O que houve com a antiga Mensagem Adventista dos Três Anjos de Apocalipse 14 e um quarto anjo de Apocalipse 18?

Os anjos adventistas que voavam pelo meio do Céu, proclamando o Evangelho eterno, que inclui as denúncias contra Babilônia e os perigos da adoração e recebimento da marca da Besta, foram seduzidos pelas filhas de Babilônia, beberam de seu vinho e se perderam pelo caminho…

QUASE UM SÉCULO DE APOSTASIA: Denúncias de Babilônia e suas filhas foram lentamente abandonadas pela IASD desde 1926

O site “missaoposmoderna.com.br” parece ter sido abandonado por seus mantenedores, que não o realimentam desde 2016. A primeira postagem ocorreu em janeiro de 2013 e a última está datada como em 06/06/2016. Os textos, em sua maioria, são atribuídos a Jon Paulien, Ph.D., diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Adventista de Loma Linda (EUA), e outros teólogos da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Descobrimos esse site somente agora e nos surpreendemos com o fato de que, na tentativa de adequar a mensagem adventista à sociedade pós-moderna, seu conteúdo deixa bem evidente que houve uma mudança de 180 graus na interpretação das mensagens angélicas de Apocalipse 14 e 18, além de um radical abandono da compreensão de que que a IASD seria a “igreja remanescente” do tempo do fim em meio à Babilônia católica com suas filhas do protestantismo apostatado.

Quando o assunto é profecias, a palavra “ecumenismo” sempre vem à mente dos adventistas. Mas essa palavra, tal como usada por católicos e protestantes, tem um sentido mais amplo e complexo do que geralmente supomos. O termo vem do grego οἰκουμένη (oikouméne), que significa “toda a terra habitada”. O sentido básico de “ecumenismo” é “diálogo entre as Igrejas cristãs”, “atitude de abertura para o diálogo, para o conhecimento das diversas tradições cristãs e o reconhecimento da legitimidade destas”. Quando a palavra aparece em notícias, geralmente tem esse significado. O sentido secundário, derivado, se refere às “diversas formas [concretas] encontradas pelos cristãos e pelas Igrejas para levar adiante a busca da unidade cristã” (Wagner Lopes Sanchez, Pluralismo religioso: as religiões no mundo atual [São Paulo: Paulinas, 2010], p. 80, 82-83).

Contudo, mesmo a palavra “unidade” tem um sentido bastante amplo. Aparentemente, nenhum grupo religioso empenhado no ecumenismo espera uma completa unidade institucional de todas as igrejas cristãs. Por exemplo, o Conselho Mundial de Igrejas, fundado em 1948, descreve a si mesmo como uma “comunidade de igrejas”. Portanto, o “Conselho não é em si mesmo uma igreja e […] não deve chegar nunca a ser uma ‘super-igreja’” (ibid., p. 86). (Talvez este seria tópico para outro texto, mas é importante lembrar que a teologia adventista não ensina que todas as denominações cristãs irão se unir em nível organizacional, institucional.)

A posição católica sobre ecumenismo é formada por “ambiguidades”. Por um lado, o Concílio Vaticano II (1962-1965) “reconhece a importância do movimento ecumênico como um conjunto de iniciativas que visam a aproximar as Igrejas cristãs”. A Igreja Católica “reconhece a existência de muitos elementos de salvação fora de suas fronteiras”. Por outro lado, ela possui princípios bastante inflexíveis sobre sua “atuação no movimento ecumênico ao lado das outras Igrejas”. Segundo ela, “as outras Igrejas não dispõem da unidade que foi dada por Jesus Cristo à Igreja católica romana”, e “unidade com a Igreja católica romana supõe a aceitação e a relação com os bispos considerados como sucessores dos apóstolos, tendo à frente o papa”. Assim, para a Igreja Católica, a “unidade do cristianismo terá de, necessariamente, adaptar-se ao modelo eclesial desta”. “Para as demais Igrejas cristãs que não reconhecem a autoridade do bispo de Roma, esses elementos dificultam o diálogo ecumênico, já que colocam um pressuposto que é próprio da tradição católica romana: a existência do ministério episcopal e do papa como articuladores da unidade da Igreja católica romana” (ibid, p. 89, 98, 91-93).

