TERRA PLANA: Sociedade Criacionista Brasileira aprendeu a mentir com os “teólogos” adventistas — 1ª Prova!

A publicação de uma extensa matéria sobre o movimento terraplanista brasileiro, com destaque em vários portais brasileiros de informação, mexeu com os brios dos “criacionistas-mas-nem-tanto” do Brasil, representados por Michelson Borges e seus colaboradores demoníacos do blog Www.Criacionismo.Com.Br e a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB).

Muito respeitada até agora no meio adventista e cristão por sem empenho de décadas em defesa do criacionismo bíblico, ainda que parcial, a SCB chegou a produzir nota de esclarecimento dizendo-se indignada por ter “sido citada por pessoas descompromissadas com a busca imparcial da verdade como uma das entidades que estariam defendendo a tese de que o planeta Terra, ao contrário de ter um formato esférico, teria forma plana”. Tal afirmação, porém, ao que tudo indica, é inverídica por não ser possível localizar tais pessoas que teriam acusado a Sociedade Criacionista Brasileira injustamente.

Mesmo assim, a SCB conseguiu que incluíssem no texto original da reportagem da BBC sobre o movimento terraplanista brasileiro, um parágrafo adicional, que afirma: “A Sociedade Criacionista Brasileira, no entanto, procurou a BBC Brasil após a publicação desta reportagem para se posicionar sobre o assunto, classificando a defesa de que a Terra seria plana como uma ‘tese espúria’ sem ‘qualquer apoio em textos bíblicos e muito menos em evidências verdadeiramente científicas’.”

Na nota de esclarecimento, a Sociedade Criacionista Brasileira cita “a respeito da questão da ‘Terra plana’, o fato de que, ainda no século passado, foi a SCB que se encarregou das medidas iniciais para a publicação do livro Inventando a Terra Plana, de autoria de Jefrey Burton Russel, preparando a tradução para o Português e conseguindo a publicação pela Editora da Universidade de Santo Amaro, sediada na capital paulista. Esse livro resgata a história do surgimento e da propagação do erro sobre a forma geométrica da Terra, esclarecendo a verdadeira causa desse processo: denegrir o Cristianismo e a Bíblia e afirmar que a ignorância e o obscurantismo medievais teriam sido responsáveis pelo modelo de uma Terra plana.”

1ª Prova

Pelo visto, depois de desmascararmos Jeffrey Burton Russell, autor do livro Inventando a Terra Plana, como um católico evolucionista, esotérico, “satanólogo” especialista na produção de obras sobre o Diabo para o público satanista, a Sociedade Criacionista Brasileira aprendeu também a mentir com “teólogos” adventistas, como Rodrigo Silva, Michelson Borges e Leandro Quadros.

A primeira prova de que a Sociedade Criacionista Brasileira segue o pai da mentira ao dizer que não existe fundamentação bíblica para a doutrina da Terra Plana é esta imagem extraida do livro Criação — Criacionismo Bíblico, da autoria de Alexander vom Stein, publicado pela própria SCB:

Note que, embora tente negar a “cosmovisão bíblica”, fundamentada em descrições feitas por diferentes autores, a própria SCB admite que existem estudiosos que vêem nesses textos e outros, omitidos pela SCB, como Gênesis 1, fortes razões para crer na compreensão literal do texto sagrado. E o próprio texto do livro, na coluna principal, apesar de confuso, por tentar conciliar o modelo bíblico da Terra com o modelo científico atual, afirma: “…É possível que os escritores bíblicos tivessem em parte a concepção de que a Terra era um disco. …A questão sobre a concepção bíblica do Universo ainda precisa ser melhor elucidada de forma precisa. …”

Essa explicação da “Concepção Visual” serviria para esclarecer o uso de algumas expressões referentes a fenômenos naturais hoje observáveis, como o nascer e o pôr-do-sol, mas não pode de modo algum ser aplicada ao relato da Criação deste mundo. uma vez que nãocaeria o argumento da narração segundo a observação ou visualização humana. Moisés não seguiu o mito egípcio da Criação, como o próprio texto informa. Deus lhe revelou como tudo aconteceu. Afinal, apenas Deus, seu filho e seus anjos estavam presentes!

Portanto a descrição bíblica da Criação do firmamento, que separou as águas debaixo das águas de cima no segundo dia; e que, no quarto dia, recebeu o sol, a lua e as estrelas, deve ser entendida literalmente e não como um mero registro da “cosmovisão humana”, ou coisa que o valha.

E na página seguinte do livro (pág.21), lemos: “Quem declara que, em princípio, acredita na Bíblia, porém rejeita o relato bíblico sobre a Criação e a Pré-História porque duvida da autenticidade do Gênesis ou até do Pentateuco (os 5 livros de Moisés) cai em contradição!”

Pois é exatamente isso que os criacionistas não-terraplanistas fazem. “Aceitam A, mas rejeitam B” e dizem ter a Bíblia como Palavra de Deus, inspirada por Ele, que falava face a face e boca a boca com Moisés, autor do Gênesis.

Provas bíblicas*

A Bíblia somente faz sentido se considerarmos que ela quer dizer exatamente o que diz. Precisamos nos manter fiéis a esse princípio o tempo todo, sem tratar certas passagens como alegóricas ou poéticas pelo simples fato de não se encaixarem confortavelmente com nossa compreensão da ciência moderna. Antes de darmos ouvidos ao que o homem diz, devemos primeiro prestar muita atenção àquilo que Deus já disse.

“Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.” [Isaías 55:12]. Algumas vezes, este verso é citado como uma evidência que nem todos os versos podem ser interpretados ao pé da letra, mas existem pouquíssimos exemplos assim em toda a Bíblia. Além disso, a objeção é muito fraca, pois ignora o contexto. Até uma criança poderia ver que uma imagem poética está em uso aqui. A passagem se relaciona com o retorno de Cristo e ao glorioso impacto que sua presença terá sobre todas as coisas, até mesmo sobre as árvores no campo.

Devemos examinar aquilo que Deus diz sobre Sua criação usando a mesma hermenêutica, ou método de interpretação, que usamos para estabelecer todos os outros aspectos da doutrina e teologia. Os cristãos nascidos de novo sabem que Deus criou Adão como um homem adulto do pó da terra — “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” [Gênesis 2:7]. Não recorremos à alegoria ou metáfora e tentamos reconciliar esse relato com o paradigma da biologia moderna. Por exemplo, não imaginamos um cenário em que, de acordo com um plano divino, um chimpanzé ou um primata mais desenvolvido cruzou um limiar evolucionário crítico e se tornou um homem. Todavia, quando os eruditos bíblicos interpretam passagens relacionadas com a cosmologia, eles quase que invariavelmente abandonam a hermenêutica literal-histórica e dependem, em vez disso — talvez sem perceber — do modelo proposto pela Física e Astronomia modernas.

A Cosmologia Bíblica

Convidamos os leitores a olharem novamente para a cosmologia da Bíblia, mas fazerem isso com olhos renovados, colocarem de lado suas concepções prévias, se existentes, sobre o “universo” e considerarem, em vez disso, aquilo que Deus realmente disse sobre Sua maravilhosa obra de criação. Somente quando aplicamos ao mundo como um todo — a Terra, o Sol, a Lua e as estrelas — a mesma hermenêutica literal-histórica que usamos quando examinamos a criação de Adão, chegaremos a uma genuína cosmologia bíblica.

O problema hoje é que os eruditos bíblicos deixaram de compreender por muito tempo que a teologia evangélica não possui uma clara cosmologia bíblica. A teologia evangélica automaticamente tomou como verdadeiro o modelo proposto pela ciência moderna e depois lutou para harmonizá-la com as passagens das Escrituras que tratam da Criação. Isto foi feito de um modo muito arriscado, em claro contraste com a dolorosa abordagem que tem sido normalmente seguida ao estabelecer a posição bíblica correta em outras questões doutrinárias.

Onde estaria o Criacionismo se, nos anos 1950 e início dos 1960s, Henry Morris e John Whitcomb não tivessem questionado as teorias científicas prevalecentes sobre o Dilúvio e a idade da Terra? Desde então ficamos sabendo que a assim chamada ciência do Evolucionismo é simplesmente charlatanismo, fantasia e pura fraude. Se considerarmos aquilo que Deus diz em Sua Palavra, exatamente como Henry Morris e John Whitcomb fizeram em seu estudo do Dilúvio, podemos descobrir que o mundo é muito diferente do modelo retratado pela NASA.

Pretendemos aqui apresentar as passagens bíblicas relevantes em diversos títulos, acrescentando observações orientadoras, quando apropriadas, e permitir que o leitor julgue a matéria por si mesmo.

Os Fundamentos da Terra

Vamos iniciar com as fundações (ou fundamentos) da Terra. Este é provavelmente o melhor lugar para iniciar nosso estudo, pois ele nos força a levar certos fatos em conta desde o início que terá um impacto direto sobre como interpretamos outros versos importantes sobre a Criação. Usaremos a palavra “Criação” em todo este ensaio para referir a tudo o que o Senhor fez nos quatro primeiros dias da Criação (exceto a vegetação no Dia 3), isto é, a Terra, as águas, o firmamento, os céus, o Sol, a Lua e as estrelas. Somente quando compreendemos como esses vários elementos se encaixam juntos um com o outro — de acordo com a Palavra de Deus, não a moderna Astronomia — podemos dizer que temos uma cosmologia bíblica, ou um “modelo” da Criação.

“Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?” [Jó 38:1-7].

Esta é uma passagem muito importante relacionada com a cosmologia bíblica, pois o Senhor a usa na abertura de Seu desafio ao homem orgulhoso e ignorante. Qual é a primeira coisa à qual Ele se refere? — as fundações da Terra! O Senhor está dizendo aos cinco homens reunidos que eles não sabem nada a respeito das fundações da Terra. Eles não podem vê-las, não sabem à que elas estão amarradas, não conhecem suas medidas e não sabem como elas foram lançadas.

A palavra hebraica para fundações é yacad (Strong, H3245), significando “fundar, fixar, estabelecer, lançar o alicerce”. O Senhor está a nos dizer que a Terra tem fundações e que elas são reais, substanciais e extensas. Elas até têm uma “pedra de esquina”. Sem essas fundações, a Terra não teria suporte.

Ao falar de Jerusalém no Milênio, o Senhor usa novamente yacad para dizer fundações reais:

“Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eis que eu assentarei as tuas pedras com todo o ornamento, e te fundarei sobre as safiras.” [Isaías 54:11].

Este evento profetizado é referenciado novamente no livro do Apocalipse:

“E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda.” [Apocalipse 21:19].

Como a Terra tem fundações reais, ela ficaria exposta a um grande trauma se essas fundações fossem abaladas:

“… porque as janelas do alto estão abertas, e os fundamentos da terra tremem.” [Isaías 24:18b].

Isaías está se referindo à Grande Tribulação, quando o Senhor trará grande e terrível julgamento sobre a Terra. Na verdade, é somente em tempos de julgamento — pela vontade expressa de Deus — que os fundamentos da Terra são abalados. Em todos os outros tempos, os fundamentos da Terra são imóveis.

“Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum.” [Salmos 104:5].

“O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar.” [Salmos 93:1].

“Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará, para que não se abale.” [1 Crônicas 16:30].

“Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro.” [Isaías 45:18].

Nem uma referência é feita em parte alguma da Palavra de Deus aos fundamentos do Sol, da Lua ou das estrelas. Os únicos outros fundamentos entre as obras da Criação são os do céu:

“Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram e abalaram, porque ele se irou.” [2 Samuel 22:8].”As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça.” [Jó 26:11].

A Palavra de Deus também fala dos alicerces da Terra:

“Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo.” [1 Samuel 2:8].

As colunas da Terra parecem ser o mesmo que os fundamentos da Terra, ou estão estabelecidas entre eles. Elas também estremecem em tempos de julgamento:

“O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem.” [Jó 9:6].

Quem mantém as colunas da Terra? O Salmo 75 nos diz que é Cristo, pois Ele somente “ocupará o lugar determinado” e “julgará retamente”:

“Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente. A terra e todos os seus moradores estão dissolvidos, mas eu fortaleci as suas colunas. Selá.” [Salmos 75:2-3].

Estas passagens da Escritura estão a nos dizer que a Terra está posicionada sobre fundamentos realmente maciços e imóveis. Isto significa que a Terra não é um planeta e tampouco é uma esfera. Ela não se move pelo espaço, não orbita em torno do Sol e também não gira em seu próprio eixo! Tudo o mais na Criação se move em torno da Terra, ou em relação a ela, mas a própria Terra é totalmente estacionária.

A Terra foi criada no Dia 1, enquanto que o Sol foi criado no Dia 4. O primado cosmológico da Terra foi definido desde o início. Todo o restante da Criação é descrito com referência à vasta e imóvel Terra.

Estamos familiarizados com os críticos que fazem comentários depreciativos sobre uma “Terra plana”, mas talvez o aspecto mais óbvio e distintivo da Terra, a partir de uma perspectiva bíblica, não é o fato de ser plana, mas sua total imobilidade. Depois que a pessoa aceita esse fato simples (e bastante óbvio), a cosmologia apresentada na Bíblia é fácil de compreender. A Terra simplesmente não pode estar em movimento, nem o mínimo possível. Se estivesse, os níveis de estresse sísmico e atividade vulcânica que até mesmo um movimento modesto provocariam seriam devastadores.

O modelo ensinado em nossas escolas é falso. Ele faz tanto sentido quanto a “ciência” da Evolução e parece ter sido concebido e promovido pelas mesmas pessoas e para o mesmo propósito, isto é, zombar e falsificar a Bíblia e convencer a humanidade que Deus não existe. Os arquitetos desse ensino falso sabem que uma sociedade que não crê e não confia em Deus é uma sociedade madura para a escravização.

Subindo e Descendo

Tudo na Bíblia aponta para uma cosmologia formada pelos céus acima, a Terra abaixo dos céus, e fundamentos e pilares (colunas) abaixo da Terra, sobre os quais a Terra repousa.

