JÚPITER, O PROTETOR: Vídeo de Leandro Quadros promove a adoração e fé em deus pagão




Leandro Quadros sabe que ainda existe íntima relação entre planetas e deuses pagãos. O cristianismo ecumênico de hoje preserva e incentiva a identificação da Terra com a deusa Gaia, “a Mãe Terra”, a ser adorada pela observação do domingo como seu dia de descanso. Contudo, parece não perceber que tudo que diz sobre Júpiter, o suposto planeta protetor da Terra, é apenas hipótese da astronomia influenciada pelo que diziam a astrologia e a filosofia pagã.

“Para muitos povos antigos, os astros eram deuses ou símbolos das divindades. Atribuíram-lhes então influências sobre a vida na Terra, dando origem a seitas religiosas e ainda à Astrologia. Desde a antiguidade, o homem percebeu que podia se utilizar das estrelas para orientar-se em suas viagens, e com a regularidade de ocorrências de vários fenômenos celestes lhe permitia marcar a passagem do tempo. Desde então, o céu vem sendo usado como mapa, calendário e relógio. Os registros astronômicos mais antigos datam de aproximadamente 3000 a.C. e se devem aos chineses, babilônios, assírios e egípcios. Naquela época, os astros eram estudados com objetivos práticos, como medir a passagem do tempo (fazer calendários) para prever a melhor época para o plantio e a colheita, ou com objetivos mais relacionados à astrologia, como fazer previsões do futuro, já que acreditavam que os deuses do céu tinham o poder da colheita, da chuva e mesmo da vida.” — Fonte: http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20042/felipe/historia.html

“Foi no segundo milênio antes de Cristo, na Babilônia, que surgiu o que daria origem à astrologia e ao estudo matemático dos astros. Os sacerdotes babilônicos acreditavam que seus deuses se comunicavam por meio de presságios no fígado de ovelhas e no movimento dos planetas. Ao contrário da primeira vertente, a segunda rendeu muitos frutos: religiosos começaram a fazer observações sistemáticas para interpretar melhor os supostos sinais divinos no céu. O conhecimento chegou à Grécia e penetrou na cultura ocidental.

“‘A astrologia se desenvolveu da fusão entre a filosofia natural grega e a improvável adivinhação celeste babilônica’, explica Michael Shank, professor de história da ciência na Universidade do Wisconsin-Madison, nos EUA.

“Baseada em princípios ocultistas, a astrologia está para a astronomia assim como a alquimia está para a química. Era plenamente aceita entre eruditos da Europa medieval e reis costumavam ter seus próprios astrólogos. Médicos acreditavam que a posição da Lua determinava dias bons ou ruins para fazer sangria nos pacientes, e grandes astrônomos, como Galileu e Kepler, faziam horóscopos. Isso só começou a mudar com o nascimento da ciência moderna, no século 17, quando a especialidade foi retirada das academias europeias.” — Fonte: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2016/09/como-surgiu-o-embate-entre-astronomia-e-astrologia.html

“O Renascimento trouxe uma difusão da astrologia, apoiada inclusive pelo Papado.

“Copérnico (seu trabalho sobre o heliocentrismo foi conhecido devido a um astrólogo — Reticus — que o imprimiu e acrescentou, com o consentimento do autor, um capítulo sobre Astrologia), Paracelso (botânico), Nostradamus, Tycho Brahe (médico e astrônomo), Galileu, Kepler e Newton estudaram e usaram a astrologia.

“Copérnico, ao propor o heliocentrimo, recuperava o conhecimento de Aristarco. Tycho-Brahe viria, com suas acuradas observações dos movimentos planetários, na Dinamarca, a fornecer dados para comprovar a teoria de Copérnico. Kepler foi assistente de Tycho-Brahe. Em seu Concerning the more certain fundamentals of astrology (1602), expõe em 75 teses a forma como o Sol, a Lua e os planetas influenciam os acontecimentos na Terra.

“A astrologia e a astronomia eram, de início, um mesmo estudo. Tycho Brahe, por exemplo, nascido em 1546, era médico e astrônomo em Copenhague, mas também astrólogo do rei da Hungria.” — Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_astrologia

“Ambas têm um passado em comum e, se a astrologia não existisse, a astronomia também não existiria. …Contudo, é interessante observar que, justamente graças às antigas crendices de que as posições dos astros determinavam acontecimentos na Terra, a ciência da astronomia pôde emergir.”

“…Renomado astrólogo de sua época, Johannes Kepler nasceu em 1571 e morreu em 1630, atuando também como astrônomo e matemático. O alemão é considerado figura-chave na revolução científica do século XVII e suas contas eram pagas graças à elaboração de previsões astrológicas para os ricos e famosos — não podemos esquecer que, para ser um bom astrólogo em seu tempo, era preciso ter profundos conhecimentos dos astros e, portanto, ser um grande astrônomo.

