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“Evangelismo” em presídio paraguaio une IASD ao PCC

Nessa sexta-feira, iniciamos uma busca pelo Google para tentar encontrar momentos em que juiz federal Sérgio Moro houvesse estado em contato com a mensagem adventista. Para nossa surpresa, não encontramos nenhuma indicação de texto, imagem ou vídeo em que as expressões “Sérgio Moro” e “adventista” aparecessem juntas. Pelo visto, a liderança adventista sul-americana entende que as autoridades que atuam por permissão divina, mencionadas em Romamos 13, sejam apenas os políticos com mandato eletivo, ainda que desonestos e corruptos.

Em compensação, como demonstram os vídeos postados acima e abaixo, encontramos dezenas de situações em que o termo “adventista” aparece junto ao de criminosos como Jarvis Chimenes Pavão, considerado o novo chefão do tráfico na região de Fronteira entre o Brasil e o Paraguai, na divisa do Mato Grosso do Sul. Jarvis tem extensa ficha de crimes e é tido como a liderança que possibilitam o domínio da região de Pedro Juan Caballero pela facção criminosa brasileira conhecida pela sigla “PCC”.

Contudo. esse criminoso confesso se diz Adventista do Sétimo Dia! E ele teria recebido todo o apoio necessário da organização Adventista para viver muito confortavelmente no período em que esteve no presídio de Tacambu. A própria IASD confessa que realiza esse trabalho “evangelístico” nos presídios e passa a receber/exigir pagamento mensal de 10% da renda (dízimo) desses novos membros, além de doações adicionais como “ofertas”. A origem do dinheiro recebido, ainda que obtido através do tráfico, roubo e corrupção, não importa para a liderança da IASD. Outra prova disso é o “evangelismo vip” da Novo Tempo no presídio da Papuda, em Brasília.

Veja o que o criminoso disse em reportagem publicada pelo Estadão, em maio deste ano:

‘Construí igreja e um andar pra 99 presos’, diz ‘Pai de Todos’ do tráfico

Jarvis Chimenez Pavão, ou o ‘Patrão’, foi condenado pela Justiça Federal do Paraná a 10 anos e 9 meses de reclusão; em depoimento por vídeo conferência desde a prisão federal de Mossoró (RN), ele falou sobre sua temporada no presídio de Tacambu, no Paraguai, onde ocupava uma ‘cela VIP’, dotada de três cômodos com TV de tela plana, geladeira, cama de casal, esteira…

Fabio Serapião/BRASÍLIA e Luiz Vassallo em 25 Maio 2018 | 05h38

“Fiz obras sociais, distribuía 1200 litros de leite de soja a cada três dias”, relatou, em interrogatório, o chefão do tráfico internacional de drogas Jarvis Chimenez Pavão sobre obras que afirma ter realizado no presídio de Tacambu, no Paraguai, de onde foi transferido porque flagrado em uma luxuosa ‘cela VIP’, dotada de três cômodos com TV de tela plana, geladeira, cama de casal, esteira, armários, mesas de vidro…

VEJA ‘PAI DE TODOS’:

+ Irmão de megatraficante é morto em ‘guerra’ na fronteira Brasil-Paraguai

Fornecedor de drogas para facções como o PCC, célula criminosa que domina parte das penitenciárias brasileiras, ele foi transferido em 2017 para prisão federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

+ Filho do traficante brasileiro ‘Pavão’ é absolvido no Paraguai

Chimenez cumpre pena de 10 anos, 9 meses e 15 dias imposta pela Justiça Federal do Paraná, por associação ao tráfico de drogas.

+ Traficante conhecido como ‘novo Pablo Escobar’ manda abraço para Datena

Para o Ministério Público Federal, ‘mesmo estando preso no Paraguai desde 2009, seria o líder do grupo e fornecedor da cocaína, proveniente dos países andinos (Bolívia, Peru e Colômbia), tendo como entreposto o Paraguai’.

+ Vídeo mostra execução de rivais do PCC na fronteira com o Paraguai

Segundo os procuradores, Pavão era tratado pelas alcunhas ‘Leka’, ‘Chefe’, ‘Patrão’ e ‘Pai de Todos’, ‘sendo muito temido, admirado e ao mesmo tempo respeitado pelos demais’.