Antes do Concílio Vaticano II, a Igreja Católica defendia que o “caminho a ser percorrido [para a unidade das Igrejas] era o do retorno das demais Igrejas à comunhão com Roma”. A grande ambiguidade é vista no fato de que hoje, embora “a teologia oficial da Igreja católica romana não fale mais em retorno, a visão que ela tem de unidade é uma visão construída a partir de sua eclesiologia vista como modelo fundante da Igreja” (ibid., p. 96-98).

Posição adventista sobre a “igreja de Jesus Cristo”

Aqui é interessante notar que a compreensão adventista sobre a “igreja de Jesus Cristo” pode ser considerada menos exclusivista, mais ‘liberal’ e (por assim dizer) mais ‘ecumênica’ que a das denominações cristãs em geral. Já em 1926, a Associação Geral da IASD votou a seguinte declaração, que permanece até hoje: “Para evitar equívocos ou conflitos em nossos relacionamentos com outras igrejas cristãs e organizações religiosas, estas diretrizes foram estabelecidas: (1) Reconhecemos essas agências que exaltam o nome de Jesus perante a humanidade como parte do plano divino para a evangelização do mundo, e sentimos grande estima por homens e mulheres cristãos em outras comunhões [ou denominações] que se encontram engajados em ganhar almas para Cristo” (“Relationships with Other Christian Churches and Religious Organizations”, em Working Policy of the General Conference of Seventh-day Adventists 2006-2007 [Hagerstown: Review and Herald, 2006], p. 482).

Fonte: https://missaoposmoderna.com.br/2014/02/o-que-e-ecumenismo/

Dr. Ganoune Diop, da sede mundial da IASD, fala em importante encontro de cem denominações cristãs (Edimburgo, 2010):

Os adventistas do sétimo dia estavam entre os representantes de mais de 100 denominações cristãs que se reuniram em Edimburgo, Escócia, no mês passado para vislumbrar o futuro da missão mundial.

O evento marca 100 anos desde a primeira Conferência Missionária Mundial de Edimburgo, considerada um divisor de águas na formação colaborativa da missão.

Enquanto vários adventistas participaram da conferência de 1910 como delegados, os líderes da igreja participaram pela primeira vez este ano, uma prova da reputação da denominação de evangelismo, disse Ganoune Diop, diretor dos Centros de Estudo de Missão Global da Igreja Adventista.

“O cristianismo mundial não pode mais abordar a missão sem levar em consideração o impacto da missão adventista em todo o mundo”, disse Diop, que co-presidiu a sessão de Fundamentos da Missão, um dos nove temas da sessão durante a conferência.

Outros tópicos incluíram missão cristã entre outras religiões, missão e pós-modernistas, comunidades cristãs em contextos contemporâneos e discipulado autêntico.

Delegados — entre eles os adventistas Cheryl Doss, diretor do Instituto de Missão Mundial da igreja; e John McVay, estudioso do Novo Testamento e presidente da Walla Walla University — representou 77 entidades nacionais, 65 países de origem e 62 idiomas.

Durante a conferência de 2 a 6 de junho, os delegados moldaram a missão e o testemunho cristão no século 21, e também revisaram os marcos da missão desde a conferência de 1910. Entre os marcos descritos estava o ministério médico da Igreja Adventista no Andrews Memorial Hospital durante a década de 1940 na Jamaica, onde hoje cerca de um em cada 11 cidadãos é adventista.

Diop disse que os delegados aprenderam a ver a missão como o “batimento do coração de Deus”, uma experiência “humilhante e refrescante”.

Trabalhar com outras religiões para impulsionar a missão em eventos como a Conferência Missionária Mundial de Edimburgo não significa que a igreja esteja comprometendo suas crenças distintas, integridade doutrinária ou alcance missionário, disse Diop.

