Apocalipse 17, A Besta que Sobe do Abismo: Informações Adicionais

Um dos detalhes mais importantes na compreensão de Apocalipse 17, é o correto entendimento do fator tempo. Os acontecimentos descritos pelo anjo a João, ocorrem em progressão na linha do tempo. O emprego dos tempos dos verbos (era, é e será) deve ser plenamente compreendido, sob pena de interpretação equivocada da profecia. Foi o que ocorreu com várias interpretações a respeito.

Ressaltamos, antes de tudo, que os tempos do verbo (era, é e será) não se relacionam de forma alguma com o período em que o profeta João estava vivo. A profecia se desenrola mais adiante, após a morte do Profeta.

Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra. Apocalipse 17:1, 2.

Nestes versos iniciais, notamos a mistura dos tempos do verbo. O anjo mostra a João um acontecimento futuro (o julgamento da meretriz), que é o último acontecimento da visão (veja o cap.17:16 e cap. 18). Logo em seguida, diz a João que a meretriz já “havia se prostituído com os reis da terra” (tempo passado). É evidente para nós, que a prostituta ainda não existia nos dias de João, quando o anjo lhe revelara a visão. Ela (a prostituta) passa a existir somente após o primeiro século. Perceba que o anjo NÃO diz: “com quem se PROSTITUIRÃO os reis da terra”. Porque que razão o mensageiro celestial coloca o verbo “prostituir” no passado e não no futuro? No nosso entender a resposta é bastante simples e clara: O verso 1, trata do julgamento da prostituta que tem o seu clímax no verso 16 do mesmo capítulo. Os acontecimentos do verso 2, estão posicionados no momento que essa prostituição já havia ocorrido, e os habitantes da terra já haviam bebido do seu vinho mortal. Portanto, o  julgamento descrito no verso 1 está cronologicamente à frente da prostituição citada no verso 2.

 

A BESTA (ANIMAL/REINO) E A BESTA (PAPA/REI)

Precisamos também compreender algo peculiar em Apocalipse 17. A besta é apresentada de duas formas: Uma como um poder (Papado), e outra como um indivíduo (Papa). Em Daniel capítulo 7, temos descrito nos versos 23 e 24:

Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.  Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.

No verso 17 é dito que: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis que se levantarão da terra”.

Perceba que os animais em Daniel poderiam significar tanto reinos quanto os reis que os representava (Veja também Daniel. 8:20-22).

Em Apocalipse 17:11 existe uma informação bastante importante: E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.

O anjo diz que a besta (que é o Papado) TAMBÉM é um rei (um papa). O significado é duplo aqui: besta = papado (geral); besta = a papa (específico).

A BESTA E OS TEMPOS DO VERBO “SER”

Como disse no início, a correta compreensão do fator tempo, pode nos levar a correta interpretação de quem é a besta que o anjo se refere em Apocalipse 17, especialmente nos versos 10 e 11.

Quando o anjo diz a João “a besta que viste, era” (Apoc. 17:8), João está posicionado em um momento após 1798, sendo-lhe relatados acontecimentos no passado (em relação ao período de tempo em que João foi colocado na visão). O período “era” da besta corresponde a 538 d.C. e vai até 1798 d.C.

 

Depois o anjo diz, “a besta que viste... não é”. Isto ocorre após 1798, chegando até os nossos dias.  Ela (o papado) literalmente não é. Pois sua ferida mortal ainda não foi curada; essa ferida se encontra em processo de cura (começou a partir de 1929 com o Tratado de Latrão), mas ainda não foi totalmente curada (não tem o mesmo poder que possuía).

 

Outra informação é dada pelo anjo, quando diz: “a besta que viste... está para emergir do abismo”. Quando o papado recuperar todo o poder de perseguir, quando a igreja se unir inteiramente com o Estado, sua ferida terá sido curada. Numa análise detalhada do verso oito de Apocalipse 17 em conjunto com apocalipse 13 verso três descobrimos isso:

A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”. Apocalipse 17:8

“Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” Apocalipse 13:3.

