Quem inventou a Terra plana?

A maneira como aprendemos a pensar e imaginar o mundo, impede que o vejamos como realmente é. E atrapalha inclusive nossa compreensão da Bíblia. É por isso que até hoje discutimos qual o verdadeiro significado de seus dois primeiros versículos!

“No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.” Gênesis 1:1-2.

Somos educados por nossos pais, professores, músicos, pastores, apresentadores de tevê e produtores de cinema, entre outros, a pensar que vivemos num planeta redondo e giratório, que rodopia a milhares de quilômetros por hora pelo espaço sideral atrás do Sol, que circula pela Via Láctea, entre outros milhões de constelações, entre trilhões de estrelas há pelo menos 14 bilhões de anos, onde a vida surgiu por acaso e somos um zero à esquerda.

Por isso, quando alguns de nós lêem o texto acima, no comecinho da Bíblia, entendem: “Há mais ou menos uns quinze bilhões de anos, uma mente com força infinita provocou uma grande explosão que fez surgir o Universo e aconteceu que, há uns 4,5 bilhões de anos, o planeta Terra surgiu ao redor do Sol, junto com outros planetas. E este nosso planeta permaneceu caótico e sem vida até uns dez mil anos atrás, quando esse mesmo Deus organizou as coisas e provocou o surgimento da vida na Terra a partir da imensidão escura do espaço sideral…”

Outros são menos radicais e imaginam somente que está escrito: “Foi Deus quem criou o planeta Terra bem no começo de tudo. Mas ainda não havia vida nem nada por aqui, apenas caos, escuridão e uma sopa primitiva.”

Qual dos dois grupos tem razão? Nenhum! Sim, nem em Gênesis 1:1-2, nem em nenhum lugar da Bíblia está escrito que Deus criou este planeta (“estrela errante”, no grego) azul, chamado Terra. Se fosse verdade, teria que se chamar planeta “Água”, uma vez que 70% da superfície terrestre é composta de água.

Aliás, você sabia que o corpo humano também é constituído de 70% de água? Não é para menos, a Bíblia também diz que fomos moldados e criados por Deus a partir do barro!

Mas, voltando ao nosso suposto planeta, se 70% de sua superfície é são cobertos de água, como poderia ser redondo? A água sempre busca o nível horizontal do mar. Aliás, essa é sempre nossa referência de altitude, a quantidade de metros acima do nível do mar.

Como você já deve ter começado a entender, tem algo errado com nossa compreensão de Gênesis 1:1-2. Para facilitar, bastaria trocar a palavra “terra” por “chão”, o solo onde a gente pisa! A descrição da criação deste mundo na Bíblia se dá em modo horizontal, plano, panorâmico, conforme o enxergamos, sem os equivocados pré-conceitos “científicos” que nos foram impostos até aqui.

E essa visão bíblica do mundo, ou “cosmovisão”, que alguns de nossos teólogos chamam primitiva, pré-científica, ou sob o ponto de vista do observador, é a cosmovisão original que o próprio Deus, em Sua Palavra, quer que tenhamos:

“No começo de tudo, nosso Deus criou os céus (mais de um!) e o chão, esse solo onde hoje a gente pisa e planta. Mas no começo, não havia nada nem vida vegetal, animal ou microbiológica sobre essa terra. Só havia água. Abaixo da superfície do solo, existe o abismo. Ou seja, este chão é a face do abismo. E tudo estava muito escuro, até que um sopro forte vindo de Deus agitou as águas…”

O mundo plano, descrito por Deus em Gênesis 1:1-2, através de Moisés, com quem falou frente a frente, não é um planeta e se divide em três níveis, ou camadas, horizontais: Céus (acima), chão (ou terra, onde estamos) e o abismo (abaixo de nós).

Quem “inventou”, portanto, a doutrina bíblica da terra (“chão”) plana, coberta pelos céus e alicerçada sobre o abismo, foi o próprio Deus da Bíblia. E não foram apenas os povos semitas, como os hebreus que descreviam o mundo dessa forma. Como você viu acima, no princípio, até os gregos acreditavam na planicidade do disco terrestre!

E antes que você se escandalize com a referência ao “sopro forte vindo de Deus”, veja como a nova edição, revista e ampliada da Bíblia de Jerusalém, lançada em agosto de 2002, traduziu Gênesis 1:2: “Ora, a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas.” E acrescenta em sua nota de rodapé, que também se poderia traduzir a expressão “huach” por “grande vento”, como aquele que Deus fez passar sobre a terra para secar as águas do dilúvio (Gênesis 8:1).

Leia mais sobre o assunto no blog: www.criacionismo.org.

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