“Os adventistas são de fato encorajados a colaborar com qualquer agência que promova Cristo”, disse Diop, referindo-se a uma declaração na Política de Trabalho da igreja.*

“Como adventistas, não fazemos parte do movimento ecumênico. É claro que não podemos ser restritos em nossas doutrinas e valores, mas o tema desta conferência foi testemunhar, com Cristo como força mobilizadora. Essa é certamente uma área em comum que temos pode se reunir”, disse Diop.

* “Reconhecemos as agências que levantam Cristo diante dos homens como parte do plano divino para a evangelização do mundo, e temos em alta estima homens e mulheres cristãos em outras comunhões que estão engajados em ganhar almas para Cristo.” [Política de Trabalho, nº. 75]

Fonte: https://adventist.news/news/adventist-outreach-earns-church-role-in-world-mission-conference

Proclamadores ou acusadores?

Para evitar equívocos ou conflitos em nossos relacionamentos com outras igrejas cristãs e organizações religiosas, estas diretrizes foram estabelecidas:

1. Reconhecemos essas agências que exaltam o nome de Jesus perante a humanidade como parte do plano divino para a evangelização do mundo, e sentimos grande estima por homens e mulheres cristãos em outras comunhões [ou denominações] que se encontram engajados em ganhar almas para Cristo. – “Relationships with Other Christian Churches and Religious Organizations”, em Working Policy of the General Conference of Seventh-day Adventists 2006-2007 (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2006), p. 482

Uma tarefa cautelosa

Sejam cautelosos em seus trabalhos, irmãos, não ataquem com demasiado vigor os preconceitos das pessoas. Não se deve sair do caminho para investir contra outras denominações, pois isso só cria um espírito combativo e fecha ouvidos e corações à entrada da verdade. Temos uma obra a fazer, a qual não é derrubar, mas construir. – Evangelismo, p. 574

É necessário que sejam feitas decididas proclamações. Contudo, a respeito dessa espécie de trabalho, sou instruída a dizer a nosso povo: Sejam cautelosos. Ao apresentar a mensagem, não façam investidas pessoais a outras igrejas, nem mesmo à católica romana. Os anjos de Deus veem nas diversas denominações muitos que só podem ser alcançados com a maior precaução. Sejamos, portanto, cuidadosos com nossas palavras. Que nossos ministros não sigam os próprios impulsos em acusar e expor os “mistérios da iniquidade”. Sobre esses temas, o silêncio é eloquência. […] Falem a verdade em tons e palavras de amor. Que Cristo Jesus seja exaltado. Apresentem a verdade de maneira construtiva. Nunca deixem a vereda reta traçada por Deus, no intuito de fazer um ataque a alguém. Esse ataque poderá causar muito dano, mas nenhum bem. Poderá extinguir a convicção em muitas mentes. – Evangelismo, p. 576

Evitar barreiras; enfatizar pontos em comum

Não devemos, ao entrar em um lugar, criar barreiras desnecessárias entre nós e outras denominações, especialmente os católicos, de maneira que eles pensem que somos declarados inimigos seus. Não devemos despertar desnecessariamente preconceito na mente deles, fazendo ataques contra eles. – Evangelismo, p. 573

É necessário o maior cuidado no trato com essas pessoas. Estejam sempre alerta. Não insistam em apresentar logo no início ao povo os aspectos mais objetáveis de nossa fé, a fim de que vocês não fechem os ouvidos daqueles a quem essas coisas vêm como uma nova revelação.

