
Depois de uma longa busca, o Adventistas.Com localizou duas fotografias de Walton J. Brown publicadas em antigos anuários do Colegio de las Antillas. A partir de agora, nossas ilustrações sobre a Revolução Cubana poderão reproduzir com muito mais fidelidade a fisionomia do homem que dirigiu o colégio adventista durante aqueles acontecimentos históricos.
Depois de muitas pesquisas, comparações e buscas em arquivos espalhados pela internet, finalmente conseguimos aquilo que faltava para completar visualmente nossa investigação sobre Walton J. Brown: localizamos fotografias autênticas dele produzidas justamente no período em que dirigia o Colegio de las Antillas, em Santa Clara, Cuba. Uma delas aparece em um anuário do colégio de 1956; a outra foi localizada em uma edição posterior, de 1961. São registros preciosos porque mostram Brown não décadas depois, já envelhecido, mas com a aparência que possuía aproximadamente na época em que conviveu com estudantes, professores, Che Guevara, Fidel Castro e os acontecimentos que estamos reconstruindo.
Até aqui, nossas ilustrações históricas precisavam trabalhar com suposições visuais muito limitadas. Isso muda agora. A partir destas fotografias, Walton Brown passará a ser representado no Adventistas.Com com uma fisionomia muito mais próxima da real. Rosto, cabelos, formato da cabeça, expressão, idade aparente e outros traços poderão ser considerados nas futuras reconstruções visuais. Evidentemente, uma ilustração continuará sendo uma ilustração; mas agora ela poderá nascer de uma referência fotográfica concreta do próprio personagem no período pesquisado.
Para quem conheceu Walton J. Brown naquela época, isso acrescenta uma dimensão quase afetiva ao nosso trabalho. Antigos alunos, funcionários, colegas e familiares que eventualmente encontrem nossas publicações poderão olhar para as cenas reconstruídas e reconhecer com muito mais facilidade o professor, o pastor e o diretor que conheceram no Colegio de las Antillas. Depois de tantos documentos, relatos, cartas, artigos e páginas de seus livros, faltava-nos justamente devolver-lhe o rosto.
E isso tem importância também histórica. Brown deixou de ser para nossa investigação apenas um nome impresso no alto de artigos antigos ou na capa de ¡O Mi C.A.!. Foi um homem concreto, presente no campus quando o Exército Rebelde chegou a Santa Clara, negociando pessoalmente com Che Guevara, administrando professores e estudantes, acompanhando pelo rádio o avanço da Revolução e, posteriormente, conduzindo o coral do colégio diante de Fidel Castro. Quanto mais precisamente conseguirmos reconstruir sua aparência naquele período, mais nossas ilustrações poderão aproximar o leitor daquele mundo sem transformar o personagem histórico numa figura genérica.
Por fim, Walton J. Brown ganhou novamente um rosto. E, daqui para frente, esse rosto será nossa principal referência visual sempre que reconstruirmos sua presença nos acontecimentos de Cuba.
É um detalhe? Talvez. Mas, numa investigação em que estamos recuperando nomes, documentos, lugares, datas, vozes e acontecimentos quase esquecidos, recuperar também a fisionomia de um dos personagens centrais significa devolver mais uma parte da história ao seu lugar.
Quem conheceu Walton Brown naquele Colegio de las Antillas talvez tenha, em nossas próximas ilustrações, a agradável surpresa de reencontrá-lo.



Depois de encontrá-lo identificado em publicações do próprio Colegio de las Antillas, nós o reconhecemos em uma terceira foto publicada em rede social de ex-alunos, apresentando-se junto ao coro:






