AGENTES DA IASD NA CAPTURA DE MADURO: “Se o senhor (Trump) é por nós, quem será contra nós?”

“Se o senhor (Trump) é por nós, quem será contra nós?”

A rede invisível que não precisaria aparecer nos relatórios da CIA para poder continuar agindo ainda hoje na Venezuela

A informação que tornou possível a captura de Maduro não nasceu na madrugada da operação

A captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026, foi o resultado de meses de preparação militar e de inteligência. Segundo a Reuters, a CIA mantinha uma pequena equipe infiltrada em território venezuelano desde agosto de 2025, encarregada de reunir informações sobre os hábitos, a rotina e os deslocamentos do presidente. A agência contava também com uma fonte humana próxima a Maduro, capaz de acompanhar seus movimentos e contribuir para determinar sua localização no momento decisivo. Não se tratava, portanto, de descobrir onde estava o presidente depois que a operação começasse. Era necessário conhecê-lo antes: sua rotina, seus locais de permanência, seus hábitos de segurança e as circunstâncias em que poderia ser capturado. A existência dessa fonte é um dos elementos mais importantes revelados pela imprensa internacional. Sua identidade e a extensão de sua rede de contatos continuam fora do conhecimento público.

Essa circunstância desloca nossa investigação para um terreno particularmente sensível. A operação militar foi a etapa visível de um trabalho de inteligência muito mais prolongado. Os soldados que entraram em Caracas executaram uma missão cujo êxito dependia de informações produzidas antecipadamente. A Reuters informou que forças especiais americanas chegaram a utilizar uma réplica da residência fortificada de Maduro para ensaiar a incursão. Isso demonstra o nível de detalhamento exigido pelo planejamento. Não bastava conhecer a cidade ou identificar instalações militares. Era necessário reunir um quadro suficientemente preciso sobre o ambiente em que Maduro se encontrava.

A questão que interessa à nossa investigação é justamente a origem e a circulação dessas informações. Entre a fonte humana próxima ao presidente venezuelano e os responsáveis americanos pela operação, quantas pessoas, instituições e relações intermediárias participaram da construção desse quadro? E qual poderia ter sido a contribuição de uma rede religiosa internacional que já possuía presença territorial, estruturas administrativas, contatos governamentais e relações institucionais com os Estados Unidos?

Uma organização religiosa com uma infraestrutura mundial de contatos governamentais

Há um aspecto da Igreja Adventista do Sétimo Dia que raramente aparece nas apresentações públicas da denominação. Além de sua estrutura religiosa, educacional e hospitalar, existe uma organização especializada em manter relações com adventistas que trabalham nas Forças Armadas, nos serviços policiais, nas instituições governamentais e em outras atividades públicas. Trata-se da World Service Organization (WSO), vinculada à Adventist Chaplaincy Ministries (ACM), na estrutura mundial da Igreja.

Não estamos falando simplesmente de pastores que visitam quartéis ou prestam assistência espiritual a militares. A própria WSO declara manter relacionamentos institucionais com autoridades civis e governamentais e administrar uma base de dados de membros adventistas que trabalham em instituições públicas. Em 2021, uma publicação oficial da organização anunciou seu sistema de cadastramento e convidou militares, policiais, agentes penitenciários, funcionários governamentais, bombeiros, socorristas e outros profissionais a registrarem suas informações pessoais, contatos, atividades profissionais e vínculos com a denominação.

Essa declaração tem consequências importantes para a compreensão de nossa investigação. Revela a existência de uma infraestrutura denominacional especificamente concebida para identificar e manter contato com pessoas que exercem funções dentro do Estado. Uma organização que reúne esse tipo de informação dispõe, em princípio, de meios para estabelecer relações institucionais que ultrapassam os limites das congregações religiosas. A existência da base não demonstra sua utilização pela inteligência americana; demonstra, porém, que a rede de contatos não precisa ser imaginada. Ela foi descrita publicamente pela própria instituição.

O quadro torna-se ainda mais significativo quando consideramos os dirigentes dessa estrutura. Ivan H. Omaña, de origem venezuelana, assumiu a direção mundial da ACM em 2022. Mario E. Ceballos, antigo comandante da Reserva da Marinha dos Estados Unidos, exerceu anteriormente essa direção e continuou ligado à organização dos programas internacionais de serviço. Andrew R. Harewood, general de brigada aposentado da Reserva do Exército americano, com experiência administrativa no Pentágono, passou a integrar a liderança mundial. São trajetórias diferentes, mas institucionalmente reunidas numa mesma estrutura religiosa especializada em relações com profissionais militares e servidores públicos.

O ponto central não é atribuir a esses dirigentes participação pessoal na captura de Maduro. É reconhecer que a chamada Igreja Militar Adventista possui uma organização permanente, com regulamentos, dirigentes, programas, contatos governamentais e mecanismos próprios de identificação de membros inseridos no serviço público. Essa infraestrutura já existia quando a CIA iniciou sua preparação clandestina na Venezuela.

A capilaridade venezuelana: comunidades, instituições e presença continuada

A presença adventista na Venezuela também não começou com a crise política recente. A ADRA informa oficialmente que atua no país desde 1989 e que reorganizou suas operações em junho de 2017 para desenvolver programas nacionais. Sua própria descrição institucional menciona equipes multidisciplinares de voluntários distribuídos pelo território venezuelano, trabalhando com planejamento, procedimentos administrativos e capacidade de mobilização.

Essa continuidade é relevante porque redes humanas não surgem instantaneamente. Elas se formam por relacionamentos, trabalho cotidiano, conhecimento das comunidades, contatos administrativos e circulação de pessoas. Uma organização presente durante décadas conhece realidades locais e estabelece relações que dificilmente seriam reproduzidas por agentes estrangeiros recém-chegados. Isso vale para inúmeras organizações internacionais, religiosas ou não. No caso adventista, porém, há um elemento adicional: a existência de uma estrutura mundial voltada justamente para membros ligados aos governos e às instituições uniformizadas.

Nossa investigação sobre o Cuerpo de Servicio Nacional Adventista (CSN) acrescenta outra dimensão. O manual venezuelano de junho de 2025 estabelece uma organização com diretores, delegados, hierarquia, procedimentos de comunicação e relatórios, além de reconhecer o respaldo da World Service Organization. Mario Ceballos aparece nominalmente como revisor técnico. Estamos diante de uma estrutura local que reconhece sua ligação com uma organização mundial sediada nos Estados Unidos.

A coincidência temporal merece registro: em junho de 2025, o CSN dispunha de um manual formalizado; em agosto daquele ano, segundo a Reuters, uma equipe da CIA já operava clandestinamente no país. Esses acontecimentos não demonstram uma conexão operacional entre as duas estruturas. Revelam, contudo, que a presença adventista organizada e a preparação americana coexistiram durante o período anterior à captura, precisamente o intervalo em que nossa investigação busca reconstruir possíveis canais de circulação de informações.

O dinheiro americano e as relações institucionais

Outro elemento que não pode desaparecer dessa reconstrução é o financiamento governamental. Documentos oficiais da USAID registram repasses à ADRA para programas de assistência relacionados à crise venezuelana. Somente no ano fiscal de 2024, o governo americano identificou US$ 2,5 milhões destinados à agência adventista para assistência alimentar executada no Brasil, no contexto da resposta regional à situação da Venezuela.

É necessário compreender o significado institucional desse dado. O repasse representa uma relação financeira formal entre uma organização adventista e uma agência governamental norte-americana. Projetos desse tipo envolvem obrigações de gestão, critérios de execução e mecanismos de prestação de contas. O documento citado refere-se a atividades no Brasil, não à operação contra Maduro. Entretanto, confirma que a cooperação entre a rede adventista e instituições do governo americano não se limita a relações protocolares ou encontros religiosos.

A ADRA pertence a uma rede internacional que trabalha com programas humanitários, enquanto a WSO mantém relações com membros que atuam em instituições públicas. São estruturas distintas, com finalidades e administrações próprias, mas vinculadas ao mesmo universo denominacional. A existência de ambas amplia o campo das relações humanas e institucionais que nossa investigação precisa compreender.

O elemento decisivo seria identificar uma passagem concreta entre esses canais e a cadeia americana de inteligência. Essa passagem poderia envolver informações produzidas fora dos projetos humanitários, contatos pessoais independentes ou intermediários que circulassem entre diferentes ambientes institucionais. Não seria necessário que toda a organização participasse da operação para que um indivíduo ligado a ela pudesse desempenhar alguma função informacional.

A identidade da fonte e o problema dos intermediários

A revelação da Reuters sobre a fonte próxima a Maduro é o ponto em torno do qual as demais informações precisam ser organizadas. Uma fonte com capacidade de acompanhar deslocamentos presidenciais não se confunde com um observador comum das condições sociais venezuelanas. Ela precisava ter acesso a informações relevantes sobre a movimentação de Maduro, diretamente ou por meio de pessoas que possuíssem esse acesso.

Isso impõe uma distinção importante à investigação. O conhecimento territorial de uma organização humanitária poderia ser útil para compreender determinadas condições locais, mas não equivale ao conhecimento das rotinas presidenciais. Para contribuir efetivamente com a localização de Maduro, seria necessário alcançar outro círculo de informações: o ambiente governamental, a segurança presidencial, os deslocamentos oficiais ou os intermediários que mantinham contato com essas estruturas.

É nesse ponto que a existência de adventistas inseridos em instituições governamentais adquire interesse investigativo. A WSO declara possuir mecanismos para identificar e manter contato com membros em funções públicas. A pergunta seguinte é se alguma dessas relações alcançava pessoas com acesso relevante ao ambiente político e de segurança venezuelano durante os meses anteriores à operação.

Uma colaboração individual, caso tenha ocorrido, não dependeria necessariamente de uma determinação oficial da Associação Geral, de uma resolução da WSO ou de um contrato assinado pela ADRA. Pessoas transitam entre instituições, preservam relações pessoais e podem compartilhar informações fora dos mecanismos formais das organizações às quais pertencem. Por isso, limitar a investigação à procura de ordens expedidas por dirigentes religiosos seria estreitar artificialmente seu alcance.

Também seria equivocado presumir que todo colaborador de uma operação clandestina estivesse formalmente subordinado à agência de inteligência beneficiária. Redes de informação podem envolver relações indiretas, fontes ocasionais e intermediários que sequer conhecem todos os destinatários finais das informações que transmitem.

Uma presença que não precisaria ser anunciada

O título desta investigação aponta precisamente para essa característica das operações clandestinas: nem todas as pessoas capazes de contribuir para a produção de inteligência aparecem nos relatos públicos sobre sua execução.

A Reuters identificou a existência de uma fonte humana próxima a Maduro sem revelar sua identidade. Informou também a presença de uma equipe da CIA em território venezuelano meses antes da captura. Esses fatos mostram que a dimensão clandestina da operação foi muito mais extensa do que a incursão militar observada em janeiro.

A rede adventista, por sua vez, apresenta características institucionais documentadas: presença venezuelana prolongada, relacionamentos comunitários, estruturas de serviço organizadas, vínculos administrativos internacionais, dirigentes com experiência militar americana, contatos governamentais e programas financiados por órgãos dos Estados Unidos. Tomados em conjunto, esses elementos oferecem uma razão concreta para examinar possíveis pontos de contato entre a denominação e os circuitos de informação relacionados à operação.

A hipótese não exige imaginar que a direção mundial da Igreja Adventista tenha planejado a captura de Maduro, nem que sua agência humanitária tenha funcionado integralmente como uma organização de espionagem. O cenário a investigar é mais específico: a possibilidade de que informações provenientes de indivíduos ligados a essa rede tenham circulado, por canais diretos ou indiretos, até pessoas envolvidas na preparação da operação americana.

A pergunta decisiva permanece: entre os colaboradores não identificados da inteligência americana, houve alguém vinculado à rede adventista, ou algum intermediário que tenha utilizado relações estabelecidas por essa rede?

O elo que falta entre duas estruturas documentadas

Nossa investigação já possui dois conjuntos de fatos sustentados por fontes independentes. De um lado, a preparação clandestina da captura, a presença anterior de agentes americanos e a utilização de uma fonte humana próxima ao presidente venezuelano. De outro, uma infraestrutura adventista internacional com presença territorial, relações governamentais e mecanismos próprios de comunicação e administração.

O próximo avanço dependerá de encontrar o ponto de interseção entre esses conjuntos. Ele pode aparecer numa divergência cronológica, numa informação anteriormente publicada e depois modificada, numa relação institucional ainda pouco examinada ou num testemunho independente sobre a circulação de informações antes de 3 de janeiro de 2026.

A experiência histórica já examinada em nossa série, incluindo o Medical Cadet Corps e as atividades do Colegio de las Antillas em Cuba, demonstra que estruturas adventistas de serviço atuaram em cenários de conflito e mantiveram relações com autoridades militares e forças envolvidas em transformações políticas. Essa história não resolve o caso venezuelano, mas explica por que a investigação das relações institucionais da denominação com o poder militar não pode ser reduzida a uma curiosidade religiosa.

O aspecto mais relevante da Operação Absolute Resolve talvez esteja justamente fora das imagens dos helicópteros, dos comandos especiais e da captura de Maduro: a rede de relações humanas que permitiu aos planejadores conhecer antecipadamente aquilo que precisavam saber. É nessa rede de informações que procuramos identificar a eventual participação adventista.

A questão não é quantos adventistas estavam presentes na Venezuela, quantos voluntários foram mobilizados ou quantos recursos internacionais a denominação recebeu. A questão é saber se uma informação relevante para localizar Maduro passou pelas mãos de alguém pertencente a essa estrutura.

Porque a operação militar teve uma data conhecida, mas a construção da inteligência que a tornou possível começou muito antes. E é nesse período anterior, entre contatos, informações e intermediários ainda não identificados publicamente, que se encontra o verdadeiro objeto de nossa investigação.






IGREJA MILITAR ADVENTISTA: General do Pentágono já atuava nos bastidores da estrutura mundial adventista antes da captura de Maduro

Andrew Harewood trabalhava internacionalmente com Ivan Omaña desde 2022, administrou o juramento militar de uma dirigente adventista dentro da sede da Igreja em 2023, entregou a moeda do Pentágono a Ted Wilson em 2025 e assumiu oficialmente a direção mundial em 2026. O que essa sequência revela sobre a relação entre poder militar e administração religiosa?

O general não chegou à Igreja Militar Adventista em fevereiro de 2026

Uma descoberta documental obriga nossa investigação sobre a chamada Igreja Militar Adventista a corrigir substancialmente a cronologia de Andrew R. Harewood. Até recentemente, a informação de que o general americano assumiu a direção assistente dos Ministérios Adventistas de Capelania somente em fevereiro de 2026 podia produzir a impressão de que sua participação na estrutura mundial havia começado depois da captura de Nicolás Maduro, realizada por forças americanas em 3 de janeiro daquele ano. Entretanto, documentos publicados pela própria denominação revelam que Harewood já participava de atividades internacionais ao lado de Ivan H. Omaña pelo menos desde setembro de 2022, quase três anos e meio antes da nomeação formal.

A diferença é fundamental. Uma data de nomeação identifica o momento em que determinada função administrativa passa a ser oficialmente exercida. Não estabelece necessariamente quando começaram os relacionamentos, as atividades de colaboração, as responsabilidades informais ou a influência profissional daquele dirigente. No caso de Harewood, essa distinção deixou de ser abstrata. Agora temos notícias, fotografias, nomes, locais, datas e declarações institucionais demonstrando que ele já trabalhava com dirigentes da capelania adventista internacional muito antes de integrar formalmente sua administração mundial.