Aprendam a ir ao encontro das pessoas onde elas estão. Não apresentem assuntos que despertem controvérsia. Não deem instruções que possam confundir a mente. Não levem as pessoas a se preocuparem com coisas que vocês entendem, mas que elas não são capazes de ver, a menos que sejam assuntos de consequências vitais para a salvação. – Testemunhos para a igreja, v. 6, p. 58

Apresentem porções da verdade que as pessoas sejam capazes de aprender e apreciar. Embora possa parecer estranho e chocante, muitos reconhecerão, com alegria, que nova luz brilhou sobre a Palavra de Deus. Porém, se a verdade fosse apresentada em tanta quantidade que não pudessem recebê-la, alguns iriam embora para nunca mais voltar. Mais ainda, apresentariam mal a verdade e, ao explicarem o que fora dito, distorceriam de tal forma as Escrituras que confundiriam a mente dos outros. Precisamos aproveitar-nos das circunstâncias agora. Apresentem a verdade tal como é em Jesus. Não deve haver espírito combativo ou de polêmica na defesa da verdade. – Evangelismo, p. 142

Ao trabalharem em campo novo, não pensem ser dever de vocês declarar imediatamente ao povo: “Somos adventistas do sétimo dia; cremos que o dia de repouso é o sábado; acreditamos que a alma não é imortal”. Isso levantaria enorme barreira entre vocês e aqueles a quem desejam alcançar. Quando houver oportunidade, falem sobre pontos de doutrina sobre as quais vocês estão em harmonia com eles. Enfatizem a necessidade da espiritualidade prática. Deixem claro que vocês são cristãos, que desejam a paz e que amam essas pessoas. Que elas vejam que vocês são conscientes. Assim vocês ganharão a confiança; e depois haverá tempo suficiente para as doutrinas. – Obreiros evangélicos, p. 119-120

Não afugentar as pessoas

Temos a solene responsabilidade de apresentar a verdade aos incrédulos da maneira mais convincente. Que cuidado devemos ter em não apresentá-la de maneira que possa afugentar homens e mulheres! Os mestres religiosos ocupam uma posição em que tanto podem realizar grande bem como grande mal. […]

O Senhor nos roga vir ao banquete da verdade e depois ir aos caminhos e valados, e levar as pessoas a entrar, apresentando o grande e maravilhoso oferecimento que Cristo fez ao mundo. Devemos apresentar a verdade da maneira pela qual Cristo disse a Seus discípulos que o fizessem: em simplicidade e amor. – Evangelismo, p. 143

Que procedimento os defensores da verdade devem seguir? […] As palavras deles não devem ser ásperas e incisivas. Ao apresentar a verdade, devem manifestar o amor, a mansidão e a amabilidade de Cristo. Que a verdade por si mesma produza efeito; a Palavra de Deus é aguda espada de dois gumes, e abrirá caminho até o coração. – O outro poder: conselhos aos escritores e editores, p. 39

Nossa missão não é atacar

Os que escrevem em nossas revistas não devem dirigir rudes ataques e insinuações que certamente causarão danos, obstruirão o caminho e nos impedirão de fazer a obra que devemos fazer a fim de alcançar todas as classes de pessoas, inclusive os católicos. É nosso dever falar a verdade em amor e não misturar com a verdade os elementos não santificados do coração natural, falando coisas que se assemelhem ao mesmo espírito possuído por nossos inimigos. […] Muitas e muitas vezes me foi dada a mensagem de que, a menos que isso seja extremamente necessário para vindicar a verdade, não devemos dizer, especialmente em relação a pessoas, uma palavra ou publicar uma sentença que possa instigar nossos inimigos contra nós e despertar a ira delas. […]

Não os censuremos nem os condenemos. Ridicularizar a posição mantida pelos que estão em erro não lhes abrirá os olhos nem os atrairá para a verdade.