Vamos simplificar a questão para que nossa compreensão se torne mais fácil, vejamos um gráfico que ilustrará bem a questão:

Descobrimos que este “será” está ainda adiante de nós, no futuro. Ele está além de 1929 (ano em que o processo de cura foi iniciado) e além da presente data. Sabemos que a besta ainda não se tornou perseguidora, portanto, ainda não surgiu do “abismo” e a terra ainda não “se maravilhou” seguindo-a e adorando-a.

Quando o sexto rei (a besta como indivíduo) vier como o oitavo que surge do abismo, o papado (a besta como poder) ressurgirá juntamente como ele (a besta como individuo), pois, após seu surgimento do abismo, perseguirá novamente os santos do Altíssimo.

A BESTA QUE NÃO É E SERÁ

Como explicar a questão do 6º rei existir (estar vivo e reinar), já que cremos que o sexto rei seja João Paulo II ele já está morto (deixou de reinar e não existe)? Estaríamos equivocados em nossa interpretação? Novamente, no nosso entendimento, a Bíblia deixa isso muito claro, vejamos:

“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição”. Apocalipse 17:9-11.

Devemos compreender que, no verso 10, o anjo posiciona João no momento em que o 6º rei existe (está vivo e reina), os outros cinco caíram (deixaram de reinar e morreram), e o sétimo ainda não havia chegado.

Já no verso 11, perceba que o anjo avança na linha do tempo. Chegando ao oitavo rei. Neste momento, o sexto rei não existe mais, está literalmente morto, e o sétimo também já havia assumido o trono por pouco tempo e já tinha passado. Este momento na linha do tempo está à nossa frente, no futuro. Estamos por assim dizer, entre os acontecimentos do verso 10 (o sétimo já chegou, e ainda não passou) e do verso 11 (a besta ainda não subiu do abismo como o oitavo rei e a “terra” ainda não se maravilhou). Para que o oitavo retorne, pois é “um dos sete”, é preciso que o sétimo morra ou renuncie, ou seja retirado (não sabemos ainda como acontecerá). Se o oitavo é um dos sete, como podemos afirmar com segurança que o oitavo é o sexto rei que retorna?

Pelo menos duas características nos levam a crer que este oitavo rei é o sexto (João Paulo II) que retorna: Seu nome e sua obra.

1. Seu Nome

Não dos alongaremos sobre o nome IONNES PAVLVS SECVNDO. Sabemos que o número dá 666, e segundo apocalipse 13:18 “é numero de um homem”.

De todos os sete papas desde 1929 até o atual Bento XVI (o sétimo), somente o nome João Paulo II alcançou este número.

Há de se somar a esta característica, dois fatos marcantes noticiados na internet e na TV:

“Hoje, Karol Wojtyla divide a sua decadência física com os olhos do mundo que o acompanham atônicos. Mas ele sabe que já entrou para a história. Para acalmar os que temem pela sua saúde, João Paulo II confidenciou a amigos íntimos poucos dias atrás: “não morrerei completamente”. Fonte: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20031016-34285,00.html (Link copiado do site www.adventistas-bereanos.com.br)

Diante desta notícia, de algum modo João Paulo sabia que sua pessoa teria importância nos últimos acontecimentos deste mundo. Esta frase: “não morrerei completamente” indica-nos que ele com suas próprias palavras dão sentido à profecia de Apocalipse 17.

Outra notícia bastante recente foi publicada, por vários canais de notícias. Eu mesmo estava assistindo ao Jornal Nacional da rede Globo, quando o apresentador noticiou que Bento XVI “previu que seu reinado seria curto”.

“Qua, 20 Abr - 19h15

Bento XVI previu um reinado curto para si

O papa Bento XVI previu para si mesmo um "curto reinado" ao conversar com cardeais logo depois de ter sido eleito, e seu irmão disse hoje que está preocupado com os efeitos do estresse do cargo sobre o pontífice, que assume o comando do catolicismo aos 78 anos de idade.