“Kepler formulou as três leis fundamentais da mecânica celeste (as Leis de Kepler), que foram posteriormente codificadas e reunidas com base em suas obras Astronomia NovaHarmonices Mundi e Epítome da Astronomia de Copérnico, livros que também forneceram uma das bases para a elaboração da teoria da gravitação universal de Isaac Newton. Ainda, fez um trabalho fundamental no campo da óptica, inventando uma versão melhorada do telescópio refrator (que ficou conhecido como Telescópio de Kepler).” — Extraído de: “Quando a ciência da astronomia se separou da pseudociência da astrologia?”, por Patrícia Gnipper.

O que dizem os astrólogos sobre Júpiter

“Júpiter é o maior planeta do nosso sistema solar e na astrologia está relacionado ao otimismo, expansão e nosso estado de graça, senso de justiça — seja esta criada pelo homem ou uma justiça divina. A nossa relação com o universo na forma de religião e filosofia pode ser proporcionada pelo planeta. O amor pela liberdade, novas experiências, generosidade e expansividade nos permitem crescer mesmo sob desafios. É o Grande Benéfico, astro protetor do zodíaco.

“A Fé e a sabedoria são atributos que definem Júpiter, ligado que está à religião e à filosofia. É o defensor do bem e do desenvolvimento do outro. …É a figura arquetípica do pai; representa o dono, o chefe, o diretor, o protetor, o amigo generoso, o poder, a honra, a fortuna e a riqueza.

“Júpiter rege o signo de Sagitário e na Mitologia é o ‘pai dos deuses e dos homens’, aquele que, depois de longas batalhas, finalmente estabeleceu a Harmonia das Esferas e a manteve, numa alegoria para que nós também façamos a mesma coisa, harmonizando-nos com tudo à nossa volta.”

Por que deram nomes de deuses romanos aos planetas?

“A mitologia grega, aos poucos, foi sendo substituída pela mitologia romana. Tratam-se, basicamente, dos mesmos mitos, das mesmas divindades, só que com nomes diferentes. E você sabia que são essas divindades romanas que dão nome aos planetas do Sistema Solar? …

“Um ponto interessante é que os nomes dos planetas foram escolhidos com base nas próprias personalidades desses deuses. Ou seja, não foi uma escolha aleatória. Por exemplo: Júpiter, o maior dos deuses (o equivalente romano de Zeus), foi escolhido para ser o nome do maior planeta de todos desse sistema.

“Essa é só mais uma prova que a astronomia tem uma profunda relação com as mitologias.” — Fonte: https://canaltech.com.br/espaco/como-os-gregos-interpretavam-os-astros-165117/

“Os primeiros planetas foram batizados pela primeira vez pelos sumérios, que viviam na região da Mesopotâmia (atual Iraque) há aproximadamente 5 mil anos. Eles identificaram cinco ‘estrelas’ que se moviam no céu, enquanto as outras ficavam paradas, e acharam que essas “estrelas” eram, na verdade, divindades misteriosas. Por isso, cada uma dessas cinco “estrelas que se moviam” recebeu nomes de deuses em que aquela civilização acreditava.

“Depois, a civilização romana adaptou os nomes desse planetas de acordo com suas próprias divindades, considerando características de cada planeta. Sendo assim, os nomes que até hoje usamos para planetas e suas luas são uma homenagem a deuses da mitologia greco-romana, nomes esses que atravessaram os séculos.

Júpiter como protetor é ideia pagã

“Júpiter, o maior e mais majestoso planeta do Sistema Solar. Que nome mais apropriado, senão o do deus supremo da mitologia romana? Equivalente ao Zeus da mitologia grega, Júpiter é o rei dos deuses. Ele normalmente é representado com um raio em uma das mãos, já que é a divindade do céu, dos raios, dos trovões e das tempestades.

(Clique na imagem acima para saber mais sobre essa heresia!)

“As luas de Júpiter também recebem nomes provenientes das mitologias grega e romana, de descendentes ou amantes do deus que dá nome ao planeta. Júpiter era um verdadeiro mulherengo: casado com a deusa Juno (que inclusive dá nome à sonda espacial da NASA atualmente orbitando Júpiter), teve muitas amantes e descendentes. No entanto, a escolha de nomes para as luas de Júpiter também usa como base a direção das órbitas desses objetos.

“Júpiter possui 79 satélites naturais confirmados, e as ‘luas de Galileu’, que é o grupo principal, são os quatro maiores satélites naturais do gigante gasoso: Io (uma princesa que foi uma das paixões do deus Júpiter), Europa (também uma de suas amantes), Ganimedes (um príncipe de Troia, que Júpiter levou para o Olimpo) e Calisto (que, na mitologia, despertou ciúmes em Juno e acabou sendo transformada em uma ursa, o que originou a constelação da Ursa Maior). Já o grupo dos satélites interiores é composto por luas que orbitam a uma distância menor de Júpiter. — Fonte: https://canaltech.com.br/espaco/a-origem-mitologica-dos-nomes-de-planetas-e-luas-do-sistema-solar-154609/

Mais informações da Wikipedia

Júpiter (em latim: Iuppiter, Dis Pater ou Deus Pater; em grego: Zeu pater; em sânscrito: Dyàuṣpítaḥ), também era chamado de Jove (Jovis), era o deus romano do dia, do céu e do trovão e o rei dos deuses na mitologia romana, comumente identificado com o deus grego Zeus. Na mitologia romana Júpiter é o pai do deus Marte. Assim, Júpiter é o avô de Rómulo e Remo, os lendários fundadores de Roma. Júpiter é filho de Saturno e Cibele. Na mitologia romana, ele negocia com Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, para estabelecer os princípios da religião romana como oferendas e sacrifícios.

