Jovem pastor que testemunhou na NT, pede pra sair

Benjamin Ocampo M. Prado, ex-roqueiro viciado em drogas que se tornou pastor da IASD, optou agora pela VIDA NO CAMPO com irmãos leigos e vai se dedicar a um ministério de sustento próprio!




Como é do conhecimento de muitos, eu e minha família estamos de mudança para o campo (zona rural). Deixamos o ministério institucional para seguir um de sustento próprio.

A vocação pastoral vem do Senhor e continuaremos seguindo Seu chamado. Foi uma escolha nossa, pois almejamos de todo coração estar mais e mais preparados para o breve retorno de Jesus Cristo, e acreditamos que a vida no campo é uma das ferramentas fundamentais nesses últimos dias para a transformação do caráter.

Estamos saindo pela porta da frente, com a cabeça erguida e honrados por Deus. Amamos Jesus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a verdade bíblica para este tempo mais do que todas as coisas! E continuaremos servindo a Deus e ao próximo com os dons que Ele nos deu.

Recebemos um convite para participarmos de um instituto chamado ICEVES no Espírito Santo. É um ministério de apoio. Lá eles recebem famílias adventistas e não adventistas e dão instrução sobre a verdade para este tempo, vida no campo, educação cristã, etc. E ano que vem abriremos uma Escola de formação de missionários. Ficarei responsável pela parte acadêmica. É uma obra que vibra meu coração, que minha esposa também se identifica. Então seguiremos nossa consciência diante de Deus.

Percebi nesses anos de ministério, passando por diversos distritos, como a mensagem sobre a vida no campo é desconhecida ou se conhecida é mal compreendida, inclusive por nós pastores.

Muitos consideram esta mensagem apenas como um simples conselho da parte de Deus. Mas sendo sincero, até hoje tenho dificuldades em definir o que seria um “conselho” de Deus. Quando lemos as dezenas de textos sobre esse tema, percebemos que o assunto é sério e sua relevância na obra de restauração da imagem moral de Deus em nós (a transformação do caráter), de consagração necessária para o recebimento da chuva serôdia e na de educação dos nossos filhos preparando-os para serem servos de Deus, deve ser reconhecida.

Vida no campo não tem nada a ver com fuga, mas com preparo, consagração, renúncia, simplicidade nos hábitos e estilo de vida, sacrifício, entrega e serviço. Mesmo os textos sendo tão claros, pois foram escritos numa língua viva, o inglês, muitos ainda questionam: “Mas se o povo de Deus for para o campo quem pregará o evangelho nas cidades?” Então vem a resposta inspirada:

“Como guardadores dos mandamentos de Deus, temos de deixar as cidades. Como fez Enoque, devemos trabalhar nas cidades mas não morar nelas.” VC, 44.

“Deve-se fazer o trabalho nas cidades partindo dos postos avançados. Disse o mensageiro de Deus: “Não serão advertidas as cidades? Sim; não porque o povo de Deus nelas reside, mas ao visitá-las, para adverti-las do que está para sobrevir à Terra.” VC, 44.

É como pregar o evangelho numa prisão. Não precisamos nos tornar um presidiário para pregar aos presidiários. Apenas visitamos o presídio, pregamos o evangelho e retornamos para o nosso lar.

Muitos pensam: “Quando vier o decreto dominical fugirei da cidade para viver no campo.”

Como comprará um pedaço de terra se não poderá comprar? Como venderá sua propriedade na cidade se não poderá vender? E se decidir permanecer na cidade; o que comerá? Sabemos que após o decreto os eventos finais serão uma sucessão rápida de acontecimentos até a volta de Jesus. Quanto tempo demora para se adaptar à vida no campo e começar a comer o que plantou? No mínimo seis meses. Haverá esse tempo?

E quem está na cidade pensa em fugir, mas quem está no campo com a motivação certa, se consagrando e já pregando o evangelho nas cidades, pensa: “Quando vir o decreto dominical e a chuva serôdia for derramada, irei para a cidade dar o Alto Clamor. Não é tempo de fugir, mas de pregar com mais poder ainda o evangelho eterno e a justiça de Cristo.”

