Leia no Www.AngoAdventistas.Com: IASD apoiou o governo de Angola no maior genocídio “anti-leigos” do século XXI

genocidio

Clique na imagem acima ou neste link para acessar à reportagem reproduzida do jornal angolano Folha 8 Digital.




Pedido de Desculpas da IASD por ter apoiado Hitler completa dez anos em 2015

csm_max_israel_munk001_b53f9baf96

O pedido formal de desculpas aconteceu no mês de Maio de 2005, embora a notícia tenha sido publicada oficialmente pela Adventist Review somente em agosto de 2005. O noticiário mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia publicou o pedido de desculpas, sob este título:

Europa: Igrejas da Alemanha e Áustria Pedem Desculpas Por Ações Durante Holocausto

August 16, 2005 Hannover, Germany …. [Mark A. Kellner/ANN Staff]

Os adventistas do sétimo dia na Alemanha e Áustria recentemente pediram desculpas por qualquer participação nas atividades nazistas, ou em apoio a elas, durante a guerra. A foto é de um cartão de identidade de um adventista de origem judaica que foi eliminado do rol de membros da Igreja na Alemanha Max-Israel Munk, quando os nazistas deram ordem para se fazer tais exclusões. Após sobreviver a prisão em dois campos de concentração, Munk retornou para casa após a guerra e solicitou reintegração como membro, o que lhe foi concedido. [Foto: AdventEcho magazine, Germany]

Em função do 60o. aniversário do fim da II Guerra Mundial, os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Alemanha e Áustria emitiram uma declaração expressando que “lamentam profundamente” qualquer participação em atividades nazistas, ou em seu apoio, durante a guerra. As entidades da Igreja “honestamente confessam” a falha “em seguir a Nosso Senhor” por não protegerem os judeus, e outros, do genocídio daquela época, amplamente conhecida como o Holocausto. Milhões de pessoas pereceram de atrocidades da guerra, inclusive mais de seis milhões de judeus que foram exterminados em perseguições nazistas durante o período de 12 anos, entre 1933 e 1945.

A declaração foi inicialmente publicada na edição de maio de 2005 de “AdventEcho”, uma revista denominacional em língua alemã, e também aparecerá em outras publicações alemãs, declarou o Pastor Günther Machel, presidente da Igreja Adventista alemã e um dos três signatários da declaração.

Uma cópia da declaração foi fornecida a Yad Vashem, autoridade do Memorial de Recordação dos Mártires e Heróis do Holocausto em Israel, acrescentou o Dr. Rolf Pöhler, ex-presidente da área eclesiástica do Norte Alemã, que atua presentemente como consultor teológico, e estava envolvido com a redação da declaração.

“Profundamente lamentamos que o caráter da ditadura Nacional Socialista não havia sido percebida em tempo e de modo suficientemente claro, e a natureza contrária a Deus da ideologia [nazista] não havia sido devidamente identificada”, afirma a declaração. A Igreja declara que também lamenta “que em algumas de nossas publicações . . . se encontraram artigos glorificando Adolf Hitler e concordando com a ideologia do anti-semitismo numa forma que é incrível para a perspectiva atual”.

Os dirigentes da Igreja também expressaram pesar de que “nossos povos se tornaram associados com o fanatismo racial destruidor de vidas e liberdade de 6 milhões de judeus e representantes de minorias por toda a Europa”, e que “muitos adventistas do sétimo dia não compartilharam das necessidades e sofrimentos de seus concidadãos judaicos”.

Motivo de extremo pesar, indica a declaração, foi que as congregações alemãs e austríacas adventistas “excluíram, alienaram e deixaram [membros da Igreja que eram] . . . de origem judaica entregues a sua própria sorte de modo que terminaram enfrentando prisão, exílio ou morte”.

Sob vários decretos raciais, algumas congregações adventistas expulsaram membros de origem judaica. Um deles, Max-Israel Munk, foi colocado em dois campos de concentração pelos nazistas mas sobreviveu e retornou a sua igreja após a guerra. Ele disse que não desejava tratar a sua congregação do modo em que foi tratado, segundo o Dr. Daniel Heinz, um arquivista da Igreja da Universidade Friedensau que estudou as atividades adventistas durante a era do Nacional Socialismo.

Juntamente com o Pastor Machel, os outros líderes que assinaram a declaração foram os pastores Klaus-Jurgen van Treeck, presidente da Igreja para o Norte da Alemanha, e Herbert Brugger, presidente da Igreja Adventista na Áustria. Pöhler e Johannes Hartlapp, historiador da Igreja em Friedensau, redigiu o rascunho em que se baseou a declaração. Todas as três áreas geográficas denominacionais votaram aprovar o texto, esclareceu Pöhler.

Na declaração, os três asseguram que “a obediência que devemos às autoridades estatais não conduzem a renegar convicções e valores bíblicos”. Eles disseram que embora somente Deus possa julgar as ações de gerações anteriores, “em nosso tempo, contudo, desejamos assumir uma decidida posição pelo direito e justiça–para com todas as pessoas”.

Brugger, numa entrevista telefônica, disse que “os membros de nossa Igreja realmente apreciaram a publicação desse documento”.

Ele indicou que foi algo que os membros mais jovens da Igreja “apreciaram muito”. Nenhuma indicação de reação da comunidade judaica da Áustria havido sido recebida, mas Brugger disse que a Igreja Adventista não é tão bem conhecida na Áustria como o são outros movimentos.

Indagado como uma Igreja que considera a observância do sábado como uma de suas crenças centrais poderia se esquecer dos judeus observadores do sábado durante um tempo de perseguição, Brugger sugeriu que aquela era uma questão política, não teológica, considerações que podem ter levado à estratégia.

Durante a I Guerra Mundial, uma porção de adventistas alemães afastaram-se da denominação, opondo-se a qualquer serviço militar. Isso levou os nacionais socialistas em 1936 a proibir o chamado “Movimento da Reforma” durante o tempo em que estiveram no poder. Brugger declarou que a preocupação com o fechamento das igrejas adventistas oficiais todas pelos nazistas pode ter pesado sobre os líderes daquela era.

“Creio que durantes aqueles tempos a liderança oficial de nossa Igreja teve medo de perder o controle sobre a Igreja e perder a Igreja porque as autoridades políticas já haviam . . . [confundido] nossa Igreja com o movimento de Reforma”, ele explicou. “Creio que nossos líderes tiveram medo de perder o reconhecimento oficial de nossa Igreja, assim pode ser que não foram tão fiéis a nossas crenças como teria sido necessário”.

E acrescentou: “Foi algo mais político do que teológico, tenho certeza”.

A principal Igreja Adventista do Sétimo Dia na Alemanha foi também brevemente proibida sob o nazismo, observa Pöhler. Uma rápida reviravolta pelo regime levou a um alívio entre os adventistas, mas também a um nível de cooperação com o governo que não foi salutar.

“Não só mantivemos o silêncio, mas também publicamos coisas que nunca deveríamos ter publicado. Publicamos idéias anti-semíticas que, de nossa própria perspectiva, não eram realmente necessárias”, declarou Pöhler numa entrevista telefônica. “Avançamos muitos passos a mais e publicamos coisas que realmente eram anti-semíticas. . . . Desviamo-nos de nosso caminho para mostrar lealdade ao governo [nacional socialista] da Alemanha.

“Tivemos que reconhecer que uma declaração errada, uma ação por uma pessoa poderia significar que findaria num campo de concentração” comentou Pöhler a respeito daquela era. Essa teria sido “a razão por que excluímos adventistas de origem judaica dentre nossos membros: se uma igreja local não tivesse feito isso, [os nazistas] teriam fechado a igreja, levado o ancião para a prisão e teria significado que a Igreja inteira seria proibida.

Embora alguns adventistas europeus hajam tomado medidas corajosas para proteger judeus, outros agiram desse modo por preocupação com suas famílias e congregações. Seria muito difícil alcançar uma pessoa de origem judaica, explicou Pöhler, mas arriscar as vidas dos membros de uma congregação era uma carga adicional. Tal precaução até se refletiu na nomenclatura usada pelos alemães adventistas”, ele disse.

“Mudamos o nome de Escola Sabatina para ‘Escola Bíblica’– evitando o nome original “por causa de representar um risco”, prosseguiu Pöhler. “Estávamos no perigo de sermos confundidos com os judeus. Ao recusarmos chamá-la de escola sabatina, estabelece-se uma pequena distância entre você e os judeus”, aduziu.