O achado mais antigo dessa sequência está numa reportagem do Adventist Record, publicada em 29 de setembro de 2022. O próprio título apresenta Harewood como capelão do Pentágono que compartilhou sua experiência na primeira conferência adventista de capelães das Forças de Defesa da Austrália. Não se tratava de um simples encontro entre pastores. A programação incluía representantes das estruturas militares australianas, treinamento profissional, reuniões institucionais e dirigentes internacionais da Associação Geral.

Esse documento estabelece um ponto decisivo: a relação entre Harewood e Omaña já produzia atividades internacionais concretas em 2022. Portanto, quando a operação americana contra Maduro começou a ser preparada em 2025, os dois não eram profissionais que ainda precisariam ser apresentados um ao outro. Já haviam participado conjuntamente de iniciativas internacionais envolvendo capelanias militares e administrações adventistas de diferentes países.

Setembro de 2022: Harewood e Omaña constroem relações com militares australianos

Entre 7 e 13 de setembro de 2022, a União Australiana da Igreja Adventista organizou sua primeira conferência de capelães adventistas das Forças de Defesa. Segundo o Adventist Record, sete capelães militares participaram de atividades de desenvolvimento profissional e treinamento conduzidas com a presença do general Andrew Harewood, então descrito como capelão em serviço no Pentágono, de Ivan H. Omaña, diretor mundial da Adventist Chaplaincy Ministries, e de Gilda Roddy, dirigente da capelania da Divisão Norte-Americana.

A comitiva deslocou-se até Canberra e reuniu-se com representantes das capelanias do Exército, da Marinha e da Força Aérea australianos. Também participou de encontros com integrantes do Religious Advisory Committee to the Services, órgão consultivo relacionado à assistência religiosa nas Forças de Defesa, nas instalações do Royal Military College, em Duntroon. Posteriormente, realizou atividades com dirigentes adventistas da Divisão do Pacífico Sul e da União Australiana.

O que mais interessa à nossa investigação é a avaliação que os próprios participantes fizeram dos resultados. O pastor Gys Seegers, capelão do Exército australiano, declarou que a visita estabeleceu uma importante conexão estratégica entre capelães de defesa da Austrália e dos Estados Unidos. A reportagem também registra que o encontro lançou as bases de uma relação de colaboração envolvendo a Adventist Chaplaincy Ministries mundial, a administração australiana da Igreja e os capelães adventistas das Forças de Defesa.

Vale observar a combinação institucional: um general de brigada americano associado ao Pentágono, um diretor mundial da Associação Geral e representantes de instituições militares estrangeiras participavam de uma iniciativa internacional descrita pelos próprios organizadores como estratégica. Esse é um exemplo documentado de como dirigentes adventistas e oficiais militares podiam atuar conjuntamente além das fronteiras dos Estados Unidos, criando relacionamentos profissionais e mecanismos de cooperação.

O precedente australiano altera a maneira como examinamos a atuação posterior de Harewood. Não precisamos imaginar que sua capacidade de trabalhar internacionalmente dependesse de uma função recebida em 2026. Em 2022, essa capacidade já estava sendo utilizada em atividades públicas da administração adventista, com participação de seu diretor mundial.

A experiência que Harewood levava do Pentágono

Para compreender o significado dessa articulação, é indispensável considerar o currículo do general. A biografia oficial publicada pela World Service Organization informa que Andrew Harewood exerceu a função de vice-chefe de capelães da Reserva do Exército dos Estados Unidos e dirigiu a área de Estratégia, Planos, Políticas, Recursos e Prontidão Espiritual dos Militares e de suas Famílias no gabinete do chefe de capelães, no Pentágono.

Entre suas responsabilidades estavam planejamento estratégico, políticas, legislação, doutrina, assuntos governamentais, administração de pessoal, gestão de forças, mobilização e operações de contingência. Ele também trabalhou com comandos e unidades do Exército americano, incluindo diferentes componentes de sua organização administrativa e operacional.