Nascimento

Os fados tinham comunicado ao seu pai, Saturno, que ele havia de ser afastado do trono por um filho que nascesse dele. Para evitar a concretização da ameaça do destino, Saturno devorava os filhos que mal acabavam de nascer. Quando Júpiter nasceu, a mãe, cansada de ver assim desaparecer todos os filhos, entregou a Saturno uma pedra, que o titã engoliu sem se dar conta do logro.

Sua mãe então o entregou às ninfas da floresta em que o havia parido.[3]

Criado longe, na ilha de Creta, para não ter o mesmo destino cruel dos irmãos, ali cresceu alimentado pela cabra Amalteia. Quando esta cabra morreu, Júpiter usou a sua pele para fazer uma armadura que ficou conhecida por Égide.

Rebelião

Quando chegou à idade adulta enfrentou o pai e, com a ajuda de uma droga, obrigou-o a vomitar todos os filhos que tinha devorado. Após libertar os irmãos do ventre paterno, empreendeu uma revolta (Titanomaquia). Saturno procurou seus irmãos para fazer frente ao jovem deus rebelde que, com seus irmãos, reuniram-se no Olimpo. Casou-se com Juno, sua irmã e filha preferida de Cibele.[4]

Filhos

Júpiter teve muitos filhos, tanto de deusas como de mulheres. Marte, Minerva e Vênus são seus filhos divinos, entre outros. Quando se apaixonava por mortais, Júpiter assumia diversas formas para se poder aproximar delas.

Baco era seu filho e da mortal Sémele. A jovem durante a gravidez insistiu que queria ver o pai do seu filho, em toda a glória. Júpiter tentou dissuadi-la, mas sem êxito. Quando o rei dos deuses se apresentou abertamente à sua amante, esta caiu fulminada. Júpiter tomou então o feto e colocou-o na sua barriga da perna, onde terminou a gestação.

Para conquistar a princesa Europa, transformou-se em touro branco. A jovem aproximou-se e Júpiter mostrou-se meigo. Quando Europa montou sobre o seu dorso, ele elevou-se nos ares e levou a princesa para a ilha de Creta, onde se uniu a ela. Dessa união nasceram Minos, Radamanto e Sarpedão.

Noutra altura apaixonou-se por Alcmena, esposa de Anfitrião. Para a conquistar, assumiu a forma do próprio marido e contou com a ajuda de Mercúrio, que tomou a forma do criado Sósia. Dessa união nasceu o semi-deus Hércules.

Referências

1. Cícero, De Natura Deorum; consultando a tabela montada no site Arquivado em 15 de maio de 2008, no Wayback Machine. Greek Mythology Link

2. Cícero, De Natura Deorum, Capítulo XXI

3. The Creation of the Earth and the Great Flood according to Greek and Roman Mythology, D. L. Ashliman, 2002

4. As 100 Melhores Histórias da Mitologia greco-Romana

Crença na Terra esférica também vem do paganismo

“A esfera é um símbolo da totalidade do Universo e de Deus. Traduz a perfeição, o poder e a expansão e, por essa razão, foi escolhida como o símbolo dos imperadores e dos reis em muitas nações, como foi o caso da esfera armilar como símbolo de Portugal. ,,,

“A esfera armilar, constituída por um globo terrestre com anéis, também chamados de armilas, que representavam os círculos dos trópicos, os círculos polares, o meridiano, o equador e a elíptica, foi o símbolo escolhido para as armas de Portugal.

“No princípio da cristandade, acreditava-se que a alma descia à Terra vinda do Céu e, passando pelos planetas, recolhia os sete pecados mortais dos quais se libertava na morte, devolvendo-os aos respetivos guardiões das esferas.

“Na Idade Média, prevalecia a teoria das esferas planetárias, que eram grandes esferas de cristal encaixadas umas sobre as outras e sobre a Terra, e que ao se movimentarem produziam a “música das esferas”. Estas esferas representavam o movimento dos planetas, da Lua e do Sol e correspondiam às sete esferas inferiores que desciam, de forma concêntrica, da Terra até ao seu núcleo.

“,,,Entre os Gregos, o Céu e a Terra eram representados por duas esferas concêntricas por onde as almas passavam. Platão definia o Universo como uma esfera e como símbolo de perfeição e de totalidade, acreditando que a esfera era a forma do ser andrógino inicial antes da divisão dos sexos. No mito islâmico da criação da água, esta tem a forma esférica e a aparência de uma enorme pérola e o processo de génese do mundo admite a criação das várias esferas que deram origem à Terra, aos planetas e às estrelas.” — Fonte: https://www.infopedia.pt/$esfera-(simbologia)

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