Vivemos dias perigosos — não apenas por guerras, terremotos e colapsos visíveis, mas por um mal muito mais sutil: o roubo da glória que pertence exclusivamente a Deus.
Enquanto líderes religiosos disputam holofotes, plataformas e reconhecimento humano, uma advertência ecoa com força espiritual: “Não dividirei a Minha glória com ninguém” (cf. Isaías 42:8). É nesse contexto que o testemunho profético compartilhado por Brandon Biggs adquire peso espiritual e urgência moral.
O Gatilho de Deus: Tocar na Glória
Segundo o relato, o Senhor teria sido enfático: o maior limite espiritual não é o erro doutrinário apenas — é a arrogância espiritual. O momento em que um instrumento humano passa a acreditar que o poder, a revelação ou a unção procedem dele mesmo marca o início da queda.
A narrativa relembra a queda de Lúcifer: criado para refletir a glória de Deus, mas destruído no instante em que passou a absorver para si o louvor que deveria subir ao trono. O princípio permanece inalterado:
“Eu não farei nada de Mim mesmo” — disse Cristo.
“O Filho nada pode fazer por si mesmo, senão aquilo que vir fazer o Pai” (João 5:19).
A glória flui de Deus, por meio do instrumento, e retorna a Deus. Quando o fluxo é interrompido pela vaidade humana, o vaso deixa de ser canal e passa a ser obstáculo.
A Luva e a Mão: A Ilusão da Autonomia Espiritual
Uma imagem poderosa é apresentada: o ser humano como uma luva. Sem a mão dentro dela, permanece inerte. Sem o Espírito de Deus, toda eloquência, carisma ou talento são apenas matéria morta com aparência religiosa.
Essa verdade confronta diretamente o cristianismo performático dos nossos dias — púlpitos transformados em palcos, pregadores transformados em celebridades, e ministérios transformados em marcas pessoais.
O céu não unge vaidade.
Humilhação Real, Não Teatro Religioso
O chamado é claro: “Humilhai-vos debaixo da poderosa mão de Deus” (1 Pedro 5:6).
O testemunho denuncia o “ministério das indiretas” — quando líderes manipulam emocionalmente as pessoas com apelos disfarçados por doações, elogios ou reconhecimento. Isso não é fé. Isso é comércio espiritual.
O padrão bíblico é outro: silêncio, confiança, submissão e dependência total da providência divina.
Quando o homem se torna o provedor, Deus deixa de ser o centro.
Milagres Reais Estão Por Vir — e Esse Será o Maior Teste
O relato aponta para uma intensificação das manifestações sobrenaturais: curas extraordinárias, restauração física, sinais visíveis do poder de Deus e até ressurreições. Porém, o alerta é mais grave do que o anúncio:
O maior perigo não será o milagre — será o orgulho após o milagre.
Quando a mídia, as multidões e as redes sociais começarem a exaltar nomes humanos, o verdadeiro servo precisará repetir internamente:
“Sou apenas a luva. A mão é Dele.”
O Abalo das Nações e os Sinais Proféticos
O testemunho também descreve visões de abalos sísmicos, terremotos na Itália, atividade vulcânica, tsunamis, descobertas arqueológicas de impacto global, bibliotecas subterrâneas antigas, manuscritos preservados, artefatos relacionados ao mundo bíblico e revelações que confrontariam diretamente religiões falsas.
Independentemente da leitura individual sobre tais visões, uma coisa é inegável: elas ecoam perfeitamente o padrão profético das Escrituras:
“Ó, se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem diante da tua presença…” (Isaías 64:1-2)
O mundo não será convencido por debates acadêmicos. Deus está preparando eventos que sacudirão estruturas religiosas, políticas e culturais. Assim como no Êxodo, Ele está prestes a intervir diretamente na história humana.
Descobertas Que Testificarão Contra a Incredulidade
O testemunho fala de registros antigos, pergaminhos, artefatos, documentos históricos que validariam a narrativa bíblica diante de um mundo cético. Isso não substituiria a Escritura — mas serviria como testemunho externo, assim como os Manuscritos do Mar Morto cumpriram esse papel no século XX.
Deus não precisa da arqueologia para ser Deus — mas Ele frequentemente usa evidências para calar os soberbos.
Urgência Espiritual: O Retorno de Cristo Está Próximo
Um ponto se repete com insistência: não há senso de urgência na igreja moderna. Há conforto, entretenimento, disputas internas e anestesia espiritual. Enquanto isso, os sinais se acumulam.
Guerras, rumores de guerras, pestes, instabilidade global, colapsos econômicos e convulsões naturais — exatamente como Cristo anunciou em Mateus 24.
Não estamos nos aproximando do fim. Estamos dentro dele.
A Mensagem Central Permanece: Dê Toda a Glória a Jesus
O coração de toda essa mensagem não é medo, não é espetáculo, não é sensacionalismo. É arrependimento, humildade e centralidade absoluta em Cristo.
O chamado é direto:
- Morra para si mesmo.
- Desça da plataforma.
- Rejeite o aplauso humano.
- Busque o secreto com Deus.
- Prepare-se para ser usado — sem jamais se tornar dono da obra.
Deus está prestes a agir com poder. Mas Ele só confiará glória àqueles que sabem devolvê-la integralmente ao Seu trono.
Conclusão: O Maior Sinal dos Últimos Dias Não Será o Milagre — Será a Humildade
Em uma geração viciada em autopromoção, o verdadeiro remanescente será reconhecido não pelo volume de seguidores, mas pela ausência de vaidade.
O verdadeiro servo não brilha por si. Ele apenas reflete.
“Importa que Ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30)
E talvez essa seja a última prova antes do grande derramamento:
Quem suportará o poder sem corromper-se com ele?
A glória vem. O abalo vem. O retorno de Cristo se aproxima.
Mas somente os humildes permanecerão de pé.