A Noiva acorrentada à ONU: O chamado profético para romper com Babilônia

A Noiva acorrentada à ONU: O chamado profético para romper com Babilônia

“Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados e para que não incorras nas suas pragas.” (Apocalipse 18:4)

Há momentos na história do povo de Deus em que o silêncio se torna cumplicidade e a neutralidade se converte em traição espiritual. A relação oficial entre a Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) e as Nações Unidas não é um detalhe administrativo inofensivo: é uma aliança espiritual e institucional com um sistema que caminha, profeticamente, para a unificação político-religiosa do mundo.

O que está em jogo não é diplomacia, filantropia ou “boas intenções humanitárias”. O que está em jogo é a identidade profética do remanescente. O mesmo povo levantado para denunciar Babilônia passou a sentar-se à mesa de Babilônia. A mesma Igreja chamada para proclamar as Três Mensagens Angélicas passou a legitimar, por sua presença institucional, o sistema que prepara o mundo para o domínio final do erro.

Download — Clique e baixe!:

1. A entrada silenciosa da Igreja no sistema da ONU

Em 1985, a Conferência Geral da IASD recebeu status consultivo de ONG junto ao Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC). Esse status não é neutro. Ele exige que a organização alinhe seus objetivos e princípios aos propósitos da ONU, promovendo suas diretrizes e instrumentos. Essa decisão jamais foi submetida ao voto da membresia mundial da Igreja.

Uma aliança dessa magnitude foi firmada por instâncias administrativas sem consulta ao corpo da Igreja, criando uma submissão institucional que compromete a autonomia doutrinária e profética do povo adventista. A Igreja não foi chamada para ser ONG do sistema do mundo, mas para ser sentinela contra o sistema do mundo.


2. Direitos humanos ou direitos dados por Deus?

A liderança da Igreja passou a adotar a linguagem da ONU sobre “direitos humanos”, mas essa terminologia carrega uma armadilha teológica. Direitos humanos, na arquitetura da ONU, são concedidos por governos e organismos internacionais. O que é concedido por homens pode ser retirado por homens.

A Bíblia, porém, não fala de “direitos concedidos pelo Estado”, mas de direitos inalienáveis concedidos por Deus: liberdade de consciência, obediência a Deus acima dos homens, fidelidade à verdade ainda que o mundo inteiro a rejeite.

O Artigo 29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que os direitos individuais podem ser limitados pelo “bem comum” e pelos objetivos do sistema. Isso significa, na prática, que a consciência pode ser suprimida em nome de uma agenda global. Quando a Igreja endossa esse paradigma, ela troca a soberania de Deus pela soberania do Estado global.


3. Pandemia: o teste prático da submissão ao “Bem Comum”

Durante a pandemia de COVID-19, a aliança conceitual com a ONU deixou de ser teoria e tornou-se prática. A liderança da Igreja priorizou o discurso da “segurança coletiva” e do “bem comum”, alinhado à Organização Mundial da Saúde, em detrimento da defesa inequívoca da liberdade de consciência dos membros.

Membros que buscaram agir segundo convicção pessoal, oração e consciência foram pressionados, marginalizados ou tratados como rebeldes. O Espírito Santo foi substituído por protocolos globais. A Igreja que nasceu defendendo liberdade religiosa passou a relativizar essa liberdade quando ela se tornou inconveniente ao sistema.


4. As companhias da ONU: Papado, ocultismo e ecumenismo global

A ONU abriga oficialmente o papado como observador permanente. O Vaticano é um dos principais promotores da governança global, da agenda climática coercitiva e da unificação moral do mundo. A Igreja que identifica profeticamente o sistema papal como poder central da apostasia final não pode, sem contradição, compartilhar o mesmo espaço institucional e a mesma plataforma de legitimidade.

Além disso, organizações de matriz esotérica e ocultista, como a Lucis Trust (antiga Lucifer Publishing Company), possuem status consultivo na ONU. A ONU promove fóruns inter-religiosos que diluem as fronteiras doutrinárias em nome de uma “unidade espiritual” sem Cristo como centro exclusivo. Isso é jugo desigual em sua forma mais literal.

Não se trata de teorias periféricas. Trata-se de reconhecer que a ONU funciona como plataforma de convergência do espiritualismo, do papado e do ecumenismo global — exatamente o cenário profetizado para os últimos dias.


5. “Amizade com o mundo” é inimizade contra Deus

“Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tiago 4:4).
A relação da Conferência Geral com a ONU não é meramente funcional; ela é simbólica, teológica e profeticamente comprometedora.

Ao aceitar ser parte do sistema de governança moral do mundo, a Igreja:

  • Enfraquece sua mensagem profética contra Babilônia;
  • Normaliza a subordinação da consciência cristã a organismos seculares;
  • Legitima estruturas que caminham para coerção religiosa;
  • Ensina, pelo exemplo, que é possível servir a dois senhores.

Isso não é apenas erro estratégico. É infidelidade espiritual institucionalizada.


6. O chamado ao arrependimento institucional

“Sacode-te do pó; levanta-te; solta-te das cadeias do teu pescoço, ó cativa filha de Sião.” (Isaías 52:2)

A Igreja foi acorrentada por laços diplomáticos, status consultivo e prestígio institucional. A Noiva de Cristo foi apresentada ao mundo como parceira de um sistema que, profeticamente, se opõe ao governo de Deus.

O caminho bíblico não é reforma cosmética. É ruptura.
Não é ajuste de discurso. É arrependimento público.
Não é diálogo estratégico. É separação profética.

7. O que fazer agora? Um chamado aos fiéis

À semelhança do apelo feito por líderes fiéis dentro da própria Igreja, o caminho é claro:

  • Exigir o cancelamento imediato do status de ONG da IASD junto à ONU;
  • Aprender com a história e rejeitar alianças que diluem a verdade;
  • Retirar o apoio cego a lideranças que normalizam a apostasia institucional;
  • Buscar um reavivamento genuíno da piedade primitiva;
  • Restaurar a centralidade absoluta da Bíblia e da autoridade de Cristo.

A ruptura da IASD com a ONU não é radicalismo. É fidelidade.
Não é rebelião. É arrependimento.
Não é extremismo. É obediência profética.


CONCLUSÃO: Ou a Noiva se liberta, ou continuará acorrentada ao Sistema — até ser arrastada com ele no juízo!

A Igreja que foi chamada para anunciar o juízo não pode se assentar entre os arquitetos do sistema que será julgado. O remanescente não pode ser parceiro da estrutura que prepara o caminho para a última apostasia global.

O chamado do Céu ainda ecoa:

“Sai dela, povo Meu.”

A questão não é se a IASD pode continuar na ONU.
A questão é se a IASD ainda quer continuar sendo Igreja profética.

 

Deixe um comentário