O próprio Exército dos Estados Unidos, em publicação de novembro de 2020, identificou Harewood como estrategista-chefe do Corpo de Capelães. Outra reportagem militar daquele mesmo mês informou que ele assessorava autoridades superiores da Reserva e supervisionava recursos, treinamento e políticas para mais de 700 capelães que atendiam aproximadamente 190 mil reservistas, além de familiares e funcionários civis.

Há ainda uma confirmação posterior, registrada no documento The State of the U.S. Army Chaplain Corps, de abril de 2023. O relatório apresenta Harewood na direção superior da capelania e confirma que acumulava responsabilidades na área de Estratégia, Gestão Profissional e Recursos.

A importância dessas informações não está em sugerir que Harewood comandasse todas as atividades militares americanas. Está em demonstrar que sua carreira incluía responsabilidades superiores de administração, planejamento e coordenação dentro de uma estrutura militar complexa. Essas competências profissionais são particularmente relevantes quando examinamos sua posterior atuação numa organização religiosa internacional que também possui oficiais, sistemas administrativos, programas de treinamento e relações com instituições governamentais.

A cerimônia de 2023: o Exército americano entra na sede administrativa adventista

Em 17 de abril de 2023, outro acontecimento documentado demonstrou a intensidade das relações institucionais entre a administração adventista e a hierarquia militar americana. Na sede da Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista, em Columbia, Maryland, M. Gilda Dholah-Roddy, então diretora associada dos Ministérios Adventistas de Capelania, recebeu sua comissão como oficial da Reserva do Exército dos Estados Unidos.

A cerimônia foi descrita em detalhes numa reportagem da Adventist Review publicada em 5 de julho de 2023. Dholah-Roddy recebeu a patente de capitã-capelã e foi designada para prestar assistência religiosa aos integrantes da 55ª Brigada de Sustentação, sediada em Fort Belvoir, na Virgínia.

O responsável por administrar seu juramento militar foi Andrew R. Harewood, identificado pela reportagem como general de brigada, ministro adventista e capelão de maior graduação na Reserva do Exército americano.

As fotografias divulgadas pela Divisão Norte-Americana mostram a oficial diante do general, prestando o juramento exigido para ingressar no oficialato da Reserva. A cerimônia aconteceu dentro de uma sede administrativa da denominação. A própria reportagem esclarece que os oficiais podem escolher o local e os participantes desse ato, e que Dholah-Roddy convidou deliberadamente pessoas que haviam contribuído para sua trajetória profissional e religiosa.

A escolha do general também não foi casual. A reportagem informa expressamente que Dholah-Roddy considerava Harewood seu mentor. Portanto, não estamos diante de um oficial militar chamado ocasionalmente para participar de uma cerimônia. Existia uma relação anterior de orientação profissional entre o general e uma dirigente que já ocupava uma posição importante na administração adventista.

O juramento militar e a presença de outros oficiais na administração religiosa

O episódio possui um detalhe simbólico e institucional de grande importância: a dirigente adventista prestou juramento de defender a Constituição dos Estados Unidos e cumprir as responsabilidades de seu posto militar dentro das instalações administrativas da Igreja. A mesma cerimônia reuniu familiares, dirigentes denominacionais e profissionais com trajetórias nas Forças Armadas americanas.

Entre os participantes estavam Washington Johnson II, diretor da capelania da Divisão Norte-Americana e capitão aposentado da capelania da Marinha; Paul Anderson, antigo diretor da mesma área e comandante aposentado da capelania naval; Rohann D. Wellington, diretor de serviços profissionais da Divisão e capitão-capelão da Força Aérea; e Rick Remmers, assistente do presidente da Divisão Norte-Americana.

A composição do encontro documenta uma característica importante da estrutura adventista de capelania: profissionais militares ocupavam posições administrativas na denominação, enquanto dirigentes denominacionais também ingressavam no serviço militar. Os dois ambientes institucionais estavam conectados por trajetórias profissionais, reconhecimento religioso e relações de mentoria.

