Pastor da Novo Tempo e repórter “assustada” tentam consertar estrago de entrevista anterior

Melhoraram! Glória a Deus! Ela não o chamou de”professor”, não parece assustada com o cumprimento da profecia e a vídeo-reportagem não se transformou num comercial mal disfarçado da CPB. Assista também ao vídeo anterior e leia abaixo o comentário que fizemos:

Pastor da Novo Tempo não recomenda oração nem iluminação divina para compreender as profecias

O que era para ser uma entrevista inspiradora e motivadora de mais estudo da Bíblia e devoção pessoal, transformou-se num mero comercial de livros encalhados da CPB. A irmã repórter falou de tragédias e catástrofes mundiais que fazem as pessoas buscarem a Bíblia para encontrar respostas. O problema, na opinião da jornalista adventista, é que a Bíblia não é nada fácil, ao contrário do que o Pastor Arilton Oliveira anuncia em seu programa na TV Novo Tempo. “Chegam na Bíblia, se deparam com as profecias e aí não entendem nada…”

Por conta disso, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ANS) decidiu convidar o “professor” pastor adventista Arilton Oliveira, apresentador do programa Bíblia Fácil da Rede NT, para explicar como estudar e interpretar as profecias bíblicas.

Segundo o entrevistado, os primeiros passos que uma pessoa interessada em estudar profecias deve dar seriam: (1) Entender que a Bíblia está dividida entre livros históricos, poéticos e proféticos, daniel e apocalipse principalmente; (2) pesquisar sobre o tema em outras partes da Bíblia, porque essa teria sido a estratégia de estudo bíblico usada por Jesus; e (3) entender que a profecia se cumpre na História, uma vez que a História é o palco da atuação divina.

Embora tenha o “costume” de orar antes do estudo da Bíblia em seu programa, onde simula a realização de um “estudo bíblico” em grupo, desta vez o “professor” nem sequer mencionou a origem divina do conteúdo bíblico e a necessidade de iluminação do Espírito de Deus para a compreensão da Palavra inspirada por Ele. “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5. Esse deveria ter sido seu primeiro conselho, pastor!

Em seguida, como o senhor deve estar cansado de saber e repetir nas simulações de estudo bíblico televisivas, viria a impossibilidade de que as profecias sejam interpretadas a contento pela mente humana: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:20, 21.

É preciso igualmente familiarizar-se com a Bíblia em sua totalidade, preferencialmente desde a infância, a fim de saber manejá-la na procura da verdade. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.” 2 Timóteo 3:15, 16.

Ficar atento e aguardar até que a palavra profética se cumpra é o passo seguinte. “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.” 2 Pedro 2:19. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3. O crente iluminado pelo Espírito de Cristo, luz do mundo, aguarda com confiança o cumprimento das profecias e é capaz de reconhecê-lo quando este ocorre.

Repórter assustada

“Têm muitas igrejas que estão interpretando as profecias concernentes ao tempo do fim. Como saber quem é que tem razão, qual interpretação que é a verdadeira?” perguntou a jornalista, que adjetivou o cumprimento das profecias como “algo que chega a ser assustador”.

É assustador que fiéis de outras igrejas percebam o cumprimento das profecias em nossos dias? “Não, irmã, o Vento sopra onde quer e a compreensão das profecias não é monopólio, ou exclusividade da Igreja Adventista,” deveria ter dito o impastor. Aliás, se fosse mesmo sincero, diria: “Nossa igreja nasceu de interpretsções proféticas equivocadas. E não podemos nos imaginar mais inteligentes que todos e pretender limitar a riqueza e poder das palavras proféticas de nosso Deus a um único e exclusivo significado ou cumprimento.”

Explique à repórter assustada que esse é o temido “princípio apotelesmático”, pastor, segundo o qual “uma profecia cumprida, ou parcialmente cumprida, ou até não cumprida no tempo designado, pode ter uma recorrência posterior ou cumprimento consumado. O cumprimento final é o mais abarcante, mesmo que os detalhes da previsão original sejam limitados ao primeiro cumprimento.” Em outras palavras, é o “conceito de que uma profecia específica, em seu esboço ou ao considerar uma característica dominante na profecia pode ter mais de uma aplicação no tempo.” EGW adota esse princípio nos comentários proféticos que faz.

Portanto, assim sendo, preteristas, historicistas e futuristas podem estar igualmente certos, sem que precisemos descartar no todo ou em parte qualquer um desses sistemas de interpretação. Todos podem também estar eventualmente errados e um cumprimento literal das profecias do Apocalipse, por exemplo, pode ser o idealizado por Deus para Sua Palavra, em vez das alegorizações. Só os eventos deste tempo do fim, literais ou alegóricos e depois de acontecidos, poderão, de fato, dizer quem de nós estava mais, menos, ou totalmente correto.

Afinal, somos historicistas, mas em parte preteristas, no presente tempo-realistas e, lógico, futuristas. Assim, cremos que as profecias já se cumpriram, estão se cumprindo aos nossos olhos e, por fim, se cumprirão totalmente na consumação dos séculos.

Sola Scriptura

Por último, queremos sugerir ao ilustre pastor entrevistado que não se esqueça de que, por mais ecumênico qe seu pensamento seja em relação à oração de João 17, nós adventistas integramos historicamente o movimento protestante, que desde suas origens defende o princípio da “sola scriptura” (somente a Bíblia), reivindicando ser a Bíblia a única regra de fé e conduta para o cristão. Esse princípio formal da fé protestante se contrapõe ao catolicismo romano, por rejeitar a autoridade normativa da tradição ou interpretação de terceiros acerca do conteúdo bíblico.

É com base nesse princípio da Sola Scriptura que rejeitamos não só o que possa ter sido dito por teólogos católicos ou de outras denominações, mas também livros e roteiros viciados de estudos bíblicos de autores como Henry Feyerabend, Mervyn Naxwell ou Arilton Oliveira, encalhados no setor de expedição da CPB ou em estoque nas livrarias da Casa.

E não é preciso pesquisar muito profundamente para isso. Até na Wikipédia lemos sobre o conceito de sola scriptura: “Eeste princípio sustenta que as Sagradas Escrituras não necessitam de elementos interpretativos alheios, o que necessariamente contraria os ensinamentos da Igreja Ortodoxa, das Igrejas Orientais, da Igreja Copta, da Igreja Católica e do Anglo-Catolicismo, as quais pregam que as Divinas Letras só podem ser fielmente interpretadas por meio da Tradição Apostólica.”

Sobre isso, Martinho Lutero, fundador do protestantismo, era enfático: “Um simples leigo armado com as Escrituras é maior que o mais corajoso papa sem elas.” — Disputa teológica com João Maier, em 14 de julho de 1519.

“…Para os reformadores, somente a Escritura Sagrada tem a palavra final em matéria de fé e prática. É o que ficou consubstanciado nas Confissões de Fé de origem reformada. A Confissão de Fé de Westminster, que adotamos, afirma:

“Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, … todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática… A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus…”

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