“Lutzcifer”: Eduardo Lutz descarta textos bíblicos “mal inspirados” por Deus

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É incrível a petulância de Eduardo Lutz, “Lutzcífer”, que se arroga no direito de carimbar textos bíblicos com o rótulo de “inválido”, simplesmente porque essas passagens nos permitem perceber qual era o conceito hebraico e, portanto, bíblico, quanto ao formato da Terra, o local em que vivemos. Essa concepção do mundo é bíblica e não pode ser negada por supostos “criacionistas”, que creem apenas na literalidade daquilo que lhes interessa na Bíblia.

Na argumentação lutzciferiana, Deus errou ao inspirar palavras dúblias no texto bíblico e essas passagens devem ser descartadas como inválidas. O mesmo raciocínio da Serpente no Éden: “Não foi bem assim que Deus disse. Vocês entenderam errado…”

“A Concepção Hebraica do Universo” — Ilustração retirada do site da Secretaria Estadual de Educação do Paraná.

Essa é a cosmovisão da fé, aquela que Deus quer que tenhamos, e que evidentemente se opõe à cosmovisão científica e ateística, de homens que pretenderam, por inspiração satânica, afastar-nos de Deus, negando a existência real do Céu (a casa de Deus, onde está seu santuário e trono), de onde Ele nos observa, cuida e protege o tempo tudo; para onde, subiu Jesus e de onde logo retornará para nos salvar. Abaixo de nós, está o abismo da morte eterna, prisão de demônios, para quem já está preparada a destruição no lago que arde como fogo e enxofre. A esse triste fim, devemos evitar.

A visão bíblica da Terra

Aos cristãos que creem na Bíblia e em sua inspiração pelo Espírito Santo, afinal, qual é o modelo que a Bíblia atribui à Terra? O único texto usado pelos globalistas é esse de Isaías 40:22, que diz:

“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar” (Isaías 40:22)

Os globalistas interpretam que este “círculo da terra” se refere ao globo deles, e inclusive há algumas poucas versões que adulteram a Bíblia traduzindo por “globo” em vez de “círculo”. Nada mais longe da verdade, visto que a palavra hebraica que significa “globo” é gullah, que foi usada, por exemplo, em 2ª Crônicas 4:12, que diz:

“As duas colunas, os globos, e os dois capitéis sobre as cabeças das colunas; e as duas redes, para cobrir os dois globos dos capitéis, que estavam sobre a cabeça das colunas” (2ª Crônicas 4:12)

Por que Isaías não usou essa palavra hebraica que significa “globo”? Obviamente, porque ele não tinha um globo em mente. No mesmo livro de Isaías também vemos o termo “bola” (“certamente te enrolará como uma bola…” – Is.22:18), do hebraico duwr, mas este termo também nunca aparece na Bíblia de forma análoga ao formato da Terra. Nem “globo”, nem “bola”, são termos bíblicos que caracterizem o nosso “planeta”.

A palavra usada em Isaías 40:22, de acordo com a famosa e mundialmente reconhecida Concordância de Strong (o dicionário de hebraico e grego mais usado pelos estudiosos bíblicos para chegar à compreensão dos termos originais), é chuwg, que possui dois significados. Um deles é “círculo”, e o outro é “abóbada celeste” (Strong, 2329). Qualquer um dos dois refuta a Terra esférica, tendo em vista a diferença entre círculo e esfera. Círculo é uma figura bidimensional, um polígono de infinitos vértices e infinitos lados. Esfera, por sua vez, é uma figura tridimensional, um poliedro de infinitos vértices e infinitas faces.