O Dr. Daniel Heinz, diretor dos arquivos da denominação na Universidade Adventista de Friedensau, Alemanha, disse que sua pesquisa revelou casos de adventistas que ajudaram judeus durante a guerra, mas também conduziu à descoberta daqueles que agiram de forma menos honrável.

“Os líderes denominacionais se adaptaram e até adotaram algo da ideologia anti-semítica dos nazistas; em alguns casos, fizeram mais do que o necessário para agradar as autoridades [nazistas]. Isto é algo que realmente nos parece estranho”, declarou Heinz.

Ao mesmo tempo, ele disse, “sei que muitos membros adventistas, pessoas comuns, ajudaram os judeus, mas nunca falaram a respeito”.

Resistência às políticas nazistas, bem como a compassiva e brava resposta de muitos cristãos, entre eles adventistas do sétimo dia, para proteger vidas daqueles que estavam sob perseguição dos nazistas, têm sido documentada por toda a Europa, inclusive Polônia, Hungria, Holanda e Dinamarca, entre outros países.

“Encontro alguns relatos muito impressionantes de adventistas que ajudaram judeus no Terceiro Reich, arriscando suas vidas, e também encontro o oposto”, declarou Heinz. Entre outros membros da Igreja, uma família adventista da Letônia acolheu um homem judeu, escondeu-o durante a guerra, e este sobreviveu. O refugiado tornou-se um crente adventista e um pastor da Igreja após o fim da guerra.

Segundo o Pastor Machel, “sessenta anos após a II Guerra Mundial é tarde–mas vemos isto como a última chance para uma declaração”.

Tinha havido tentativas anteriores de fazer tais declarações, conquanto isso fosse em grande medida ignorado ou abafado por líderes eclesiásticos que haviam vivido na era nazista e desejavam evitar que a Igreja agisse como “juiz” daqueles que viveram antes. Contudo, em 1988, no 50o. aniversário da “Kristallnacht”, ou noite dos vidros quebrados, em 9 de novembro, quando gangues inspiradas pelos nazistas espatifaram as vitrines de comerciantes judeus e violaram sinagogas, a então Igreja Adventista da Alemanha Oriental emitiu uma declaração em sua pequena revista. Em 1989, durante as celebrações do centenário da Igreja Adventista em Hamburgo, o Pastor Erwin Kilian, presidente da Igreja Adventista do norte da Alemanha, referiu-se àquele “negro período” em seu discurso e ofereceu um pedido de perdão de sua iniciativa. Uma breve declaração adicional foi feita em 1995, quando do 50o. aniversário do fim da guerra.

Os jovens adventistas reagiram positivamente às expressões de preocupação e contrição da declaração. Dois adventistas berlinenses disseram terem apreciado a declaração.

“Revelar humildemente nossos pecados e falhas é a coisa mais importante que Deus deseja que façamos”, declarou Sara Gehler, de 25 anos. “E embora 60 anos se tenham passado, penso ter sido necessário que nós, adventistas do sétimo dia, tomemos uma posição quanto à Segunda Guerra Mundial”, aduziu ela. “É nosso dever como cristãos proteger e ajudar aqueles que são fracos, desajudados e em necessidade”.

Julian Müller, de 26 anos, acrescentou: “Penso ser nossa responsabilidade como Igreja confessar nossos erros e não ocultá-los, especialmente quando vidas humanas estão em jogo. . . . Minha esperança é que pelos erros e falhas de nossa igreja, que se passaram desde então, não se esperemos outros 60 anos para adquirirmos coragem de pedir perdão”.

A reação de membros da Igreja na região sul da Alemanha, que inclui cidades como Munique e Nurembergue, onde os nacionais socialistas adquiriram grande força, foi “muito positiva”, disse o Pastor Machel. “Alguns haviam realmente esperado por tal medida da parte da liderança denominacional”.

A declaração foi também muito bem acolhida em muitas igrejas adventistas internacionalmente. “Estava esperando por um texto como esse por muito tempo”, declarou o Pastor Richard Elofer, que lidera a obra adventista em Israel. “Eu louvo ao Senhor por tocar os corações de nosso povo na Alemanha e Áustria para produzirem tal declaração”.

E o Dr. John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a sede mundial denominacional: “Para aqueles que crêem no amor de Deus para todo membro da família humana, contra qualquer tipo de discriminação tendo por base raça, religião ou gênero, essa declaração, escrita por uma geração que não teve qualquer responsabilidade no Holocausto e na guerra, mas endossa a responsabilidade de seus pais, permanecerá como um marco positivo e grande incentivo”.

Fontes originais:
http://news.adventist.org/data/2005/07/1124218053/index.html.pt ou
http://news.adventist.org/data/2005/07/1124218053/index.html.en

Fontes atuais:

http://news.adventist.org/all-news/news/go/2005-08-15/europe-german-austrian-churches-apologize-for-holocaust-actions/

http://news.adventist.org/pt/todas-as-noticias/noticias/go/2005-08-15/europa-alemanha-austria-igrejas-apologize-por-acoes-durante-holocausto/

Texto original em:

http://www.adventistas.com/agosto2005/iasd_nazista.htm




Tiro pela culatra: Adventistas trinitarianos usam vídeo de Hitler para atacar adventistas unitarianos

https://www.youtube.com/watch?v=ShODLwzMWaU

Esse mesmo vídeo, com outras legendas, já foi utilizado por lideranças de jovens para promover acampamentos e outras programações dos J.A. Seria apenas ignorância e desinformação, ou o fascínio por Hitler, sua figura e suas idéias, permanece forte no seio da Igreja Adventista do Sétimo Dia?

Comente abaixo.




CPB publica artigo de pastorzinho adventista que propõe nova redação para mandamento da Lei de Deus

AV120412_cah0007

“Foi assim que Deus disse: Não matarás?” Esse deveria ter sido o título do texto publicado na edição de março de 2015 da Revista Adventista, pág. 50, e reproduzido na versão digital da revista. Favorável à pena de morte, o autor, José Flores Júnior, pastor adventista em Guarulhos, SP, questiona a aplicação do sexto mandamento do Decálogo aos governos terrestres, concluindo que autoridades humanas estariam divinamente autorizadas a descumpri-lo sem que sobre elas paire qualquer condenação posterior.

O descaso pelo mandamento fica evidente logo no início do texto, quando pergunta: “Os argumentos contra a pena de morte são válidos?” Ora, sendo pastor, conhece o alcance e imutabilidade da ordem divina “não matarás” e jamais poderia questioná-la, imaginando que se aplique a indivíduos comuns, mas não seja válida para reis, imperadores, generais, presidentes, governadores, ditadores, ou quaisquer outras autoridades humanas. Nenhum argumento contrário ao texto escrito em tábuas de pedra pelo dedo do próprio Deus é válido.

Contudo, a erudição humana é atrevida. E mesmo um ministro do povo que se imagina como o remanescente fiel, que guarda os mandamentos de Deus e mantém a mesma fé de Jesus, arrisca-se a questionar a aplicabilidade universal do sexto mandamento, sugerindo que existam crimes “hediondos” em que se justifica a morte do autor pelo Estado, como punição. E o exemplo que cita é o dos brasileiros condenados por tráfico na Indonésia.

Embora o mandamento seja claro, o pastor adventista se julga no direito de perguntar: “Qual deve ser a posição cristã nesse caso? Como harmonizar o sexto mandamento com as leis que exigem a morte do transgressor? Como conciliar a misericórdia e o perdão de Deus com tais procedimentos?” Ora, a posição do cristão deve ser sempre contrária à execução de quem quer que seja. O mandamento que ordena “não matarás” não pode ser harmonizado com qualquer lei humana que diga o contrário. Não há como conciliar a misericórdia e o perdão divinos com a pena de morte.

No episódio da tentativa de apedrejamento da mulher adúltera, Jesus Cristo demonstrou vividamente que nenhum ser humano está apto a aplicar a pena capital contra um semelhante, pois todos somos pecadores e, como bem escreveu Tiago, irmão do Senhor, ainda que guardemos toda a Lei e tropecemos em um só ponto, tornamo-nos culpados de todos.

Por acaso, temos autoridades tão santas, que não cometam pecado algum e estejam em condição de atirar a primeira pedra ou disparar o primeiro tiro?

Quando as leis humanas contrariam a expressa vontade de Deus, estas devem ser denunciadas como inaceitáveis e nunca, jamais, serem defendidas em nossos púlpitos, publicações ou programas de rádio e tevê, sob pena de nos colocarmos sob o desagrado divino: “Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.” Mateus 5:19.