Até quando pregar? Até o momento do fechamento da porta da graça. Como saber quando a porta se fechou? Quando a primeira praga for derramada. Então, apenas nesta ocasião, será o tempo de fugir, não para o campo, mas para lugares isolados entres as montanhas e cavernas. E neste contexto a promessa é feita:

“Será para nós então tempo de confiar inteiramente em Deus, e Ele nos sustentará. Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo, e que não teremos falta nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto. Se necessário Ele enviaria corvos para alimentar-nos, como fez com Elias, ou faria chover maná do céu, como fez para os israelitas.” EF, 264.

“Pão e água é tudo o que foi prometido aos remanescentes no tempo de angústia.” EF, 265.

“No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais.” EF, 265.

Se tendo conhecimento dessa mensagem permanecermos numa condição contrária à orientação dada por Deus, estaremos nos assemelhando a Ló, que foi demasiadamente vagaroso, e perdeu sua esposa e filhos, e posteriormente suas filhas. Não podemos tentar a Deus, se Sua orientação é tão clara sobre nosso dever.

“Se nós mesmos nos colocamos sob influências objetáveis, poderemos esperar que Deus opere um milagre para desfazer os resultados de nossa atitude errada? De maneira nenhuma. Saí das cidades o mais depressa possível, e comprai um pequeno trato de terra, onde possais ter um jardim, em que vossos filhos possam ver as flores crescerem e delas aprenderem lições de simplicidade e pureza.” VC, 25.

“Os anjos da misericórdia apressaram Ló, sua esposa e filhas tomando-os pela mão. Houvesse Ló se apressado como o Senhor desejava que fizesse, e sua esposa não se teria transformado numa estátua de sal. Ló tinha espírito demasiadamente vagaroso. Não nos assemelhemos a ele. A mesma voz que advertiu a Ló de que devia abandonar Sodoma, ordena-nos: “Saí do meio deles, e apartai-vos,… e não toqueis nada imundo.” Os que obedecem a esta advertência encontrarão um refúgio. Esteja cada homem bem desperto por si mesmo e procure salvar sua família. Cinja-se para o trabalho. Deus revelará ponto por ponto qual deve ser a próxima coisa a fazer.” VC, 11.

A Ló foram enviados anjos, pois não havia revelação escrita. Hoje temos esse ministério dos anjos pelas dezenas de milhares de páginas dos Testemunhos. Nos assemelharemos a Ló ou atenderemos o apelo dos “anjos”? A igreja precisa ser orientada, essa responsabilidade recai sobre nós.

“Quer os homens ouçam quer não, a mensagem deve ser dada. As cidades estão cheias de tentação. Devemos planejar nosso trabalho de tal maneira que conservemos nossos jovens o mais longe possível dessa contaminação.” VC, 44.

Mas é claro que tudo deve ser feito com muita oração, planejamento e dependência de Deus. Nada apressado, mas com o pé no chão. Orando para que as portas sejam abertas, mas também trabalhando, fazendo nossa parte, para que a porta seja aberta.

“Deus ajudará Seu povo a encontrar lares como estes fora das cidades.” VC, 36.

“Conforme o tempo avança, cada vez mais terá nosso povo de sair das cidades. Durante anos temos recebido a instrução de que nossos irmãos e irmãs, e especialmente as famílias que têm filhos, devem fazer planos para abandonar as cidades, conforme diante deles se abra o caminho para fazê-lo. Muitos terão de trabalhar fervorosamente para ajudar a abrir o caminho. Mas até que seja possível saírem, durante todo o tempo que ali permanecerem, devem ser muito ativos em fazer trabalho missionário, por mais limitada que seja a sua esfera de influência.” VC, 36.

Por fim, muitos citam o seguinte texto de maneira errônea:
“Não é tempo agora de o povo de Deus estar fixando suas afeições ou entesourando neste mundo. Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o ARROGAR-SE nossa nação o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma ADVERTÊNCIA para nós. Será então tempo de DEIXAR as grandes cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas. E agora, em vez de buscarmos dispendiosas moradas aqui, devemos estar-nos preparando para mudar-nos para um país melhor, isto é, o celestial. Em vez de gastar nosso dinheiro em nos comprazer a nós mesmos, cumpre-nos estudar a maneira de economizar.” VC, 47.