Joseph Ratzinger já enfrentou problemas de saúde no passado, incluindo um derrame hemorrágico em 1991, o que levanta questões de quanto tempo seu pontificado durará - e se o mundo assistirá à lenta decadência física de mais um papa. Bento é o papa mais velho a ser eleito em 275 anos.

O Vaticano se recusa a comentar a saúde de Bento, citando preocupações com a privacidade do pontífice. A Santa Sé jamais confirmou oficialmente que João Paulo II sofria do mal de Parkinson enquanto Karol Wojtyla estava vivo. Diversos cardeais, porém, reconhecem que o reinado de Bento XVI será contado em anos, não décadas, e que ele provavelmente não será o papa peregrino que João Paulo foi.

O próprio Bento comentou sobre a duração de seu período à frente da Igreja ao falar com cardeais após ser eleito. Segundo o cardeal americano Francis George, Ratzinger disse: "Espero, neste curto reinado, ser um homem de paz".

Fonte: http://br.news.yahoo.com/050420/25/tihz.html

Bento XVI sabe que será logo retirado do cenário da história. Sabe que sua participação será curta. Sabe que “terá de durar pouco” (Apoc. 17:10). Que fantástico! Ele se identificou com o SÉTIMO REI!

Diante destas declarações vemos cada vez mais confirmada nossa certeza: “A besta que surge do abismo é a manifestação satânica de João Paulo II ressuscitado”

2. Sua Obra

Sobre sua obra, sabemos que foi o que mais viajou pelo mundo a fora. Foi o que reuniu mais religiões em torno de si. Basta lembrar de seu funeral. Quantos chefes de Estado estavam presentes ali. Eu vi George Bush ajoelhado diante do túmulo de João Paulo II!

SUCESSÃO PAPAL

É importante ressaltar que a sucessão papal se dá quando ocorre a morte do antecessor. TODOS OS PAPAS que vieram ao trono de Roma, só entraram no poder APÓS a morte do antecessor!

Vejamos os sete últimos papas:

1º Rei - Pio XI (1922-1939) morreu

2º Rei - Pio XII (1939-1958) morreu

3º Rei - João XXIII (1958-1963) morreu

4º Rei - Paulo VI (1963-1978) morreu

5º Rei - João Paulo I (1978) morreu

6º Rei - João Paulo II (1978-2005) morreu

7º Rei - Bento XVI (2005 - ?) está vivo

Esperamos ter esclarecidos mais dúvidas sobre Apocalipse 17. Desejamos ouvir as opiniões dos amados irmãos sobre este tema riquíssimo da Escritura. Não fechamos a porta da questão, pois só há um que “abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre”.

Abaixo segue os textos de Apocalipse 17:8-11 em duas outras versões: Pastoral e Bíblia de Jerusalém.

A Bíblia Edição Pastoral da Editora Paulus traduz assim apocalipse 17:8-11:

“A Besta que você viu, existia, mas não existe mais. Ela está para subir do abismo, porém caminha para a perdição. Os habitantes da terra vão ficar admirados ao verem a Besta. São esses que desde a fundação do mundo não têm seus nomes escritos no livro da vida. Ficarão admirados porque a Besta existia, não existe mais, mas vai aparecer de novo. Aqui é preciso ter inteligência para entender: As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. São também sete reis. Cinco já caíram, um existe, e o outro ainda não veio; mas quando vier ficará por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais, ela mesma é o oitavo rei, e é também um dos sete, mas caminha para a perdição!”

A Bíblia de Jerusalém traduz desta forma:

“A Besta que viste, existia, mas não existe mais; está para emergir do abismo, mas caminha para a perdição. Os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, ficarão admirados ao ver a Besta, pois ela existia, não existe mais, mas reaparecerá. Aqui é necessária a inteligência que tem discernimento: As sete cabeças são sete montes sobre os quais a mulher está sentada. São também sete reis. Dos quais cinco já caíram, um existe e o outro ainda não veio, mas quando vier deverá permanecer por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo rei e também um dos sete, mas caminha para a perdição.” -- Marcelo Gomes,  pregadormgo@gmail.com, 20 de maio de 2005.

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