Gran Circo Novo Tempo apresenta “O Final Infeliz da Pegadinha do Deus Trindade”

Você sabia que o pecado de Lúcifer e toda a rebelião angelical ocorrida no Céu, aconteceu como resultado da “Pegadinha da Trindade”? Uma brincadeira de mau gosto, inventada pelo próprio Deus Pai, que não revelou aos anjos a verdadeira identidade do Deus Filho e ocultou deles até tempo do Novo Testamento a existência do Deus Espírito! Quem nos conta essa incrível história só poderia ser ele, o incrível, fantástico e fenomenal… Sr. Oráculo! do programa Na Mira da Verdade, agora apresentado ao vivo em pequenas cidades do interior do Brasil, como Campo Grande, MS.

10 comentários em “Gran Circo Novo Tempo apresenta “O Final Infeliz da Pegadinha do Deus Trindade””

  1. Eu sou membro da IASD e crente na trindade, conforme a posição oficial da igreja. Respeito os irmãos que contestam essa doutrina, mas gostaria de fazer alguns comentários a respeito, de forma a contribuir com a compreensão das pessoas que têm dúvidas sobre esse tema crucial de nossa fé.

    Esse é um assunto bastante complexo e não pretendo abordá-lo na integra, de forma que não analisarei a questão do Espírito Santo neste comentário, para que não fique muito extenso; e também porque geralmente quando se debate a trindade, o foco é o Espírito Santo. Gostaria de abordar essa questão de outro ponto de vista – a figura de Jesus Cristo.

    Penso que quando negamos a trindade, negamos a divindade de Jesus Cristo; as escrituras, no entanto, afirmam que Cristo era Deus em sua plenitude. Já no relato da criação, Cristo está presente como nosso Criador:

    “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…)” (Gênesis 1: 26)

    Porque é usado o plural? Obviamente Deus pai, Deus filho e o Espírito Santo estavam presentes na criação. Particularmente, penso que a Bíblia nos traz elementos para afirmar que foi Cristo quem teve o papel ativo de criar, conforme lemos:

    “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nEle, foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, nEle tudo subsiste.” (Colossenses 1:15-17)

    “No princípio era o Verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.” (João 1:1-3)

    Tanto o apóstolo Paulo como João afirmam que Cristo criou todas as coisas. João afirma claramente que “… o verbo era Deus” e Paulo diz “… Ele é antes de todas as coisas, nEle tudo subsiste”.

    Geralmente olhamos para Cristo como nosso salvador. Ele de fato também o é, mas ele é antes de tudo o nosso Criador, e isso é fundamental para entendermos a trindade. Foi Cristo quem chamou Moisés do meio de uma sarça ardente, conforme está escrito:

    “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.” (Êxodo 3:14)

    Cristo claramente reivindicou a autoria desse chamado, conforme relatou João:
    “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” (João 8:58)

    Foi Cristo quem entregou as tábuas da lei a Moisés e guiou o povo de Israel durante sua jornada pelo deserto, conforme afirma Paulo:

    “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo.” (I Coríntios 10:1-4)

    Foi Cristo quem enviou todos os profetas ao povo de Israel, e tentou unificar seu povo em diversas oportunidades relatadas no velho testamento, conforme ele mesmo afirma:

    “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Lucas 13:34)
    Ao ser questionado por Filipe a respeito do “Pai”, Cristo respondeu:

    “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14:9)

    Percebam que Filipe solicitou a Cristo: “… mostra-nos o Pai”, e Cristo responde com uma pergunta: “… não me tens conhecido?”. Jesus claramente revela-se aos discípulos como sendo o próprio Deus.

    Esses são apenas alguns textos, mas a divindade de Cristo está presente em toda a Bíblia. Cristo é o personagem principal da Bíblia. O profeta Isaías chamou cristo de “Pai da Eternidade” (Isaías 9:6).

    Existem, no entanto, textos bíblicos que sugerem diferenças entre a figura de Cristo e a de Deus Pai, trazendo muitos questionamentos e sendo base de contestações sobre várias doutrinas, mas especialmente à Trindade. Parece-me que o editor deste site elegeu como o mais significativo deles a seguinte afirmação de Cristo:

    “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

    Este texto está inserido em uma oração de Cristo (em minha opinião, a mais bela de todas). Em todas as orações que fez, Cristo dirigiu-se ao “Pai”; e me parece que é óbvio que assim o tenha feito, pois as orações de Cristo tinham o objetivo de ensinar-nos a orar – elas deveriam ser um exemplo para nós.

