A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL! Não se iluda com o trenzinho descontrolado de Erton Köhler…

Erton Köhler herdou a Igreja que ajudou a maquiar: milhões já saíram, a debandada continua e Jesus Cristo já disse que não precisa de presidente mundial!

A Igreja Adventista anuncia há mais de 160 anos a volta iminente de Jesus, mas seus próprios relatórios revelam mais de 20 milhões de perdas históricas. O antigo secretário mundial assumiu a presidência de uma organização que ajudou a apresentar como vitoriosa, enquanto a evasão alcançava proporções alarmantes.

E se o sonho de uma igreja livre, publicado na Revista Adventista em 1987, estiver se concretizando justamente entre aqueles que abandonam a estrutura denominacional?

O SECRETÁRIO QUE CONHECIA A HEMORRAGIA AGORA PRESIDE A ORGANIZAÇÃO QUE SANGRA

Erton Carlos Köhler não chegou à presidência mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia como um dirigente surpreendido pela decadência de uma organização que desconhecia. Pelo contrário. Assumiu, em 4 de julho de 2025, o comando da mesma estrutura religiosa cuja situação estatística acompanhara durante quatro anos como secretário executivo da Associação Geral. Era um dos principais responsáveis pela administração mundial, com atribuições que incluíam o acompanhamento do Escritório de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa, conhecido pela sigla ASTR.

Köhler conhecia os números, conhecia as perdas e conhecia a distância entre a propaganda triunfalista e a realidade revelada pelos documentos administrativos. Não herdou simplesmente uma igreja em crise. Herdou uma igreja cuja crise ajudou a administrar e cuja imagem pública de crescimento ajudou a sustentar. A maquiagem que denunciamos não depende da demonstração de falsificação das estatísticas. Ela se manifesta na maneira como os resultados favoráveis recebem destaque, enquanto os indicadores negativos permanecem em segundo plano.

A denominação celebra multidões batizadas, inaugurações de templos, campanhas internacionais e novos projetos missionários, mas não concede à debandada de seus integrantes a mesma intensidade publicitária. O resultado é uma narrativa de expansão vitoriosa que convive com uma das mais impressionantes histórias de perda de membros do cristianismo denominacional contemporâneo.

O episódio mais revelador ocorreu no próprio dia da eleição de Köhler. Em 4 de julho de 2025, ainda na condição de secretário mundial, ele apresentou à Assembleia da Associação Geral o relatório de sua área administrativa. Naquela ocasião, os delegados foram informados de que a membresia mundial havia aumentado de 16,92 milhões em 2015 para 23,68 milhões ao final de 2024, crescimento de aproximadamente 40%. Mas o mesmo conjunto de informações reconhecia uma taxa histórica de perdas de 43,17% desde 1965.

No mesmo dia em que a organização celebrava a escolha de seu novo presidente, seus próprios documentos demonstravam que mais de quatro em cada dez pessoas incorporadas à membresia no período histórico analisado já haviam deixado a denominação. Köhler não recebeu essa informação depois de eleito. Ele participou diretamente da apresentação dos resultados. O dirigente que agora precisa enfrentar a crise foi também um dos responsáveis por comunicar à organização os números que revelavam sua profundidade.

QUASE 900 MIL PERDAS EM UM ANO: A IGREJA QUE BATIZA MULTIDÕES E NÃO CONSEGUE CONSERVÁ-LAS

Em 2024, último ano completo anterior à eleição de Erton Köhler, a Igreja Adventista registrou 897.712 perdas de membros vivos, segundo o Adventist Research. Foi o segundo maior total anual dessa série histórica. O número equivale a aproximadamente 2.459 perdas por dia, 102 por hora ou uma a cada 35 segundos, em média. Estamos falando de quase 900 mil pessoas retiradas dos registros de membresia num único exercício estatístico. É uma quantidade que deveria provocar questionamentos profundos sobre os métodos de evangelização, a experiência comunitária, a atuação pastoral e a própria estrutura administrativa da denominação.

Entretanto, a organização continua concentrando boa parte de sua comunicação pública nos números de ingressos, frequentemente apresentados como evidência de sucesso missionário. A fotografia de uma multidão reunida para o batismo recebe destaque imediato; o destino daqueles que foram batizados cinco, dez ou vinte anos antes raramente ocupa espaço equivalente. A contabilidade religiosa parece funcionar com duas linguagens: entusiasmo diante das entradas e burocracia diante das saídas.

O aspecto mais constrangedor é que o problema não pode ser atribuído à ausência de recursos. Estamos diante de uma denominação que possui universidades, editoras, hospitais, emissoras de rádio e televisão, plataformas digitais, instituições financeiras vinculadas à sua estrutura, departamentos especializados e uma cadeia administrativa internacional.

A organização dispõe de instrumentos sofisticados para acompanhar o crescimento, controlar patrimônios, estabelecer metas, promover campanhas e organizar a arrecadação de dízimos e ofertas. Entretanto, toda essa capacidade administrativa não impediu a perda histórica de milhões de integrantes. O contraste é devastador: a máquina religiosa tornou-se gigantesca, mas a permanência de uma parcela expressiva daqueles que ingressaram continua sendo um problema sem solução demonstrada.

