Clipping: Ruanda Lembra Genocídio Sem Presença de Líderes Ocidentais

KIGALI, Ruanda (Reuters) – Sem a presença de líderes ocidentais, os ruandeses lembraram na quarta-feira os dez anos do genocídio no país, furiosos e estarrecidos como sempre com o fato de o mundo não ter impedido um dos piores crimes do século 20.

“Nós nos veremos novamente no céu”, cantava um coro no local do memorial para as vítimas, sob o olhar de uma multidão de ruandeses descalços reunida em uma colina, enquanto presidentes africanos chegavam ao evento com seus carros reluzentes.

Mulheres em roupas tradicionais mostravam fotos de seus entes queridos, alguns dentre os 800 mil tutsis e hutus moderados mortos em meio à indiferença das potências ocidentais, preocupadas com outras crises e receosas de arriscar a vida de seus soldados.

“Levará uma eternidade para a indiferença detestável da comunidade internacional ser esquecida”, disse Louis Michel, ministro das Relações Exteriores da Bélgica, que perdeu dez de seus soldados para assassinos hutus no dia 7 de abril. Depois disso, o país europeu, ex-potência colonial de Ruanda, retirou seus homens dali.

O dia 7 de abril foi denominado pelas Nações Unidas como o “Dia Internacional da Reflexão” para a Ruanda e o país pediu que outros países também relembrassem os mortos.

POUCOS MEMORIAIS FORA DE RUANDA

No entanto, além das cerimônias que seriam realizadas nos escritórios da ONU e nas embaixadas da Ruanda em outros países não há sinais de outras manifestações como essas.

O presidente ruandês, Paul Kagame, que em diversas oportunidades criticou a comunidade internacional por não intervir para acabar com os cem dias de matança, acendeu a chama do memorial enquanto homens enterravam 15 caixões em um túmulo comum perto dali.

O extermínio começou quando um avião que levava o presidente ruandês foi derrubado em Kigali no dia 6 de abril de 1994.

Acadêmicos concluíram que os assassinos –a maioria civis armados com facões, enxadas, tacos de madeira– fizeram o trabalho cinco vezes mais rápido que as câmaras de gás usadas pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Grupos de defesa dos direitos humanos disseram ser impossível garantir que tais genocídios não ocorram, enquanto nações poderosas continuarem indiferentes aos países pobres tragados por crises constantes.

“O risco de que aconteçam outros genocídios continua assustadoramente real”, disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, em um comunicado.

Para muitos ruandeses comuns, grande parte dos quais sobrevivem do pouco que conseguem cultivar em um dos países mais pobres do mundo, o legado de trauma e tristeza deixado pelo genocídio está longe do fim. Muitas mulheres foram contaminadas pela Aids após estupros cometidos em massa, e milhares de crianças ficaram órfãs.

“Esse é um dia de tragédia, é o dia do começo dos assassinatos”, afirmou Desire Katabirwa, 50, uma consultora de negócios. “A reconciliação é um processo que acontece lentamente. Espero que não leve muito tempo.”

Nesta semana, os participantes de uma conferência sobre genocídio realizada em Kigali apontaram os EUA, a Bélgica, a França e a Grã-Bretanha como os países que deveriam ter agido e não o fizeram.

Annan, chefe da missão de paz da ONU em Ruanda à época, também foi criticado.

Fonte: http://br.news.yahoo.com/040407/5/j9ki.html

Ministro francês deixa Ruanda depois de críticas do presidente

O representante do governo da França nas solenidades para marcar os dez anos do genocídio em Ruanda realizadas na capital, Kigali, abreviou sua visita ao país.

O ministro de Negócios Estrangeiros da França, Renaud Muselier, partiu de Ruanda depois que a França foi criticada pelo presidente ruandês, Paul Kagame.

Kagame acusou a França de armar e treinar os milicianos da etnia hutu em Ruanda, responsáveis pelos ataques a tutsis e hutus moderados que resultaram na morte de cerca de 800 mil pessoas.

O presidente de Ruanda disse que seu país arca com a responsabilidade pelo genocídio de 1994, mas que o mundo viu e deixou isso acontecer.

Kagame discursou para uma multidão de 65 mil pessoas no estádio nacional de futebol da capital.

Faixas no estádio diziam “nunca mais”.

O estopim do massacre foi a derrubada do avião que transportava o presidente hutu de Ruanda, Juvenal Habyarimana, no dia 6 de abril de 1994.

A matança figura, ao lado do holocausto dos judeus, como uma das piores atrocidades do século 20.

Vazamento

A França nega qualquer participação no massacre.

Uma investigação do governo francês que vazou para a imprensa diz que os então rebeldes tutsis, que hoje ocupam o governo de Ruanda, dispararam os mísseis que abateram o avião de Habyarimana.