    Cristo não precisava ser batizado, pois não tinha pecados. O seu batismo, bem como o fato de ter “descansado” no sétimo dia da criação, foram atitudes para servirem de exemplo. Parece-me que devamos olhar para as suas orações da mesma forma; no texto em questão ele refere-se a ele mesmo na terceira pessoa, colocando-se em nosso lugar e, portanto, submisso e inferior a Deus.

    Nossa mente não é capaz de entender a natureza de Cristo. Como, sendo Deus, deveria ele fazer uma oração a Deus? Não posso explicar isso. Não tenho essa resposta. Mas tenho fé que um dia todos nós entenderemos. Ele mesmo irá nos explicar tudo. Acredito que as orações de Cristo relatadas nos evangelhos são didáticas, simplificadas a uma forma que nossa mente compreenda. Portanto, nos diversos textos bíblicos em que há uma separação entre Cristo e Deus (Pai), é porque não há nenhuma forma melhor de conceituá-los, de forma que entendamos. Sobre esses temas, afirmou Moisés:

    “As cousas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” (Deuteronômio 29:29)

    Como vimos, é impossível para nós, pecadores imperfeitos, entender perfeitamente a natureza de Cristo encarnado, e não tenho a pretensão de esclarecer todas as dúvidas que temos a esse respeito, mas podemos ter certeza de uma coisa: Cristo é plenamente Deus e, quando feito carne, plenamente homem.

    Gostaria de propor algumas questões aos irmãos que não aceitam a trindade:

    – Cristo é Criador ou criatura?

    – Cristo é eterno? Se não é eterno, quando foi criado? Porque Isaias O chama de “Pai da Eternidade”?

    – Cristo é Deus? Se não é Deus, porque nós O adoramos então? Estamos infringindo o primeiro mandamento ao adorar a Cristo?

    Essas são perguntas sinceras que proponho para o debate dos irmãos, até porque eu estou aberto a rever meus conceitos se a Palavra de Deus assim me mostrar, e para isso estou sempre atento à opinião dos irmãos que escrevem neste site.

    Deixo-vos a saudação de Paulo aos Coríntios:

    “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (II Coríntios 13:13)

    Bernardo Cavaleto

    1. Prezado irmão, as partes em itálico (sem negrito) de sua mensagem são aquelas com as quais concordamos e não vemos necessidade de discutir. As negritadas mereceriam maior atenção de nossa e de sua parte. De maneira resumida, diríamos que no Gênesis duas pessoas divinas em natureza, participam da Criação. Deus, o Pai, e seu Filho unigênito (único gerado, único em sua espécie), Jesus Cristo. Ambos são divinos, idênticos, mas só um é Pai, origem, fonte, o outro é Filho, originado, derivado. O Filho, identificado como primogênito e princípio da criação divina, executou a criação da Terra, por ordem e sob a supervisão do Pai, como o próprio Senhor Jesus, “sabedoria de Deus”, (I Coríntios 1:24 e 30) diz em Provérbios:

      O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
      Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
      Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
      Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
      Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
      Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
      Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
      Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
      Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
      Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
      Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
      — Provérbios 8:22-32.

      Nós adoramos ao Pai, através de Cristo, porque o Filho é o caminho para o Pai. Em relação a Deus, Jesus Cristo é Filho (da mesma substância e natureza) e não criatura. Em relação a nós, é irmão enquanto homem e, por nos haver salvo por sua vida, morte e ressurreição, pai de nossa eternidade, figuradamente.

      Para maiores detalhes acerca da visão unitária da Divindade, sugerimos que, além de orar e estudar a Bíblia por si mesmo, pesquise nos arquivos do Adventistas.com, onde o tema foi amplamente debatido antes de assumirmos essa posição, acesse o site http://www.arquivosiasd.com e para um resumo bíblico de tudo consulte o livro Eu e o Pai Somos Um, disponibilizado abaixo:

      En españolEm Português

      1. Caro irmão, agradeço a indicação do livro “Eu e o Pai Somos Um”. Eu já havia lido este material disponibilizado aqui no site e, na verdade, foi a leitura deste livro que motivou-me a escrever sobre esse assunto.

        Não creio que seja produtivo ficar debatendo aqui os assuntos abordados no livro, cada um deve ler e tirar as suas conclusões, como o próprio autor recomenda. O posicionamento deste site a respeito do Espírito Santo é muito claro para mim, e eu respeito sua posição. Quero somente debater a pessoa de Jesus Cristo.