20,29 MILHÕES DE PERDAS: A CRISE ATRAVESSOU PRESIDÊNCIAS E CHEGOU A ERTON KÖHLER

Os números históricos apresentados pelo ASTR tornam impossível tratar a evasão como um acontecimento secundário. Desde 1965, quando os relatórios passaram a oferecer dados mais sistemáticos sobre ingressos e perdas, 47.005.367 pessoas foram incorporadas à membresia adventista. Desse contingente histórico, pelo menos 20,29 milhões figuraram entre as perdas, produzindo uma taxa acumulada de 43,17%. A própria administração mundial reconheceu que mais de quatro em cada dez integrantes acabaram deixando seus registros.

Trata-se de uma realidade que atravessou diferentes presidentes, diferentes programas missionários e sucessivas reorganizações administrativas. Nenhum dirigente pode reivindicar para si toda a responsabilidade por esse resultado, mas nenhum presidente atual pode fingir que a crise pertence apenas ao passado. Köhler assumiu a liderança de uma estrutura que já carregava esse histórico e cuja administração conhecia profundamente.

A comparação com períodos anteriores amplia a gravidade do quadro. No quinquênio anterior à Assembleia Geral de 2015, auditorias de membresia identificaram aproximadamente 2.983.905 pessoas desligadas ou desaparecidas dos registros, média aritmética de 596.781 por ano. Em 2024, as perdas de membros vivos alcançaram 897.712, valor aproximadamente 50% superior àquela média.

Os dois levantamentos não utilizam exatamente o mesmo recorte, pois auditorias podem identificar e registrar situações acumuladas de anos anteriores. Ainda assim, o contraste demonstra a magnitude das perdas que acompanharam as administrações de Ted Wilson e chegaram à presidência seguinte. O problema não desapareceu com novos programas, novos métodos evangelísticos ou novas tecnologias. A organização continuou crescendo numericamente e, simultaneamente, acumulando perdas extraordinárias.

Não podemos declarar, com base nesses dados, que o mandato de Erton Köhler já produziu a maior evasão da história adventista. Seu primeiro ano completo de presidência ainda não terminou, e o recorde anual conhecido de perdas de membros vivos pertence a 2022, com aproximadamente 961 mil registros.

A conclusão histórica que já podemos sustentar é suficientemente contundente: Köhler assumiu uma organização que acabara de registrar o segundo maior total anual de perdas de sua história estatística e que apresentava uma taxa acumulada de desligamentos superior a 43% dos ingressos históricos. A presidência começou, portanto, diante de uma crise estrutural que os administradores anteriores não conseguiram resolver.

2025: MENOS INGRESSOS, MAIS DESAPARECIDOS E UMA NOVA PRESIDÊNCIA

Os números referentes a 2025, ano de transição entre as administrações de Ted Wilson e Erton Köhler, acrescentam outra dimensão preocupante. As tabulações estatísticas utilizadas em nossa investigação apontam redução dos ingressos mundiais de 1.887.387 em 2024 para 1.460.185 em 2025, queda aproximada de 22,6%. No mesmo intervalo, os membros classificados como desaparecidos passaram de 181.663 para 204.222, crescimento aproximado de 12,4%.

Na Divisão Sul-Americana, essa categoria aumentou de 83.320 para 100.710, elevação de aproximadamente 20,9%. Esses valores regionais e de 2025 devem ser confrontados diretamente com as tabelas completas do Annual Statistical Report 2026 antes da publicação definitiva. Considerados como apresentados, entretanto, revelam uma combinação que merece investigação: diminuição expressiva dos ingressos e aumento de uma importante categoria de perdas.

A membresia mundial registrada ainda cresceu, passando de 23.684.237 ao final de 2024 para 24.372.139 ao final de 2025. Portanto, a denominação não apresentou queda líquida mundial de membros naquele exercício. Essa constatação, longe de eliminar nossa crítica, torna mais importante examinar como a narrativa institucional é construída.

Uma organização pode continuar aumentando seu contingente registrado enquanto apresenta indicadores alarmantes de evasão. Pode celebrar milhares de novos conversos e, ao mesmo tempo, perder enormes contingentes de antigos integrantes. Pode anunciar crescimento líquido e continuar enfrentando dificuldades graves de retenção. A pergunta que a propaganda raramente responde é quanto do esforço evangelístico precisa ser repetido continuamente para compensar as saídas acumuladas.

OS PRÓXIMOS MESES: NÃO É PRECISO ESPERAR ATÉ 2030 PARA MEDIR A CRISE

Uma igreja que proclama a volta breve e iminente de Jesus Cristo não deveria precisar de projeções para daqui a dez ou vinte anos para reconhecer a gravidade de sua situação presente. Basta examinar o que representaria a repetição do ritmo de perdas registrado em 2024 durante os próximos meses. Se o patamar anual de 897.712 perdas de membros vivos se repetisse de maneira uniforme, estaríamos diante de aproximadamente 74.809 perdas em um mês, 224.428 em três meses, 448.856 em seis meses e 897.712 em doze meses.

