5 de Novembro: O Dia em que Jesuítas tentaram matar o rei que traduziu a Bíblia para o inglês




O Dia 5 de Novembro de 1605 foi o dia em que, no Reino-Unido, e hoje em dia um pouco por todo o mundo, se comemora o falhanço da tentativa de explodir o Parlamento Britânico com o objectivo de instaurar o caos e instituir uma ditadura Católica no Reino-Unido. Esta tentativa foi levada a cabo por conspiradores ligados diretamente à Companhia de Jesus (coloquialmente chamados ‘Jesuítas’), uma ordem Católica cujo objectivo era (e continua a ser) a defesa do poder absoluto do Papa e a luta contra todos os que o questionavam e questionam, nomeadamente os Protestantes e os Anglicanos, assim como outras facções Cristãs desalinhadas do Vaticano.

Hoje em dia, e em grande parte como resultado dops quadrinhos e subsequente filme ‘V de Vendetta‘, da autoria de Alan Moore, muitos celebram o dia 5 de Novembro usando máscaras que caricaturam o membro mais conhecido da ‘conspiração da pólvora’, Guy Fawkes, que é neste contexto elevado a um símbolo da luta contra a opressão e ícone da liberdade.

Porém utilizar a cara de Guy Fawkes como um símbolo de justiça e liberdade equivale a apoiar o Vaticano e a sua procura de domínio global através da violência e conspiração, e demonstra não somente uma grande ignorância histórica, é igualmente uma grande contradição tendo em conta a verdadeira natureza da conspiração da pólvora.

Guy Fawkes é o mais conhecido do grupo de homens que levaram a cabo a tentativa de explodir o Parlamento Britânico ao serviço da igreja Católica cujas tentativas incessantes de controlar o Reino-Unido depois da separação da Igreja Anglicana da Igreja Católica, conseguida por Henrique VIII, sempre causaram um grande incómodo ao Vaticano e sendo uma continua fonte de frustração. Guy Fawkes estava sobre o controlo do Jesuíta Henry Garnet, o verdadeiro chefe da conspiração da pólvora.

Lembremos que a reforma Protestante e as suas variantes tiveram no seu núcleo a luta pela educação, pelo direito de ler a Bíblia nas línguas que a população conhecia, e não somente em Latin, subsequentemente sendo uma luta contra o elitismo educacional e o monopólio do clero sobre o conhecimento teológico e o direito à interpretação de textos religiosos. A reforma Protestante também simboliza a luta contra as ditaduras Católicas e a defesa da existência de governos representativos com códigos de lei civis, a luta contra o absolutismo Católico e o direito ao julgamento neutro e justo. Celebrar o Guy Fawkes como um herói da liberdade é um atentado contra a história e um crime contra o raciocínio.

Símbolo dos Jesuítas, ‘IHS’, que significa ‘Iesus Hominum Salvator’. A história demonstra que as ações dos Jesuítas não refletem os valores de Jesus (que a paz esteja com ele), sendo que a ‘Companhia’ não merece ostentar o seu nome… — João Silva Jordão, em https://casadasaranhas.com/2013/11/05/a-importancia-de-lembrar-o-5-dia-de-novembro-e-a-conspiracao-da-polvora/




5 de Novembro — Noite da Fogueira

Outra herança da Conspiração da Pólvora, é a chamada Noite da Fogueira, inicialmente denominada Noite de Guy Fawkes, as primeiras fogueiras foram acessas no dia 5 de novembro de 1605, com um sermão realizado logo depois. Celebrando o fracasso do ataque dos conspiradores papistas. Nos anos que se seguiram, a celebração podia ser grande, nos períodos onde o anticatolicismos estava mais elevado, ou menores, com a calmaria da disputa religiosa.

Ao atravessar o Atlântico, pelas mãos dos imigrantes ingleses para o novo mundo, a noite passou a ser denominada de o Dia do Papa, onde o “populacho” queimava um boneco do Papa.

Com o passar dos anos, essa celebração, ganhou cunho anárquico, com características antigovernamentais. Quando qualquer figura política poderia ser queimada, desde que, o Papa também queimasse junto

A noite de Guy Fawkes ou noite da fogueira refere-se ao episódio em que o soldado católico inglês Guy Fawkes, também conhecido como Guido Fawkes, nome adotado enquanto lutava na Espanha, um soldado inglês católico que teve participação na “Conspiração da Pólvora” (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão em 1605, para assim dar início a um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento durante a sessão.