        O texto apresentado de Provérbios 8:22-32 é realmente belíssimo, e será objeto de estudo da nossa Escola Sabatina neste trimestre. Para mim é claro que Salomão faz uma referência poética à sabedoria de Deus, nada tendo a ver com Cristo.

        Eu estou mesmo é confuso sobre o que realmente este site pensa em relação a Jesus Cristo. Sinceramente gostaria que o seguinte texto fosse mais bem esclarecido:

        “(…) De maneira resumida, diríamos que no Gênesis duas pessoas divinas em natureza, participam da Criação. Deus, o Pai, e seu Filho unigênito (único gerado, único em sua espécie), Jesus Cristo. Ambos são divinos, idênticos, mas só um é Pai, origem, fonte, o outro é Filho, originado, derivado. (…)

        Minhas dúvidas são as seguintes:

        – Se Pai e Filho são divinos e idênticos, existem então pelo menos duas pessoas da trindade?

        – Cristo é digno de adoração? Devemos adorar a Cristo?

        – Infringimos o primeiro mandamento ao adorar a Cristo?

        – Porque este site afirma que a IASD comete idolatria ao adorar a Trindade?

        Desde já agradeço sua atenção.

        Um abraço cristão a todos.

        Bernardo Cavaleto

        1. Suas perguntas e nossas tentativas de resposta:

          1. Se Pai e Filho são divinos e idênticos, existem então pelo menos duas pessoas da trindade?

          R. “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. — Filipenses 2:5-11.

          A resposta bíblica nos parece clara: Jesus Cristo, antes de Sua encarnação, existia como Filho “em forma de Deus”, mas jamais pretendeu usurpar o lugar de Seu Pai, como fez Satanás (mera criatura de Deus). Ao encarnar-Se, assumiu completamente a forma humana, “forma de servo”, submetendo-Se inclusive à morte na cruz. Após a ressurreição, foi exaltado pelo Pai, de maneira que, agora. depois de exaltado pelo Pai. pode e deve ser adorado mas “para glória de Deus Pai”. Assim sendo, cremos que existem duas pessoas divinas, Deus, o Pai, e seu Filho unigênito (único gerado, único em sua espécie), Jesus Cristo. Ambos são divinos, idênticos, mas só um é Pai, origem, fonte, o outro é Filho, originado, derivado. Ao adorar o Filho, estamos, através dEle, adorando o Pai. Desse modo, não adoramos a duas pesssoas, mas apenas a uma, o Pai, ainda que o façamos por meio do Filho.

          2. Cristo é digno de adoração? Devemos adorar a Cristo?

          R. Sim, mas “para a glória de Deus Pai”, como está escrito. Contudo, essa adoração a Deus, por meio de Seu Filho, parece-nos ser temporária, uma vez que o apóstolo Paulo também afirma:

          “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará Àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos. — 1 Coríntios 15:24-28.

          3. Infringimos o primeiro mandamento ao adorar a Cristo?

          R. Não, desde que O adoremos como Filho de Deus “para a glória de Deus Pai” e não para Sua própria, como Deus Filho. É aí que reside o erro. Podemos adorar o Filho de Deus para a glória de Deus Pai, mas não podemos adorá-Lo para Sua própria glória como a um outro Deus (Deus Filho). Só existe “Deus Pai” na Bíblia.

          Perceba que o mandamento escrito em tábuas de pedra pelo próprio Deus está todo no singular, não inclui duas ou mais pessoas: “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” — Êxodo 20:1-3.

          4. Por que este site afirma que a IASD comete idolatria ao adorar a Trindade?

          R. Porque nossa igreja, através de seus líderes, pastores e muitos de nossos irmãos, passou a ensinar a existência de três pessoas divinas, sem nenhuma distinção entre elas, enquanto a Bíblia fala de um único Deus, o Pai, e de Seu Filho, Jesus Cristo, também divino em natureza, mas gerado pelo Pai. Além disso, estimula-se atualmente a adoração (e mesmo a oração!) individualizada a qualquer uma dessas supostas pessoas divinas, sem obedecer ao critério da permissão de Deus Pai para que seja adorado (como aconteceu com Jesus Cristo) e sem que se objetive sempre a glória de Deus Pai, o Altíssimo. Segundo a Bíblia apenas Deus Pai pode ser adorado, ainda que tenha permitido temporariamente que o façamos através de Seu Filho, mas sempre para a glória dEle, Deus Pai. O que passa disto é idolatria.