O autor do artigo publicado na Revista Adventista chega a mencionar o sexto mandamento entre quatro meros argumentos contrários à pena de morte, mas conclui que, mesmo somando-a a essas outras razões, a expressa ordem divina não seria suficiente para estabelecer um posicionamento definitivo, que rejeite a pena de morte como um “direito” concedido por Deus ao Estado:

“Há diferentes opiniões acerca do assunto. Entre vários argumentos contrários à pena capital, podemos mencionar: (1) a proibição de matar encontrada nos Dez Mandamentos; (2) o princípio do perdão que deve ser dado a todos; (3) a possibilidade de haver erro no julgamento; e (4) a ineficácia da pena para a diminuição dos delitos cometidos.

“Tais argumentos parecem ser suficientes para pôr um ponto final à questão, mas o assunto é mais complexo.”

O articulista menciona então vários “argumentos”, aparentemente bíblicos, favoráveis à aplicação da pena de morte pelo Estado:

1. “A Bíblia mostra claramente que o castigo para o pecador deve ser a morte (Gn 2:16, 17; Dt 30:15; Pv 14:12; Ez 18:4; Mt 25:41; Rm 5:12; 6:23; Ap 20:14, 15; 21:8). Nesse caso, a pena de morte será aplicada por Deus na destruição final do pecador. Se fosse de outra forma, Cristo não precisaria ter morrido na cruz.”

Quando Deus avisou que o resultado da ingestão do fruto proibido seria inevitavelmente a morte, estava fazendo um alerta, ou uma ameaça a nossos primeiros pais? A resposta a esta pergunta depende da noção que temos do caráter amoroso de Deus. Quem O tem por Pai, jamais veria nessa informação sobre as consequências do pecado uma ameaça. Tratava-se inegavelmente de um oportuno e apropriado alerta proferido por um Deus, que é amor. O salário, resultado, ou consequência final do pecado é a morte. Simples assim.

O Diabo fez Eva imaginar que a divina advertência era tão somente uma ameaça boba, à qual Deus não teria condições nem coragem para cumprir. Mas pela desobediência ao alerta divino, houve alteração na natureza humana e desde então estamos todos sujeitos a doenças, envelhecimento e morte.

Isso é uma consequência do pecado, mas não um castigo que Deus nos inflige por desobedecê-lo. Já não temos acesso à árvore da vida e nossa única esperança é a ressurreição e a restauração da natureza humana original, em um corpo incorruptível, pela aceitação de Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador.

A destruição final, no lago que arde como fogo e enxofre, foi preparada unicamente para o Diabo e seus anjos, os quais permanecem temporariamente imortais apesar de sua rebelião contra Deus

2. “Desde o princípio, Deus permitiu que o povo de Israel aplicasse a pena capital para tipos específicos de transgressão. Gênesis 9:6 diz: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” Aqui se encontra a primeira referência bíblica acerca da prática da pena de morte como sentença judicial aplicada pelo ser humano. O texto explica que a pena de morte deve ser aplicada pelo valor da vida humana, pois Deus fez a humanidade segundo a sua imagem.”

Essas palavras foram ditas a Noé e sua família, logo depois do dilúvio. Abraão, Isaque, Jacó e os patriarcas das doze tribos de Israel, escravizadas por quatrocentos anos no Egito até que Moisés as libertou, surgiriam apenas séculos depois. Portanto, não é uma permissão ao povo de Israel acerca da prática da pena de morte. Foram ditas num contexto de bênção, em que Deus lhes ordenava que vivessem e se multiplicassem, dominando sobre os animais e alimentando-se deles, mas respeitando sempre a vida, de animais e seres humanos.

Em lugar de uma permissão para matar, o que temos aqui é uma versão ainda mais ampla do mandamento “não matarás”:

E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra.

E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.

Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; da mão de todo o animal o requererei; como também da mão do homem, e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.

Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela. — Gênesis 9:1-7.

A leitura de Gênesis 9:6 em seu contexto original deixa evidente que não se trata de uma autorização para a pena de morte, mas de uma promessa de não interferência divina para proteção em caso de homicídio. Assassinos não seriam mais protegidos contra vinganças, como aconteceu com Caim, embora estes também descendam de Adão, criado à imagem e semelhança de Deus.

3. “No Novo Testamento, declarações de Paulo em Atos 25:11 e Romanos 13:4 mostram que ele admitia haver crime digno de morte e que o Estado pode punir com a espada. Ele declarou também que as autoridades foram instituídas por Deus. O apóstolo se referia a um poder não teocrático, o Império Romano (Rm 13:1-7).”

O fato de Paulo supostamente admitir que havia crime digno de morte e que o Estado poderia punir com a espada, porque a autoridade era instituída por Deus, não invalida o sexto mandamento, permitindo que autoridades seculares desrespeitem a Lei de Deus. Paulo, enquanto Saulo, recebeu das autoridades de Jerusalém ordens por escrito para perseguir e matar cristãos, condenados por elas à morte, mas Cristo interveio no caminho de Damasco, impedindo que essa execução da pena capital contra os cristãos se realizasse.

Jesus Cristo também foi vítima do Estado tirano e opressor. Por isso, se identifica com os condenados à morte e recomenda: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” Apocalipse 2:10. “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada pela espada morrerão!” Mateus 26:52. “Se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto.” Apocalipse 13:10.

Na interpretação da Bíblia, Jesus Cristo deve ter sempre a palavra final, pois foi a revelação máxima do amor e da vontade de Deus para conosco. Tudo que tenha sido dito pelos patriarcas e profetas do Antigo Testamento e posteriormente pelos apóstolos no Novo Testamento, deve ser compreendido à luz de Sua vida e ensinos. A Bíblia contém a palavra de Deus, mas Jesus Cristo é a Palavra de Deus personificada.

Sandice maior

De volta ao artigo da Revista Adventista, ocorre então a petulância extrema do pastorzinho, que comete a sandice de sugerir pretenciosamente que o mandamento escrito pelo próprio Deus, ficou mal redigido:

“Mas como entender a ordem para não matar? O mandamento “não matarás” seria mais bem expresso na forma ‘não cometerás homicídio’, pois não é uma proibição contra a supressão da vida em qualquer circunstância. O que o mandamento está proibindo é o assassinato.”

Cita, em sequência, números e opiniões que, para ele, demonstram o equívoco divino ao redigir os dez mandamentos:

“De acordo com uma pesquisa do Gallup divulgada em outubro de 2014, 63% dos americanos (ou 6 em 10) são a favor da pena de morte, enquanto 33% são contra e 4% não têm opinião formada. [O senhor acredita realmente que a voz do povo seja a voz de Deus, pastor Flores?]

“Segundo o teólogo James Keenan, ‘ninguém pode, em nenhuma circunstância, reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente’. [Isso justificaria a execução de todos aqueles a quem considerarmos culpados, pastor Flores?]

“Norman Geisler, apologista cristão, defende que nem sempre tirar uma vida é assassinato. Para isso, a morte deve ter sido praticada de forma intencional. [Matar por omissão ou culposamente está liberado, pastor Flores?]

“E o argumento de que a pena de morte é anticristã, pois devemos perdoar a todos (Mt 18:21, 22)? Quando se fala de pena de morte, a referência não é necessariamente à morte eterna. [A pergunta foi sobre perdão ou sobre morte eterna, pastor Flores?]

“O fato de que Deus quer dar o perdão até a quem praticou um crime hediondo não elimina as consequências do crime. [Isso é óbvio, pastor Flores! Mas não significa que todo criminoso deva ser punido com a morte, ou Deus sente agora prazer na morte do ímpio, pastor Flores?]

“Em síntese, os governos que aplicam a pena de morte não estão transgredindo o sexto mandamento da lei de Deus. [O senhor tem certeza absoluta disso? Quer dizer que os algozes de Jesus Cristo, judeus e romanos, não deverão ser punidos por Sua tortura e morte? Serão todos levados ao Céu, pois estavam autorizados a fazê-lo e colaboraram de certo modo para a salvação da raça humana, pastor Flores?]

“Agora, se em pleno século 21 a sociedade deve optar pela pena capital, isso é outra história.” [Que papelão, hein pastor Flores! Primeiro reduz a lei divina a nada, autorizando a desobediência ao sexto mandamento pelos Governos corruptos deste mundo. Depois, supervaloriza os legisladores humanos, dizendo que cabe a eles optar ou não pela pena de morte?]