Guy nasceu e se criou em York. Seu pai faleceu quando Guy tinha apenas 8 anos de idade. Sua mãe veio a se casar com um católico adepto da “recusancy” (rejeição), termo dado à recusa, por parte principalmente de católicos ingleses mas também de puritanos, de participarem dos serviços litúrgicos e pastorais da Igreja Anglicana. Até o Roman Catholic Relief Act 1829, a religião católica era severamente restrita na Inglaterra.

A família de sua mãe, como já dissemos, era de católicos do movimento “recusancy” e seu primo Richard Cowling, chegou a tornar-se padre jesuíta. Guy se converteu ao catolicismo e saiu do continente, onde lutou na Guerra dos Oitenta Anos do lado da Espanha católica contra os holandeses protestantes. Viajou pela Espanha em busca de apoio para um levante católico na Inglaterra, mas sem sucesso. Posteriormente, ele viria a conhecer Robert Wintour e Thomas Wintour, que também se envolveriam com a Conspiração da Pólvora.

Wintour apresentou Guy a Robert Catesby, que planejou o assassinato do rei Jaime I para colocar um monarca católico no trono. Os conspiradores alugaram um espaço sob a Câmara dos Lordes, onde Guy guardou vários barris de pólvora. Recebendo uma denúncia anônima através de uma carta, as autoridades do Palácio de Westminster encontraram Guy Fawkes e a pólvora logo nas primeiras horas da manhã de 5 de novembro. Nos dias seguintes, ele seria torturado e interrogado, onde confessou sua participação na conspiração

Como foi a descoberta

Alguns conspiradores estavam preocupados com alguns colegas católicos que estariam presentes durante a sessão do Parlamento no dia do atentado. Na tarde de 26 de outubro, Lord William Monteagle, 4º Barão de Monteagle, recebeu uma carta anônima alertando-o para ficar longe do prédio do parlamento. O barão provavelmente achou que eram boatos e os conspiradores continuaram com seus planos. Guy verificou o galpão embaixo do parlamento em 30 de outubro e reportou que nada havia sido mexido.

As suspeitas de Lorde Monteagle, porém, cresceram e ele acabou mostrando a carta ao rei Jaime I. O rei ordenou que Sir Thomas Knyvet conduzisse uma busca pelo parlamento, inclusive nos porões, o que ele fez nas primeiras horas da madrugada de 5 de novembro. Guy trocou de guarda com Percy na noite anterior e foi encontrado deixando o galpão, pouco depois da meia-noite e foi preso. Os barris de pólvora foram encontrados sob pilhas de lenha e carvão.[1][3][6]

Tortura

Guy deu aos interrogadores seu pseudônimo de John Johnson quando foi interrogado pela primeira vez na sala privativa do rei, onde ainda estava confiante.[6] Ele se identificou como sendo um homem de 36 anos, católico de Netherdale e deu o nome de seu pai como sendo Thomas e sua mãe sendo Edith Jackson. Em algum momento, Guy Fawkes admitiu que sua intenção era em explodir o Parlamento e estava triste por não ter conseguido. Sua maneira firme de falar lhe valeu a admiração do rei James.[6] A admiração, por sua vez, não impediu o rei de mandar torturar “John Johnson” para que ele revelasse os nomes dos outros conspiradores. As torturas começaram “leves” no início, mas as mais severas começaram a ser aplicadas quando ele foi transferido para a Torre de Londres. O rei compôs uma lista de perguntas para que “Johnson” respondesse.

