À luz da Bíblia e do Espírito de Profecia, o tema exige um exame sério e urgente.
IASD no Roblox. A Igreja Adventista do Sétimo Dia agora entra no universo dos games ao lançar a chamada Advent City, criando um mundo virtual dentro de uma das plataformas mais controversas da internet e transformando o Roblox em suposto “campo missionário”. A decisão, porém, levanta forte reação entre pais, membros e líderes, pois ocorre justamente em um ambiente digital cercado de denúncias de abusos, manipulação infantil, exposição de menores a conteúdos perturbadores e presença frequente de temas ligados ao ocultismo.
Enquanto a igreja decide “evangelizar” dentro do universo dos jogos online, crescem os alertas de que esse território do entretenimento digital também abriga símbolos, narrativas e práticas associadas ao satanismo, além de referências a demônios e outras formas de espiritualidade sombria comuns na cultura gamer.
Diante disso, adventistas despertos questionam se essa iniciativa representa realmente uma estratégia missionária ousada ou se, ao contrário, significa levar a juventude adventista para dentro de um ambiente repleto de riscos espirituais, psicológicos e morais que já preocupam famílias no mundo inteiro.

O Dia em que a Igreja entrou no Roblox
Nos últimos meses começou a circular nas redes sociais um material oficial anunciando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia agora possui um espaço dentro da plataforma de jogos Roblox.
O projeto apresenta um ambiente virtual chamado Advent City, com igreja, áreas missionárias, escola adventista, espaço dos desbravadores e outras atrações.
A proposta é clara: criar um ambiente religioso dentro de um dos maiores universos de jogos demoníacos do planeta.
Mas a pergunta inevitável é: Desde quando o povo que foi chamado para sair do mundo começou a construir igrejas dentro dele?
Evangelismo digital… ou adaptação ao sistema do entretenimento?
Os promotores da iniciativa afirmam que o objetivo é evangelizar jovens que já estão dentro da plataforma.
A justificativa parece simples:
se as crianças estão ali, então a igreja também deveria estar.
Mas essa lógica levanta uma questão profética muito séria:
o chamado de Deus sempre foi para levar o povo para fora do sistema do mundo — não para se integrar a ele.
Quando a igreja começa a adotar os ambientes do entretenimento mundano como ferramenta missionária, algo profundamente perigoso pode estar acontecendo.
Um universo dominado por crianças — e por predadores
O Roblox não é apenas um jogo. Ele é uma gigantesca plataforma digital com milhões de servidores, salas e ambientes criados por usuários do mundo inteiro.
A maioria dos jogadores são crianças e adolescentes. E é exatamente por isso que autoridades policiais e especialistas em segurança digital têm emitido inúmeros alertas sobre riscos presentes dentro desse ambiente.
Casos de aliciamento, manipulação psicológica, exposição a conteúdos impróprios e interação com adultos que se passam por crianças têm sido cada vez mais relatados. A pergunta então se torna ainda mais séria: É nesse ambiente que a igreja deseja colocar oficialmente seus jovens?
O problema espiritual por trás do entretenimento
A questão aqui não é apenas tecnológica. É espiritual. O Espírito de Profecia foi extremamente claro ao alertar que o desejo por excitação e entretenimento seria uma das armadilhas mais eficazes de Satanás para desviar a mente do povo de Deus.
Quando o coração se acostuma ao estímulo constante, ao divertimento e à distração, a mente perde a capacidade de concentração nas coisas eternas. E então ocorre exatamente aquilo que a serva do Senhor advertiu:
A preparação espiritual para os últimos acontecimentos começa a desaparecer.
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Redes de aparência inocente
Jogos, plataformas virtuais e entretenimentos digitais quase sempre se apresentam com aparência inocente.
Coloridos.
Divertidos.
Atrativos.
Mas o Espírito de Profecia advertiu que Satanás possui “muitas redes finamente tecidas de aparência inocente” preparadas para capturar os jovens desprevenidos.
E quando essas redes passam a ser legitimadas ou promovidas por instituições religiosas, o perigo se multiplica.
Uma pergunta que precisa ser respondida
Diante de tudo isso surge uma questão inevitável. Se tantos especialistas alertam sobre os riscos desses ambientes… Se tantos pais relatam problemas envolvendo vício, manipulação e exposição a perigos… Se a própria inspiração já advertiu sobre o perigo dos divertimentos mundanos…
Por que a igreja está investindo energia, recursos — incluindo dízimos — e estrutura justamente dentro desse tipo de plataforma?
O verdadeiro chamado do povo remanescente
A missão da igreja nunca foi competir com o entretenimento do mundo. A missão sempre foi preparar um povo para encontrar o Senhor. Isso envolve estudo da Palavra, santificação da vida, evangelismo real, trabalho missionário e formação espiritual da juventude. Não entretenimento religioso digital. Não ambientes virtuais de distração espiritualizada.
O chamado de Deus continua o mesmo: “Sai dela, povo meu.”
Um apelo aos pais e à igreja
Pais precisam vigiar. Líderes precisam discernir. E a igreja precisa lembrar qual é a sua missão. Não fomos chamados para transformar o evangelho em experiência de entretenimento.
Fomos chamados para preparar um povo que esteja pronto para os acontecimentos finais da história. Porque quando a igreja começa a se adaptar ao sistema do mundo para parecer relevante… É sinal de que algo profundamente sério está acontecendo dentro dela.