          1. Recebemos nova mensagem do irmão Bernardo Cavaleto, mas enquanto tentávamos preparar uma resposta às suas perguntas e conclusões, o texto desapareceu do site. Pedimos que volte a enviá-lo caso tenha conservado uma cópia. O que havíamos preparado era isto, numa tentativa de responder a seus comentários:

            1. Caro irmão, agradeço novamente sua resposta. A sua forma de pensar está se tornando mais clara para mim…

            R. Como reafirmamos acima, não são respostas. São TENTATIVAS de resposta. A pressa em tentar responder e as limitações de conhecimento e da linguagem fazem com que qualquer texto esteja sempre incompleto, impreciso e muitas vezes necessitando de reparos e novas explicações, que podem até nos obrigar a reescrever, reformular o pensamento desdizer o que falamos, pois importa mais o que o outro entende do que aquilo que imaginemos ter dito. Contudo, esclarecemos e fazemos questão de colocar toda a ênfase possível no seguinte aspecto: Nossa maneira de pensar não lhe deve significar nada, irmão, atenha-se ao que diz a Bíblia.

            2. Você está afirmando que antes de sua encarnação, ou até mesmo antes da criação, Cristo não poderia e nem era adorado pelos anjos, no céu?

            R. Releia o que escrevemos, depois de citar Filipenses 2:5-11, onde Paulo diz que Cristo tinha forma de Deus, mas jamais usurpou o lugar de Deus e, depois da encarnação, foi exaltado soberanamente por Deus, que então lhe deu um nome que é superior a qualquer outro nome, “para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Ora, parece-nos lógico pensar que isto não acontecia antes, caso contrário não haveria necessidade de que Cristo fosse exaltado e Deus permitisse ou ordenasse que todos se ajoelhassem perante Ele e o reconhecesse como Senhor, nos Céus, na terra e debaixo da terra!

            Portanto, o que estamos lhe dizendo não é afirmação nossa, mas informação da própria Bíblia: Jesus Cristo, que antes tinha a forma de Deus, tornou-se homem e, após a ressurreição, foi exaltado pelo Pai, de maneira que, agora. depois de exaltado pelo Pai, pode e deve ser adorado por todos, mas “para glória de Deus Pai”.

            Também lhe dissemos que essa adoração a Deus, por meio de Seu Filho, parece-nos ser temporária, uma vez que o apóstolo Paulo também afirma que, “quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará Àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” 1 Coríntios 15:24-28.

            Agora, acrescentamos o texto de Hebreus 1:1-13, com destaque em negrito:

            Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

            Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho? E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

            E, quanto aos anjos, diz: Faz dos seus anjos espíritos, E de seus ministros labareda de fogo. Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de tuas mãos.

            Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão. E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés? — Hebreus 1:1-13

            Não somos nós quem afirma ou desafirma qualquer coisa. Observe o que diz o texto bíblico:

            (1) No passado, Deus falou à humanidade muitas vezes e por diversas maneiras. Acreditamos que falou pessoalmente a Adão e Eva, antes que pecassem. Depois, continuou a falar aos patriarcas e profetas através de Seu único e divino representante, por meio de anjos, de sonhos, visões e até de uma mula! Mas era sempre Deus quem falava.

            (2) Na encarnação, passou a nos falar oficialmente através do Filho, mas Este afirmou que nada dizia de Si mesmo, falava e fazia apenas o que o Pai lhe ordenou, admitindo a continuidade de sua subordinação ao Pai. O autor de Hebreus, provavelmente Paulo, refere-se a Jesus Cristo como aquele a quem Deus constitui como herdeiro, executou e sustém a Criação, é o resplendor da glória e expressa imagem do Pai, salvou-nos, mas assentou-se à destra da majestade nas alturas. Portanto, não é a Majestade, nem pode assentar-Se no lugar dela, está agora assentado à direita de Deus.

            (3) Depois desse retorno ou entronização de Jesus Cristo, houve o momento mencionado por Paulo em Filipenses, em que Deus O exaltou soberanamente. E o autor de Hebreus esclarece então que Cristo foi declarado superior, ou feito mais excelente que os anjos, herdando um nome mais excelente que o deles. E por ser filho gerado de Deus e não mera criatura dEle, foi posto perante eles como alguém que deveria ser adorado por eles. Se isso já acontecesse antes, não haveria necessidade de Deus ordenar que todos os Seus anjos adorassem a Seu Filho.

            (4) Notemos, porém, que Jesus embora sendo divino, na forma de Deus, tem um Deus. Ou seja, é de natureza divina, mas está subordinado ao Pai, tanto que precisa receber dEle a ordem ou permissão para assentar-Se à Sua direita.