Sir William Waad, tenente da torre, acabou por obter a confissão de Guy. Ele acabou revelando sua verdadeira identidade em 7 de novembro e revelou aos interrogadores que existiam cinco pessoas envolvidas na conspiração contra o rei. Ele então revelou os nomes, em 8 de novembro, contando que a intenção era colocar a princesa Elizabeth no trono. Em sua terceira confissão, em 9 de novembro, ele implicou Francis Tresham. Fawkes assinou sua confissão logo em seguida.[5][6]

Julgamento e execução

O julgamento dos oito conspiradores começou na segunda-feira, 27 de janeiro de 1606.[6] O resultado não foi surpresa para ninguém. O juri considerou todos os oito conspiradores culpados por alta traição. O procurador geral da Inglaterra Sir Edward Coke proferiu a sentença: todos seriam estripados, seus genitais deveriam ser removidos e queimados na sua frente, seu coração deveria ser arrancado e depois deveriam ser decapitados e seus corpos desmembrados para que as partes fossem levadas em todos os quatro cantos do reino para servir de aviso aos traidores.[3][5][6]

Em 31 de janeiro de 1606, os condenados foram levados para o palanque, onde seriam executados. Enfraquecido pela tortura, pedindo perdão ao rei e à nação, Guy conseguiu se soltar e pulou para a morte, quebrando o pescoço em seguida, a fim de evitar a humilhação da execução. Seu corpo foi desmembrado mesmo assim e as partes foram levadas para vários lugares do reino.[7]

Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio, antes da sessão. Uma tradição sardônica dá a Fawkes o título de ser “o único homem que entrou no parlamento com intenções honestas”. Na Inglaterra até hoje existe a tradição de celebrar no dia 5 de novembro a Noite das Fogueiras. Nesta noite bonecos com a imagem de Fawkes são desfilados na rua, agredidos, despedaçados e por fim queimados.[6]

Uma rima tradicional foi criada em alusão à Conspiração da Pólvora:

“Remember, remember, the 5th of November

The gunpowder, treason and plot;

I know of no reason, why the gunpowder treason

Should ever be forgot.”

Tradução livre:

“Lembrai, lembrai, o cinco de novembro

A pólvora, a traição e a conspiração;

Não conheço nenhuma razão para que a traição da pólvora;

Deva ser esquecida algum dia.”

A data foi instituída na Inglaterra como uma festividade pela sobrevivência do rei que é chamada de “Bonfire Night”, normalmente com a presença de fogos de artifício e de uma grande fogueira. Entretanto, com o passar do tempo acabou virando uma festa de humilhação de Fawkes, com sua máscara sendo queimada nas fogueiras. É celebrada até hoje, com fogos de artifício, conhecida como “Guy Fawkes Night” (noite de Guy Fawkes). O episódio e o personagem também foram inspiração para o filme “V de Vingança” (2006), que popularizou a máscara ao redor do mundo. — Fonte: Wikipedia




King James Version

A Bíblia do Rei Jaime (ou Tiago), também conhecida como Versão Autorizada do Rei Jaime (em inglês: Authorized King James Version), é uma tradução inglesa da Bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Jaime I no início do século XVII. É o livro mais publicado na língua inglesa, sendo considerado um dos livros mais importantes para o desenvolvimento da cultura e língua inglesa.

Como ocorria em geral na Europa, as versões da Bíblia utilizadas na Inglaterra da Idade Média eram escritas em latim, ainda que hajam circulado de maneira restrita algumas traduções manuscritas em inglês antigo. Nas Constituições de Oxford de 1408, a tradução da Bíblia ao inglês foi estritamente proibida, e apenas a Vulgata em latim era de uso legal.

No início do século XVI, quando a proibição de traduções ainda estava em vigor, o Novo Testamento foi traduzido ao inglês por William Tyndale, que o publicou em 1525. As autoridades destruíram os exemplares dessa edição, da qual apenas três cópias subsistem, e Tyndale foi por fim executado. Com a separação entre a Igreja Anglicana e a Igreja de Roma, ordenada pelo rei Henrique VIII, a situação começou a mudar. Surgiram então novas traduções da Bíblia ao inglês, como por exemplo a Bíblia de Genebra de 1560.

Tradução

No início do século XVII, Jaime I encarregou uma nova tradução da Bíblia a uma comissão de 50 estudiosos. Para a nova versão foram utilizadas as traduções anteriores. De fato, 80% do texto do Novo Testamento foi reaproveitado da versão de Tyndale. Ao contrário da Bíblia de Genebra, porém, a nova versão de Jaime I não possuía notas de rodapé ou comentários.

A primeira publicação data de 1611 e foi realizada em grande formato e sem ilustrações, um formato ideal para ser lida em igrejas. A Bíblia do rei Jaime adquiriu fama rapidamente e tornou-se a obra mais publicada da língua inglesa. Fonte: Wikipedia

Deixe uma resposta