A Palavra de Deus também tem muitos versos que incluem as palavras complementares subir e descer. Como termos recíprocos, eles utilizam a mesma estrutura de referência e devem ser compreendidos nesse sentido. Se este é o caso, então o céu e a Terra estão fixos um em relação ao outro. Gênesis 28:12 apresenta isto de forma bem clara:

“E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela.” [Gênesis 28:12].

O céu em questão nos versos seguintes é claramente o terceiro céu, não simplesmente o céu atmosférico, ou a região do espaço por baixo do firmamento:

“Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?” [Provérbios 30:4].

“Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.” [João 3:13].

Quando Cristo ascendeu fisicamente ao céu para assentar-se à direita de Deus, Ele subiu até o terceiro céu. Isto mostra que é possível falar da Terra e do terceiro céu usando uma estrutura comum de referência. Cristo não precisou viajar bilhões de anos-luz pelas profundezas escuras do espaço para chegar até o céu.

Isto também é evidente em Atos 7, em que a Palavra de Deus descreve o martírio de Estêvão:

“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” [Atos 7:55-56].

Estes versos mostram que o céu, até mesmo o terceiro céu, está diretamente acima da Terra. A passagem seguinte de Daniel confirma isto:

“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão.” [Daniel 7:27].

Na expressão “todo o céu” a palavra aramaica para “todo” é usada [Strong, H3606, kol]. Este verso está a nos dizer que a própria Terra, o reino sobre o qual Cristo reinará na eternidade, estende-se debaixo de “todo o céu”. Portanto, a largura da Terra é tão extensa quanto a largura do céu. Isto refuta completamente a noção na Astronomia moderna que a Terra é apenas um grão de poeira na vastidão do “espaço sideral”.

A passagem seguinte refere-se à ação que Deus tomou em resposta ao programa de construção em Babel. Ela declara duas vezes que Ele “desceu”. Dado que a Torre de Babel foi projetada para “subir” em direção ao céu, a descida de Deus precisa ser compreendida em um sentido correspondente.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.” [Gênesis 11:5-8].

Ninrode e seus seguidores construíram uma torre cujo cume tinha objetivo de alcançar o céu, não porque acreditassem que sua torre pudesse alcançar essa altura, mas como um símbolo visível de sua convicção que eles um dia conquistariam o céu. Como adoradores dos anjos caídos, eles compartilhavam a ímpia ambição de Lúcifer:

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” [Isaías 14:13,14].

Satanás quer aquilo que pertence a Deus. O verso seguinte mostra que os céus foram retidos por Deus, mas que a Terra foi dada aos filhos dos homens:

“Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos homens.” [Salmos 115:16].

No tempo presente, a Terra inteira faz na iniquidade (1 João 5:19) por que Satanás estabeleceu controle sobre o homem por meio de Adão e se tornou, por um tempo, “o príncipe deste mundo”. Ele quer aumentar seu domínio sobre a Terra, ao mesmo tempo que expande seu domínio sobre as alturas das nuvens. A passagem de Isaías mostra que a ambição de Satanás se estende por tudo, até o terceiro céu.

Existem três “céus” na Palavra de Deus: (1) a atmosfera imediatamente acima da Terra; (2) o céu abaixo do firmamento, em que as estrelas estão fixadas e (3) o “terceiro céu”, onde a glória de Deus reside. (O apóstolo Paulo foi levado até o terceiro céu, mas não sabia se foi levado no corpo físico, ou não). Em sua rejeição da ímpia ambição expressa pelos cincos verbos no tempo futuro (subirei, exaltarei, me assentarei, subirei, serei) em Isaías 14, a Palavra de Deus implica que o homem, também, nunca será bem-sucedido em subir “acima das alturas das nuvens”. (De acordo com os meteorologistas, as nuvens mais altas, conhecidas como nuvens noctilucentes, estão a mais de 80 km acima da Terra. Isto é evidência que a viagem espacial é impossível.).

Encontramos evidência adicional que a viagem espacial é impossível em Jeremias:

“Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR.” [Jeremias 31:35-37].

Esta passagem da Escritura mostra que o Senhor nunca permitirá que Satanás (via Anticristo) destrua a nação de Israel. Ele marca seu comprometimento com essa promessa declarando que esse resultado somente seria possível se o homem conseguisse um dia medir “os céus lá em cima” ou “sondar os fundamentos da Terra cá em embaixo”. Portanto, não somente a viagem espacial é impossível, — pois de que outra forma o homem poderia medir as alturas do céu? — mas a Terra em que vivemos não pode ser uma esfera, pois se fosse, suas dimensões seriam fáceis de determinar. (Medindo-se a circunferência da Terra, o diâmetro e, assim, a extensão de seus fundamentos, poderiam ser calculados, ou “sondados”).

A Terra Plana

A Terra plana também é implicada pelos seguintes versos:

“Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.” [Salmos 136:6].

“Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.” [Isaías 42:5].

“O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.” [Jó 26:7].

A palavra hebraica para o “estender” no Salmos 136:6 é raqa, que tem o significado de “bater, carimbar, amassar, alargar, estender” [Strong, H7554]. As definições dadas por Gesenius incluem “estender, batendo com pancadas, como em uma chapa fina”. O Senhor nos diz que estendeu a Terra, uma ação que é prontamente compreendida se a Terra for plana e estendida, mas que é algo que causa perplexidade, para dizer o mínimo, se a Terra for uma esfera.

A palavra hebraica para “estendeu” em Isaías 42:5 e Jó 26:7 é natah (Strong, H5186], com o significado de estender, alargar, esticar. A definição dada por Gesenius inclui “estender, espraiar e desdobrar”. Novamente, somos apresentados com uma ação que não faz sentido se a Terra for uma esfera.

O verso em Jó (26:7) também é mais fácil de interpretar se a Terra for um plano, com um polo norte geográfico em seu centro.

O verso seguinte descreve uma cena que requer, ou no mínimo implica, uma superfície plana estendida. Se fosse possível ver todos os reinos do mundo “em um momento de tempo” ao subir em um monte alto, então por que a Palavra de Deus registra que isto ocorreu em um “monte muito alto”?

“Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.” [Mateus 4:8].

“E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo.” [Lucas 4:5].

Independente de quão alta era, a árvore descrita por Daniel no verso a seguir não seria visível a ninguém que vivesse no outro lado de uma Terra no formato de um globo. Entretanto, uma árvore que alcançasse o céu a partir de uma Terra plana seria visível por qualquer um.

“Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra.” [Daniel 4:11].

Podemos aplicar a mesma lógica, o mesmo raciocínio, à seguinte passagem de Salmos 103:

“Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” [Salmos 103:11-12].

Como observamos em um ensaio anterior, a remoção de nossas transgressões do oriente para o ocidente não significaria coisa alguma se a Terra fosse uma esfera. Teríamos eventualmente de confrontar nossos pecados e o Sacrifício Vicário não teria propósito. Somente em uma Terra plana o oriente e o ocidente permanecem perpetuamente distantes.