Não estamos apresentando esses resultados como perdas já ocorridas sob a presidência de Köhler, mas como cenários matemáticos condicionais construídos a partir de um dos exercícios mais graves da história estatística adventista. A simples repetição daquele patamar por um semestre significaria quase meio milhão de perdas. Por um ano, praticamente 900 mil. A administração mundial deveria estar especialmente interessada em demonstrar, mediante dados verificáveis, que conseguiu alterar esse comportamento.

Podemos realizar exercício semelhante com os 204.222 registros de membros desaparecidos atribuídos a 2025. Mantida a média daquele ano, seriam aproximadamente 17.019 por mês, 51.056 por trimestre e 102.111 por semestre. Não se trata de somar essas projeções às perdas de membros vivos, porque as categorias podem se sobrepor. Trata-se de examinar dois indicadores diferentes de um mesmo problema institucional.

O teste imediato da administração Köhler será verificar se os próximos relatórios apresentarão — sem maquiagem! — redução proporcional das perdas, recuperação dos ingressos e melhora consistente da permanência dos membros. Até que isso seja demonstrado, não haverá fundamento estatístico para anunciar uma reversão da crise herdada.

A IGREJA QUE ANUNCIA A VOLTA IMINENTE DE JESUS PERDE MILHARES DE INTEGRANTES PELO CAMINHO

A contradição mais profunda não é financeira nem administrativa. É teológica. A Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu anunciando a proximidade da segunda vinda de Jesus Cristo. Sua identidade, seu nome, sua pregação e sua organização missionária foram construídos sobre a expectativa de um acontecimento iminente. Durante gerações, seus pregadores advertiram que o tempo estava terminando, que a humanidade precisava tomar decisões urgentes e que a mensagem adventista deveria alcançar o mundo antes do retorno do Salvador. Entretanto, depois de mais de 160 anos de existência denominacional, a organização que afirma preparar pessoas para encontrar Jesus apresenta perdas históricas superiores a 20 milhões de integrantes.

Como explicar que uma instituição tão convencida da urgência de sua missão enfrente tamanha dificuldade para conservar uma parcela gigantesca daqueles que foram convencidos a aceitá-la? Como conciliar a propaganda de uma mensagem decisiva para os últimos dias com a saída de milhões de pessoas que um dia aceitaram o batismo adventista?

O paradoxo torna-se ainda mais constrangedor quando lembramos que a denominação não se apresenta simplesmente como mais uma comunidade cristã. Sua doutrina oficial atribui à Igreja Adventista uma missão profética especial, relacionada ao remanescente dos últimos dias e à proclamação das três mensagens angélicas de Apocalipse 14. Durante décadas, essa identidade foi utilizada para sustentar a importância singular da organização no cenário religioso mundial. Entretanto, os próprios números revelam que milhões de pessoas ingressaram nessa estrutura e posteriormente saíram dela.

A liderança pode continuar explicando o fenômeno por meio de novos programas de discipulado, treinamento pastoral e recuperação de membros. Mas a pergunta permanece: se a instituição possui uma mensagem tão extraordinária, por que sua experiência comunitária produz tamanha dificuldade de permanência? A crise de retenção é também uma crise de credibilidade da pretensão institucional de representar, de maneira especial, o povo preparado para a iminente volta de Cristo.

A MAQUIAGEM ESTATÍSTICA E AS FAKE NEWS RELIGIOSAS DA PROPAGANDA TRIUNFALISTA

Durante décadas, a denominação dispôs de uma estrutura própria de produção e distribuição de informações. Editoras, revistas, escolas, seminários, emissoras de rádio e televisão, departamentos de comunicação e publicações oficiais participaram da construção de uma narrativa institucional em que a expansão mundial aparecia como demonstração permanente de sucesso. Os grandes batismos recebiam fotografias, reportagens, discursos e comemorações. As inaugurações de templos eram transformadas em acontecimentos históricos. Os novos territórios alcançados alimentavam a imagem de uma missão irresistível.

Mas quantas capas foram dedicadas às centenas de milhares de pessoas perdidas em determinados anos? Quantos programas especiais apresentaram os números históricos de desligamentos com o mesmo entusiasmo reservado às campanhas evangelísticas? Quantos dirigentes explicaram publicamente que uma proporção tão elevada dos ingressos acumulados já não permanecia nos registros da organização?

É nesse contexto que nossa crítica àquilo que chamamos de fake news religiosa ganha significado. Uma informação pode produzir uma imagem enganosa mesmo quando utiliza números verdadeiros, caso selecione sistematicamente apenas os resultados favoráveis e relegue os demais a espaços de circulação muito menor. A apresentação de milhões de batismos como demonstração de crescimento espiritual torna-se profundamente incompleta quando não é acompanhada de informações igualmente visíveis sobre as perdas.

A fotografia do tanque batismal mostra o começo de uma história. A investigação jornalística precisa descobrir o que aconteceu depois. Quantos permaneceram? Quantos saíram? Por que saíram? O que descobriram sobre a denominação? Como reconstruíram sua experiência religiosa? A resposta a essas perguntas pode revelar muito mais sobre a realidade da Igreja Adventista do que a repetição interminável de campanhas publicitárias.

A INTERNET ROMPEU O MONOPÓLIO DA VERDADE ADMINISTRADA

Existe uma transformação histórica que a liderança denominacional não consegue controlar inteiramente. Durante boa parte de sua existência, a Igreja Adventista concentrou em suas próprias instituições os principais meios de apresentação de sua história, de suas doutrinas e de seus dirigentes. A expansão da internet, a digitalização de arquivos, a disponibilidade de documentos históricos e o crescimento das publicações independentes alteraram profundamente esse cenário.

Hoje, uma declaração oficial pode ser confrontada com registros contemporâneos; uma biografia institucional pode ser comparada com documentos preservados em arquivos públicos; uma interpretação histórica pode ser examinada à luz de fontes que anteriormente permaneciam fora do alcance do membro comum. A autoridade administrativa já não consegue transformar automaticamente sua versão dos acontecimentos em verdade simplesmente porque foi publicada numa revista denominacional.

É nesse ambiente que o trabalho do Adventistas.com encontra sua importância. Nossa investigação não depende da autorização de uma comissão denominacional, não precisa submeter suas conclusões a um departamento de comunicação e não está obrigada a reproduzir a versão institucional dos acontecimentos. Podemos examinar documentos, confrontar informações, recuperar episódios esquecidos e questionar interpretações oficiais.

Quanto maior se torna o acesso às fontes independentes, menor é a capacidade de qualquer organização religiosa de exigir confiança incondicional em sua própria narrativa. Não podemos afirmar que os milhões de desligamentos registrados historicamente tenham sido provocados por essas descobertas, mas podemos reconhecer que a circulação de informações independentes oferece aos membros condições muito mais amplas para avaliar criticamente a instituição à qual pertencem. A verdade documental não precisa de licença administrativa para circular.

A LIBERTAÇÃO TAMBÉM PODE SER FINANCEIRA: DÍZIMOS, OFERTAS E O DIREITO DE DECIDIR

O desligamento de uma estrutura religiosa pode representar também uma transformação na relação do indivíduo com seus próprios recursos financeiros. Durante anos, muitos adventistas foram ensinados a associar a fidelidade a Deus à entrega regular de dízimos e ofertas por meio dos canais oficiais da denominação. A contribuição financeira tornou-se parte central da experiência religiosa, acompanhada por discursos sobre mordomia, obediência e responsabilidade espiritual.

Entretanto, a liberdade de consciência inclui também o direito de decidir como utilizar o próprio dinheiro, quais causas apoiar e de que maneira praticar a generosidade cristã. Quem deixa de considerar a organização denominacional como intermediária indispensável de sua relação com Deus pode descobrir que continua livre para socorrer necessitados, sustentar iniciativas comunitárias e exercer a solidariedade sem submeter suas decisões financeiras à tesouraria de uma associação religiosa.

Essa possibilidade representa uma inversão profunda da lógica institucional. Para a administração, a perda de um membro pode significar também a perda de sua participação financeira. Para o indivíduo, entretanto, pode significar a recuperação da autonomia sobre recursos que antes destinava regularmente à estrutura denominacional. O cristianismo apresentado no Novo Testamento não se reduz à manutenção de uma burocracia religiosa internacional.

A generosidade, o auxílio aos pobres, o cuidado com os necessitados e a responsabilidade diante do próximo não dependem de uma sede administrativa. Uma pessoa pode deixar de financiar determinada organização e continuar exercendo plenamente sua fé. Confundir a contribuição à denominação com a própria fidelidade a Cristo é uma interpretação institucional que merece ser submetida ao exame das Escrituras.

NINGUÉM PODE SER PRESIDENTE DA IGREJA DE CRISTO. JESUS NÃO TEM SUBSTITUTO!

Mas a questão mais profunda de todas ultrapassa os números e alcança a própria legitimidade da estrutura de poder. Erton Köhler é apresentado publicamente como presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Antes dele, Ted Wilson ocupou essa posição. Outros dirigentes exerceram o mesmo cargo ao longo da história denominacional. Entretanto, quem autorizou uma organização que se apresenta como Igreja de Cristo a transformar um homem em seu dirigente mundial? Quem concedeu a qualquer presidente, secretário ou comissão administrativa o direito de ocupar uma posição de autoridade espiritual que o Novo Testamento atribui ao próprio Salvador?

Em Colossenses 1:18, Paulo declara: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja.” Em Efésios 1:22-23, Cristo aparece como aquele que foi constituído cabeça sobre todas as coisas para a Igreja. E em Mateus 23:8-10, Jesus adverte seus discípulos contra a exaltação de títulos e posições religiosas, lembrando que um só é o Mestre e que todos os demais são irmãos. A Igreja pertence a Cristo. Não pertence à Associação Geral, não pertence a uma divisão continental e não pertence ao homem que ocupa temporariamente a presidência de uma corporação religiosa.

Presidentes podem administrar associações civis, representar juridicamente instituições, supervisionar patrimônios e coordenar atividades burocráticas. O problema surge quando essa função administrativa é confundida com uma liderança espiritual mundial sobre a Igreja de Jesus Cristo. A estrutura adventista desenvolveu uma hierarquia internacional com divisões territoriais, departamentos especializados, representação institucional e relações com governos e organismos internacionais. Seus dirigentes são recebidos por chefes de Estado, participam de encontros diplomáticos e se apresentam como representantes mundiais de uma comunidade religiosa.

