Para músico adventista, “Ted Wilson é o principal articulador do perfeccionismo dentro da IASD”

Quem comanda a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) em nível mundial são os dissidentes. Pode parecer teoria conspiratória reversa, mas essa é a opinião do musico adventista Marcelo santos Meireles, autor da série de podcasts “Segura, Cristão!”. Para ele, o presidente da Associação Geral, Ted Wilson, é o principal articulador da dissidência perfeccionista da IASD desde que lançou o documento sobre a necessidade de “Reavivamento e Reforma” na igreja.

Acompanhe seu novo podcast, transcrito abaixo a partir de 10m27s:

O Ted Wilson é o principal o articulador do perfeccionismo da Igreja Adventista. Isso ficou muito evidente desde o primeiro sermão dele recém-empossado lá em 2010. Pode pegar o sermão. Tem esse sermão traduzido na internet. Tem esse sermão legendado na internet. Pode pegar esse primeiro sermão do Ted wilson lá em 2010, como presidente da Conferência Geral. Pega esse sermão e olha se não tá lá o germe do perfeccionismo ali, contido ali dentro.

Não foi à toa que logo numa das primeiras decisões administrativas dele, ele lançou esse documento, chamado “Reavivamento e Reforma”. Esse documento “Reavivamento e Reforma” foi inclusive impresso em revistas e mandado ler em voz alta… Não sei se vocês se lembram disso… A congregação foi levada a ler o documento em voz alta na hora do culto. Você já viu algo igual na igreja Adventista? Nunca aconteceu nada igual.

Nunca aconteceu de a igreja ficar proclamando em alta voz, os irmãos na hora do culto fazendo leitura responsiva de voto da Associação, da União, da Divisão, ou de quem quer que seja. Mas aconteceu com esse “Reavivamento e Reforma”. E aím quando eu levanto esse ponto, falando sobre esse documento “Reavivamento e Reforma”, pessoal me chama de louco. Você tá doido? Reavivamento e reforma? A Igreja precisa de um novo pacto com Deus… Esquece, tá. Isso aí foi um cavalo de Tróia…

Isso é um cavalo de Tróia. Vale lembrar que a turma da primeira leva do perfeccionismo lá atrás, de 51, dos anos 60, queriam emplacar isso aí como doutrina oficial da igreja Tentaram lançar esse documento em 1969 com Robert Pierson, que era o presidente da Conferência Geral e, por alguma razão esse documento foi detido ali na época e não foi lançado.

Eles conseguiram enfiar parte desse documento no voto de música do Manual de 1972. Por isso que uma das reivindicações do pessoal perfeccionista é que a igreja volte a adotar como regra musical o voto lá de 1972, que é de acordo com as crenças deles. Você está entendendo?

Então, eles não emplacaram esse documento de “Reavivamento e Reforma” naquela época por providência divina, né? E passou o mandato do Robert Pierson, veio Neal Wilson, o pai do Ted Wilson e que era de uma linha conservadora, mas curiosamente não adotou essa linha, não.

Na presidência dele na Conferência Geral, ele adotou foi o lance missionário, Mil Dias de Colheita. Vamos colher e vamos batizar, vamos evangelizar… E a igreja teve grande força nos anos 80 com esse negócio de evangelização. Mil Dias de Colheita foi a primeira campanha que lançou.

Então você vê a diferença de comportamento. O Neal Wilson lança campanha evangelística como sendo regra geral da igreja. O filho, que não é do mesmo balaio do pai, Ted Wilson, lança esse documento sobre “Reavivamento e Reforma”, que só fez a igreja andar para trás. Esse documento de “Reavivamento e Reforma é que abriu as portas para a entrada desse monte de ministérios dissidentes, perfeccionistas, que entraram de 2010 para cá.

É essa turma que apoia essas idéias da “última geração”, teoria da última geração. Eles são as forças políticas dentro da conferência geral que elegeram o Ted Wilson. Eles já haviam tentado chegar à presidência da conferência geral desde os anos 90 quando arrumaram um jeito de tirar o Folkenberg e quando se opuseram o tempo todo ao norueguês Jean Paulsen, que presidiu a igreja nos anos 2000. E em 2010, eles conseguiram chegar lá. E a primeira coisa foi lançar esse documento.

Agora, curiosamente, o documento de “Reavivamento e Reforma”, além de abrir espaço para esses ministérios dissidentes perfeccionistas na igreja, ele reformou o quê, ele reavivou o quê? O que nós estamos vendo hoje são as igrejas vazias no culto, o culto jovem morto… Nós estamos vendo hoje são os batismos caindo, despencando, apostasia aumentando de forma alarmante… E aí a gente vai pôr a culpa dessa situação só no pós-modernismo, no secularismo? Dizer que a geração atual é assim, não. Tem esse problema interno e causado por essa corrente que tem minado as forças da igreja que é o perfeccionismo, o terraplanismo da fé adventista.

3 comentários em “Para músico adventista, “Ted Wilson é o principal articulador do perfeccionismo dentro da IASD””

  1. “Quem comanda a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) em nível mundial são os dissidentes.”

    Não se trata de ‘dissidentes’. Ted Wilson, como um bom número de líderes do alto escalão, defendem o chamado ‘adventismo histórico’, a versão mais fundamentalista do adventismo. Só alguns exemplos de crenças do ‘nosso presidente’: Ellen White com a mesma autoridade que a Bíblia, pós-lapsarianismo, perfeccionismo, teologia da última geração etc. Isso é fato conhecido e reconhecido; apenas não se comenta muito publicamente porque Ted Wilson é o ‘papa’ da IASD. Vale lembrar também que Ted Wilson aconselha publicamente que se deve ler apenas Bíblia e Ellen White.

    Esses fatos mostram o óbvio ululante: a única razão por que os chamados pós-lapsarianos, perfeccionistas etc. são ‘perseguidos’ (como vocês dizem) no Brasil é porque eles criticam a liderança da IASD, diminuindo assim o número de membros e principalmente de dízimo.

    Daqui 20 anos, Ted Wilson será lembrado como um dos piores presidentes que a IASD já teve. E vamos nos perguntar como a IASD mundial conseguir descer tão baixo.

  2. Vocês não perceberam?

    O músico comparou o perfeccionismo ao terraplanagem. Não vão discordar?

    Ah entendi, me enganei! Foi só uma frase isolada. O mais importante é usar noticias sensacionalistas em relação à igreja.

    Com isso, mais e mais pessoas se perdem…. Parabéns pelo belo trabalho de vocês aqui com este site!

  3. O Músico ficou bravinho com o Daniel Spencier porque criticava esses lixos que a novo tempo tem produzido. São mantras emocionais que usam e abusam de som de origem estranha. No mais, ele apenas falou besteiras atrás de besteiras, povo ignorante gosta disso aí.

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