Existem muitas expressões em toda a Palavra de Deus que sugerem fortemente que a Terra é uma superfície plana e estendida. Essas expressões incluem “a face da Terra”, os “confins da Terra” e “os quatro cantos da Terra”. A expressão “face da Terra” ocorre 29 vezes e os “confins da Terra” 28 vezes. Poderíamos escrever um estudo detalhado sobre esses versos somente!

No verso seguinte, a palavra hebraica para confins é kanaph, que significa “asa, extremidade, borda… fronteira, confins” (Strong, H3671). Se a Terra possui quatro confins, ou extremidades, ela precisa ser plana ou “estendida”. Esse tipo de descrição faria pouco sentido se aplicado a uma esfera:

“E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra.” [Isaías 11:12].

As Águas Acima e Abaixo do Firmamento

Os eruditos bíblicos tradicionalmente sempre foram muito relutantes em explicar o que a Palavra de Deus quer dizer quando menciona águas que estão por cima do firmamento:

“E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.” [Gênesis 1:7].

Este é um verso extremamente importante e, a não ser que o interpretemos literalmente, não chegaremos a uma compreensão correta da cosmologia da Criação.

As águas acima do firmamento não são nuvens de chuva, como muitos supõem, nem a umidade distribuída em quantidades minúsculas por toda a atmosfera. A Palavra de Deus as chama de “águas”, porque isto é exatamente o que elas são. Além disso, elas estão “acima do firmamento”. Todavia, se os eruditos bíblicos interpretarem o “firmamento” com o significado de atmosfera somente, então passam a interpretar erroneamente o que a Bíblia quer dizer com “águas acima do firmamento”.

– Águas acima

Vejamos alguns versos-chave referentes às àguas existentes acima do firmamento:

“Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.” [Salmos 148:4].”Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.” [Salmos 18:11].

“Fazendo ele ouvir a sua voz, grande estrondo de águas há nos céus, e faz subir os vapores desde o fim da terra; faz os relâmpagos com a chuva, e tira o vento dos seus tesouros.” [Jeremias 51:16].

A partir destes versos, é claro que as “águas” acima do firmamento são substanciais e comparáveis em volume às águas que estão abaixo do firmamento (algumas das quais parecem residir em “depósitos” abaixo da superfície da Terra — veja o Salmos 33:7, citado a seguir). Se houver uma grande quantidade de águas nos céus e elas constituem de algum modo um “pavilhão” de “águas escuras” perto do “lugar secreto” onde Deus reside, então o “firmamento” que separa as águas abaixo das águas acima precisa estar sobre a face da Terra como uma grande abóbada.

O livro do Gênesis nos diz que Deus criou o céus e a Terra no Dia 1, mas Ele fez somente uma parte da Criação no Dia 2, isto é, o firmamento. Isto parece indicar que o firmamento é uma estrutura de tamanho e extensão enormes. O Gênesis situa o firmamento “no meio das águas” (1:6), o que sugere que as águas acima e as águas abaixo do firmamento, respectivamente, eram aproximadamente iguais em volume no tempo da Criação.

– Águas abaixo

Nos versos seguintes, que se referem às “águas abaixo”, encontramos várias referências às “fontes” do abismo, possivelmente os conduítes por meio dos quais os “depósitos” de águas abaixo da Terra são trazidos até a superfície:

“Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos confins da luz e das trevas.” [Jó 26:10].

“Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo?” [Jó 38:16].

“Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em depósitos.” [Salmos 33:7].

“Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.” [Provérbios 8:24].

“Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo.” [Provérbios 8:28].

No livro do Apocalipse, o anjo que passa pelo meio do céu para pregar “o evangelho eterno” refere-se com grande solenidade às obras poderosas de Deus, ou seja, o céu, a Terra, o mar e as fontes de águas. Se as fontes de águas podem ser comparadas deste modo com os céus, a Terra e os mares, então elas precisam ser realmente muito substanciais:

“Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” [Apocalipse 14:7].

A seguinte passagem de Provérbios apresenta tanto um resumo maravilhoso da Criação quanto um quadro glorioso do companherismo que existia entre o Pai e o Filho (na chamada “Sabedoria”) enquanto a grande obra da Criação estava sendo realizada.

“Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo, quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra. Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.” [Provérbios 8:27-31].

Que retrato maravilhoso de Cristo! A palavra hebraica para “abismo” nesta passagem é tehowm, que significa “profundo, profundezas… mar… águas subterrâneas” (Strong) ou “uma grande quantidade de águas” (Gesenius). Isto está claramente se referindo às “águas abaixo” (os oceanos do mundo e os “depósitos”) e não às “águas acima”.

A palavra hebraica para “traçava o horizonte” é chuwg, que significa “círculo, circuito ou perímetro”. Após a terra ter emergido das profundezas no Dia 3, os oceanos continuaram a ficar ao redor da terra — “… traçava o horizonte sobre a face do abismo”. Essa delimitação somente faz sentido em uma Terra plana.

O Firmamento

Vários versos falam sobre o firmamento (Strong 7549, raqiya) como uma grande abóbada de suporte sobre a Terra. Esses versos incluem Gênesis 1:6-7 e 7:11, Jó 37:18, Isaías 40:22 e Amós 9:6. Examinaremos um de cada vez:

“E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.” [Gênesis 1:6-7].

Como já observamos, os eruditos bíblicos têm sido relutantes em expor esses versos como deveriam. Em sua indisposição de interpretar aquilo que Deus quis dizer com “as águas”, especialmente águas acima do firmamento, eles também evitaram qualquer exame claro e explícito do “firmamento” e o que ele realmente é.

Já vimos que as águas acima do firmamento são águas reais e que o próprio firmamento é uma estrutura física real. É extremamente difícil interpretar a Palavra de Deus usando uma hermenêutica literal-histórica — a única que é sólida — e chegar a qualquer outra conclusão.

Estes versos (Gênesis 1:6-7) mostram que o firmamento realiza uma função vital na cosmologia de Deus, separando as águas em baixo das águas em cima. Se as “janelas do céu” (Gênesis 7:11) fossem abertas, as águas que estão em cima passariam, seriam derramadas e destruiriam toda a vida na Terra. Foi exatamente isto que aconteceu durante o Dilúvio (veja Amós 9:6, citado a seguir).

As águas que caíram na forma de chuva durante quarenta dias tiveram de ser de volume suficiente para cobrir as mais altas montanhas na Terra naquele tempo. Esse volume de água somente poderia ter vindo de além do firmamento. Podemos inferir que Deus não liberou todas as “águas acima”, mas somente uma pequena porção, pois Ele prometeu à humanidade (e ao reino animal) que nunca mais decretaria uma inundação similar sobre a Terra, algo que somente faria sentido se uma quantidade suficiente das “águas acima” ainda estivessem disponíveis para esse propósito.

O verso seguinte lança mais luz sobre a origem das águas que inundaram toda a Terra durante o Dilúvio:

“No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram.” [Gênesis 7:11].

