Pode isso? O ex-pastor, consultor de novelas, guia turístico, youtuber milionário e pseudo arqueólogo adventista Rodrigo Silva uniu-se a um cientista ateu, Sérgio Sacani, e está usando as dependências do Museu de Arqueologia Bíblica do Unasp para promover o ateísmo + evolucionismo, um novo modelo de ecumenismo antibíblico, sem qualquer controle da Administração e da Organização adventista. Até quando?
Não é um debate entre fé e ciência — é uma convergência contra a autoridade bíblica
O episódio gravado e divulgado pelo próprio Rodrigo Silva em seu canal no YouTube, não pode ser tratado como simples “diálogo acadêmico”. O que ocorreu foi mais grave:
um espaço construído com recursos sagrados, mantido por fiéis e dedicado à defesa das Escrituras, foi usado para legitimar um discurso que enfraquece a autoridade da própria Bíblia.
Não se trata aqui de discordância pontual sobre interpretação. O que se observa ao longo da conversa é um padrão consistente:
- O texto bíblico é relativizado sob o pretexto de “linguagem fenomenológica”.
- A ciência secular é apresentada como árbitro superior à revelação.
- A leitura literal das Escrituras é tratada como ignorância.
- O crente que confia na Palavra é retratado como problema a ser “educado”.
Isso não é diálogo honesto. Isso é subversão da autoridade da revelação sob o verniz de intelectualidade.
O escândalo institucional: o uso indevido do espaço sagrado
O Museu de Arqueologia Bíblica (MAB) não é um estúdio neutro. Ele existe graças a:
- Dízimos e ofertas de membros fiéis
- Confiança de famílias adventistas
- Propósito declarado de fortalecer a fé nas Escrituras
Quando esse espaço é usado para promover um discurso que alinha um pastor adventista a um ateu declarado contra a autoridade literal da Bíblia, a questão deixa de ser pessoal e torna-se institucional e moral.
A pergunta que precisa ser feita é inevitável:
A direção do UNASP concorda com isso?
Vai continuar permitindo que seus espaços sejam usados para a promoção de um discurso antibíblico travestido de diálogo acadêmico?
Incoerências centrais do discurso apresentado
1. A falsa neutralidade
O discurso tenta se apresentar como “equilibrado”, mas não é. Ele parte de uma premissa já definida:
a ciência moderna é o critério final, e a Escritura precisa se adaptar a ela.
Isso não é neutralidade. Isso é uma postura filosófica específica: naturalismo. E naturalismo é, por definição, incompatível com a fé bíblica histórica.
2. A desconstrução seletiva da literalidade bíblica
Em vários momentos, textos claros são tratados como meras figuras de linguagem, enquanto outros são aceitos literalmente quando convém.
Isso revela um problema grave: o critério não é o texto, mas o desconforto do intérprete diante do texto.
Esse método não protege a Bíblia — ele a corrói por dentro.
3. A caricatura do crente fiel
Os que defendem a leitura literal da cosmologia bíblica são constantemente associados a:
- Ignorância
- Conspiracionismo
- Desonestidade intelectual
- Falta de estudo
Isso não é argumento. Isso é estratégia retórica de deslegitimação.
É mais fácil ridicularizar o fiel do que enfrentar seriamente o texto.
O problema teológico real: quem governa a interpretação?
O cerne da questão não é cosmologia. É autoridade.
Ou a Escritura governa a razão humana, ou a razão humana governa a Escritura. Não existe terceira via.
O que se vê no episódio é a razão acadêmica moderna sentada no trono, enquanto a Bíblia é chamada ao banco dos réus para se justificar diante do cientificismo contemporâneo.
Isso não é adventismo histórico.
Isso é teologia liberal com verniz denominacional.
O caráter ecumênico do erro
O aspecto mais perturbador não é apenas a presença de um ateu. Ateus sempre existiram e sempre desafiaram a fé cristã. O escândalo está em ver:
Um pastor adventista, dentro de uma instituição adventista, usando um espaço adventista para construir convergência com o ateísmo contra a leitura literal da Palavra.
Isso configura um tipo de ecumenismo intelectual profundamente perigoso:
não entre denominações cristãs, mas entre fé professada e incredulidade prática.
As consequências para o rebanho
O impacto desse tipo de abordagem é previsível e já conhecido na história da igreja:
- Jovens perdem confiança na Escritura
- Membros passam a duvidar da inspiração verbal da Bíblia
- A fé torna-se simbólica, subjetiva e moldável
- A identidade doutrinária da igreja se dissolve
Não é teoria. É padrão histórico repetido em toda denominação que flertou com o liberalismo teológico.
O apelo inevitável
Diante disso, não é possível permanecer em silêncio.
É legítimo, necessário e urgente perguntar publicamente:
- A liderança do UNASP endossa esse tipo de conteúdo?
- Os mantenedores da instituição foram consultados?
- Os membros que sustentam o campus sabem que seus recursos financiam esse tipo de discurso?
Silêncio institucional diante disso não é neutralidade.
Silêncio é anuência.
Conclusão
O episódio não representa avanço intelectual. Representa erosão espiritual disfarçada de sofisticação acadêmica.
Não é a ciência que ameaça a fé bíblica.
É o uso da ciência como ferramenta para domesticar a Escritura.
E quando um espaço dedicado à defesa da Bíblia é usado para enfraquecer sua autoridade, não estamos diante de um simples erro de comunicação — estamos diante de um escândalo espiritual que exige posicionamento, correção e responsabilidade pública.
A fidelidade à verdade sempre teve um preço.
Mas o silêncio diante da infidelidade tem um custo ainda maior.