Quando a nação norte-americana arrogou-se? Quando foi o “primeiro cerco”? Ellen G. White escreveu isso em 1885; 3 anos depois, em 1888 houve um projeto de lei dominical nacional do senador Blair, “o arrogar-se nossa nação o poder no decreto”. Dos 42 estados americanos, 37 já haviam se posicionado a favor da lei dominical nacional. Muitos adventistas foram presos nessa ocasião, até mesmo o filho de Ellen White. Porém, o Pr. A. T. Jones argumentou a favor da liberdade de consciência no Congresso Americano em dezembro de 1888 contra o projeto de lei do senador Henry Blair.

Esse argumento foi tão profundo e incontestável que o próprio senador reconheceu que ele era “consistente do começo ao fim” (há um livro sobre isso chamado A LEI DOMINICAL NACIONAL da Editora dos Pioneiros). Nesta ocasião o sinal foi dado, aconteceu o primeiro cerco. Analisem as datas dos textos sobre a necessidade urgente do povo de Deus se mudar para o campo, TODAS são posteriores a 1888, muitas são de 1902, 1906.

Ou seja, estamos atrasados. O cenário está montado, tudo está preparado para o fim. Está faltando apenas nós como povo de Deus nos prepararmos de uma maneira mais concreta. Deus ama Seu povo e almeja que estamos preparados em todos os sentidos.

“‘Saí das cidades, saí das cidades!’ esta é a mensagem do Senhor que me foi dada. Virão terremotos, virão enchentes, e não nos devemos estabelecer nas ímpias cidades, onde o inimigo é servido de todas as formas, e onde, com tanta freqüência o Senhor é esquecido. O Senhor deseja que tenhamos uma visão clara. Devemos ser prontos em discernir o perigo que significaria o estabelecimento de instituições nessas ímpias cidades. Devemos elaborar sábios planos para advertir as cidades, e ao mesmo tempo morar onde possamos proteger nossos filhos e a nós mesmos das influências contaminadoras e corruptoras que, nelas, tanto prevalecem.” VC, 45.

Deus continue nos abençoando e guiando nossa vida para honra e glória do Seu nome. Que a paz do Senhor Jesus esteja conosco! Amém!

Pr. Benjamin Prado

* Sendo possível compartilhe essa mensagem nas suas redes sociais. Obrigado!

https://www.youtube.com/watch?v=98Ym6C8KBso

3 comentários em “Jovem pastor que testemunhou na NT, pede pra sair”

  1. Uma época que já nem existe mais, infelizmente EGW continua a ser a interprete dos adventistas e esses pessoal passará a vida esperando aquilo que não existe. Não me assustaria se esse grupo acabar como WACO, compartilho dos mesmos ponto que Paulien apresentou recentemente sobre o famoso decreto.

    1. O grupo de Waco foi difamado e denunciado por gente da Associação Geral da Igreja Adventista. O mesmo aconteceu e m Huamvo com o grupo de Kalupeteca. Cewntenas morreram a mando da Organização Adventista. Pesquise melhor sobre o assunto antes de fazer comparações indevidas.

  2. Prezado Pastor Benjamin
    Muito louvável sua decisão. Parabéns.
    Entretanto, não vejo motivo para querer difundir aos quatro ventos sua decisão. Siga seu caminho, pregue a mensagem do evangelho, e pronto. Não há motivo para colocar essa pressão sobre os membros da igreja e pastores que permanecem nas cidades. Ao fazer toda essa justificativa, coloca-se numa posição de “fidelidade superior” aos demais.
    Temos visto pessoas sofrerem e colocarem cargas sobre si mesmas com o sentimento de obrigatoriedade de sair das cidades. Já vi pessoas depressivas porque tentaram e não conseguiram. E outros que não tem a mínima condição, nem material nem psicológica para uma mudança desse porte.
    Enfim, pastor, faça o que achar melhor para você e sua família. Pregue o evangelho puro. Mas não coloque cargas sobre as pessoas e em hipótese alguma pense que, por ter ido ao campo, está em melhor situação do que os pobres irmãos que permanecem nas cidades e continuam a pregar o evangelho e ajudar pessoas em lugares difíceis.
    Siga em paz

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