As “fontes do grande abismo” podem ser os “depósitos” mencionados anteriormente, enquanto que a abertura das “janelas dos céus” pode se referir à liberação de uma porção das águas que estão acima do firmamento. Esses dois eventos — a abertura das janelas dos céus acima e a ruptura das fontes do grande abismo, pela parte de baixo — explicariam o grande aumento do volume de água sobre a Terra durante o Dilúvio. Observe também que esses eventos foram simultâneos, ocorrendo no mesmo dia.

A integridade estrutural do firmamento, sua vasta extensão e seu caráter semi-translúcido são evidentes a partir do seguinte verso:

“Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho fundido?” [Jó 37:18].

No tempo de Jó, um espelho não era feito de vidro, mas de cobre altamente polido:

“Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da congregação.” [Êxodo 38:8].

Alguns comentaristas citam Isaías 40:22 como evidência que a Bíblia ensina que a Terra é uma esfera:

“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar.” [Isaías 40:22].

“Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra…” Todavia, o profeta está claramente falando de um círculo, ou um disco, não de uma esfera. A palavra hebraica para “círculo” neste verso é chuwg, que significa um círculo, circuito ou perímetro. Se Isaías tivesse a intenção de se referir a uma esfera, poderia ter usado a palavra duwr, que significa uma bola, que ele já tinha usado em outro capítulo:

“Certamente com violência te fará rolar, como se faz rolar uma bola num país espaçoso; ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua glória, ó opróbrio da casa do teu senhor.” [Isaías 22:18].

O “círculo” sobre o qual o Senhor se assenta é o “firmamento”, a abóbada em forma de domo acima da Terra, não a própria Terra. Em outras palavras, o terceiro céu (onde a glória de Deus reside) está localizada imediatamente acima do firmamento. É por isto que a Nova Jerusalém, tendo a glória de Deus, pode descer até a Terra desde o terceiro céu, no fim do Milênio:

“E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.” [Apocalipse 21:10-11].

Também observaríamos que, se o domo é circular, ou no formato de um disco, então assim também é a parte habitável da Terra que está debaixo dele:

“Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.” [Provérbios 8:31].

A partir desses versos, e de outros antecedentes, podemos concluir que a parte habitável da Terra é um círculo, mas que, em sua extensão total, a Terra tem quatro lados. Isto parece indicar que as partes não habitáveis da Terra, que são implícitas por Provérbios 8:31, estão do lado de fora da abóbada do céu. Assim, se o Polo Norte está no centro do círculo da terra habitável, então a abóbada precisa estar sobre, ou próxima, do perímetro congelado da Antártida (que está ao redor da Terra habitável).

Amós 9:6 também apresenta um quadro claro do firmamento: “Ele é o que edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na terra a sua abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o SENHOR é o seu nome.”. Na tradução da KJV, que diz: “It is he that buildeth his stories in the heaven, and hath founded his troop in the earth; he that calleth for the waters of the sea, and poureth them out upon the face of the earth: The LORD is his name.”, isto não é tão claro. A palavra hebraica aguddah (Strong, H92) deveria adequadamente ser traduzida como arch (arco), ou vault (abóbada), em vez de como troop. A palavra troop neste contexto não faz muito sentido, enquanto que “vaulted work” se encaixa bem com o tema cosmológico do verso 9:6, bem como o paralelismo que é comumente usado na Palavra de Deus.

Finalmente, precisamos reconhecer a ênfase excepcional que o Senhor coloca sobre o firmamento como evidência das “obras de suas mãos”:

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” [Salmos 19:1].

“Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.” [Salmos 150:1].

É impossível ler um desses versos como uma referência à massa de ar acima da Terra. Se o firmamento mostra as obras das mãos de Deus, então ele precisa ser uma obra estupenda da Criação, comparável em grandeza à espetacular quantidade de estrelas que aparecem no céu noturno. A massa invisível de ar acima da Terra nem remotamente se encaixa nessa descrição, mas o grande domo azul do firmamento certamente se encaixa.

O Sol, a Lua e as Estrelas

Uma vez que compreendamos o que a Bíblia quer dizer com os fundamentos da Terra, e como eles suportam tanto a abóbada dos céus e as águas acima da abóbada, não é difícil demais ver como os outros elementos da Criação se encaixam juntos. O fator-chave que precisamos ter em menter é a estrutura observacional que o Senhor emprega em toda Sua Palavra. Sempre que alguma coisa é profundamente desproporcional a alguma outra coisa, o Senhor se refere ao fato. Caso contrário, devemos compreender que a vara de medição pela qual uma coisa é medida é a mesma vara pela qual outra coisa relacionada é medida.

Isto é especialmente importante quando o Senhor fala sobre o céu e a Terra no mesmo verso ou em algum verso próximo. Ele faz isso porque eles podem ser — e devem ser — medidos pela mesma vara de medição. As dimensões deles são compatíveis. Exatamente como o espaço e o tempo existem na Terra, eles também existem no céu — incluindo o terceiro céu.

Para os propósitos de estabelecer a cosmologia do Senhor, consideraremos principalmente o primeiro e o segundo céus, isto é, a atmosfera da Terra e o espaço em que o Sol, a Lua e os planetas residem, respectivamente. O terceiro céu parece existir além do firmamento e, assim, somente podemos saber sobre ele aquilo que Deus revelou em Sua Palavra.

Quando a Bíblia fala dos céus como distintos da Terra, ela está algumas vezes se referindo a todos os três céus e, algumas vezes, somente ao primeiro e segundo céus. Precisamos manter isto em mente ao examinarmos os seguintes versos:

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.” [Êxodo 20:4].

Aqui, o Senhor está dizendo ao homem para não criar ídolos. Os ídolos nos “céus em cima” incluíriam imagens do sol, da lua, dos planetas ou estrelas no segundo céu, e imagens de pássaros, insetos e do relâmpago no primeiro céu.

“Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há.” [Deuteronômio 4:39].

Observe que o Senhor é Deus sobre a Terra em baixo, exatamente como é Deus no céu em cima. A simetria entre céu e Terra é enfatizada nesta e em muitas passagens similares. O paralelismo é um motivo literário recorrente em toda a Bíblia e tem um impacto direto em como devemos interpretar as passagens em que ele ocorre. Se a Bíblia se refere repetidamente ao céu acima da Terra e à terra abaixo do céu, então precisamos assumir, a não ser que a Palavra de Deus declare claramente de forma contrária, que os dois são de mesma extensão. Isto se aplica também ao céu que inclui o Sol, a Lua e as estrelas.

Até 150 anos atrás este princípio da interpretação bíblica nunca foi colocado em questão. Os problemas somente começaram quando a ciência começou a falar em termos de milhões de anos e milhões de quilômetros (posteriormente transformados em bilhões). Por esta razão, foi assumido que o princípio de proporcionalidade não mais se aplicava a qualquer declaração na Palavra de Deus relacionada com a cosmologia. Mas, essa mudança foi justificada somente com base em que ela acomodava o modelo científico moderno do “universo”, e não por que expunha mais efetivamente aquilo que Deus estava nos dizendo em Sua Palavra. As implicações disto não foram adequadamente compreendidas pelos eruditos bíblicos. Abandonando o princípio da proporcionalidade, a Terra poderia ser de qualquer tamanho, o Sol poderia ser prodigiosamente grande, porém extremamente distante, a Lua poderia girar em seu próprio eixo em perfeita sintonia com a rotação da Terra, a Terra poderia ser uma bola mantida por uma força desconhecida chamada gravidade, e as estrelas (chamadas de luzeiros na Bíblia) poderiam ser objetos de magnitude inacreditável situados a milhões de anos-luz da Terra.