Quando as pessoas perdem de vista o exemplo de Cristo e não imitam Sua maneira de ensinar, tornam-se presunçosas e passam a usar as próprias armas de Satanás. Ele bem sabe como dirigir suas armas contra os que as empregam. Jesus só falou palavras de pura verdade e justiça. […]

Devemos ter o cuidado de não acusar, constranger e condenar os que não possuem a luz que possuímos. Não devemos sair de nosso caminho para fazer duras acusações aos católicos. […]

Que todos conservem em mente que, em nenhuma situação, devemos convidar a perseguição. Não devemos utilizar palavras ásperas e cortantes. Que tais palavras sejam mantidas longe de qualquer artigo escrito ou de qualquer discurso proferido. […] Que o espírito de Cristo apareça. […]

É nosso trabalho retirar de todas as nossas apresentações qualquer coisa que tenha o sabor de retaliação ou desafio, aquilo que poderia causar ações contra igrejas ou indivíduos, pois esse não é o caminho nem o método de Cristo. — Testemunhos para a igreja, v. 9, p. 239-244

Não publicar críticas e acusações

Irmãos, sinto-me entristecida quando vejo tantos ataques desferidos contra os católicos. Preguemos a verdade, mas refreemos palavras que manifestem um espírito áspero; pois tais palavras não podem ajudar ou esclarecer ninguém. O Echo [uma publicação adventista da época] é uma revista que deve ser amplamente disseminada. Nada façamos que prejudique sua venda. Não há razão por que ela não seja como a luz brilhando em lugar escuro. Mas, por amor de Cristo, demos ouvidos às admoestações dadas quanto a não fazer demolidoras observações sobre os católicos. Muitos deles leem o Echo, e entre estes há pessoas sinceras que aceitarão a verdade. Mas fazem-se coisas que são como fechar-lhes a porta no rosto quando estão a ponto de entrar. Publiquemos no Echo mais testemunhos animadores de ação de graças. Não devemos obstruir seu caminho, impedindo-o de ir a todas as partes do mundo por torná-lo mensageiro de expressões duras. Satanás se regozija quando se encontra em suas páginas uma palavra mordaz. […] A luz que tenho para dar ao nosso povo é: Não publiquem artigos de censura em nossos periódicos. – O outro poder: conselhos aos escritores e editores, p. 43

Todo artigo que escrevemos pode ser inteiramente verdadeiro, mas, se contiver uma gota de fel, será veneno para o […] leitor. Por causa dessa gota de veneno, alguém irá rejeitar todas as nossas boas e aceitáveis palavras. Outro pode acolher o veneno, pois gosta de palavras duras. – O outro poder: conselhos aos escritores e editores, p. 44

Não podemos ajudar os que não têm o temor de Cristo apontando suas faltas. Não recebemos a tarefa de reprovar ou proferir ataques pessoais em nossos periódicos. Essa atitude é enganosa. […] Lembremo-nos de que através de nossa atitude espiritual demonstramos que estamos nos alimentando de Cristo, o Pão da vida. Por nossas palavras, nosso temperamento e nossas ações, testificamos àqueles com quem entramos em contato que o Espírito de Cristo habita em nós. – O outro poder: conselhos aos escritores e editores, p. 44

Tenho prestado atenção nos seus artigos a respeito da União Cristã Feminina de Temperança, os quais têm sido publicados em nossas revistas. Na obra de temperança todo membro da igreja precisa defender a unidade. Revestir-se da aparência de antagonismo lhes é natural, mas não está de acordo com a ordem de Cristo. Assim estão erguendo barreiras que jamais deveriam aparecer. Depois de ler seus artigos, aqueles que nada sabem a respeito de nossa fé sentirão o desejo de se unir a nós? O tom de seus artigos tem aroma de farisaísmo. Quem espera esclarecer um povo enganado precisa aproximar-se dele e por ele trabalhar com amor. […]

As ideias expressadas em seus artigos demonstram tão fortemente o antagonismo que farão mais mal do que possam sequer imaginar. Lembrem-se de que se, pelo uso imprudente da escrita, fecharem a porta mesmo a uma única pessoa, ela irá confrontá-los no julgamento. Oh, quanto tem sido proferido que tem levado pessoas à mágoa e rancor pela verdade! Palavras que deveriam ser aroma de vida para a vida foram transformadas em cheiro de morte para a morte pelo espírito que as acompanhou. – O outro poder: conselhos aos escritores e editores, p. 44

