Exemplo: Pastor “leigo” enfrenta fiscalização e mantém igreja aberta

“Covid não existe, quem manda é Deus”: pastor desacata equipe

Na presença de Guardas, fiscais e promotor, religioso contestou fiscalização e só não foi preso porque havia crianças

Por Viviane Oliveira | 31/07/2020 07:32 

Guardas Municipais e Fiscais da Semadur registrando ocorrência, também de desacato e desobediência, ocorrida no começo da semana (Foto: Kisie Aionã)

Pastor de 50 anos foi autuado por três crimes após desacatar equipes da Guarda Civil Metropolitana, fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e um promotor durante fiscalização. O caso aconteceu na noite de ontem (30), numa igreja localizada na Rua Marajoara, no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande.

Conforme boletim de ocorrência, um grupo de pessoas foram flagradas dentro de uma igreja conhecida pelo nome de “Pai, Filho e Espirito Santo” descumprindo o toque de recolher e orientações da Vigilância Sanitária como o uso de máscaras. Ao ser informado pelas equipes para encerrar o culto e dispersar as pessoas, o pastor se negou e desacatou os fiscais dizendo que eram “corruptos, ladrões, assaltantes e só queriam receber dinheiro”.

O líder religioso ainda gritou dizendo: “O covid não existe, quem manda aqui é Deus, e não promotor, prefeito e governador. Foram acionadas viaturas de reforço e o pastor foi notificado. Ele se recursou a assinar o auto de infração e ainda rasgou a sua via. O pastor vai responder por desacato, infração de medida sanitária preventiva e desobediência.

Atualmente cumprindo o decreto 14.380, que proíbe circulação de pessoas e funcionamento de diversos comércios das 20h até às 5h do dia seguinte, a “operação conjunta” engloba o MPE (Ministério Público Estadual), Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Vigilância Sanitária, Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e PM (Polícia Militar).

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/covid-nao-existe-quem-manda-e-deus-pastor-desacata-equipe

Igreja estava lotada quando pastor desacatou equipe: “vamos morrer todos juntos”

Líder religioso vai responder por três crimes; Ele se recusou a assinar o auto de infração e ainda rasgou o documento
Por Kerolyn Araújo | 31/07/2020 10:35

Vídeo enviado ao Campo Grande News mostra a confusão que ocorreu na noite de ontem (30) numa igreja localizada no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. O pastor, de 50 anos, foi autuado após desacatar equipes da Guarda Civil Metropolitana, fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) e um promotor durante fiscalização.

Equipes de fiscalização foram à igreja conhecida pelo nome de “Pai, Filho e Espirito Santo”, na Rua Marajoara, onde grupo de fiéis se aglomeravam após o toque de recolher. As imagens mostram o promotor falando sobre o descumprimento do decreto e sendo desacatado pelo pastor.

“Nós vamos morrer todo mundo junto”, afirma, exaltado, o líder religioso aos fiéis, ao questionar se todos seriam presos. Em outro momento, ele também diz que as equipes deveriam estar nas ruas prendendo assassinos, traficantes e ladrões.

Com a bíblia aberta, o pastor e outros fiéis começaram a rezar na calçada da igreja, enquanto um deles rolava no chão.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na delegacia de plantão da área, o líder religioso ainda gritou dizendo: “O covid não existe, quem manda aqui é Deus, e não promotor, prefeito e governador”.

O pastor também desacatou os fiscais dizendo que todos eram “corruptos, ladrões, assaltantes e só queriam receber dinheiro”.

O líder vai responder por desacato, infração de medida sanitária preventiva e desobediência. Ele se recusou a assinar o auto de infração e ainda rasgou a sua via.

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/igreja-estava-lotada-quando-pastor-desacatou-equipe-vamos-morrer-todos-juntos

Pastor não fecha igreja: “Se continuar afrontando a casa de Deus, vão morrer”

Paulo fundou templo há 20 anos e se preocupa mais com o comunismo do que com a covid-19

Por Aline dos Santos e Clayton Neves | 31/07/2020 12:57

Pastor Paulo (de camiseta azul) é fundador da igreja Pai, Filho e Espírito Santo”, que descumpre toque de recolher. (Foto: Kísie Ainoã)

Da boca sem máscara do pastor Paulo Ferreira, fundador da igreja evangélica “Pai, Filho e Espírito Santo”, sai um discurso negacionista sobre os perigos do novo coronavírus, muitas acusações contra as autoridades e um autoelogio: “Ainda tem profeta de Deus na terra”.

Depois de uma noite agitada, em que o templo, há dez anos localizado na Avenida Marajoara, no Jardim Centro-Oeste, foi alvo de fiscalização do toque de recolher e o pastor levado para a delegacia por desacato, Paulo falou com a reportagem na manhã desta sexta-feira (dia 31).

Ele conta que nunca seguiu o toque de recolher, que é adotado, com algumas variantes, desde março em Campo Grande e avisa que nem vai seguir. “Não vou fechar, estou seguindo a ordem de Deus. A Justiça da terra é para prender bandido, traficante. Não para fechar igreja”, diz.