A aeronave estava perto de aterrisar na capital, Kigali, quando um ou dois mísseis terra-ar a derrubaram.

Por uma coincidência extraordinária, os escombros do avião caíram no jardim da residência presidencial.

A queda assinalou o início da eliminação sistemática da minoria étnica tutsi, de oposição, por extremistas hutus, simpatizantes do governo.

Essa não foi uma guerra tribal africana caótica, como alguns governos ocidentais tentaram descrevê-la na época, mas um plano político bem executado.

A Bélgica, antigo poder colonial de Ruanda, e a África do Sul, pediram desculpas por não tomar qualquer medida durante o genocídio.

Na época do genocídio, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha escolheram ignorar as provas claras de que um genocídio estava acontecendo no país e não quiseram contribuir com soldados para as tropas de paz das Nações Unidas, enviadas a Ruanda para tentar evitar o massacre.

Outros países ocidentais foram criticados por não enviar representantes às solenidades em Ruanda.

Memorial

Foi inaugurado um memorial nacional em uma colina em Kigali, com os despojos de centenas de vítimas sepultados novamente em 20 caixões.

Mulheres vestidas em trajes tradicionais seguravam fotos de seus parentes mortos nos cem dias de matança.

Um museu no local exibiu fotos de crianças mortas no genocídio. Estima-se que 300 mil tenham morrido no total.

Também foi inaugurado nesta quarta-feira um monumento em homenagem aos dez soldados de paz belgas mortos no país.

Eles foram mortos no dia 7 de abril de 1994, quando tentava proteger o primeiro-ministro Agathe Uwilingiyamana, um moderado.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/04/040407_ruandafranca.shtml

CRONOLOGIA: Ruanda ainda se recupera de genocídio

LONDRES (Reuters) – Leia abaixo uma breve cronologia sobre os últimos anos da história de Ruanda.

Outubro de 1990 — Rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa (RPF), com base em Uganda, invadem o país para exigir o retorno de milhares de refugiados, em sua maioria tutsis. A invasão é rechaçada e o líder dos rebeldes, Fred Rwigyema, morto.

4 de agosto de 1993 — O governo e a RPF assinam um acordo para colocar fim aos vários anos de guerra civil. O acordo permite a divisão de poder no país e o retorno dos refugiados. Mas o presidente Juvenal Habyarimana atrasa a implementação dele.

30 de dezembro de 1993 a 5 de abril de 1994 — O governo de transição não consegue decolar. Cada lado acusa o outro de bloquear a formação dele.

6 de abril de 1994 — Habyarimana e o então presidente de Burundi, Cyprien Ntaryamira, são mortos em um ataque com foguete contra o avião deles. A morte do presidente ruandês, pertencente à etnia hutu, provoca uma onda de violência. Mais de 800 mil tutsis e hutus moderados são mortos por hutus extremistas. A RPF dá início a uma nova ofensiva.

7 de abril de 1994 — Os guarda-costas da Presidência matam o primeiro-ministro moderado Agathe Uwilingiwiman, um hutu que tentava diminuir as tensões no país.

Julho de 1994 — A RPF assume o controle de Ruanda depois de levar o Exército hutu de 40 mil integrantes e cerca de 2 milhões de civis hutus para o exílio em Burundi, na Tanzânia e no ex-Zaire.

Agosto de 1996 — Tropas de Ruanda, disfarçadas de rebeldes zairenses, iniciam a invasão do então Zaire. Milhares de pessoas são mortas enquanto centenas de milhares de refugiados hutus voltam para Ruanda.

27 de dezembro de 1996 — Começa o primeiro julgamento por genocídio no Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR).

Junho de 1997 — O homem forte das Forças Armadas de Ruanda, Paul Kagame, admite ter invadido o ex-Zaire e ter ajudado a instalar Laurent Kabila na Presidência daquele país.

1998 — As forças ruandesas abandonam Kabila e passam a apoiar forças rebeldes contrárias ao novo presidente.

23 de março de 2000 — O presidente de Ruanda, Pasteur Bizimungu, da etnia hutu, renuncia depois de se desentender com membros de seu partido, dominado por tutsis.

17 de abril de 2000 — O vice-presidente Paul Kagame é eleito presidente por membros do Parlamento e por ministros.

7 de junho de 2000 — Na República Democrática do Congo (ex-Zaire) intensificam-se os combates entre as forças ruandesas e ugandenses.

30 de julho de 2002 — Os presidentes de Ruanda e do Congo assinam um acordo de paz para colocar fim à maior guerra da África.

17 de setembro de 2002 — Ruanda começa a tirar suas forças do território congolês.

25 de agosto de 2003 — Ruanda realiza suas primeiras eleições depois dos massacres de 1994. Kagame vence.

Outubro de 2003 — O partido RPF, de Kagame, vence o pleito parlamentar.

13 de março de 2004 — Kagame rebate uma notícia publicada por um jornal francês acusando-o de ter dado a ordem para derrubar o avião em que estava Habyarimana.

7 de abril de 2004 — O presidente ruandês acende uma chama eterna no principal memorial para as vítimas do genocídio, em Gisozi, enquanto o país lembra os 10 anos dos massacres.

Fonte: http://br.news.yahoo.com/040407/5/j9t0.html

Ocidente é “criminalmente responsável” por Ruanda, diz militar

Por Finbarr O’Reilly

KIGALI, Ruanda (Reuters) – Algumas potências ocidentais são “criminalmente responsáveis” pelo genocídio de 1994 em Ruanda porque não fizeram o suficiente para impedi-lo, disse na terça-feira o comandante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país africano à época.

“A comunidade internacional não deu a mínima para os ruandeses porque Ruanda é um país sem importância estratégica”, afirmou o general canadense Romeo Dallaire, em uma conferência realizada na capital Kigali para lembrar os dez anos dos massacres.

“Cabe a Ruanda não deixar que as outras pessoas esqueçam de que são criminalmente responsáveis pelo genocídio”, afirmou, nomeando a França, a Grã-Bretanha e os EUA.

“O genocídio foi algo brutal, criminoso e nojento. E prosseguiu durante cem dias sob os olhos da comunidade internacional.”

Dallaire, 57, volta pela primeira vez, desde 1994, ao pequeno país do centro da África para apresentar aos ruandeses sua versão para o violento episódio e fazer recomendações sobre as futuras missões de paz. O país realiza vários eventos para lembrar os dez anos do genocídio.

Quase isolado entre os representantes da comunidade internacional à época, Dallaire é hoje popular no país devastado porque trabalhou incansavelmente, mas em vão, para evitar os massacres.

O militar da reserva ficou profundamente traumatizado com o fracasso de sua missão, que não conseguiu impedir que cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados fossem assassinados por hutus extremistas. Muitas das vítimas morreram a golpes de facão e de tacos com pregos nas pontas.

O genocídio em Ruanda começou na noite de 6 de abril de 1994, depois que o avião no qual viajavam os presidentes de Ruanda e de Burundi foi derrubado.

Dallaire tentou convencer a ONU a aumentar sua missão de paz no país e a dar-lhe poder para impedir os massacres, mas os membros do Conselho de Segurança da organização votaram, ao invés disso, pela diminuição da força estacionada no país africano, que passou de 2.500 integrantes para 450.

Os ruandeses expressaram sua admiração por Dallaire, que ficou muito abalado com a experiência. O militar da reserva foi encontrado bêbado uma vez no banco de uma praça de Ottawa depois de ter tentado cometer suicídio.

Apesar de ser visto como um herói que tentou, repetidas vezes mas em vão, alertar o mundo sobre a matança em Ruanda, Dallaire não aceita que digam que ele teve um papel heróico na tragédia.

“Não há nenhum conforto em dizer que fiz o melhor que pude. Isso não vai apagar o sofrimento de um milhão de pessoas. Dizer isso seria um insulto”, afirmou Dallaire à revista semanal do New York Times.

Fonte: http://br.news.yahoo.com/040406/5/j8sw.html

Ruanda ainda busca justiça 10 anos após genocídio

Por Matthew Green

KIGALI (Reuters) – Os ruandeses depararam-se na segunda-feira, em meio a uma semana de eventos para marcar os 10 anos do genocídio no país, com os desafios de perseguir e punir os responsáveis pelo crime, no qual morreram 800 mil pessoas.

A busca por justiça para as vítimas mostra ser um dos maiores desafios de Ruanda, país que convive atualmente com mais de 80 mil pessoas presas sob a acusação de terem participado dos crimes de 1994 e com a consciência de que os maiores suspeitos continuam soltos.

“As forças e os ideólogos responsáveis pelo genocídio em nosso país foram derrotadas, mas não foram destruídas. Elas ainda existem”, disse o presidente de Ruanda, Paul Kagame, a delegados reunidos na abertura de uma conferência de três dias sobre o genocídio. A reunião foi iniciada no domingo em Kigali.

“A verdadeira questão é: como podemos acabar com essas forças malignas e garantir que não sejam mais uma ameaça a nossa sociedade?”

Na segunda-feira, os participantes da conferência devem discutir a justiça e a reconciliação. Na quarta, o país realiza uma cerimônia para enterrar os restos mortais de vítimas descobertos recentemente. Os restos devem ser colocados em uma tumba na qual estão cerca de 250 mil corpos de pessoas assassinadas em Kigali.

O genocídio começou depois de um avião no qual viajavam os presidentes de Ruanda e de Burundi ter sido abatido no dia 6 de abril de 1994. O episódio serviu como estopim para a campanha de massacres realizada por hutus extremistas, e cujas vítimas foram tutsis e hutus moderados.