Entretanto, sob a perspectiva cristológica que defendemos, nenhum deles pode substituir o governo espiritual de Jesus. A existência de uma organização internacional não transforma automaticamente seu presidente em cabeça da Igreja. O Novo Testamento não estabelece uma presidência mundial humana acima das comunidades cristãs. Estabelece a autoridade de Cristo e a responsabilidade dos discípulos de permanecerem fiéis a ele.

“ONTEM OU AMANHÃ?” — EM 1987, UM JOVEM REDATOR ADVENTISTA JÁ SONHAVA COM UMA IGREJA SEM DOMINAÇÃO

Em junho de 1987, na página 2 da Revista Adventista, publiquei um pequeno editorial intitulado “Ontem ou Amanhã?”. Naquele tempo, ainda trabalhava na Casa Publicadora Brasileira e acreditava que poderia contribuir para transformar a experiência religiosa adventista a partir de dentro da própria organização.

O editorial apresentava uma congregação imaginária cujos integrantes guardavam o sábado, rejeitavam a imortalidade natural da alma e aguardavam a volta de Jesus Cristo. Entretanto, sua maneira de viver a fé era profundamente diferente daquela que predominava na estrutura denominacional. Os dirigentes eram escolhidos pelos próprios membros, exerciam atividades profissionais para garantir seu sustento e não possuíam autoridade para dominar a comunidade. Apenas coordenavam suas atividades. Os assuntos eram examinados coletivamente à luz da Bíblia, os participantes tinham liberdade para expressar suas opiniões e a vida religiosa era marcada pela fraternidade e pela participação espontânea.

O elemento mais importante daquele sonho estava na maneira como as pessoas se relacionavam com a comunidade. Ninguém precisava ser constantemente pressionado para permanecer. Os integrantes sentiam prazer em fazer parte daquele grupo e compartilhavam sua experiência com amigos e vizinhos. O crescimento acontecia porque outras pessoas observavam a fraternidade existente e desejavam participar.

A comunidade não dependia de uma máquina internacional de propaganda para demonstrar seu valor. Sua própria vida coletiva constituía o testemunho mais convincente. Era uma igreja na qual os dirigentes não dominavam, os membros não eram reduzidos a espectadores e a participação religiosa não se confundia com submissão administrativa. Quase quarenta anos depois, essa descrição parece uma crítica antecipada à estrutura mundial que hoje enfrenta perdas históricas de integrantes.

O editorial terminava com o despertador interrompendo aquele sonho e obrigando o narrador a retornar à realidade. A última frase resumia a inquietação que me acompanhava: “Passei o dia todo pensando se voltara ao passado ou viajara ao futuro.” Naquele momento, a pergunta parecia uma reflexão sobre o contraste entre o cristianismo primitivo e a igreja institucionalizada.

Hoje, diante da trajetória histórica da denominação e das informações que reunimos ao longo de décadas, ela adquire um significado ainda mais profundo. Talvez aquela comunidade não fosse apenas uma lembrança idealizada do passado. Talvez representasse uma possibilidade de futuro que a própria estrutura administrativa adventista não conseguiria realizar enquanto continuasse concentrando poder, autoridade e recursos nas mãos de uma hierarquia profissionalizada.

EM JULHO DE 1987, O SONHO COMEÇOU A VIRAR PROJETO: “A IGREJA É SUA”

Existe um detalhe histórico que torna essa lembrança ainda mais significativa. No mês seguinte à publicação de “Ontem ou Amanhã?”, em julho de 1987, criei na própria Revista Adventista a seção “A Igreja é Sua”. A sequência não foi casual. Em junho, eu havia imaginado uma congregação na qual os membros participavam, expressavam suas opiniões e examinavam livremente os ensinamentos recebidos. Em julho, procurei transportar parte daquele ideal para as páginas da revista em que trabalhava.

Queria que os leitores deixassem de ser apenas receptores das mensagens produzidas pela estrutura denominacional. Queria abrir espaço para perguntas, opiniões, experiências e participação. A expressão “A Igreja é Sua” representava uma tentativa concreta de afirmar que a comunidade não pertencia exclusivamente aos pastores, administradores, professores ou dirigentes. Pertencia também aos membros comuns, àqueles que frequentavam os cultos, sustentavam as atividades e raramente participavam das decisões.

Hoje, quase quatro décadas depois, a ironia dessa trajetória tornou-se evidente. O jovem redator que desejava abrir espaço para a participação dos membros acabaria descobrindo os limites impostos pela própria estrutura institucional. A experiência posteriormente relatada no Adventistas.com demonstrou que a liberdade de expressão dentro da organização podia ser restringida quando a voz se tornava inconveniente.

O púlpito, o microfone e os meios oficiais de comunicação continuavam submetidos à autoridade administrativa. A expressão “A Igreja é Sua” revelava, assim, uma contradição que só se tornaria plenamente visível com o passar dos anos: a igreja era apresentada como pertencente aos membros, mas os instrumentos de decisão e comunicação permaneciam concentrados nas mãos de poucos.

Em agosto de 2026, ao recuperar essa trajetória no artigo “E AGORA? Mister R revela como funciona o Mecanismo da Obra”, mostrei que o editorial de 1987 não representava uma crítica isolada nem uma fantasia passageira. Era uma manifestação precoce da inquietação diante de uma estrutura religiosa cada vez mais vertical, profissionalizada e distante da participação efetiva dos membros.