            3. Você afirma que o fato de o texto do primeiro mandamento estar todo no singular é uma evidência que comprova a existência de um único Deus.

            R. O fato de o primeiro mandamento estar todo no singular não é mera evidência da existência de um único Deus. O mandamento está no singular porque foi proferido e escrito pelo próprio Deus, o Pai, único e verdadeiro, o qual não aceita dividir sua adoração com nenhum outro Deus, seja ele um suposto Deus Filho ou Deus Espírito Santo. A adoração a Cristo só é aceita hoje se, através dEle, estivermos adorando ao Pai. Todo joelho deve dobrar-se perante Cristo apenas para a glória de Deus Pai! Isso é ensino bíblico e não uma afirmação nossa.

            4. Quero lhe propor a seguinte questão: os textos bíblicos em que Deus aparece descrito exercendo ações com verbos conjugados no plural (Gênesis 1:26 e 11:6-7), poderiam então sugerir duas ou mais pessoas divinas?

            R.Verbos conjugados no plural, na linguagem bíblica, são usados como plural majestático, como o irmão deve saber. Contudo, se entendidos literalmente, podem indicar apenas duas pessoas divinas, Deus, o Pai, e o Filho de Deus, Jesus Cristo. Como já lhe dissemos, cremos que existem somente duas pessoas divinas, Deus, o Pai, e seu Filho unigênito (único gerado, único em sua espécie), Jesus Cristo. Ambos são divinos, idênticos, mas só um é Pai, origem, fonte, o outro é Filho, originado, derivado. Ao adorar o Filho, estamos, através dEle, adorando o Pai. Desse modo, não adoramos a duas pesssoas, mas apenas a uma, o Pai, ainda que o façamos por meio do Filho.

            5. Foi Deus Pai ou Cristo quem escreveu as tábuas da Lei?

            R. A Bíblia diz que foram escritas pelo dedo de Deus. Portanto, Deus mesmo as escreveu, ainda que o tenha feito pelas mãos de Seu Filho, seu único representante oficial. Aquele que criou os Céus e a Terra, por meio de Seu Filho, pode também ter escrito nas tábuas de pedra através dEle. Tudo que o Filho faz, faz com autorização e com o consentimento do Pai, como se Este mesmo o fizesse, mas a glória é sempre do Pai. O mesmo dedo que escreveu os dez mandamentos nas tábuas de pedra, expulsava demônios e anunciava a chegada do reino de Deus aos homens, para a glória do Pai. “Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.” Lucas 11:20.

            6. Estou equivocado, ou você está afirmando que não devemos orar a Cristo?

            R. Devemos orar ao Pai, como o próprio Jesus Cristo ensinou. Caso erremos o destinatário e oremos diretamente a Cristo, Ele não receberá para Si o pedido, mas rogará ao Pai por nós. Se Lhe pedirmos, por exemplo, espírito santo, Cristo rogará ao Pai que no-lo dará. Se oramos em nome de Jesus, Deus, o Pai, recebe nossas orações por meio de Cristo.

            Tudo que Cristo faz é para a glória do Pai, mas virá o dia em que Ele já não rogará por nós. “Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai; Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus.” João 16:26-27.

    2. “Já no relato da criação, Cristo está presente como nosso Criador:

      ‘Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (…)’ (Gênesis 1: 26)

      Porque é usado o plural? Obviamente Deus pai, Deus filho e o Espírito Santo estavam presentes na criação.”

      Já que o irmão Bernardo disse que crê na trindade como é ensinado na IASD, também deve acreditar em Ellen White.

      Ao comentar este texto de Gênesis 1:26 teria EGW falando em trindade?

      Vejamos:

      ” Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: ‘Façamos o homem à Nossa imagem.’ ” Gên. 1:26

      Percebeu quantas pessoas estavam envolvidas e quem falou pra quem?

      É IMPOSSÍVEL dizer que crê na total inspiração de EGW e ainda usar Gênesis 1:26 para defender uma trindade. Pense com carinho!

      Marcelo Almeida

  2. lá fala mesmo de uma apresentação do Filho ao seres Criados, não de uma Trindade.

    Se a iniquidade é um mistério, a “trindade” tb é um mistério, como “silencio é ouro” mas um deles tentam explicar

  3. Esse cidadão está visivelmente desequilibrado emocionalmente e, consegue dizer esta “perola” da ignorância biblica. Só um mais louco que ele acredita nessa lorota que ele contou nessa reunião de faz de conta em MS

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