Como vemos, a superfície terrestre é um círculo plano, e se o significado de chuwg no texto de Isaías for mesmo de “círculo”, é a ele que o texto se refere. Mas este é o significado mais improvável, visto que ele é o habitual em textos que não estão falando do formato da Terra. A Concordância de Strong nos diz que, nestes casos, o significado é de “abóbada”. O que é uma abóbada? Uma abóbada é uma construção em forma de arco, como uma cúpula. Ela é exatamente o mesmo que os terraplanistas chamam de “domo”, aquilo que fica acima do nosso “planeta” e nos cobre. É por isso que a NVI (Nova Versão Internacional) traduz por “cúpula”:

“Ele se assenta no seu trono, acima da cúpula da terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos. Ele estende os céus como um forro, e os arma como uma tenda para neles habitar” (Isaías 40:22)

Em outras palavras, a Terra tem uma cúpula que a cobre por cima, mais conhecida como “domo”. O trono de Deus está acima desta cúpula, segundo o relato bíblico, e Deus estende os céus como um “forro” (ACRF) ou uma “cortina” (NVI) sobre o domo, vendo os habitantes da terra “pequenos como gafanhotos” (NVI) lá de cima. Essa é a visão bíblica sobre a Terra, perfeitamente compatível com o modelo da Terra plana, mas impossível de ser considerada no modelo global.

Essa “abóbada” ou “cúpula” (domo) que cobre o nosso “planeta” acima de nós é bastante ressaltada na Bíblia, que diz:

“Grossas nuvens o encobrem, de modo que não pode ver; e ele passeia em volta da abóbada do céu”(Jó 22:14)

“Ele é o que edifica as suas câmaras no céu, e funda sobre a terra a sua abóbada; que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o Senhor é o seu nome” (Amós 9:6)

Uma abóbada no céu é algo completamente sem sentido em uma Terra esférica, e repeti-la tantas vezes na Bíblia só faria sentido se ela realmente existisse, o que só condiz com a Terra plana. A abóbada serve para cobrir uma superfície circular tal como a bandeja de uma pizza, sendo que a Terra em forma de disco plano seria coberta por esta cúpula ou domo. Este domo, por sua vez, é também chamado de “firmamento”, pelo fato de não ser algo invisível ou ilusório, mas uma coisa firme que impede qualquer um de atravessá-lo:

“Acaso podes, como Ele, estender o firmamento, que é sólido como um espelho fundido?” (Jó 37:18)

A Bíblia não nos especifica qual é a matéria do firmamento (domo), mas compara com um “espelho fundido” e diz que é “sólido”, ou seja, de consistência dura, maciça. Isso significa que ninguém da Terra pode atravessar o domo.

Há muitos textos que também provam de forma nítida e absolutamente indiscutível o movimento do sol e da lua acima da nossa Terra, com Salomão dizendo que o sol “corre”:

“O sol nasce, e o sol se põe, e corre de volta ao seu lugar donde nasce” (Eclesiastes 1:5)

Quando Josué precisou que Deus interviesse na natureza e mantivesse o dia claro para que o seu exército vencesse uma batalha, ele não orou para que Deus detivesse a Terra em um suposto movimento de rotação e translação em torno do sol, mas sim que o sol se detivesse e parasse temporariamente de correr sobre a Terra, como de fato aconteceu:

“Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse na presença de Israel: Sol, detém-se sobre Gibeom, e tu, lua, sobre o vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasar? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro” (Josué 10:12-13)

Note ainda, neste mesmo texto de Josué, que o sol se deteve sobre (ou seja, em cima) de Gibeon, e a lua se deteve sobre o vale de Aijalom. Isso seria impossível de acontecer caso o escritor bíblico inspirado pensasse que o sol está há 150 milhões de km de distância da Terra em vez de estar correndo “sobre” ela, isto é, por cima dela, exatamente como os terraplanistas afirmam. Na visão globalista da Terra, o sol não pode estar em uma cidade e não sobre outra!

Além disso, se foi mesmo a Terra que parou nesta ocasião por quase um dia inteiro (como afirmam os globalistas), os cientistas alegam que tal detenção da Terra causaria uma catástrofe devastadora, resultando até em aumento da gravidade e da temperatura, além de deixar evidências geológicas que simplesmente não existem. Ou seja: ou o relato é falso, ou de fato ele aconteceu exatamente da forma que a Bíblia o descreve: com o sol e a lua interrompendo seus movimentos temporariamente sobre a Terra plana.

Em Jó, a Bíblia também nos diz que Deus pode dar ordens ao sol para não “nascer”, e diz que as estrelas estão “seladas”:

“Ele é o que remove os montes, sem que o saibam, e os transtorna no seu furor; o que sacode a terra do seu lugar, de modo que as suas colunas estremecem; o que dá ordens ao sol, e ele não nasce; o que sela as estrelas” (Jó 9:5-7)

De fato, é exatamente nisso que os terraplanistas creem. O sol pode parar se Deus assim quiser, porque é ele (e não a Terra) que está em movimento, e as estrelas estão “seladas” (presas) no firmamento (domo).