Além disso, o próprio céu, o céu em que as estrelas residem, poderia ser tão vasto que qualquer comparação entre a “extensão da Terra” (Jó 38:18) e as profundezas do “espaço interestelar” seriam tão grandes quanto profundamente sem sentido.

Portanto, não somente os eruditos bíblicos ignoraram a maior parte daquilo que a Palavra de Deus diz sobre o firmamento, as águas em cima e os fundamentos da Terra, mas eles até negligenciaram preservar a simetria e proporcionalidade entre os vários elementos da Criação que obtemos em toda a Escritura.

Vamos considerar apenas um exemplo, o livro de Eclesiastes e seu uso recorrente da frase “debaixo do sol” (que é utilizada 30 vezes no livro). A frase é usada em tantos contextos diferentes que seu significado precisa ser geográfico, literalmente “debaixo do sol”. A Bíblia nos diz que o Sol está nos céus e os céus estão acima da Terra, de modo que a Terra e seus moradores estão “debaixo do sol”.

“Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.” [Eclesiastes 1:14].

“Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito.” [Eclesiastes 2:17].

“Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol.” [Eclesiastes 4:7].

“Vi a todos os viventes andarem debaixo do sol com a criança, a sucessora, que ficará no seu lugar.” [Eclesiastes 4:15].

“… Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do sol?” [Eclesiastes 6:12b].

“Tudo isto vi quando apliquei o meu coração a toda a obra que se faz debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre outro homem, para desgraça sua.” [Eclesiastes 8:9].

Eclesiastes 8:17 (o verso abaixo) é especialmente interessante, pois o Pregador nos adverte que, por mais que se esforce, o homem nunca descobrirá todas as obras que Deus está fazendo “debaixo do sol”. Ele pode ser muito inteligente e disposto a realizar todos os tipos de experiências, mas nunca descobrirá. Nessas circunstâncias, o pregador adverte, o homem até fingirá que sabe aquilo que não sabe. Com que perfeição isto se aplica à Astronomia moderna!

“Então vi toda a obra de Deus, que o homem não pode perceber, a obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a achará; e, ainda que diga o sábio que a conhece, nem por isso a poderá compreender.” [Eclesiastes 8:17].

1. Tanto o Sol Quanto a Lua Percorrem um Circuito Acima da Terra

Usando a mesma hermenêutica, ou método de interpretação, que usamos para compreender o restante da Bíblia, precisamos concluir que “debaixo do sol” significa exatamente isto. Se a Terra está debaixo do Sol, então o Sol precisa viajar em um circuito diário acima da Terra. Se isto é o que a Bíblia está implicando, então devemos esperar encontrar outros versos que confirmam tanto a existência desse tipo de “circuito” e evidência que o movimento em questão é real.

Vamos considerar o seguinte:

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos… A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, o qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.” [Salmos 19:1,4-6].

“Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.” [Eclesiastes 1:5].

“Assim, ó SENHOR, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te amam sejam como o sol quando sai na sua força.” [Juízes 5:31].

Quando Deus se refere às maravilhas da Criação, isto invariavelmente é para deixar o homem impressionado com Seu incomparável poder e soberania. Estes versos fariam pouco sentido se o Sol não estivesse em movimento real. Por exemplo, Salmos 19 fala do sol como um homem forte que sai exultantemente para uma corrida. O mesmo pensamento é repetido em Juízes 5:31. Essas palavras celebratórias seriam patentemente ocas, até mesmo enganosas, caso se aplicassem a um corpo celestial que nunca na verdade se movesse.

O livro de Josué contém uma das mais admiráveis passagens na Bíblia. Ele registra como o grande general israelita ordenou que o Sol e a Lua parassem no céu. Essa passagem foi durante séculos alvo de zombarias pelos detratores, principalmente por causa do modo como contradiz o modelo heliocêntrico ensinado pela Astronomia moderna.

“Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro.” [Josué 10:12-13].

Referindo-se ao mesmo evento, o profeta Habacuque confirmou que tanto o Sol quanto a Lua ficaram parados. “em suas moradas”:

“O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança.” [Habacuque 3:11].

O relato bíblico é inequívoco: o Sol e a Lua fizeram ambos a mesma coisa. Tivesse a Terra parado de rotacionar, como os astrônomos modernos argumentariam, então Habacuque teria dito: “A Terra e a lua pararam em suas moradas.” Mas, ele não disse isto.

Podemos comparar este incidente com a ocasião quando o rei Ezequias buscou um sinal para confirmar que realmente seria curado de sua doença fatal. Em resposta, o Senhor fez o Sol voltar atrás em seu circuito diário em 10 graus (conforme medido no disco soltar na corte imperial). Isto efetivamente retrocedeu o horário observado em toda a Terra em cerca de 40 minutos:

“Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim retrocedeu o sol os dez graus que já tinha declinado.” [Isaías 38:8].

O profeta diz que “o sol retrocedeu dez graus”. Se a Terra tivesse retornado dez graus, como os astrônomos modernos alegam, então a Palavra de Deus teria dito: “A terra retrocedeu dez graus.”. Mas, ela também não disse isso.

A partir do relato feito por Josué, sabemos que o Sol ficou parado “sobre Gibeom” (cerca de 10 km ao norte de Jerusalém) e que a Lua ficou parada “no meio do vale do Ajalon” (cerca de 22 km ao noroeste de Jerusalém). Estes são lugares específicos, não muito distantes um do outro. Se a Palavra de Deus situa a Lua no céu diretamente acima do vale de Ajalom, então ela estava ali, não em outro lugar. O mesmo pode ser dito a respeito do Sol, que estava diretamente sobre a cidade de Gibeom e não em outro lugar. Isto indicaria que esses dois corpos celestes estavam (e estão) se movendo em circuitos adjacentes não mais do que alguns milhares de quilômetros acima da Terra. Dado o tamanho angular deles, isto também indica que cada um deles tem aproximadamente 48-64 km de diâmetro. (Veja nosso ensaio anterior, intitulado “O Exército dos Céus e Nossa Terra Plana e Estacionária”.)

O livro de Deuteronômio inclui um detalhe que devemos considerar cuidadosamente neste contexto:

“E será que, quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal. Porventura não estão eles além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?” [Deuteronômio 11:29-30].

O último verso está dizendo que o Sol se põe perto da cidade de Gilgal. Isto mostra que por volta de 1400 AC, em um certo período do ano (aparentemente em fins de junho), o circuito do Sol passava diretamente sobre Israel, próximo da cidade de Gilgal. Isto é consistente com o circuito do Sol sobre Gibeom, conforme registrado em Josué 10, pois as duas localidades estão na mesma linha de latitude.