Líderes de outras denominações

É necessário que seja sempre manifesto que somos reformadores, mas não fanáticos. Quando nossos obreiros entram em um novo campo, devem buscar se relacionar com os pastores das várias igrejas do lugar. Muito se tem perdido por negligenciar isso. Se nossos ministros se mostrarem amigáveis e sociáveis, […] isso terá excelente efeito, e podem dar a esses pastores e a suas congregações impressões favoráveis da verdade. […]

Nossos obreiros devem ser muito cuidadosos em não dar a impressão de serem lobos que buscam se introduzir para apanhar as ovelhas, mas deixar que os ministros compreendam sua posição e o objetivo da missão que lhes cabe: chamar a atenção do povo para as verdades da Palavra de Deus. Há muitas dessas [verdades] que são preciosas a todos os cristãos. Essas verdades são terrenos comuns em que podemos nos encontrar com as pessoas de outras denominações; e ao nos relacionarmos com elas, devemos demorar-nos mais sobre os assuntos em que todos temos interesse e que não encaminharão direta e incisivamente aos pontos de discórdia. – Evangelismo, p. 143

Nossos pastores devem tentar se aproximar dos pastores de outras denominações. Devem orar por esses homens e com eles, por quem Cristo está intercedendo. […] Como mensageiros de Cristo, devemos manifestar profundo e fervoroso interesse nesses pastores do rebanho. – Testemunhos para a igreja, v. 6, p. 77-78

Deve-se desenvolver o mais prudente e mais firme trabalho pelos ministros que não pertencem a nossa fé. […] Que os obreiros fiéis, tementes a Deus e fervorosos, cuja vida está escondida com Cristo em Deus, orem e trabalhem pelos ministros sinceros que foram ensinados a interpretar mal a Palavra da vida.

Nossos ministros devem considerar sua obra especial o trabalho pelos ministros. Não devem entrar em discussão com eles, mas, com a Bíblia na mão, insistir com eles para que estudem a Palavra. – Evangelismo, p. 562

Na manhã de sábado, em que a igreja de _____ celebrava as ordenanças, o irmão _____ estava presente. Ele foi convidado a participar do rito do lava-pés, mas disse que preferia apenas testemunhá-lo. Perguntou se era obrigatória a participação nesse rito antes de a pessoa participar da comunhão, e nossos irmãos lhe asseguraram não ser obrigatório e que ele seria bem-vindo à mesa do Senhor. Esse sábado foi um dia muito precioso para ele; disse que nunca havia tido em sua vida um dia mais feliz.

Depois quis falar comigo, e tivemos uma conversa agradável. A conversa foi muito interessante, e passamos momentos preciosos orando juntos. Creio que ele é um servo de Deus. Dei-lhe os meus livros O grande conflitoPatriarcas e profetas e Caminho a Cristo. […] Ele foi batizado antes de voltar para casa e voltará para apresentar a verdade à sua própria congregação. – Evangelismo, p. 276-277

Pregar em outras igrejas

Talvez vocês tenham a oportunidade de falar em outras igrejas. Aproveitando essas ocasiões, lembrem-se das palavras do Salvador: “Portanto sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. Não despertem a malignidade do inimigo com discursos denunciadores. Assim vocês fecharão as portas à verdade. […] Refreiem toda expressão áspera. Tanto na palavra como na ação, sejam prudentes para a salvação, representando Cristo a todos com quem entrarem em contato. – Evangelismo, p. 563

[Em 1887,] falei na capela nacional [da Suíça]. O ministro nacional abriu a reunião com uma oração e cânticos. Falei durante quase duas horas, com muita liberdade, enquanto o povo ouvia com a maior atenção. Não havia nem um sequer que estivesse dormindo ou se sentindo desconfortável. – Manuscript Releases, v. 3, p. 374

(Com exceção do primeiro texto, todas as citações foram retiradas de livros de Ellen G. White.)

Proclamadores ou acusadores?

Fonte: https://missaoposmoderna.com.br/2013/06/proclamadores-ou-acusadores/

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