A Bíblia considera o movimento dos astros como sendo eles de fato luminares que se movem no céu, como o próprio Senhor Deus afirma em Gênesis:

“E disse Deus: haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos; e sirvam de luminares no firmamento do céu, para alumiar a terra. E assim foi. Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas. E Deus os pôs no firmamento do céu para iluminar a terra” (Gênesis 1:14-17)

Aqui temos o claro indício de que a lua também é um “luminar”, ou seja, que ela possui luz própria, como também atestam evidências científicas (veja aqui e aqui). Ela não é apenas um refletor da luz do sol, como se o sol fosse o único luminar existente (contrariando a Bíblia). Além disso, note que o sol e a lua foram colocados no firmamento (domo), que fica acima da Terra, onde fazem seus movimentos que geram os dias e as estações do ano. Como está claro no texto, as estações não provém do movimento da Terra em torno do sol, mas sim do movimento do sol e da lua em cima da Terra, no firmamento.

É interessante que absolutamente nenhuma passagem bíblica diz qualquer coisa sobre um suposto movimento da Terra em torno do sol ou de si mesma. Não há nem mesmo a mais mínima sugestão a este respeito. Em vez disso, a Terra é apresentada sempre como estando “firmada” e não podendo ser “abalada”:

“Dizei entre as nações: O Senhor reina; ele firmou o mundo, de modo que não pode ser abalado. Ele julgará os povos com retidão” (Salomos 96:10)

“Trema diante dele toda a terra; o mundo se acha firmado, de modo que se não pode abalar” (1ª Crônicas 16:30)

“Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento. Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? Ou quem a mediu com o cordel? Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina” (Jó 38:4-6)

Embora alguns globalistas interpretem erroneamente o termo “não pode ser abalado” como sendo uma referência ao fato dos escritores da época desconhecerem a existência de terremotos, a Bíblia é clara em relatar terremotos ocorrendo já naquela época, o que mostra que eles estavam habituados com este fenômeno natural (Am.1:1; Ap.11:13; 1Rs.19:12; Mt.28:2; At.16:26). Isso descarta as chances do texto estar se referindo a outra coisa que não à própria Terra como estando fixa (parada), sem poder ser “abalada” (i.e, sem se mover).

Em Jó, nós lemos que Deus “marcou um limite circular sobre a superfície das águas” (Jó 26:10). Isso é completamente incompatível com a “Terra globo”, pois numa Terra esférica não haveria um “limite”, isto é, um “fim”, e muito menos faria sentido dizer que este limite é “circular”, visto que todo o nosso planeta já seria uma esfera. No entanto, faz total sentido no modelo da Terra plana, onde a superfície da Terra, como já vimos várias vezes, é uma superfície circular (a borda ou “Antártida”), que é precisamente este limite que impede as águas de cair. Mais um texto que estaria na Bíblia à toa se a Terra fosse mesmo um globo!

Em Daniel, vemos que a Terra tem um “meio” (não existe meio em uma bola!) e que existem “confins” (fim) na terra:

“Eram assim as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu olhava, e eis uma árvore no meio da terra, e grande era a sua altura; crescia a árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu, e era vista até os confins da terra” (Daniel 4:10-11)

Além disso, uma árvore excessivamente grande seria possível de ser vista em toda a Terra, o que seria impossível de acontecer em um globo, onde o lado oposto da esfera estaria completamente oculto:

“A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até o céu, e que era vista por toda a terra” (Daniel 4:20)

Um dos textos bíblicos mais reveladores pela numerosa quantidade de considerações sobre a Terra plana que confere precisamente com tudo o que vimos até aqui é o de Provérbios 8, que sustenta:

“Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava um círculo sobre a face do abismo, quando estabelecia o firmamento em cima, quando se firmavam as fontes do abismo, quando elefixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando traçava os fundamentos da terra, então eu estava ao seu lado como arquiteto; e era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo” (Provérbios 8:27-30)