Agora, um dos maiores problemas do país é lidar com os detidos nas prisões superlotadas de Ruanda. Se fossem esperar pela ação da Justiça comum, essas pessoas esperariam décadas para serem julgadas.

A fim de acelerar o processo, o governo criou tribunais de vilarejo, tendo treinado moradores desses locais para servirem como juízes. Defensores dos direitos humanos, porém, apontam para a possibilidade de haver casos de abuso e de falsos testemunhos.

Fonte: http://br.news.yahoo.com/040405/5/j814.html

Dez anos depois, Ruanda tenta tirar lições de genocídio

Por Matthew Green

KIGALI (Reuters) – Com a promessa de que não deve se repetir jamais, a população de Ruanda iniciou no domingo uma semana de eventos em memória às cerca de 800.000 pessoas mortas, há uma década, durante os 100 dias de genocídio que a comunidade internacional fez para prevenir.

A França, os Estados Unidos e as Nações Unidas enfrentaram duras críticas por sua postura durante os eventos de 1994, mas organizadores de uma conferência de três dias, iniciada no domingo, disseram que pretendem manter o foco no futuro.

“Tudo o que estamos planejando está dentro do espírito de evitar o genocídio ou qualquer outro crime contra a humanidade”, disse Benoit Kaboyi, do grupo de sobreviventes Ibuka, que organiza o evento na capital Kigali.

Na abertura da conferência, no entanto, os discursos foram críticos com a falta de intervenção internacional para parar o genocídio.

“Com as informações que a comunidade internacional tinha sobre os preparativos do genocídio e o meios dos quais dispunha, a comunidade internacional poderia ter evitado”, disse Francois Garambe, presidente do grupo de sobreviventes Ibuka, no início da conferência.

“A comunidade internacional continua a mostrar total indiferença ao sofrimento moral e físico dos sobreviventes”, disse ele.

Stephen Smith, diretor da Aegist Trust, uma organização britânica dedicada a prevenir genocídios, disse que o mundo tinha falhado quando não evitou a matança em Ruanda e deixou o país traumatizado.

REUNIÃO DE SOBREVIVENTES

A conferência terá participantes do mundo inteiro, incluindo o ex-tenente-general canadense Romeo Dallair, que liderou uma força da ONU em Ruanda durante os assassinatos e se sentiu culpado por não ter salvo mais vidas.

Os delegados debaterão temas como justiça para as vítimas, ajuda a sobreviventes e as maneiras de rememorar eventos como o genocídio em Ruanda.

Ruandeses estão chegando dos EUA, da Europa e de outros lugares da África para se reunir com parentes que sobreviveram.

“É a primeira vez que estamos fazendo isso como uma família”, disse Francine Uwera, 20, que estuda em Boston, nos Estados Unidos, e que perdeu cerca de 30 parentes nos assassinatos em massa de 1994.

“Muitas famílias vão fazer isso, se reunir e relembrar quem perderam, e tentar dar apoio aos outros”, disse.

No domingo, um ministro do governo ruandês disse que um censo de 2001 mostrou que 937.000 pessoas foram vítimas do genocídios, reavivando o debate sobre a cifra de mortos, números conflitantes que vão de 500.000 a um milhão de pessoas.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado pela ONU para julgar os acusados de cometer o genocídio, estima que “cerca de 800.000 ruandeses morreram” entre abril e julho de 1994.

PAPEL DA COMUNIDADE INTERNACIONAL

O genocídio começou 6 de abril de 1994, depois que o avião que levava os presidentes de Ruanda e Burundi foi abatido.

O acidente provocou uma tentativa de extremistas da maioria étnica hutu de exterminar a minoria tutsi e os hutus moderados, com a esperança de preservar o longo domínio político hutu no país de oito milhões de habitantes.

Os participantes do encontro em Kigali também avaliarão o papel que os países podem assumir na prevenção de genocídios, um debate que pode ser alimentado por comentários ou revelações a respeito da comunidade internacional feitos nas últimas semanas.

No mês passado, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que era chefe de manutenção da paz da organização na época, admitiu a culpa pessoal e institucional por não ter feito mais para impedir o genocídio.

Documentos divulgados na semana passada mostraram que autoridades de inteligência dos EUA usavam a palavra “genocídio” em Ruanda em 1994, apesar das autoridades do governo de Bill Clinton evitarem o uso da palavra em público por temerem uma pressão maior para que agissem.

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, que liderou o exército rebelde que tomou o poder em julho de 1994, acusou a França de envolvimento “direto” no genocídio, afirmando que o país forneceu armas e treinamento para os que cometeram os assassinatos.

Fonte: http://br.news.yahoo.com/040404/5/j7qk.html

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