Opinião de Ellen G. White sobre o sexto mandamento

“Não matarás” (Êxodo 20:13) — Todos os atos de injustiça que tendem a abreviar a vida; o espírito de ódio e vingança, ou a condescendência de qualquer paixão que leve a atos ofensivos a outrem, ou nos faça mesmo desejar-lhe mal (pois “qualquer que aborrece seu irmão é homicida”); uma negligência egoísta de cuidar dos necessitados e sofredores; toda a condescendência própria ou desnecessária privação, ou trabalho excessivo com a tendência de prejudicar a saúde — todas estas coisas são, em maior ou menor grau, violação do sexto mandamento. — Patriarcas e Profetas, pág. 217.

Em resumo: Todos nós iremos morrer um dia, mas Deus não nos permite, nem ao Estado, antecipar esse momento.




Leandro Quadros e Rede Novo Tempo da IASD contrariam a Constituição e defendem pena de morte

estadoislamico-execucao

Suposta autorização divina ao Estado para matar, defendida por pastores adventistas, colocaria terroristas do Estado Islâmico sob a aprovação divina e acima do mandamento “Não matarás”

Texto retirado da fanpage do programa “Na Mira da Verdade” no Facebook:

Olá, amigos do “Na Mira da Verdade”! Acabei de publicar um post bastante polêmico, porém, necessário para aqueles que desejam pensar mais biblicamente.

Escrevi sobre a “pena de morte”, com base num ótimo artigo publicado na Revista Adventista deste mês de março de 2015, da autoria do Pr. José Flores Júnior que reside em Guarulhos, SP. Em meu site pessoal (que em breve estará novíssimo!) o post se encontra no seguinte link: http://goo.gl/4E43rS

No blog do “Na Mira da Verdade”, vocês poderão acessar http://goo.gl/oOIm8T
Ótimo final de semana a todos. #leandroquadros #namiradaverdade

Pensando biblicamente a respeito da pena de morte

Março 14, 2015 – Dúvidas Bíblicas

“[…] a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Rm 13:4).

Quero expressar minha gratidão e contentamento pelo artigo intitulado “Não Matarás!”, do Pr. José Flores Júnior, publicado na Revista Adventista no mês de março de 2015[i]. O autor pensou biblicamente e não se deixou levar por argumentos humanistas nada convincentes. Como destaca Alan Pallister, professor de Ética Cristã: “Nossa conclusão sobre essa problemática, primeiro, não deve ser determinada por sentimentos humanitários – que podem ser evocados nos dois sentidos –, mas sim pelo ensino bíblico”[ii].

Já afirmei no programa “Na Mira da Verdade” que cada pessoa tem o direito de ser contra ou a favor da pena de morte. Porém, aqueles que são contra, precisam aceitar que não podem usar a Bíblia a favor deles. Negar que as Escrituras sancionam a pena capital, desde que seja aplicada pelo Estado (Rm 13:1-5. Leia também At 25:11) é, no mínimo, tratar o texto bíblico irresponsavelmente.

José Flores Jr. foi muito feliz em sua abordagem, especialmente no uso que fez de Gênesis 9:6, que diz: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”.

Esse texto nos mostra que execução de um criminoso hediondo é transcultural. Desde o início da história pós-dilúvio, quando só existia Noé, sua esposa, filhos e noras (uma só cultura), o Criador autorizou o ser humano tirar a vida de assassinos[iii].

E qual é a base divina para a aplicação de tal pena por parte de autoridades constituídas? Um conceito de valorização da vida muito amplo que aquele apresentado por qualquer comissão de direitos humanos do mundo: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu; porque Deus fez o homem segundo a sua imagem”.

Deus autorizou o poder judicial (não a você e eu, amigo leitor! Veja Rm 12:17, 19) a tirar a vida do criminoso porque Ele supervaloriza a vida que foi tirada pelo bandido. Enquanto que defensores dos direitos humanos, que não pensam biblicamente, valorizam a vida do criminoso, a Bíblia valoriza mais a vida da vítima, pois ela também é à imagem e semelhança de Deus. A vida é tão sagrada os olhos do Legislador divino que Ele exige o fim da existência daquele que criminosamente tirou o direito de outra pessoa viver.

Mesmo que a pena de morte e a prisão perpétua não sejam a solução para a criminalidade (solução somente na 2ª Vinda de Cristo – Ap 21:4; 22:15), como bem disse o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia a respeito de Gênesis 9:6, “Deus tomou o cuidado de erigir uma barreira contra a supremacia do mal e, assim, lançou o fundamento para um desenvolvimento civil ordenado da humanidade”.[iv]

AMOR E JUSTIÇA DEVEM ESTAR DE MÃOS DADAS

Em contrapartida, o bispo Hermes Carvalho Fernandes argumentou, entre outras coisas, o seguinte: “Eu só poderia ser a favor da pena de morte se não acreditasse no poder que o evangelho tem de transformar monstros em homens de bem”[v].

Entretanto, essa é uma compreensão parcial do evangelho, revelado tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento (Jo 5:39, 40). Biblicamente, o perdão de Deus, Seu amor e justiça trabalham juntos (Sl 85:10). A disposição dEle em perdoar qualquer ser humano não elimina as consequências pelos próprios atos (Veja-se Ezequiel 18:4 e Gálatas 6:7). Como afirmou José Flores Júnior, “O fato de que Deus quer dar o perdão até a quem praticou um crime hediondo não elimina as consequências do crime”[vi].

Alan Pallister segue uma linha argumentativa parecida, que também contraria a opinião de Hermes C. Fernandes:

Teologicamente, não é correto afirmar que, devido à morte de Jesus na cruz, todos os homens possuem de fato a salvação e serão libertos do inferno. Esse argumento cai no erro do universalismo. Jesus morreu por todos na cruz, mas alguns são condenados com justiça pelos seus pecados. Na dimensão temporal, uma pessoa por quem Jesus morreu ainda pode ser condenada à morte […] O fato de Jesus ter aberto o caminho da salvação, por meio de Sua morte expiatória na cruz, providencia um lugar seguro no céu para aqueles que creem nEle. Não remove qualquer penalidade que a sociedade humana se veja na obrigação de aplicar […][vii].

Além disso, o perdão que Jesus disponibiliza não é e não será aceito por muitas pessoas (Ap 20:8,9), que rebeldemente rejeitam aos apelos do Espírito para convencê-las “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8-10). Portanto, continuarão a matar, estuprar (inclusive criancinhas), sequestrar, etc, aumentando o número de vítimas inocentes e famílias desgraçadas.

Estou reunindo material para escrever sobre o assunto de forma muito mais ampla. Creio que nos próximos meses darei uma contribuição ainda maior a essa questão, tanto do ponto de vista bíblico quanto filosófico e sociológico. Demonstrarei que a pena capital é tão necessária hoje quanto o foi nos tempos bíblicos, e que falhas humanas não excluem a necessidade de castigo, do mesmo modo que erros judiciários não excluem a necessidade de prisões.

Enquanto isso, expresso minha gratidão a José Flores Júnior e à Revista Adventista por uma matéria tão importante, e que com certeza ajudará a muitos cristãos a pensarem mais biblicamente.

[Acesse www.leandroquadros.com.br]

[i] José Flores Júnior, “Não Matarás! Os argumentos contra a pena de morte são Válidos?” Revista Adventista, março de 2015, p. 50.

[ii] Alan Pallister, Ética Cristã Hoje: vivendo um cristianismo coerente em uma sociedade em mudança rápida (São Paulo: Shedd Publicações, 2005), p. 137.

[iii] Não confundir pena de morte [como aplicação da justiça] com o homicídio, praticado friamente e proibido em Êxodo 20:13 e Deuteronômio 5:17. Veja-se também Êx 21:12-14, 16; Lv 20; Dt 21:22; Dt 24:7; Lv 20.

[iv] Francis D. Nichol e Vanderlei Dorneles, (editores), Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 254. Série Logos.

[v] Hermes C. Fernandes, “Pena de Morte: Como me posiciono apesar do que a Bíblia diz”. Disponível em: http://www.hermesfernandes.com/2013/07/pena-de-morte-como-me-posiciono-apesar.html Acessado em 13 de março de 2015.

[vi] Júnior, “Não Matarás!”…, p. 50.

[vii] Pallister, Ética Cristã Hoje…, p.p. 139, 140.