+ Execução de brasileiro no Paraguai pode ter relação com morte do ‘rei da fronteira’

Em 2016, a polícia do Paraguai descobriu que Chimenez tinha uma vida de luxo dentro do presídio de Tacambu, na capital Assunção, onde cumpria pena de 8 anos. Sua ‘cela VIP’ – como definiu o Ministério Público Federal.

Durante o interrogatório, no âmbito de ação criminal na qual foi condenado no Brasil, ele ressaltou supostas benfeitorias que teria feito no presídio em que ficou no País vizinho.

O chefão do tráfico afirmou ao juiz que o interrogou que, enquanto esteve preso no Paraguai, ‘cuidava do esporte, da parte da igreja’. “muitas pessoas só falam de certas coisas, mas as coisas boas que foram feitas dentro da penitenciária ninguém fala, o senhor entende? Eu por exemplo fiz muitas obras sociais dentro do Tacambu, distribuía 1200 litros de leite de soja a cada 3 dias dentro do Tacambu”.

“Dos 4 mil internos que estavam presos lá, mil não tinham condições. Eu construí dentro do Tacambu mil e cem metros de obras em quatro pavilhões. Nesses quatro pavilhões, eu coloquei curso de computação, coloquei equipamentos para cortar cabelo, comprei máquina de cortar…”, relatou, mas sem esclarecer como conseguiu realizar tantas proezas para se beneficiar e a seus pares.

“Eu construí a igreja adventista, refeitório, construí um andar pra 99 presos com 33 camas de três andares para que eles pudessem receber uma educação espiritual, pudessem aprender uma profissão. durante quatro anos que funcionou esse pavilhão, mais de 300 pessoas foram batizadas. certas coisas, eu construí uma biblioteca com mais de 2 mil livros. certas coisas eles não comentam”, afirmou.

Mais conteúdo do Estadão sobre: Jarvis Chimenez Pavão e PCC.

Narcotraficante Pavão era tão importante para o Paraguai que ministro foi visitá-lo em cela vip

A cela vip que o narcotraficante brasileiro preso no Paraguai, Jarvis Chimenes Pavão, ocupava na prisão Tacumbú e que o governo de Horacio Cartes teria descoberto há apenas dois meses, já teria recebido a vista, por duas vezes em 2014, do então ministro da Justiça adjunto, Éver Martinez. Pelo menos é o que garante o próprio Jarvis condenado por lavagem de dinheiro Paraguai e por tráfico de drogas no Brasil.

Na verdade, há dois anos, o jornal O Globo denunciou os luxos de Pavão na prisão e as informações tiveram um impacto sobre a imprensa paraguaia. No entanto, agora, supostamente, por meio de Cartes, “descobriram” os tais privilégios.

Em maio de 2014, o jornal O Globo publicou uma reportagem especial chamada “Os bandidos do Narcosul”. No mesmo mês, o material intitulado “traficante brasileiro tem luxo dentro da penitenciária no Paraguai” foi divulgado.

No artigo, foram descritos em detalhes o ambiente de luxo onde Jarvis Chimenes Pavão ficava em Tacumbú. A nota foi amplamente reproduzida pelos meios de comunicação paraguaios.

Naquela época, Horacio Cartes, já foi presidente do Paraguai, seu ministro do Interior, Francisco de Vargas, e o seu ministro da Justiça, Sheila Abed, foram até o local.

Se essa nota teve um impacto sobre todos os meios paraguaios que revelaram o luxo em que vivia o suposto narcotraficante, como é que apenas dois anos depois de o Governo tomar conhecimento da cela vip foram tomadas providências.

Então o que aconteceu durante os últimos dois anos entre poder público e Pavão? Quando eles viviam juntos em aparente harmonia?

“Eu não sei se o governo sempre soube ou não. Como eu disse, eu quase sete anos eu estava lá e eu mudei quatro vezes. O que eu ouvi lá é que 25 ou 30 anos atrás, com as instalações onde eles estão, o que eles chamam de celas vip”, disse Jarvis na última quarta-feira em uma entrevista à ABC Color em seu novo local de confinamento, o grupo especializado.

Quais são as obras financiadas por Jarvis Pavão em Tacumbú?

 “A estrutura já esta feita, eu tentei melhorar, não só no meu setor, todo local”.

 Que lugares na penitenciária foram reformados?

“E para baixo havia muitas cantinas que não tinham condições de higiene, então eu melhorei tudo o que há para as pessoas que vivem lá. Para o meu coração, para ver as coisas muito sujas, então eu fiz essas coisas para as pessoas, para melhorar a vida dessas pessoas. O trabalho mais importante que fiz lá com os meus colegas e muitas pessoas, foi a construção da Igreja Adventista, este é o trabalho mais importante.”

Insistentemente, a reportagem tentou saber o quanto ele gastou nessas melhorias, mas Pavão se recusou a dar números e nomes, com respostas evasivas.

“Não posso dizer a quantidade exata, porque a construção levou muito tempo”, argumentou.

O atual ministro da Justiça (Éver Martinez) disse que não estava ciente da construção, e ele era vice-ministro. Será que ele sabe que você financiado obras?

“Imagino que sim. Como posso fazer nada existe sem que as autoridades sabem? Eu nunca fiz nada em meu próprio, ambas as vezes eles me mudaram não é minha, eu mudei, porque eu queria mudar, eu tinha aqui, eu coloquei lá”.

De repente, Jarvis acaba de perder que o cuidado tinha que dar nomes.

“Já estava no meu celular duas vezes, eu não me lembro o ano de 2014 pode ser. Ele estava falando para mim duas vezes.”

Ele sabia que estava remodelando a penitenciária?

“E não há como não saber que havia uma remodelação lá, porque eu fiz tantas coisas para todos. Por exemplo, onde as aulas foram ministradas, uma sala de aula, foi muito feio, muito sujo, não tinha slate era pequeno, tinha que usar, traga … Então eu mudei o chão, eu pintei, eu quadros negros na parede, para facilitar para os professores lá, acabei fazendo amizade. Não havia maneira de não fazer, porque a cada dia em que estávamos lá, e colocar o ar, então … uma coisa é estudar em um calor infernal que se sabe é lá e outra coisa é estudar em um local fresco, refrigerador ambiente mais calmo. Estas coisas que eu fiz lá, não havia nenhuma maneira que as pessoas não sabem. Eu nunca vou fazer nada por minha ordem. Como é que eu vou pintar, fazer um piso, colocar um quadro negro, instale um aparelho de ar sem mandado de alguém? Eles sempre soube o que eu estava fazendo ali.

A imprensa

“O que quero dizer é sobre a imprensa, o tema das células vip famosos que mostrou ao mundo todo. Quero esclarecer que os pisos e 35.000 custo Guarani por metro quadrado, e ser organizado e estar limpa não significa que eu tinha luxos. O guarda-roupa usada não tem detalhes são simples. O que mais me chocou folhas é a forma como a imprensa mostrou coisas. Essas fotos que mostram o que seria minha mesa, minha mesa nunca foi, nunca será minha mesa porque o diretor (da prisão) seria louco de deixar-me ter alguma coisa. Esta foi a biblioteca da Igreja Adventista, que era toda a Igreja, livros, bíblias, DeVeDe, a grande mesa foi onde nos conhecemos, é Formica, não é nada de vidro como a imprensa, ele disse “.

Para ler a Bíblia

Em sua defesa sobre a célula vip, ele continuou que “não se reuniam duas vezes por dia, entre 25 a 30 pessoas, ler a Bíblia. Todo mundo sabia que, mesmo a biblioteca foi formada entre a igreja eo principal. Não tinha remédios distribuição que não foram capazes de comprar, eles compraram ou aceitamos doações de fora, como o Dr. Silvio (Ferreira, ex-ministro da Justiça de Gonzalez Macchi e que também foi preso em Tacumbú), muitas vezes ele nos enviou drogas . Lá, ele teve o computador igreja que foi usado apenas para esse fim, se você queria um livro, ele escreveu lá em baixo “, o capo.

Fonte: http://blogdonelio.com.br/narcotraficante-pavao-e-tao-importante-para-o-paraguai-que-ministro-foi-visita-lo-em-cela-vip/

Gobierno se lució con obras que Pavão dice haber pagado

Por Iván Leguizamón y Mabel Rehnfeldt

La exministra de Justicia Sheila Abed y el actual titular de la cartera, Éver Martínez, inauguraron orgullosos hace tres años unas refacciones en la cárcel de Tacumbú que costaron más de G. 2.000 millones. En aquel entonces, se dijo que fueron pagadas por la Iglesia Adventista del Séptimo Día, casualmente, la de Jarvis Chimenes Pavão. En una entrevista exclusiva con ABC Color, en su nuevo lugar de encierro, el condenado por lavado de dinero en Paraguay y por narcotráfico en Brasil reveló que fue él quien pagó esas mejoras. La gran incógnita ahora es cómo es que Jarvis pasó de ser amigo y financista de algunas obras del Gobierno a ser su enemigo número uno.