Indo por partes, primeiro ele diz que há um “círculo sobre a face do abismo”. O que é esse abismo? É o mesmo “nada” que Jó se refere em outra passagem:

“Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada” (Jó 26:7)

Ou seja, a Terra está suspensa sobre o “abismo”, sobre o “vazio”, sobre o “nada”. Não há nada abaixo da Terra quando ela chega ao seu limite de profundidade (que não sabemos exatamente quanto é, pois apenas 12 km já foi escavado até hoje), como outros planetas, estrelas, galáxias, etc (mitos da Terra globo). Acima deste “abismo” há um “círculo” (v.27), que é a forma da superfície da nossa Terra plana. 

Acima há o firmamento ou domo, como já vimos, do qual Salomão se refere no verso 27 (“…estabelecia o firmamento em cima). O verso 29 diz que Deus “fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando”, que é a borda que impede a água de cair. Os teólogos globalistas que afirmam que este termo o qual não pode ser ultrapassado são os próprios continentes estão tornando a Bíblia um livro falso, visto que constantemente há tsunamis que ultrapassam o termo dos continentes. É óbvio que o texto está falando realmente da borda da Antártida, que impede a água de cair. Este é o limite demarcado por Deus para que as águas não vazem para o abismo.

Nem a volta de Jesus faria sentido na visão da “Terra globo”, pois a Bíblia é clara em dizer que quando Jesus voltar sobre as nuvens “todo olho o verá” (Ap.1:7), e é impossível que as pessoas em todas as partes do globo consigam vê-lo voltando em um algum ponto da Terra, a não ser que a Terra seja plana. Só assim Jesus poderia voltar literalmente em alguma região geográfica, com todos os olhos o vendo e os crentes de todos os lugares do mundo sendo simultaneamente arrebatados para o encontro com Cristo nos ares. A “Terra globo” faz com que apenas uma parte das pessoas do globo possam ver Jesus e ser arrebatadas ao encontro dele, com as outras sendo deixadas para trás…

É fantástico ver como tudo se completa e todas as peças do quebra-cabeças se encaixam perfeitamente quando levamos a Bíblia a sério e vemos o que ela tem a nos dizer sobre a forma da Terra. Nada fica com um ar de mistério; tudo é revelado e explicitamente, só não acredita que não quer. Enquanto no mundo pagão Pitágoras (666-794 a.C), “coincidentemente” o primeiro maçom da história, já dizia que a Terra era redonda e popularizava essa ideia, a Bíblia mantinha-se firme e unânime em descrever a Terra de acordo com o modelo que conferimos, com literalmente zero textos que pudessem supor o contrário.

Alegar que a Bíblia dizia algo quando na verdade queria dizer outra coisa é simplesmente não ter fé suficiente para crer na Bíblia conforme o que a Bíblia diz, escolhendo o que quer e o que não quer acreditar nela. Isso é o oposto à crença evangélica na inspiração das Escrituras. Nem mesmo os primeiros versículos da Bíblia os “crentes globalistas” respeitam, os quais dizem:

Gênesis 1

No princípio Deus criou os céus e a terra.

Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Disse Deus: “Haja luz”, e houve luz.

4 Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.

5 Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia.

6 Depois disse Deus: “Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas”.

7 Então Deus fez o firmamento e separou as águas que estavam embaixo do firmamento das que estavam por cima. E assim foi.

8 Ao firmamento Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.

9 E disse Deus: “Ajuntem-se num só lugar as águas que estão debaixo do céu, e apareça a parte seca”. E assim foi.

10 À parte seca Deus chamou terra, e chamou mares ao conjunto das águas. E Deus viu que ficou bom.

Como é possível alguém crer neste relato e ainda acreditar na fantasia da NASA?

O verso 6 é claro ao dizer que haviam duas águas, e que o firmamento separou as duas, sendo que uma ficou acima do firmamento e a outro ficou embaixo. Essa que ficou embaixo do firmamento Deus ajuntou para formar o oceano e apareceu a parte seca, isto é, os continentes (ou “o continente”, se antes do dilúvio era um só). Assim, vemos que acima do firmamento (domo) há água, assim como abaixo do firmamento, nos oceanos. Foi o firmamento que separou uma água da outra, que antes disso (quando o Espírito de Deus pairava sobre as águas) eram uma coisa só.