A congregação imaginada em “Ontem ou Amanhã?” possuía dirigentes que coordenavam sem dominar, participantes que examinavam coletivamente a Bíblia e uma vida comunitária que não dependia de uma engrenagem administrativa pesada. A seção “A Igreja é Sua” foi minha tentativa de começar a realizar aquele sonho dentro da própria instituição. Décadas depois, a investigação independente tornou possível continuar fazendo perguntas sem depender da autorização daqueles que controlavam os meios oficiais.

EM 1987, O SONHO ERA UMA IGREJA NA QUAL AS PESSOAS DESEJASSEM PERMANECER. EM 2026, MILHÕES JÁ NÃO PERMANECEM NA ESTRUTURA EXISTENTE

A comparação entre o editorial de 1987 e as estatísticas atuais é profundamente reveladora. Na comunidade imaginada, as pessoas permaneciam porque encontravam fraternidade, liberdade e participação. Na estrutura denominacional contemporânea, os administradores precisam desenvolver programas específicos para tentar impedir que uma parcela expressiva dos batizados desapareça dos registros. A União Mexicana do Sudeste reconheceu perdas equivalentes a 40% a 45% dos batizados examinados durante uma década. A Divisão Interamericana admitiu períodos em que as perdas superavam os ganhos. O levantamento histórico mundial revelou 43,17% de perdas acumuladas.

A pergunta que surge é inevitável: quantas dessas pessoas teriam permanecido numa comunidade semelhante àquela imaginada em 1987? Quantas saíram porque já não encontravam na organização a experiência de fraternidade, liberdade e participação que desejavam? Quantas descobriram que podiam continuar seguindo Jesus Cristo sem permanecer submetidas à estrutura administrativa?

Não temos respostas individuais para milhões de histórias, mas a pergunta merece ser formulada porque revela a diferença entre duas concepções de igreja. Numa delas, a permanência é tratada como resultado a ser produzido por programas, relatórios, visitas e estratégias administrativas. Na outra, a comunidade existe porque seus participantes desejam compartilhar a fé, examinar as Escrituras e cuidar uns dos outros.

A primeira depende de mecanismos de retenção. A segunda depende da qualidade da experiência comunitária. A primeira mede seu desempenho pela quantidade de nomes que consegue manter nos registros. A segunda encontra sua razão de existir na comunhão dos discípulos. O editorial de 1987 não oferecia uma solução estatística pronta, mas apresentava uma visão de igreja que merece ser confrontada com a crise contemporânea da denominação.

O FUTURO IMAGINADO EM 1987 TALVEZ NÃO NASÇA DENTRO DA ASSOCIAÇÃO GERAL

Existe uma possibilidade que torna a recuperação daquele editorial especialmente significativa: a comunidade imaginada em 1987 talvez não venha a surgir por meio de uma reforma aprovada pela liderança mundial. Talvez esteja sendo construída, de maneiras diferentes, por cristãos que se reúnem sem depender de uma estrutura hierárquica internacional, estudam as Escrituras sem submeter cada conclusão a uma autoridade denominacional e praticam a solidariedade sem transformar sua generosidade em obrigação financeira perante uma tesouraria centralizada.

O ideal de uma igreja fraterna, participativa e livre não exige necessariamente a criação de outra organização com os mesmos mecanismos de poder. Pode manifestar-se em pequenas comunidades, grupos de estudo, redes de auxílio mútuo e experiências individuais de fé. A característica essencial não seria a substituição de uma sede administrativa por outra, mas a recuperação da centralidade de Jesus Cristo.

Talvez o grande equívoco dos administradores seja imaginar que a solução consiste apenas em aperfeiçoar os mecanismos de retenção. Mais formulários, mais relatórios, mais programas de acompanhamento, mais treinamento pastoral e mais instrumentos de controle podem melhorar os registros, mas não substituem aquilo que o editorial de 1987 colocava no centro da experiência cristã: a liberdade de consciência, a participação fraterna e o desejo espontâneo de permanecer numa comunidade.

Uma pessoa pode ser acompanhada por sistemas informatizados e continuar espiritualmente insatisfeita. Pode receber visitas pastorais e continuar discordando da estrutura institucional. Pode participar de campanhas de recuperação e concluir que sua fidelidade a Jesus Cristo não depende da permanência numa organização religiosa. A administração consegue registrar nomes, mas não consegue transformar a consciência humana em propriedade denominacional.

O CRISTO QUE BATIA À PORTA TALVEZ ESTIVESSE DO LADO DE FORA DA ESTRUTURA

A imagem de Apocalipse 3:20 torna essa reflexão ainda mais profunda. “Eis que estou à porta e bato.” Durante gerações, a passagem foi repetida em sermões adventistas como convite à conversão e à comunhão com Jesus. Entretanto, há uma ironia perturbadora na figura de Cristo do lado de fora, aguardando que alguém lhe abra a porta. A organização pode possuir templos, departamentos, dirigentes, patrimônio, meios de comunicação e milhões de nomes em seus registros.

