disse que o poder do Pai e do Filho não é suficiente para vencer o pecado. Para ela e pastores adventistas da atualidade, apenas a terceira pessoa da Trindade é capaz de fazê-lo. A oração final foi dirigida à “Trindade nossa que está nos Céus”, onde temos pelo visto e ouvido agora dois intercessores…

Assista à íntegra do sermão:

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Se você entende inglês, convém também baixar o livro “Do Logos à Trindade: A Evolução das Crenças Religiosas de Pitágoras a Tertuliano”, de Marian Hillar. Este livro apresenta uma avaliação crítica da doutrina da Trindade, rastreando seu desenvolvimento e investigando o contexto intelectual, filosófico e teológico que moldou essa influente doutrina do cristianismo romano.

Apesar da centralidade do pensamento trinitário no cristianismo-romano e de sua importância como um dos princípios fundamentais que diferencia o cristianismo-pagão do judaísmo (do qual o cristianismo original fazia parte) e do islamismo, a doutrina não é óbvia e totalmente formulada no cânon dos textos das escrituras judaicas e cristãs. Em vez disso, evoluiu através da fusão de partes seletivas das escrituras com as idéias filosóficas e religiosas do antigo meio helenístico.

Marian Hillar analisa o desenvolvimento do pensamento trinitário durante os anos de formação do cristianismo-romano a partir de suas raízes nos conceitos filosóficos da Grécia antiga e no pensamento religioso na região do Mediterrâneo. E identifica várias fontes importantes do pensamento trinitário até agora amplamente ignoradas pelos estudiosos, incluindo os escritos filosóficos gregos platônicos e médios de Numênio e os escritos metafísicos e monumentos egípcios representando a divindade como uma entidade trina.

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