A conclusão que qualquer pessoa sincera e honesta toma a partir dos dados bíblicos é que a Terra é um disco plano sustentado por Deus sobre um abismo ou “nada”, coberta por uma abóbada celeste (“domo” ou “firmamento”) que impede qualquer um de sair daqui e entrar no terceiro céu, onde Deus habita com os anjos.

Entrando mais profundamente no aspecto teológico da coisa, sabemos que a Bíblia fala de três céus, sendo que Deus habita no terceiro (2Co.12:2). O primeiro céu é a atmosfera terrestre, o lugar onde estamos e que vai até onde os aviões e as aves voam, onde as nuvens estão. A ciência a chama de “troposfera”. Acima deste primeiro céu há o espaço, o lugar onde o sol e a lua se movem no firmamento, sendo o próprio domo o limite do segundo céu, o que separa a Terra do Céu onde Deus habita, que é o terceiro céu. Acima do domo há as águas que Deus dividiu pelo firmamento, e acima das águas está o lugar de onde Satanás foi expulso.

Quando Satanás foi expulso do Céu, ele caiu do terceiro para o segundo céu (o espaço). É ali onde ele agora habita espiritualmente, e é essa a razão pela qual o apóstolo Paulo nos diz que o diabo e seus anjos habitam “nos ares”:

“Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal{espalhadas} nos ares” (Efésios 6:12)

É por isso também que Satanás é descrito como sendo o “príncipe das potestades do ar” (Ef.2:2), porque seu centro de operações é o segundo céu, tecnicamente ainda parte da Terra (pois está abaixo do domo), à qual Satanás e seus anjos foram lançados (veja Ap.12:9 e Lc.10:18). A ideia de que os demônios estão agora no “inferno” ou em qualquer lugar abaixo da Terra é um conceito popular e antibíblico. Apenas parte limitada dos demônios estão no abismo (Lc.8:31). Em geral, eles operam no segundo céu e eventualmente descem à Terra para alguma possessão demoníaca ou sob alguma forma “extraterrestre”, o que explica os famosos discos voadores e aparições alienígenas em tantos lugares, além dos exorcismos e possessões.

Ao ser expulso do Céu (i.e, o terceiro céu), Satanás foi rebaixado para abaixo da abóbada celeste, da qual ele só pode entrar novamente hoje em dia sob permissão divina (veja Jó 1:6-7). O principal objetivo de Satanás é retomar novamente sua posição no terceiro céu no lugar de Deus, e ele tentou isso pela primeira vez com a Torre de Babel, usando os seres humanos para esta finalidade, com o intuito de construir uma torre tão grande que chegasse ao domo e o quebrasse para invadir o Céu.

O Livro de Jasar, citado duas vezes na Bíblia (2Sm.1:18; Js.10:13), narra este evento com mais detalhes, mostrando inclusive as intenções de seus construtores após conseguirem romper o domo e entrar no Céu:

“E todas essas pessoas e todas as famílias dividiram-se em três partes; a primeira disse: Vamos subir ao céu e lutar contra Ele (Deus). A segunda disse: Nós vamos subir para o céu e colocar lá nossos próprios falsos criadores e estátuas e servi-los; e a terceira parte disse: Nós vamos subir para o céu e acertá-Lo com arcos e lanças” (Livro de Jasar, 9:26)

Satanás estava usando seus instrumentos terrenos (homens ímpios) para invadir o domo e destituir Deus da Sua majestade celeste, mas ele obviamente falhou em seu intento. Sem ter como romper o domo, Satanás mudou de estratégia, passando a usar toda a sua inteligência milenar a serviço de uma “matrix”, uma realidade paralela, em um mundo de ilusão onde todos pensam que vivemos – um Universo infinito com um globo girando em torno de si mesmo e correndo na direção do nada, em meio a centenas de bilhões de galáxias com outros zilhões de planetas criados do nada e para nada, na mais bela e perfeita obra de arte do acaso.

Fonte: http://trigaldosenhor.blogspot.com/2018/01/a-visao-biblica-da-terra.html

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