Fonte: http://novotempo.com/namiradaverdade/pensando-biblicamente-a-respeito-da-pena-de-morte/

Esta sequência de vídeos recolhidos da internet ilustra o gradual desenvolvimento do pensamento favorável à pena de morte, no programa Na Mira da Verdade, produzido e transmitido pela Rede Novo Tempo. Observe que Landro Quadros contrariou a Constituição Brasileira e o Evangelho, defendendo repetidas vezes a pena de morte como se houvesse base bíblica para ela em diferentes momentos de sua carreira de apresentador do programa. Agora, conclui o processo, comemorando a adesão da Revista Adventista à idéia, e anunciando para breve um novo texto favorável ao assunto.

https://www.youtube.com/watch?v=P0VmpIw2gTg

https://www.youtube.com/watch?v=ltbi5H_B4sY

https://www.youtube.com/watch?v=u2DAwSkse9g|&t=4m50s

https://www.youtube.com/watch?v=ok6GXQWmCfI&t=48m13s

https://www.youtube.com/watch?v=_9VLqF5ki2s

OBS. Todas essas sandices aparentemente bíblicas de Leandro Quadros serão refutadas aqui no Adventistas.Com. Aguarde. Abaixo, estão algumas informações sobre a inconstitucionalidade de se defender a pena de morte em território brasileiro:

Na Constituição Federal de 1988 (artigo 5º, inciso XLVII) a pena de morte é abolida para todos os crimes não- militares. Via de regra não há pena de morte no Brasil. A exceção é em caso de guerra declarada do país a outro (artigo 84, inciso XIX).

No campo internacional o Brasil é membro do Protocolo da Convenção Americana de Direitos Humanos Para a Abolição da Pena de Morte, e ratificou esse tratado em 1996.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que, em regra, não é possível a imposição da pena de morte no ordenamento jurídico brasileiro, reservando, unicamente, a possibilidade desta modalidade, extrema, de pena em caso de guerra.

É nítido ,que o Constituinte Originário, ao vedar a pena de morte como regra em sua Lei Maior, tem por base, os princípios norteadores que caracterizam um Estado Social Democrático de Direito, o princípio da dignidade da pessoa humana e o princípio do direito a vida. Ademais, a pena de morte, adotada em grau exceptio, tem razão na própria existência do cenário bélico; que é construído a partir do instrumento da resistência com finalidade de proteção do Estado, que por sua vez, é guardião da família, da cultura, dos homens.

Os supracitados princípios, são considerados universais, pela subscrição realizada na carta universal de direitos humanos elaborada em 1948. O direito a vida, é um direito humano, e sua aplicação não é intramurus.

Com a aquisição de natureza pétrea, o direito a vida, projetou a impossibilidade, preventiva, do o legislador ordinário instituir pena de morte no Brasil como regra. Como se sabe, o Projeto de Emenda Constitucional nº 1/1988, buscava a inclusão da pena de morte como regra geral no Brasil, o que não foi possível devido ao artigo 60, § 4, inciso IV, da Constituição Federal, que leciona que não serão objeto de deliberação de emenda constitucional, os direitos e garantias individuais, que podem ser considerados cláusulas pétreas. Desta forma, instituir a pena de morte no Brasil por meio do Constituinte Derivado seria um atentado violento a vontade do povo e do Constituinte Originário, em relação aos fundamentos e direitos que regem a Constituição.

a) Princípio da dignidade da pessoa humana

O princípio da dignidade da pessoa humana está expresso na Constituição dentre os seus fundamentos do Estado Democrático de Direito que constitui a República Federativa do Brasil, mais precisamente em seu artigo 1º, inciso III.

Este princípio objetiva garantir todos os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, assegurando assim os direitos previstos na Lei Maior, tais como o direito à vida, à saúde, à integridade física, à honra, à liberdade física e psicológica, ao nome, à intimidade dentre outros vários direitos e garantias fundamentais necessários para que uma pessoa tenha uma vida digna.

É necessário observar, que o citado princípio também tem atuação no âmbito das penas, pois quando se afirma que o objetivo do Estado ao punir um agente delituoso, é de promover sua ressocialização para que ele possa tornar a sociedade sem a oferecer perigo, e não uma forma de punir como um mero exemplo para a sociedade do que não se deve fazer, ele está implícito dentro de tal afirmação. Desta forma, se o Estado não buscar promover a ressocialização do agente delituoso e impõe-lhe a pena capital, ele está se omitindo de seu dever para com a sociedade.

A Constituição além de vedar a pena de morte como regra no Brasil, veda também penas cruéis, disto indaga-se, pena de morte não seriam também uma pena cruel? Em uma análise subjetiva podemos afirmar que sim, pois não há hipótese em que a morte de um cidadão não seria cruel, mesmo que por meio indolor, ainda assim se caracterizaria um meio cruel, pois um cidadão viver com a angústia de saber o dia em que sua vida será ceifada, com toda certeza ele terá sua integridade psicológica totalmente afetada, o que se torna algo que vai totalmente de encontro com a dignidade da pessoa humana.

Sendo assim faz-se mister mencionar o mestre italiano Luigi Ferrajoli, que apesar de não tratar diretamente sobre pena de morte ou cruel leciona que:

“a história das penas é, sem dúvida, mais horrenda e infamante para a humanidade do que a própria história dos delitos” (FERRAJOLI, 2010, p. 355).

E continua:

“Porque mais cruéis e talvez mais numerosas do que as violências produzidas pelos delitos têm sido as produzidas pelas penas e porque, enquanto o delito costuma ser uma violência ocasional e às vezes impulsiva e necessária, a violência imposta por meio da pena é sempre programada, consciente, organizada por muitos contra um” (FERRAJOLI, 2010, p. 355).

b) Do direito a vida

O artigo 5º da Constituição Federal regula o direito a vida, impondo-lhe como um direito fundamental aos brasileiros e estrangeiros residentes no País. Não há como negar que o direito a vida deve ser considerado inviolável, intransmissível, irrenunciável e indisponível, e que é a partir dele que nasce o direito de personalidade de cada pessoa, sendo este direito considerado para toda a doutrina um bem anterior ao Direito, que deve ser conservado.

O direito a vida, no Brasil, não decorre de razão puramente jurídica, até pelo fato de que a Constituição Federal onde se é previsto este direito, é uma carta política. Logo, a Lei Maior ao garantir tal direito, não o garantiu de forma aleatória ou simplesmente as escuras, ela baseou-se no cenário político-social brasileiro, que apesar de ser um país laico, tem origem cristã, desta forma tendo herdado em sua cultura dogmas do cristianismo, estando entre esses dogmas o direito a vida.

Desta forma, tem-se o direito a vida como um direito impregnado na cultura brasileira por razões históricas. Tentar impor uma pena tão radical como a pena de morte, não seria somente um insulto a Lei Maior vigente no Brasil, seria também um insulto as origens de nosso país, que devem ser preservadas como um patrimônio cultural.

O direito a vida é insuscetível de valoração, assim, não se pode substituir a vida por qualquer valor econômico.

c) Problemática social

Até hoje não restou comprovado que a pena de morte tenha provocado diminuição considerável dos delitos vinculados, nem que tenha impedido a atuação de pessoas na prática dos crimes cominados com essa pena capital. Em todos os países onde a pena de morte foi implementada, a criminalidade não caiu, num determinado momento ela pode até ter oscilado, mas o resultado científico de verificação, após a observação acadêmica do que realmente acontece como reflexo da implantação da pena de morte, em nada altera os índices de criminalidade, estes oscilam por outros motivos. Portanto, diante desta constatação, de que a pena de morte não inibe o avanço da criminalidade, tenho mais um argumento para rejeitar.

Na realidade, a Administração de Justiça, tanto na persecução, como na sanção aos comportamentos criminais procede seletivamente, quer dizer, não protege por igual todos os bens dos quais tem igual interesse o cidadão. Da mesma forma, a lei penal não é igual para todos nem o status de criminoso se aplica igualmente a todos os sujeitos.

Basta observar os presídios para se verificar que a grande maioria dos que lá estão encarcerados são pessoas oriundas da classe baixa, isto é: os pobres e miseráveis.

A política de hiperinflação carcerária do Estado Penal leva também a um processo de intensificação dos públicos alvo do sistema capitalista excludente: pobre e minorias. No caso dos Estados Unidos, se observou um aumento da população afrodescendente nos cárceres, além de uma transferência das populações dos guetos (isto é: os bairros pobres e favelas) cada vez maior para os centros de detenção.

Ora, os afro- americanos representam apenas 12% da população do país, mas constituem a maioria dos presos na América do Norte. Além disso, há uma desistência dos últimos governos americanos em tentar reduzir as desigualdades raciais mais gritantes em relação ao acesso à educação e ao emprego. E o reflexo disso ocorre em estados, como o de Nova York, onde o números de presos afro-americanos é maior do que o de negros em universidades. Tudo consequência dessas políticas econômicas e penais das últimas décadas.