Nada disso garante, por si só, que a experiência espiritual de seus integrantes esteja verdadeiramente centrada em Jesus. Talvez algumas pessoas que deixam a denominação estejam descobrindo que o encontro com Cristo não exige a autorização de um presidente mundial, a aprovação de uma comissão administrativa ou a manutenção de um vínculo financeiro com a organização. Talvez estejam abrindo uma porta que permaneceria fechada enquanto confundissem fidelidade institucional com fidelidade ao Salvador.

Essa possibilidade inverte completamente a interpretação tradicional da evasão. Para a administração, a saída é uma perda. Para quem rompe com uma autoridade religiosa que já não reconhece como legítima, pode representar uma conquista. Para os escritórios denominacionais, significa redução da membresia. Para a consciência individual, pode significar recuperação da liberdade. Para os relatórios, é um desligamento. Para a experiência espiritual, pode ser um recomeço.

A grande questão não é simplesmente quantas pessoas estão deixando a Igreja Adventista, mas quantas estão descobrindo que podem continuar seguindo Jesus Cristo fora dela. A estatística não responde a essa pergunta, mas a própria existência de milhões de desligamentos torna indispensável formulá-la.

A VERDADE QUE LIBERTA NÃO PEDE AUTORIZAÇÃO À ASSOCIAÇÃO GERAL

A promessa de João 8:32 adquire, nesse ambiente, uma força extraordinária: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” A verdade não é propriedade particular de uma igreja. Não pode ser patenteada por uma associação religiosa, transformada em marca denominacional ou submetida à aprovação de um presidente mundial.

A verdade bíblica convida ao encontro com Cristo, à investigação das Escrituras e ao exercício responsável da consciência. A verdade histórica exige documentos, confrontação de fontes e disposição para corrigir narrativas equivocadas. Quando essas duas dimensões se encontram, a autoridade institucional perde o poder de determinar sozinha aquilo que seus integrantes podem conhecer. A liberdade espiritual começa quando a pessoa compreende que não precisa escolher entre sua consciência e sua fidelidade a Deus.

É possível que o sonho de 1987 esteja adquirindo uma forma que seu próprio autor não poderia prever naquela época. Em vez de uma reforma conduzida de cima para baixo, talvez estejamos assistindo ao surgimento de experiências religiosas independentes, construídas por pessoas que decidiram não confundir a organização adventista com a totalidade da Igreja de Cristo.

A saída da denominação não constitui, por si mesma, prova de libertação espiritual, mas tampouco representa necessariamente abandono de Jesus. Entre aqueles que deixam os registros podem existir pessoas que perderam a fé, pessoas que mudaram de convicção e pessoas que continuam profundamente cristãs. É precisamente a liberdade de consciência que impede a instituição de reivindicar autoridade para determinar o significado espiritual de cada uma dessas trajetórias.

ERTON KÖHLER PODE PRESIDIR A ASSOCIAÇÃO GERAL. A IGREJA DE CRISTO, NÃO!

O contraste histórico torna-se especialmente expressivo quando observamos a atual presidência mundial. Erton Köhler assumiu em julho de 2025 uma organização que acabara de registrar 897.712 perdas de membros vivos em 2024, o segundo maior total anual de sua história estatística. Antes disso, como secretário executivo da Associação Geral, acompanhara a consolidação dos relatórios mundiais que revelavam a extensão da crise. Sua administração começou, portanto, diante de uma questão que ultrapassa a eficiência dos programas evangelísticos: será possível recuperar a confiança de pessoas que já não reconhecem na estrutura denominacional a comunidade fraterna e espiritualmente livre que desejavam encontrar? Ou a liderança continuará respondendo à evasão com novos mecanismos administrativos, sem enfrentar a distância entre o ideal cristão e a organização institucional?

O editorial de 1987 imaginava dirigentes que não dominavam os membros, uma comunidade em que todos participavam e uma experiência religiosa sustentada pelo desejo espontâneo de comunhão. A presidência mundial contemporânea representa um modelo profundamente diferente, estruturado em torno de autoridade administrativa, representação internacional e uma cadeia hierárquica que alcança praticamente todos os continentes.

É possível defender a necessidade de coordenação organizacional sem transformar essa coordenação em autoridade espiritual absoluta. O problema começa quando a liderança de uma corporação religiosa passa a ser confundida com a liderança da Igreja de Cristo. Erton Köhler pode presidir a Associação Geral. Pode administrar suas instituições, representar juridicamente a denominação e coordenar suas atividades. Mas não pode ocupar o lugar que o Novo Testamento reserva a Jesus Cristo, o único cabeça da Igreja.

ONTEM OU AMANHÃ? TALVEZ A RESPOSTA ESTEJA NAQUELES QUE ESTÃO SAINDO HOJE

Quase quarenta anos depois, a pergunta do editorial de junho de 1987 continua aberta. O autor imaginava uma comunidade que poderia representar tanto o retorno à simplicidade do cristianismo primitivo quanto a antecipação de uma experiência religiosa futura. Agora, diante da evasão histórica de milhões de adventistas, podemos formular uma hipótese provocadora: talvez o futuro sonhado não esteja sendo preparado nos gabinetes da Associação Geral, mas nas decisões pessoais daqueles que recusam submeter sua consciência a uma hierarquia religiosa.

