Sem a imposição de uma “lei dominical”, a mensagem adventista do sétimo dia perde o sentido?




DECRETO DOMINICAL — UM EVENTO BÍBLICO E SUAS IMPLICAÇÕES




Recentemente várias pessoas têm desacreditado a profecia que retrata no futuro a existência de uma lei que imporá um descanso dominical a todas as nações. Entre esses, é claro, existem alguns adventistas, sendo o mais relevante o teólogo norte-americano Jon Paulien. Há também outros pastores e adventistas que, assim como Paulien, negam nas redes sociais a realidade futura do decreto dominical, como você pode ver aqui:

e aqui:

Como Deus atua no mundo?

A principal alegação dessas pessoas é de que esse evento seria sustentado apenas pelos escritos de Ellen White, e que se trata de uma profecia clássica condicionada ao contexto sócio-político norte-americano do século 19.

Apesar desses questionamentos, a grande maioria dos teólogos da Igreja Adventista continua crendo na profecia que retrata a existência futura de uma lei dominical.

Quando estudamos atentamente o livro do Apocalipse, fica claro que, além de ser um evento fundamentado nas Escrituras, a imposição da guarda do domingo no lugar do sábado será um evento que envolverá toda a humanidade no último conflito entre o bem e o mal, no contexto da crise final.

É importante lembrar que o selo escatológico de Deus no tempo do fim é o sábado do quarto mandamento, e que a marca da besta será uma falsificação desse selo, ou seja, um falso dia de guarda. Pelo papel desempenhado na polarização do mundo antes da volta de Jesus, esses dois selos ganham destaque, estando presentes em boa parte do livro do Apocalipse.

Selo de Deus: Ap 7:2, 3; 9:4; 14:1; 15:2; 20:4; 22:3, 4

Marca da besta: Ap 13:16, 17; 14:9-11; 16:2; 19:20

Se a imposição do falso sábado for um evento condicional aos tempos de Ellen White, consequentemente, a marca da besta de Apocalipse 13:16, 17 também será. Isso implica aceitar que outras profecias apocalípticas também serão condicionais, pois, como vimos nos versos acima, boa parte do livro envolve o conflito entre o selo de Deus e o sinal da besta.

A tese de que o sinal da besta seja uma predição condicional faz com que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 percam sua relevância, pois seu objetivo é justamente denunciar e se contrapor a um sistema político-religioso que viola abertamente a Lei de Deus.

As três mensagens angélicas confrontam o poder antagônico a Deus, suas falsas doutrinas e a imposição da marca da besta. A mensagem do primeiro anjo conecta o juízo ao quarto mandamento (Ap 14:6, 7), apelando para que as pessoas recebam o selo de Deus. O segundo anjo denuncia Babilônia e suas falsas doutrinas, enquanto a mensagem do terceiro anjo é uma advertência do juízo divino sobre quem aceitar o sinal da besta.

Negar a realidade futura do decreto dominical tira toda a relevância da tríplice mensagem angélica, pois ela é uma resposta à contrafação satânica de Apocalipse 13 que chegará ao clímax com a imposição de um falso de dia de guarda aos habitantes da Terra. Negar esse contexto profético também neutraliza a relevância profética da Igreja Adventista que, à semelhança de Noé antes do dilúvio, foi levantada por Deus para anunciar ao mundo as advertências contidas na tríplice mensagem angélica. E é exatamente isto que o inimigo quer: anular o papel profético da nossa igreja fazendo com que o maior número de pessoas não esteja preparado para enfrentar os últimos eventos da história.

Não precisa de muito esforço para perceber que o livro do Apocalipse avisa que, ao longo da história da igreja cristã, os poderes do mal se levantariam contra o sábado do quarto mandamento, falsificando-o; e por meio de leis/decretos iriam impor um dia falso de adoração a toda a humanidade, semelhantemente à adoração à estátua de Nabucodonosor imposta no capítulo 3 do livro de Daniel.

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