Fionbte: http://www.abc.com.py/edicion-impresa/notas/gobierno-se-lucio-con-obras-que-pavo-dice-haber-pagado-1519532.html

Por regalias, brasileiro fez reforma em presídio e construiu ala adventista

Ministério Público do Paraguai investiga mordomia de Jarvis Gimenes Pavão em presídio de Assunção; reforma paga por ele foi inaugurada por ministra da Justiça, em 2013

Helio de Freitas, de Dourados

Para disfarçar a entrada de materiais de construção, eletrodomésticos e utensílios que colocaria em sua “cela vip”, e também para contar com as vistas grossas da direção, o narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão fez uma reforma no setor administrativo do presídio de Tacumbú, localizado em Assunção, capital do Paraguai.

Simultaneamente à reforma de quatro salas no piso superior do setor administrativo, onde se instalou com seus seguranças – também presidiários – Pavão bancou a reforma da biblioteca do presídio e da sala do diretor e ainda financiou a construção do “pavilhão adventista”, com capacidade para 120 detentos.

De acordo com o jornal ABC Color, a reforma do setor vip de Pavão foi feita por operários contratados para as obras oficiais no presídio e o material entrou na prisão todos os dias, pelo portão principal.

Preso desde dezembro de 2009 no Paraguai acusado de narcotráfico e lavagem de dinheiro, Jarvis Gimenes Pavão, que é natural de Ponta Porã, cumpria pena de oito anos no presídio de Tacumbú até a semana passada, quando foi levado para o quartel de um grupo especial da Polícia Nacional, também na capital paraguaia.

A transferência, determinada diretamente pelo presidente da República Horácio Cartes após descoberta de um plano de fuga, causou uma crise política no governo e derrubou a então ministra da Justiça, Carla Bacigalupo, demitida após descumprir a ordem presidencial.

Quando agentes especiais da polícia chegaram ao presídio para a transferência, na noite de 26 de julho deste ano, encontraram seguranças vigiando a “cela vip” de Pavão – um espaço com acabamento de alto padrão, bem diferente da pobreza extrema e abandono das demais dependências da penitenciária.

Pavão também é acusado de ser o mandante da execução de outro narcotraficante da fronteira, Jorge Rafaat Toumani, ocorrida no dia 15 de junho, em Pedro Juan Caballero.

Ministra inaugurou – De acordo com o ABC Color, a reforma oficial do presídio, financiada por Pavão, foi inaugurada no dia 18 de novembro de 2013, com a presença da então ministra da Justiça Sheila Abed e autoridades prisionais do país.

Jarvis Pavão chegou ao presídio em dezembro de 2009 após ser preso em uma fazenda em Concepción, perto da fronteira com Mato Grosso do Sul. Logo em seguida começou a reformar o setor de quatro salas, no piso superior dos escritórios administrativos.

Dois cômodos foram decorados e convertidos em quartos, outro foi usado como “casa de banho” e o último foi transformado em um escritório, de onde, segundo fontes ouvidas pelo jornal ABC Color, Jarvis Pavão gerenciava os negócios e recebia políticos e cúmplices do crime.

Não é crime – Apesar do escândalo político que a cela vip de Pavão provocou no Paraguai, o procurador-geral do Estado, Javier Diaz Veron, disse em entrevista a uma rádio de Assunção que o fato não representa qualquer crime.

Diaz Veron criticou a “opulência ultrajante” em que o brasileiro vivia em contraste à pobreza extrema em que os outros presos se encontram. Muitos não têm sequer um colchão ou cobertor.

Apesar da interpretação da Procuradoria do governo, o Ministério Público do Paraguai escalou dois promotores de Justiça para investigar o caso.

Fonte: https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/por-regalias-brasileiro-fez-reforma-em-presidio-e-construiu-ala-adventista

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