Com isso, se realiza um controle punitivo de negros e pobres, que são transferidos dos guetos para as prisões em número cada vez maior. Isso é a criminalização da miséria. E tudo isso tende a se refletir quando da aplicação da pena de morte. Seu público alvo são os pobres e minorias (negros, etc).

d) Religiões

Hodiernamente, a maioria das grandes religiões e de seus ministros e sacerdotes se opõe à pena capital. O Judaísmo, embora aprovasse a pena capital em seu livro sagrado (Êxodo 21, Levítico 20, Deuteronômio 21) aboliu a prática através das decisões dos rabinos no Talmud, durante a Idade Média. Já na época do Templo de Salomão, no ano 30, o Sinédrio (Senado judaico) entendeu que tal prática, devido à sua violência, caberia somente a Deus. O Estado de Israel somente aplicou a pena de morte uma vez, contra o carrasco nazista Eichmann. E segue sem adotar tal medida. Os mórmons fazem oposição à pena de morte, pois o valor da vida, argumentam, é inigualável. O Budismo condena essa prática. No livro sagrado Dhammapada, capítulo 10, se diz: “ todos temem o castigo, todos temem a morte, tal como tu. Por isso, não mates nem causes a morte”.

O Direito Penal Internacional considera a pena de morte como atentatória aos direitos humanos. A Legislação Européia Internacional proibiu a pena capital em tempos de paz.

Leia o artigo todo em: http://carneiro.jusbrasil.com.br/artigos/111686526/pena-de-morte




Até o Papa Francisco diz que pena de morte é fracasso do Estado de Direito!

Lucas 16:8: “Porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.”

PapaPenaDeMuerte231014

“Para um Estado de Direito, a pena de morte representa a falência, porque obriga a morte em nome da justiça”, criticou o líder da Igreja Católica

O papa católico Francisco afirmou nesta sexta-feira (20) que a pena de morte é “inadmissível” e que representa uma “falência” do Estado de Direito.

Em uma mensagem à Comissão Internacional Contra a Pena de Morte, recebida em audiência no Vaticano, o Pontífice católico afirmou que a pena capital é “inadmissível pelo quanto possa ser grave um crime cometido por um condenado”. “Para um Estado de Direito, representa a falência, porque obriga a morte em nome da justiça”, criticou o líder da Igreja Católica, ressaltando que a “justiça humana é, entre outras coisas, imperfeita e pode errar”.

“Em toda a história, houve debates sobre os mecanismos para matar que reduzem a agonia e o sofrimento do condenado, mas a verdade é que não existe um modo humano para matar alguém”, acrescentou. De acordo com Francisco, as condenações à prisão perpétua também podem ser consideradas um tipo de pena de morte, já que “impedem a projeção de um futuro”.

“A prisão perpétua, como todas as penas que impedem que o condenado projete um futuro, pode ser considerada uma pena de morte escondida, pois não priva a pessoa apenas de sua liberdade, e sim, da esperança também”, disse o Papa católico.

Por fim, Jorge Mario Bergoglio afirmou que, além da pena de morte, os países matam seus próprios cidadãos quando “levam a população a guerras e quando fazem execuções extrajudiciais e sumárias”. “É possível que o Estado mate alguém até mesmo quando não garante ao seu povo o acesso aos bens essenciais para a vida”, explicou o Papa.

Desde quando assumiu a liderança da Igreja Católica, em março de 2013, o papa católico Francisco tem feito críticas à maneira como os Estados marginalizam as pessoas e corrompem seus direitos ao impedir o acesso a necessidades básicas.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-03-20/papa-francisco-diz-que-pena-de-morte-e-fracasso-do-estado-de-direito.html

Até o Papa Francisco considera inaceitável para um cristão apoiar a pena de morte

VATICANO, 23 Out. 14 / 03:55 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa católico Francisco dirigiu nesta quinta-feira um discurso a uma delegação da Associação Internacional de Direito Penal no qual condenou as execuções extrajudiciais e a pena de morte, medida usada inclusive por regimes totalitários para suprimir a dissidência e perseguir as minorias, e afirmou que o respeito à dignidade humana deve ser o limite a qualquer arbitrariedade e excesso por parte dos agentes do Estado.

No seu discurso o “Santo Padre”, católico. reafirmou a condenação absoluta da pena de morte, que para um cristão é inadmissível; assim como as chamadas “execuções extrajudiciais”, quer dizer, os homicídios cometidos deliberadamente por alguns estados ou seus agentes e apresentados como consequência indesejada do uso aceitável, necessário e proporcional da força para aplicar a lei.

Francisco assinalou que os argumentos contra a pena de morte são conhecidos. A Igreja –indicou-, mencionou alguns, como a possibilidade de erro judicial e o uso que lhe dão os regimes totalitários como “instrumento de supressão da dissidência política ou de perseguição das minorias religiosas ou culturais”.

Do mesmo modo, expressou-se contra a prisão perpétua por ser “uma pena de morte disfarçada”.

O Santo Padre católico também condenou a tortura e advertiu que a mesma doutrina penal tem uma importante responsabilidade nisto por ter permitido, em certos casos, a legitimação da tortura em determinadas condições, abrindo o caminho para abusos posteriores.

No seu discurso, Francisco também exortou os magistrados a adotarem instrumentos legais e políticos que não caiam na lógica do “bode expiatório”, condenando pessoas acusadas injustamente das desgraças que afetam uma comunidade.

Além disso, abordou a situação dos presidiários sem condenação e dos condenados sem julgamento. Assinalou que a prisão preventiva, quando usada de forma abusiva, constitui outra forma contemporânea de pena ilícita disfarçada.

Também se referiu às condições deploráveis dos penitenciários em boa parte do planeta. Disse que embora algumas vezes isso ocorra devido à carência de infraestruturas, muitas vezes são o resultado do “exercício arbitrário e desumano do poder sobre as pessoas privadas de liberdade”.

Francisco não esqueceu a aplicação de sanções penais às crianças e idosos condenando seu uso em ambos os casos. Além disso, condenou o tráfico de pessoas e a escravidão, “reconhecida como crime contra a humanidade e crime de guerra tanto pelo direito internacional como em tantas legislações nacionais”.

O Papa católico também se referiu à pobreza absoluta que sofrem um bilhão de pessoas e a corrupção. “A escandalosa concentração da riqueza global é possível por causa da conivência dos responsáveis pela coisa pública com os poderes fortes. A corrupção, é em si mesmo um processo de morte… e um mal maior que o pecado. Um mal que mais que perdoar é preciso curar”, advertiu.

“O cuidado na aplicação da pena deve ser o princípio que rege os sistemas penais… e o respeito da dignidade humana não só deve atuar como limite da arbitrariedade e dos excessos dos agentes do Estado, como também como critério de orientação para perseguir e reprimir as condutas que representam os ataques mais graves à dignidade e integridade da pessoa”, concluiu.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-considera-inaceitavel-para-um-cristao-apoiar-a-pena-de-morte-63928/




Pena de morte: Opinião Adventista X Opinião Católica

Marco-Archer-Cardoso

Lucas 16:8: “Porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.”

Igreja Adventista diz SIM à Pena de morte

Não matarás — Os argumentos contra a pena de morte são válidos?

Todas as vezes que um crime hediondo é cometido, surge a pergunta sobre o que deve ser feito com o criminoso. Tem início uma grande discussão a respeito da pena capital. Desta vez, o que levantou a questão foi o fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso na Indonésia, à 0h30 do dia 18 de janeiro no horário local. Ele foi condenado por tráfico de drogas. Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, também se encontra no corredor da morte naquele país e pode ter o mesmo destino.

Qual deve ser a posição cristã nesse caso? Como harmonizar o sexto mandamento com as leis que exigem a morte do transgressor? Como conciliar a misericórdia e o perdão de Deus com tais procedimentos?

Há diferentes opiniões acerca do assunto. Entre vários argumentos contrários à pena capital, podemos mencionar: (1) a proibição de matar encontrada nos Dez Mandamentos; (2) o princípio do perdão que deve ser dado a todos; (3) a possibilidade de haver erro no julgamento; e (4) a ineficácia da pena para a diminuição dos delitos cometidos.

Tais argumentos parecem ser suficientes para pôr um ponto final à questão, mas o assunto é mais complexo. A Bíblia mostra claramente que o castigo para o pecador deve ser a morte (Gn 2:16, 17; Dt 30:15; Pv 14:12; Ez 18:4; Mt 25:41; Rm 5:12; 6:23; Ap 20:14, 15; 21:8). Nesse caso, a pena de morte será aplicada por Deus na destruição final do pecador. Se fosse de outra forma, Cristo não precisaria ter morrido na cruz.