Hoje, o Trópico de Câncer marca o caminho mais setentrional do Sol. Como a cidade de Gilgal está aproximadamente 960 km ao norte do Trópico de Câncer, podemos inferir que o circuito do Sol se moveu mais para o sul desde o tempo de Josué. Não há nada incomum nisto, pois o circuito do Sol se move do Trópico de Câncer até o Trópico de Capricórnio ao longo da passagem de um único ano, uma distância de mais de 4.800 km. [No tempo em que escrevo estas linhas, o Sol está quase diretamente acima da cidade de Cabo San Lucas, horário local no México 13h23min, em 5 de julho de 2016.]

O modelo heliocêntrico que está sendo ensinado pela Astronomia moderna não pode estar correto. Não somente é o “universo” geocêntrico, mas o próprio Sol é minúsculo em comparação com a massa da Terra. Na verdade, de acordo com a cosmologia bíblica, a Terra nem mesmo é um “planeta”, mas uma estrutura verdadeiramente gigantesca, estacionária, em torno da qual todos os outros corpos celestial seguem um percurso prescrito.

2. As Estrelas Estão Inseridas em uma Superfície Comum

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.” [Gênesis 1:14-18].

Sabemos a partir da observação astronômica que as estrelas estão fixadas nos céus e que suas posições relativas uma com a outra estão estabelecidas de forma permanente. Como “as estrelas em seus cursos” (Juízes 5:20) viajam diariamente em torno da Terra em formação fixa, elas parecem estar inseridas em uma superfície que está girando. Essa superfície não pode ser a abóbada do firmamento, que está sobre a Terra e seus fundamentos, mas pode se relacionar de algum modo com os “depósitos” e “câmaras superiores” (ma’alah) mencionadas em Amós 9:6 — “Ele é o que edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na terra a sua abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o SENHOR é o seu nome.” As câmaras superiores são um aspecto do firmamento que ainda não compreendemos.

Os planetas, por outro lado, são “estrelas errantes” e não estrelas fixas (veja Judas 1:13 — “Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.” Os planetas são chamados de “errantes” porque suas posições relativas entre si estão continuamente mudando. Outros corpos celestes, como o Cometa de Halley, também podem ser qualificados como “estrelas errantes”.

Em seu excelente estudo da cosmologia geocêntrica da Bíblia, o pastor Jack Moorman diz: “Há o fato surpreendente que seja a olho nu, ou com os mais poderosos telescópios, as estrelas sempre aparecem como pontos de luz. Nem mesmo quando vistas por um telescópio nós as vemos ampliadas, como acontece, por exemplo, com os planetas. Isto foi uma surpresa para Galileo e a anomalia permanece. Existe algo maravilhosamente estranho com relação às estrelas!” — The Biblical and Observational Case for Geocentricity, J. A. Moorman, Londres, junho de 2013.

A Bíblia repetidamente identifica a habitação de Deus com o terceiro céu. Esse céu nunca é descrito em tempo algum como uma localidade que subsiste por si mesmo em uma dimensão separada. E como poderia ser? No princípio o Senhor criou os céus e a Terra. O terceiro céu é parte da Criação, o lugar onde Deus manifestou Sua glória, mas não “contém” Deus — “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.” [1 Reis 8:27].

Essa proximidade implicada entre os céus pode ser vista no seguinte verso:

“Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.” [Jó 22:12].

O Senhor estendeu o segundo céu como um rolo, ou como uma folha de ouro batido, e o adornou com as estrelas. (“Pelo seu Espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça.” [Jó 26:13]) Existe um claro paralelo no verso seguinte entre a Terra, que foi criada para o homem, e os céus, que podem ter sido criados originalmente para os anjos (“todos seus exércitos”):

“Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.” [Isaías 45:12].

O “rolo” ou superfície em que as estrelas estão inseridas será enrolado como um pergaminho e as estrelas desaparecerão do céu no “grande e terrível dia do Senhor” (Joel):

“E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira.” [Isaías 34:4].

“E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.” [Apocalipse 6:13-14].

Estes versos também mostram que a cosmologia da Astronomia moderna, com seus milhões de galáxias em um “universo” de bilhões de anos-luz de uma extremidade até a outra, existe somente nas mentes dos homens. Ele certamente não existe na mente de Deus.

3. A Lua Produz Sua Própria Luz

Para a Lua ter a mesma “dignidade” que o Sol e as estrelas, como Gênesis sugere, então ela deve ser a fonte de sua própria luz e não ser simplesmente um refletor celestial. Os versos seguintes indicam que a luz da Lua é, tanto em natureza quanto em intensidade, independente do Sol:

“E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.” [Gênesis 1:16].

“E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes produções das luas.” [Deuteronômio 33:14].”Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa.” [Jó 31:26].”Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu ocaso.” [Salmos 104:19].”A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre.” [Salmos 136:9].

“Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome.” [Jeremias 31:35].

“Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” [1 Coríntios 15:41].

A partir dos versos anteriores é difícil chegar à conclusão que o Sol e as estrelas são as fontes originais de suas próprias luzes, mas que a Lua não.

A Luminosidade da Lua É Afetada Em Tempos de Julgamento

Cristo disse que, no tempo da Grande Tribulação, “haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas” (Lucas 21:25). Esses sinais celestiais serão um testemunho para todos os que habitam na Terra. Alguns desses sinais incluirão uma mudança tanto no calor e intensidade da luz que vem da Lua. Se a luz da Lua for meramente a luz refletida do Sol, então as mudanças profetizadas na luz da Lua seriam incompatíveis com as mudanças que a Bíblia diz que ocorrerão simultaneamente no Sol:

“Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz.” [Isaías 13:10].

“E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida.” [Isaías 30:26].

“E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas; ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a sua luz.” [Ezequiel 32:7].

“E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue.” [Apocalipse 6:12].

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.” [Mateus 24:29].

Se o Sol se tornar negro como um saco de cilício (Apocalipse 6:12), então a Lua deveria se tornar completamente invisível, porém a Bíblia diz que ela emitirá visivelmente a cor vermelha, como sangue.

Os cientistas afirmam que, para um observador na Terra, o Sol parece cerca de 400.000 vezes mais brilhante que uma Lua Nova (2,51214). Portanto, se a “luz da lua será como a luz do sol” (Isaías 30:26), o Sol precisaria aumentar em intensidade em uma extensão muito maior do que “sete vezes” declarado no mesmo verso.

Como essas mudanças profetizadas na luz da Lua são incompatíveis com as transformações profetizadas na luz do Sol, a Lua precisa ser a fonte de sua própria luminosidade.

A Lua Será Substituída Pela Luz de Cristo

Quando Cristo reinar na Terra, os santos não necessitarão da luz do Sol nem da luz da Lua, pois o Messias excederá em muito ambos em brilho. As comparações feitas nos versos seguintes perderiam a maior parte de sua força se a Lua não tivesse luminosidade própria:

“E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente.” [Isaías 24:23]

“Nunca mais te servirá o sol para luz do dia nem com o seu resplendor a lua te iluminará; mas o SENHOR será a tua luz perpétua, e o teu Deus a tua glória.” [Isaías 60:19].