Talvez esteja surgindo em comunidades menores, em estudos bíblicos independentes, em iniciativas de solidariedade e em experiências de fé que não dependem de uma estrutura internacional para existir. Talvez a grande transformação religiosa não consista em substituir um presidente mundial por outro, mas em reconhecer que a Igreja de Jesus Cristo nunca precisou de um presidente mundial humano.

Se essa possibilidade estiver se concretizando, a debandada adventista poderá adquirir um significado histórico muito diferente daquele registrado nas planilhas administrativas. O que aparece como perda para a organização pode representar libertação para pessoas que decidiram reconstruir sua relação com Deus. O que os relatórios classificam como apostasia pode incluir trajetórias de continuidade da fé cristã fora da denominação.

O que a liderança interpreta como enfraquecimento institucional pode corresponder, em determinadas experiências, à recuperação da liberdade de consciência. Não é necessário transformar todos os ex-adventistas numa comunidade imaginária de libertos para reconhecer a importância dessa possibilidade. Basta abandonar a pretensão de que permanecer na estrutura denominacional seja condição indispensável para permanecer fiel a Cristo.

O editorial de 1987 terminava perguntando se aquela comunidade pertencia ao passado ou ao futuro. Nossa investigação acrescenta uma terceira possibilidade: talvez ela esteja começando a existir no presente, precisamente onde a administração adventista enxerga apenas perdas.

A resposta não será encontrada exclusivamente nos relatórios de membresia, mas nas histórias daqueles que saíram, nas razões que os levaram a partir e na maneira como decidiram viver sua fé depois do desligamento. A Igreja Adventista pode continuar contabilizando batismos, desaparecidos e desligamentos. Mas não possui instrumentos para determinar quantas dessas pessoas continuam amando Jesus, estudando a Bíblia, ajudando o próximo e vivendo uma experiência cristã independente de sua autoridade.

EM 1987, UM EDITORIAL ADVENTISTA SONHOU COM UMA IGREJA SEM DOMINAÇÃO, SEM PRIVILÉGIOS HIERÁRQUICOS E SEM DIRIGENTES QUE SE COLOCASSEM ACIMA DOS IRMÃOS. EM 2026, OS RELATÓRIOS MOSTRAM MILHÕES DE PESSOAS QUE JÁ NÃO PERMANECEM NA ESTRUTURA DENOMINACIONAL. NÃO SABEMOS QUANTAS ESTÃO CONSTRUINDO A COMUNIDADE SONHADA NAQUELE EDITORIAL. MAS SABEMOS QUE A ORGANIZAÇÃO NÃO PODE CONFUNDIR SUA PRÓPRIA PRESERVAÇÃO COM A FIDELIDADE A JESUS CRISTO.

ONTEM OU AMANHÃ? TALVEZ HOJE. TALVEZ A IGREJA DOS SONHOS DE 1987 NÃO ESTEJA NASCENDO DENTRO DA ASSOCIAÇÃO GERAL, MAS FORA DOS LIMITES DE SEU PODER. PORQUE A ASSOCIAÇÃO GERAL PODE TER UM PRESIDENTE. A IGREJA DE CRISTO JÁ TEM SEU CABEÇA. E QUEM CONHECE A VERDADE NÃO PRECISA PEDIR AUTORIZAÇÃO A ERTON KÖHLER PARA SER LIVRE.

FONTES E DOCUMENTOS

1. Adventist Research — “Situação do Número de Membros da Igreja Adventista em 2024”. Publicado em 7 de abril de 2026. Documento oficial que registra 897.712 perdas em 2024, 47.005.367 ingressos desde 1965, pelo menos 20,29 milhões de perdas históricas e taxa acumulada de 43,17%. Consultar publicação oficial.

2. Associação Geral — Relatório Estatístico ao Concílio Anual de 2025. Apresentação do ASTR com os dados históricos de membresia e perdas. Consultar relatório em PDF.

3. Adventist News Network — “Erton C. Köhler é Eleito Presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Âmbito Mundial”. Publicado em 4 de julho de 2025. Confirma a eleição e as responsabilidades anteriores de Köhler como secretário mundial. Consultar publicação.

4. Adventist News Network — “Recap: The First Full Day of the 2025 GC Session”. Publicação sobre a apresentação do relatório da Secretaria e o reconhecimento da taxa histórica de perdas de 43,17%. Consultar publicação.

5. General Conference Office of Archives, Statistics, and Research. Annual Statistical Reports, séries históricas de membresia, ingressos e perdas. Consultar arquivo estatístico oficial.

6. Revista Adventista — junho de 1987, página 2. Editorial “Ontem ou Amanhã?”, de Ermelino Ramos. Documento histórico recuperado pelo Adventistas.com.

7. Adventistas.com — “E AGORA? Mister R revela como funciona o Mecanismo da Obra”. Publicado em 21 de agosto de 2026. Recupera o editorial de junho de 1987 e a criação da seção “A Igreja é Sua”, em julho daquele ano. Consultar publicação.

8. Bíblia Sagrada. João 8:32; Apocalipse 3:20; Colossenses 1:18; Efésios 1:22-23; Mateus 23:8-10; Apocalipse 14:6-12.

 

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