Desde o princípio, Deus permitiu que o povo de Israel aplicasse a pena capital para tipos específicos de transgressão. Gênesis 9:6 diz: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” Aqui se encontra a primeira referência bíblica acerca da prática da pena de morte como sentença judicial aplicada pelo ser humano. O texto explica que a pena de morte deve ser aplicada pelo valor da vida humana, pois Deus fez a humanidade segundo a sua imagem.

No Novo Testamento, declarações de Paulo em Atos 25:11 e Romanos 13:4 mostram que ele admitia haver crime digno de morte e que o Estado pode punir com a espada. Ele declarou também que as autoridades foram instituídas por Deus. O apóstolo se referia a um poder não teocrático, o Império Romano (Rm 13:1-7).

O consenso bíblico parece mostrar que a justiça e não a vingança exige a morte do transgressor. Mas como entender a ordem para não matar? O mandamento “não matarás” seria mais bem expresso na forma “não cometerás homicídio”, pois não é uma proibição contra a supressão da vida em qualquer circunstância. O que o mandamento está proibindo é o assassinato.

De acordo com uma pesquisa do Gallup divulgada em outubro de 2014, 63% dos americanos (ou 6 em 10) são a favor da pena de morte, enquanto 33% são contra e 4% não têm opinião formada

Segundo o teólogo James Keenan, “ninguém pode, em nenhuma circunstância, reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente”. Norman Geisler, apologista cristão, defende que nem sempre tirar uma vida é assassinato. Para isso, a morte deve ter sido praticada de forma intencional.

E o argumento de que a pena de morte é anticristã, pois devemos perdoar a todos (Mt 18:21, 22)? Quando se fala de pena de morte, a referência não é necessariamente à morte eterna. O fato de que Deus quer dar o perdão até a quem praticou um crime hediondo não elimina as consequências do crime.

Em síntese, os governos que aplicam a pena de morte não estão transgredindo o sexto mandamento da lei de Deus. Agora, se em pleno século 21 a sociedade deve optar pela pena capital, isso é outra história.

JOSÉ FLORES JÚNIOR é pastor em Guarulhos (SP)

Fonte: http://www.revistaadventista.com.br/2015/03/nao-mataras.html

Igreja Católica diz NÃO à Pena de Morte

Por que o cristão não pode ser a favor da pena de morte?
por Carlos Wagner Araújo Nery da Cruz

A aplicação da pena de morte no Brasil como pena capital veio à tona nos últimos dias porque um brasileiro, Marco Archer Moreira, foi executado na Indonésia e outro aguarda no corredor da morte. Há vários fundamentos jurídicos para a não aplicação da pena de morte no nosso país. O principal e com certeza irrefutável é que a nossa Constituição Federal, no seu art. 5º, quanto trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, no inciso XLVII afirma que não haverá pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX (Competência privativa da Presidência da República). Esse texto é uma cláusula pétrea da nossa Constituição, ou seja, não pode ser alterado nem mesmo por Emenda Constitucional. Cuida-se aí do argumento jurídica. Mas quais os fundamentos para um cristão não defender a pena de morte?

O primeiro deles é que o direito natural constitui-se a própria essência do direito como ciência jurídica. O direito natural introduziu os conceitos de justiça, valor, moral e ética no direito. Depois, com o movimento positivista (que no direito significa aplicar a lei ao caso concreto, assim como ela foi elaborada, sem se fazer juízo de valor) abandonou-se a importância do direito natural. Mas hoje existe uma corrente no direito moderno, conduzida por John Finnis, baseada nos escritos de Tomás de Aquino, que procura resgatar o direito natural dentro da ciência jurídica. Assim, apenas porque um país tem uma lei, uma Constituição, disciplinando a hipótese de pena de morte, não se pode dizer que tal pena seja justa à luz do direito natural.

Depois, o cristianismo constituiu-se o fundamento para a criação do que hoje chamamos de direitos humanos. Sem as linhas mestras do cristianismo, como misericórdia, perdão, amor e paz, não haveria a constituição de Estados e nem de leis com o desenvolvimento de direitos básicos ou fundamentais. Apesar do rompimento do Estado com a Igreja, depois da chamada Revolução Francesa, a contribuição dos ideais cristãos ficou marcada em toda legislação do mundo ocidental (e parte do mundo oriental). Mesmo que exista uma corrente que critique bastante a Igreja Católica pelos Tribunais da Inquisição, esses tribunais também cometeram vários erros porque à época estavam apegados à justiça da Lei antiga, sem observância do conceito de misericórdia, que havia sido trazido pelo próprio Jesus.

Ora, Jesus revogou a pena de morte do velho testamento, que se embasava na Lei do Talião (olho por olho, dente por dente). Ao introduzir o conceito de misericórdia e perdão, quando proibiu o apedrejamento da mulher adúltera, trouxe uma nova interpretação, apesar da Lei existente à época. O texto encontra-se em João 8,1-11. Diante do pecado, Jesus acolhe o pecador e o convida para uma conversão. Ele não deseja a morte do pecador.

Além disso, a vida é um dom de Deus, não cabe ao próprio homem extinguir a vida de outro homem através de uma lei instituída pelo Estado. Há alguns que defendem que já existe uma pena de morte no país, pois centenas de pessoas são assassinadas injustamente pelos bandidos todos os dias. Mas aí se trata de um caso de segurança pública, cujas políticas públicas devem ser desenvolvidas pelo Estado. Se decidirmos que nós mesmos devemos fazer justiça com as próprias mãos ou defender a pena de morte, estaremos negando os princípios maiores do cristianismo e defendendo a volta da vingança privada.

Por fim, a sociedade vive o que hoje se chama de Pós-Modernismo, a era das incertezas. Ninguém consegue conservar valores ou princípios básicos que devem ser seguidos. Não há incentivo ao desenvolvimento das virtudes individuais. O relativismo prepondera. É por isso que um cristão pode achar que seja justo defender a pena de morte, abandonando toda a base de sustentação da Palavra. Contudo, conforme os argumentos acima, o cristão que deseja imitar Jesus jamais deve defender a pena capital.

Carlos Wagner Araújo Nery da Cruz
Magistrado e Presidente da Comissão Arquidiocesana de Direitos Humanos.

Fonte: http://www.arquidiocesedeteresina.org.br/artigo/171/Por-que-o-cristao-nao-pode-ser-a-favor-da-pena-de-morte/

E para que não restem dúvidas, uma segunda opinião católica:

Se a pena de morte não existisse, Jesus não teria sido crucificado. O costume cruel de assassinar prisioneiros é, na opinião de Santo Agostinho, uma ofensa a Deus, pois anula a dignidade e a pessoa humana. Dostoievski que, condenado à morte, chegou a ser levado perante o pelotão de fuzilamento, diz, em O Idiota, que “matar a quem matou é um castigo incomparavelmente maior que o próprio crime. O assassinato em virtude de uma sentença é mais espantoso que o assassinato cometido por um criminoso”. Pois a sociedade torna-se ela própria, através do Estado, assassina, arvorando-se na onipotência de decidir sobre a vida alheia.

“A guilhotina vela o sono dos ricos contra a insônia dos pobres”, escreveu Balzac. De fato, o que está embutido na defesa da pena de morte não é o aprimoramento de nossa legislação penal. É a legitimação do extermínio. A lei de talião. Hélio Pellegrino tinha razão: a pena de morte tem como fundamento, não o desejo de reparação ou de justiça, mas a sede brutal de vingança.

Em nenhum país que adota a pena de morte capital houve redução da criminalidade. Ao contrário, ao saber que, por uma morte, seu destino está selado, o criminoso mata também testemunhas, pois sabe que, ao ser preso, não poderão mata-lo duas vezes, mas haverá mais chances de alívio na aplicação da lei por falta de provas… Assim, a pena de morte traz a barbárie mas, sobretudo, revela o quanto está vivo e latente o homicida no coração daqueles que a apóiam. São pessoas que, desesperançadas, desprovidas de fé na redenção divina, gostariam de vingar com as próprias mãos o crime que as atinge. Mas, em matéria de vingança, a elegância humana já criou um asséptico recurso: delega ao Estado a função de queimar no altar da pátria as vitimas expiatórias do pecado coletivo.