Paulo mostra trecho de Romanos, capítulo 13, para explicar que as autoridades devem se submeter a Deus. (Foto: Kísie Ainoã)

Sobre a fiscalização o tom varia entre a crítica e a acusação de abuso. “Estão cansados de vir aqui. São desocupados, não querem trabalhar. Eu trabalho na obra. Se continuarem afrontando a casa de Deus, vão morrer. E ainda precisar da minha oração”, diz.

A igreja tem cultos diários, das 19h às 21h. Ontem, o toque de recolher na cidade era das 20h às 5h. De acordo com o pastor, a abordagem da fiscalização foi abusiva, mas ainda não formalizou denúncia.

Paulo também declara que não abre as portas todos os dias em busca de ofertas ou dizimo. “A igreja fica em um bairro muito carente”.

Sobre o coronavírus, ele advoga pela versão de que o vírus foi “promovido” pela China para reduzir sua grande população. No entanto, a doença fez bem menos vítimas no país da Ásia do que no Brasil.

O líder religioso ainda se mostra mais preocupado com o comunismo e diz que as autoridades não podem brincar com Deus, citando trecho de Romanos. A entrevista é encerrada com abraço e oração.

O pastor vai responder por desacato, infração de medida sanitária preventiva e desobediência. Ele se recusou a assinar o auto de infração e ainda rasgou a sua via.

Com ou sem toque de recolher, igreja abre todas as noites para cultos entre 19h e 21h. (Foto: Kísie Ainoã)

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/pastor-nao-fecha-igreja-se-continuar-afrontando-a-casa-de-deus-vao-morrer

Com barra de ferro [cajado!] nas mãos, pastor tenta impedir, mas igreja acaba lacrada

“Se por lacre eu tiro. Se fechar o portão eu tiro os vidros”, afirmava líder religioso durante nova fiscalização, nesta sexta

Por Liniker Ribeiro | 31/07/2020 17:16

Após fiéis desrespeitarem o toque de recolher, assim como a orientação para uso de máscaras e distanciamento social, a sede da igreja evangélica “Pai, Filho e Espírito Santo”, no Jardim Cento-Oeste, foi lacrada na tarde desta sexta-feira (31) por equipes da Vigilância Sanitária. Os fiscais, acompanhados por guardas civis metropolitanos, foram recebidos pelo pastor responsável com barra de ferro em mãos.

“Se por lacre eu tiro. Se fechar o portão eu tiro os vidros”, ameaça o fundador da igreja, pastor Paulo Ferreira, após chamar o ferro que segura de “cajado”.

Fiscal da Vigilância Sanitária lacrando portas de igreja, na tarde de hoje (Foto: Direto das Ruas)

O local, onde também fica a residência do pastor, foi lacrado por três dias. Mas, antes disso, o morador ainda tentou impedir a situação. “Vai permanecer aberta, não vou obedecer o decreto do prefeito, vou obedecer o decreto de Deus”, diz o líder religioso, em trecho de vídeo enviado ao Campo Grande News.

Em outro vídeo, registrado na noite de ontem, grupo de pelo menos 60 pessoas aparece durante culto realizado na igreja, localizada na Rua Marajoara.

Equipes da Semadur, vigilância Sanitária, e Guarda Municipal estiveram no local. A cena foi gravada por volta das 21h40, ou seja, quase duas horas depois do início do toque de recolher, em campo grande, quando a orientação é que seja evitado aglomeração e, principalmente, solicitado para que as pessoas fiquem em casa.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado, as equipes solicitaram ao responsável pela igreja que o culto fosse finalizado e para que as pessoas dispersassem e fossem para casa, mas ele teria se negado.

Depois de uma noite agitada, o líder da igreja conversou com a reportagem do Campo Grande News na manhã de hoje. Ele conta que nunca seguiu o toque de recolher, que é adotado, com algumas variantes, desde março em Campo Grande e avisa que nem vai seguir. “Não vou fechar, estou seguindo a ordem de Deus. A Justiça da Terra é para prender bandido, traficante. Não para fechar igreja”, diz.

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/com-barra-de-ferro-nas-maos-pastor-tenta-impedir-mas-igreja-acaba-lacrada

Apesar de lacrada, pastor abriu igreja para celebração de culto

Local foi novamente fechado pela autoridades durante Operação realizada ontem (31) a noite

Apesar de estar com a porta principal lacrada, a Igreja “Pai, Filho e Espírito Santo”, do pastor Paulo Ferreira, que tentou impedir seu fechamento com uma barra de ferro, voltou a abrir as portas para o culto ontem (31) a noite, sendo flagrada pelas autoridades, durante a Operação Toque de Recolher.

Segundo informações da Guarda Municipal, aproximadamente 30 pessoas entraram para o culto por uma porta lateral. Ao ser abordado pelas autoridades, o pastor justificou que não tinha “conhecimento” que estava impedido de realizar a celebração, apenas não retirou o lacre de (igreja) de interditada.

Foi colocado então o lacre na outra porta e o pastor se comprometeu a não realizar mais celebrações até a liberação da igreja. Também foi informado que se voltar a descumprir a medida, será encaminhado para delegacia. Os fieis deixaram o local e foram embora para casa.

A igreja foi fechada no dia 30 porque não se estava respeitando as medidas do “toque de recolher”, além dos frequentadores não usarem máscaras ou adotarem o distanciamento social previsto nos decretos municipais.

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/apesar-de-lacrada-pastor-abriu-igreja-para-celebracao-de-culto

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