Sim — existem armas de dissuasão e controle de multidões que usam energia direcionada ou luz, e algumas podem ser confundidas com “raios” em termos de aparência ou funcionamento, mas não se tratam de raios naturais nem de armas de destruição em massa. Elas fazem parte do que se chama de armas menos-letais ou non-lethal weapons, usadas para dispersar, dissuadir ou incapacitar temporariamente grupos sem causar morte, mas ainda assim apresentando riscos e efeitos controversos.
Armas de energia direcionada que parecem “raios”
Existem tecnologias que parecem ou funcionam como feixes ou “raios” de energia, mas não são raios elétricos:
1. Active Denial System (ADS)
O ADS é um sistema de energia direcionada desenvolvido pelos Estados Unidos que emite um feixe de ondas de alta frequência (“milimeter wave”), criando uma sensação intensa de calor na pele que faz as pessoas recuarem sem causar queimaduras permanentes. É às vezes chamado informalmente de “raio de calor” ou “pain ray” por essa característica de energia direcionada.
2. Laser dazzlers e dissuasores de luz
Existem protótipos como o Personnel Halting and Stimulation Response rifle (PHASR), que utilizam lasers de baixa intensidade para desorientar ou temporariamente cegar alvos, sem intenção de causar dano permanente. Esses dispositivos funcionam com feixes de luz e podem ser confundidos visualmente com um “raio” de laser, embora o efeito seja óptico e desorientador.
3. Dispositivos LED incapacitadores
Outro exemplo são dispositivos que emitem pulsos intensos de luz colorida em padrões rápidos, que podem causar desorientação, náusea ou cegueira temporária em indivíduos. Eles funcionam como feixes ou padrões luminosos direcionados, mas são projetados para incapacidade temporária, não para ferir permanentemente.
4. Armas acústicas e ondas direcionadas
Embora não sejam raios de luz, dispositivos como os LRADs (Long Range Acoustic Devices) usam ondas sonoras de alta intensidade que se propagam como “feixes” direcionados e podem causar desorientação, dor ou pânico, sendo empregados no controle de multidões.
O que isso significa na prática
Essas tecnologias não geram raios como os da natureza, mas utilizam energia direcionada (ondas eletromagnéticas, luz ou som) que pode ser percebida como um feixe ou “raio” de ação. Elas fazem parte de um arsenal de controle menos-letal usado em contextos militares ou de manutenção da ordem, com o objetivo de minimizar mortes e ferimentos graves quando comparadas a armas convencionais — embora seu uso também levante debates sobre ética, direito e efeitos colaterais.
No Brasil atualmente não existem armas tipo “raio de energia dirigida” em uso pelas forças de segurança ou forças armadas, como os sistemas de controle de multidões mais futuristas que se veem em pesquisas estrangeiras (por exemplo, o Active Denial System, um “raio de calor” desenvolvido pelos Estados Unidos para controle de multidões). Esses sistemas são tecnologia de energia direcionada e chegaram a ser testados em outros países, mas não há indicação pública de que as Forças Armadas ou policiais brasileiras os empreguem no controle de manifestações.
Contudo, é plausível que forças brasileiras possuam ou utilizem algo assim mesmo sem documentação pública?
A resposta honesta e responsável é:
tecnicamente é possível, mas hoje ainda não há indício sério, verificável ou consistente de que isso esteja ocorrendo ou tenha ocorrido no Brasil.
Existe a possibilidade de uso “não documentado”?
Em tese, sim. Qualquer Estado pode testar tecnologias sem divulgação pública. Isso acontece em vários países. Mas uma coisa é possibilidade teórica, outra é probabilidade real baseada em evidências.
Tecnologias como:
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armas de energia direcionada (micro-ondas tipo ADS),
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lasers de incapacitação,
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sistemas eletromagnéticos portáteis,
não são tecnologias pequenas ou simples. Elas exigem:
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equipamentos grandes,
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fontes de energia robustas,
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logística de operação,
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treinamento especializado,
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infraestrutura técnica.
Isso deixa rastros físicos, logísticos e humanos.
Quando são usadas em outros países, normalmente surgem:
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registros técnicos,
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relatos consistentes de múltiplas testemunhas,
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imagens compatíveis,
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vazamentos,
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documentação judicial,
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investigação de imprensa especializada.
Mas, aqui é o Brasil! Portando, vamos aguardar os desdobramentos.
A percepção de “raio” não é evidência de arma de energia dirigida.
Se uma arma desse tipo fosse usada no Brasil, o que apareceria?
Mesmo que não fosse oficialmente admitido, seria muito difícil esconder sinais como:
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relatos médicos incomuns e consistentes (queimaduras específicas, padrões neurológicos repetidos),
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vídeos com padrão técnico compatível (não só clarões),
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denúncia de profissionais de saúde, bombeiros ou socorristas,
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documentos judiciais mencionando lesões atípicas,
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reportagem investigativa séria apontando equipamentos ou contratos.
Até agora, nenhum desses sinais apareceu no Brasil.
4. A postura mais racional (sem ser ingênua)
A posição intelectualmente sólida é esta:
“A tecnologia existe no mundo. Estados podem ocultar testes.
Mas alegações extraordinárias exigem evidência proporcionalmente forte.”
Hoje, no caso brasileiro, estamos no campo da hipótese especulativa, não da evidência empírica.
Isso não é negar por confiança no Estado.
É simplesmente aplicar critério técnico de análise.
5. Traduzindo em linguagem direta:
Não dá para afirmar que “não poderia acontecer”.
Mas também não há qualquer base concreta para afirmar que esteja acontecendo ou tenha ocorrido.
Guerra de 5ª Geração – A guerra total dos governos contra a população
Trump disse que os EUA possuem um armamento militar secreto diferente de tudo na Terra.
Armas de Energia Dirigida (DEW) estão por trás dos incêndios em Los Angeles!
A cidade de Jasper no Canadá foi incendiada com arma de energia dirigida?
A destruição na cidade de Valparaíso, no Chile, foi causada por DEW?