Os defensores da pena de morte esperam que, com a sua adoção, nos esqueçamos que ninguém é intrinsecamente mau e que a sociedade produz os criminosos. Nessa amnésia coletiva, vamos correr atrás de bandidos para lincha-los, quando deveríamos participar de manifestações para exigir que o salário mínimo brasileiro deixe de ser um dos menores do mundo. Dilacerados pela alienação, causa-nos horror a figura do estuprador, enquanto diante da TV nos divertimos com novelas e filmes que exibem violência e pornografia. Clamamos pela punição do pivete que rouba, enquanto ficamos indiferentes diante do empresário que sonega produtos e do político que desvia verbas.

Quem aprova a pena de morte é porque, provavelmente, já matou, em si, a esperança e a fé. Esta é a lei dos que são materialmente prepotentes e espiritualmente indigentes.

***
Este texto foi escrito por Frei Betto, no seu livro Cotidiano & Mistério, Ed. Olho Dágua, p. 44 e 45.

Fonte: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1190/Pena-de-Morte

OBS. Aguarde que iremos descontruir os “argumentos” aparentemente bíblicos de pastores como esses adventistas, que usam a Bíblia para justificar a perseguição e morte de cristãos pelo Império Romano e o holocausto dos judeus por Hitler, preparando o caminho para as execuções de fiéis no fim dos tempos.




Igreja que apoiou Hitler, agora desestimula protesto contra corrupção e roubalheira no Governo Dilma

40904-970x600-1

998457_10152125004167995_1934151654_n1

Depois de apoiar como igreja as ações de Hitler contra os judeus na Europa com argumentação fundamentada na Bíblia, décadas depois, direto do setor de mansões de Brasília, onde residem os maiorais da DSA, a liderança adventista do Brasil repete o erro de legitimar a ação de autoridades corruptas brasileiras, usando para isso argumentos também extraídos da Bíblia e de livros atribuídos ao Espírito de Profecia.

Desta vez, o apoio, expresso na forma de desestímulo à participação de adventistas no protesto contra a corrupção e roubalheira durante o governo Dilma, está documentado em recentes publicações denominacionais na internet.

Fotos de Lula e Dilma, como as mostradas acima, frequentemente são publicadas com destaque positivo nos noticiários oficiais da IASD. Mas em relação aos protestos do próximo domingo, primeiro, foram postadas no Twitter mensagens de apoio às “autoridades”, com base em textos bíblicos da carta aos Romanos:

Michelson Borges ‏@criacionismo Mar 11 — Rm 13:11 – Com a volta de Jesus tão próxima (a solução final), não temos mais tempo de ficar lutando em causas políticas.

Lisandro W. Staut ‏@lisandrostaut Mar 11 — “Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra” Romanos 13:7

Igreja Adventista ‏@iasd Mar 11 — Respeito às autoridades constituídas sempre desde que não firam as leis de Deus. Romanos 13

Houve também postagem de figura que atribui a Deus a existência de desigualdades sociais:

ricoepobre-asd

P.S. Na tarde do domingo dia 15, depois do protesto pacífico por todo o Brasil, com a participação de quase dois milhões de brasileiros, que simplesmente exerceram seu direito democrático de expressar insatisfação, ungido certamente com óleo de peroba, o pastor Luís Gonçalves veio a público dar a impressão de que a liderança adventista brasileira não havia se posicionado contrariamente à manifestação que sacudiu o País. Direto do quintalzinho de suahumilde residência, usou até o mesmo texto da epístola de Tiago que mencionamos abaixo em uma resposta a um comentário.

Na última quinta-feira, porém, foram bem mais explícitos e publicaram no site oficial da IASD, textos fundamentados em citações de Ellen G. White, tida como “profetisa” e “mensageira do Senhor”, quando convém à liderança:

Texto-orienta-adventistas-sobre-participacao-em-manifestacoes-politicas2

12 de março de 2015
Texto orienta adventistas sobre participação em manifestações políticas

Brasília, DF… [ASN] Descontentes com o rumo da política nacional, milhares de pessoas já confirmaram sua ida às ruas nos próximos dias 13 e 15 de março para apoiar o governo e protestar contra ele, respectivamente. Diversos brasileiros que vivem em outros países também estão se organizando para que em suas localidades haja protestos. Em relação a isso, qual deve ser a postura do adventista? Ele deve ou não participar deste tipo de ato? Quais são os riscos?

Veja neste artigo as orientações em relação ao assunto e de que forma as ações do cristão devem estar voltadas à proclamação do evangelho.

evangelhos (1024x980)

11 de março de 2015
As Manifestações e o Evangelho

O Brasil vive momentos delicados e complexos com a possibilidade de novas manifestações no País, inclusive de forte conotação política. Há um descontentamento de parte da população por conta do aumento de taxas, preços e custos, além de constante relação do Brasil com a corrupção na administração pública. Já vivemos no passado atos pacíficos e outros violentos entre manifestantes e policiais, resultando no vandalismo em várias cidades.

Diante desse quadro complexo, a pergunta que se ouve nestes últimos dias é: devem os adventistas se envolver nessas manifestações? Devem os pastores adventistas sair às ruas e fazer eco aos protestos?

Vale a pena mencionar uma citação inspirada da escritora Ellen White, que esclarece alguns pontos:

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração”. (O Desejado de Todas as Nações, 358).

Como Igreja, respeitamos as reivindicações porque nós temos saído às ruas para defender ideias, como o projeto Quebrando o Silêncio , contra o álcool, o fumo e as drogas e em defesa da liberdade religiosa. Saímos com os jovens no projeto Missão Calebe e para doar sangue (www.vidaporvidas.com), chamando a atenção da sociedade para o bem, entre outras iniciativas.
Não é errado defender ideias e ideais, e todos têm o direito de se manifestar livremente, conforme a própria Constituição Brasileira prevê. Como Igreja, contudo, alertamos que nessas manifestações existem pessoas com intenções equivocadas que não combinam com os nossos pensamentos e princípios cristãos. Muito mais do que reivindicar, nossa missão é proclamar. Como cristãos, fomos chamados para influenciar o mundo e devemos continuar fazendo isso através do amor, doando-se e desgastando-se pelo bem da comunidade.

Na continuação, Ellen White diz: “Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembleias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. “A todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que creem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade do varão, mas de Deus”. Jo 1:12, 13. Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus”. (O Desejado de Todas as Nações, 358)

Estamos, como adventistas, neste mundo com uma mensagem especial que é preparar um povo para o encontro com o Senhor! Cremos que a nossa força não deve estar nas manifestações por justiça, mas em anunciar a volta do Senhor Jesus, a verdadeira causa!

A Bíblia é o nosso guia segura sempre. No livro de Hebreus 11:16 está escrito que: “Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.”

O sonho dos sul-americanos, o sonho dos brasileiros, o sonho dos europeus… Todos querem uma pátria melhor. E ela existe. A cidade de Deus, a pátria celestial. Enquanto não estamos nela, seguindo Romanos 13, dedique tempo para orar pelas autoridades e para que o evangelho continue sendo anunciado com toda a força.

Lembre-se sempre: “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros”. (2 Crônicas. 20:20).

Fontes:

http://noticias.adventistas.org/pt/noticia/comunicacao/texto-orienta-adventistas-sobre-participacao-em-manifestacoes-politicas

http://www.adventistas.org/pt/comunicacao/2015/03/11/as-manifestacoes-e-o-evangelho/




#faltadevergonhanacara — Revista Adventista fala de herói leigo do Holocausto como se a Organização da IASD não houvesse apoiado Hitler

ra-judeus

Clique na foto acima para acessar o artigo da Revista Adventista.

Clique neste link para ler sobre o apoio da IASD a Hitler.




Vídeo-documento: Assista e perceba a gravidade do apoio da Igreja Adventista ao Nazismo de Hitler

https://www.youtube.com/watch?v=T9TW_e0g3jc

reinaldowsiqueiraPastores adventistas do sétimo dia, como Reinaldo W. Siqueira (foto) e outros, revelam-se como muitíssimo descarados e atrevidos, ao usarem vestuário que os identifica como mestres judeus em “sinagogas” judaico-adventistas chamadas Beth Bnei Tsion (Templo/Congregação dos Filhos de Sião). Chega a ser um desrespeito com a memória da Humanidade e um deboche contra Israel, depois de tudo que a IASD fez contra os judeus, aliada a Hitler na Alemanha. Vergonha na cara, senhores! É o mínimo que poderiam demonstrar. E parem com essa ladainha de que a IASD será uma igreja vitoriosa e abençoada para sempre. Profecias falsas que não se cumpriramm e jamais se cumprirão, por causa de homens como os senhores à frente da denominação.