“E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” [Apocalipse 21:23].

Não faz sentido comparar a luz de Cristo com a de um corpo celeste que não tem luminosidade própria. Também não faz sentido compará-la com a luz refletida de um corpo (a Lua), cuja fonte original de luz (o Sol) não mais existia.

Conclusão

A partir de tudo o que foi mencionado acima, podemos ver que a cosmologia bíblica não se coaduna com a cosmologia da Astronomia moderna. Na verdade, ambas estão em conflito de uma forma bem drástica.

A partir dos versos citados (também listados no Apêndice A), podemos ver que a Bíblia ensina o seguinte:

  1. A Terra é plana e estacionária. Ela não é um planeta. Ela não gira em um eixo e também não orbita em torno de outro corpo celeste.

  2. A Terra é perturbada (“movida excessivamente”) somente quando o Senhor executa julgamento sobre ela.

  3. A Terra (inclusive seus fundamentos) é, de longe, o maior objeto na Criação. Em termos de volume material, somente a abóbada (veja abaixo) pode ser comparada com ela.

  4. As águas em cima e em baxio constituem uma proporção significativa do material criado por Deus. Além dos oceanos, parece existir um substancial reservatório de água abaixo da superfície terrestre. As “águas em cima” são suportadas por uma grande abóbada.

  5. A grande abóbada acima da Terra é chamada de “firmamento” (embora algumas vezes a Bíblia se refira ao espaço entre a Terra e a abóbada como “o firmamento” ou “céu”). Não há nada que indique que o firmamento não possa se deteriorar ou envelhecer, da mesma forma que a Terra. Ao contrário, a Palavra de Deus diz: “Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” [Romanos 8:22].

  6. O Sol se move em um circuito diário regular entre a superfície da Terra e o firmamento. Sua distância acima da Terra é proporcional à largura ou extensão da Terra e é, portanto, medida em milhares, não milhões de quilômetros. O diâmetro do Sol é muito consideravelmente menor do que a largura da Terra.

  7. A Lua também percorre um circuito regular diário entre a superfície da Terra e o firmamento. Tanto sua elevação quanto seu diâmetro são comparáveis com os do Sol.

  8. A Lua é fonte de sua própria luminosidade. O modo como a Lua produz suas fases não é claro. [Apesar das afirmações da Astronomia moderna, não sabemos como o Sol, a Lua e as estrelas produzem suas luzes, ou como o Sol produz o calor.]

  9. Os planetas seguem trajetos independentes abaixo da abóbada do firmamento, mas as estrelas estão fixadas em uma superfície comum localizada ou suportada pela abóbada.

  10. Não é possível para o homem deixar a Terra e viajar pelo “espaço”. O homem também não pode medir os fundamentos abaixo da Terra. O vácuo conhecido como “espaço sideral” ou “espaço interestelar” não existe.

  11. A Terra habitável é tão extensa quanto a abóbada estacionária qu está acima dela. A Terra e seus fundamentos suportam a abóbada. Isto parece sugerir que a abóbada tem o formato de um domo.

  12. A abóbada está tão elevada quanto as estrelas (“Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das estrelas; quão elevadas estão.” [Jó 22:12].) Como a abóbada cobre toda a extensão da Terra habitável, ela pode estar de 24 a 32 mil quilômetros de altura em seu ponto mais elevado, acima do Polo Norte.

Estes doze pontos são um resumo da cosmologia bíblica.Como a ciência moderna errou tanto? A evidência aponta para o Pai da Mentira:

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” [João 8:44].

Repetidamente o Senhor denota Sua soberania absoluta por referência ao Seu papel inconteste como Criador. Satanás está fazendo tudo o que pode para estorvar o plano do Senhor para a humanidade. De modo a fazer isso, ele precisa desviar a humanidade da cosmovisão bíblica. A distorção e perversão do relato bíblico da Criação sob o disfarce de “ciência” (assim chamada) parece ser uma grande parte de seu plano, exatamente como a ridícula “ciência” da Evolução foi desenvolvida para ele por seus servos terreais para depreciar e blasfemar o direito do Senhor de ser reconhecido como a fonte exclusiva — tanto Criador e projetista — de toda a vida na Terra.

Satanás deve estar grandemente satisfeito com o fato de pastores que afirmam aderir fielmente ao significado claro e literal da Palavra de Deus estejam, apesar disso, iludidos por um relato do céu e da Terra que está em total conflito com aquilo que Deus nos revelou. Eles passivamente aceitam qualquer coisa que os mestres da tecnologia lhes digam e, apesar de muitas advertências na Palavra de Deus, não estão dispostos a considerar a possibilidade que os mestres da tecnologia possam, na verdade, estar mentindo.

*Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu
Tradução: Jeremias R D P dos Santos
Fonte: A Espada do Espírito>

6 ideias sobre “TERRA PLANA: Sociedade Criacionista Brasileira aprendeu a mentir com os “teólogos” adventistas — 1ª Prova!

  1. CRER NUMA BOLA GIRATÓRIA É SER BURRO E IGNORANTE!

    NINGUÉM ESTÁ DE CABEÇA PRA BAIXO NUMA BOLA GIRATÓRIA, COMO FICAM OS MORCEGOS…..

    O SER HUMANO NÃO É MORCEGO PRA FICA DE CABEÇA PRA BAIXO……QUEM QUISER ACREDITAR NAS MENTIRAS DOS ATEUS CIENTISTAS, NASA, etc… Fiquem a vontade!

    A VERDADE É UMA SÓ: A TERRA É PLANA E ESTACIONÁRIA!

  2. Vocês estão fazendo um grande desfavor a verdade e ao criacionismo! Terrível esse argumento da terra plana e medieval. Ainda criticam e ofendem pessoas sérias! Que Deus tenha misericórdia de vcs terraplanistas!

    • Desfavor à verdade? Decorou direitinho o discurso dos defensores da Terra Bola! Agora só falta dizer que estamos dando um tiro no pé… Que hilário! Esse processo em que o oprimido se apropria do discurso do opressor é descrito como ideologização. Pesquise.

      • Caro Hermano! Eu não decorei nada! Não sou leigo no assunto, mas não consigo ver a importância dessa temática para vocês. Se a terra for plana, redonda, quadrada, etc… isso não muda nada o fato que estamos nos finais dos tempos, que temos que nos preparar para a volta de Jesus, etc… além do que a terra NÃO É PLANA!

  3. Tempos bons em que este site defendia heresias (ensinos que contradizem doutrinas fundamentais da Bíblia) que valiam a pena serem discutidas. Vocês não chegam nem a esse nível. Vocês não precisam de teólogos, mas de psicólogos e psiquiatras. Vocês são mentalmente doentes.

    Deus abençoe a todos!

    • Somos completamente insanos! “Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são.” — 1 Coríntios 1:26-28.

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