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Lembro-me daqueles
primeiros dias, quando nos tornamos adventistas do Sétimo Dia, o fervor
missionário, a assistência assídua a todos os cultos, MV(atual JA) e a todas as
reuniões administrativas. Tudo nos parecia tão sagrado e verdadeiro que muitas
vezes sacrificamos a familia em detrimento das convocações da Igreja. Todos
os sábados à tarde, saíamos ao trabalho de visitação. Tínhamos horário de saída,
mas jamais sabíamos a que horas voltaríamos. Muitas e muitas vezes, após o pôr
do sol é que estavamos retornando a igreja, mas com o semblante mui feliz e
sempre com aquele senso do dever cumprido. Confesso que, ainda hoje, sinto
saudades daquelas visitas missionárias!
Aquela convicção de que o sábado era o dia do Senhor, dava-nos um senso de
resposabilidade para com as almas que pereciam num mundo sem Deus e sem
salvação. Para nós, qualquer sacrifício não passava de um privilégio e era-nos
gozoso poder contribuir, de forma voluntária, para o esclarescimento de almas
ignorantes quanto a vontade de nosso Deus. Com
certeza compreendemos melhor, hoje, aquela expressão: “santa
ignorância”, tendo em vista que naqueles dias não tínhamos nenhum
conhecimento sobre as práticas administrativas e/ou teológicas de nossos
líderes, e os imaginávamos como verdadeiros servos de Deus, incapazes de
qualquer deslize na condução de nossa amada igreja. Para nós, qualquer ramo da
obra -- Escolas, Hospitais, Clinicas, Industria de Alimentos, Casas
Publicadoras, etc -- tudo se constituia numa extensão da própria igreja e com
certeza seus préstimos redundavam em atos de misericódia e socorro em favor dos
carentes e necessitados especialmente aos da familia da fé. Não posso esquecer daqueles episódios vividos pelos irmãos “Y” e “X” os quais, embora militares guardavam o sábado com extrema dedicação, ao ponto em que o irmão “Y” sargento da Policia Militar do Estado da Paraíba, foi, em pleno sábado, aprisionado por haver faltado ao seviço para assistir ao culto Divino e Escola sabatina. O mesmos aconteceu com o irmão “X” oficial do exercito, o qual tambem foi recolhido pela polícia do exercito, em pleno culto, pelo simples motivo de haver faltado ao serviço, a fim de cultuar o Seu Deus no Santo Dia de Sábado. O referido irmão “X” hoje é “pastor” da IASD. Eu, embora não tenha testemunhado como aqueles irmãos, algumas vezes deixei de participar de alguns concursos públicos, para os quais me sentia plenamente capaz de aprovação, em virtude de as provas serem marcadas para dia de sábado. Nunca questionamos, nem pelo mínimo que fosse, a validade do respeito e reverência ao santo sabado.
Lembro-me que naqueles dias era feita, na nossa igreja local, uma triagem dos
anúncios que poderiam ser veiculados na igreja, em dia de sábado, e alguns não
se divulgavam nas programações dos jovens uma vez que se tratava de tempo
sagrado impróprio para anúncios seculares, tais como: valor da taxa por irmão
nos acampamentos de carnaval, venda de disco de música de nossos cantores etc. Hoje
verificamos com tristeza e bastante decepcionados que nem as instituições
oficiais da IASD dão a devida reverência e respeito para com o Santo mandamento
do Sábado. Se você tem acesso a “TV Novo Tempo”, por exemplo, verá, em plena
hora sabática a proprganda politica eleitoral obrigatória, sendo veiculada
naquele canal. Se você não quiser trangredir as horas santas, certamente terá
que desligar seu aparelho de TV. Caso
você entre em contato com a liderança de sua Igreja, vai receber a resposta de
que o governo através da lei obriga a nossa “TV Novo Tempo” a transmitir tal
programação. No entanto, perguntamos não é a lei e necessidade, quem, na maioria
dos casos, constrangem-nos a trabalhar em dia de sábado? E por que como
indivíduos somos eliminados da Igreja, caso nos subemetamos as exigências da
Lei, enquanto a “TV Novo Tempo” não? Irmão
Heráclito Fernandes da Mota |
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