A reportagem acrescenta que a ACM norte-americana acompanhava mais de 800 capelães adventistas, dos quais aproximadamente 150 serviam nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Dholah-Roddy já participava dessa administração antes de sua incorporação à Reserva. Ela explicou que a experiência militar lhe permitiria compreender melhor o trabalho dos profissionais que acompanhava e incorporar à sua formação métodos de liderança empregados em situações críticas.

Esse episódio revela uma circulação institucional em duas direções. Harewood, oficial-general do Exército e ministro adventista, administrava o juramento de uma dirigente religiosa que ingressava formalmente na estrutura militar. A cerimônia acontecia diante de outras autoridades religiosas com carreiras militares. A sede denominacional servia como espaço para um ato oficial de incorporação ao serviço dos Estados Unidos.

Não era uma reunião realizada na sede mundial da Associação Geral, mas na sede da Divisão Norte-Americana. A distinção administrativa importa: o episódio documenta a participação institucional da administração adventista regional e de seus dirigentes, enquanto a relação de Harewood com a estrutura mundial já havia sido demonstrada no encontro australiano de 2022.

Uma estrutura que se desenvolvia antes da crise venezuelana de 2025

Quando avançamos para 2025, encontramos Harewood novamente em posição de destaque na administração internacional da capelania adventista. Em 30 de junho, ele pronunciou a mensagem devocional de abertura do IV Congresso Mundial de Capelania Adventista, realizado em St. Louis, nos Estados Unidos. Ivan Omaña conduzia a organização do encontro, que reuniu centenas de capelães e familiares provenientes de diferentes regiões do mundo.

No encerramento, realizado em 2 de julho, Ted N. C. Wilson, então presidente mundial da Igreja Adventista, participou como orador principal do banquete. Conforme a reportagem oficial da Divisão Interamericana, Ivan Omaña entregou a Wilson uma escultura de cristal simbolizando a união de mãos. Em seguida, Harewood apresentou ao presidente uma moeda comemorativa produzida pelo Pentágono.

A cerimônia reuniu dirigentes religiosos, capelães militares uniformizados e antigos responsáveis pela administração mundial da capelania. Mario Ceballos, antecessor de Omaña na direção internacional, também foi homenageado. O episódio oferece uma imagem expressiva da proximidade entre a liderança eclesiástica e uma estrutura internacional que mantinha relações permanentes com profissionais das Forças Armadas.

Há uma diferença entre a descrição religiosa convencional da cerimônia e sua leitura institucional. Para o público denominacional, Wilson recebeu uma homenagem de capelães reconhecidos pela Igreja. Para nossa investigação, interessa também observar que o encontro foi conduzido pela própria estrutura internacional de capelania, que apresentou seus dirigentes, homenageou sua trajetória administrativa e conferiu destaque a um antigo general do Exército americano.

A moeda do Pentágono torna visível essa circulação de símbolos e autoridades. O objeto foi entregue por um oficial que havia exercido responsabilidades estratégicas na instituição militar americana a um presidente religioso que deixaria o cargo poucos dias depois. A cerimônia permite examinar como prestígio militar, reconhecimento denominacional e relações pessoais podem se reforçar mutuamente dentro de uma organização internacional.

Omaña, Ceballos e Harewood: três trajetórias que se encontram

O cruzamento de nossas fontes identifica três personagens particularmente importantes para compreender a administração mundial da WSO.

Ivan H. Omaña nasceu na Venezuela e pertence a uma família com longa trajetória na administração adventista daquele país. Sua biografia oficial informa que seu bisavô foi ordenado pastor adventista na Assembleia Mundial de 1935 e que outros familiares exerceram funções denominacionais na Divisão Interamericana. Omaña estudou nos Estados Unidos, retornou à Venezuela para exercer o ministério pastoral durante aproximadamente dez anos e posteriormente desenvolveu carreira na capelania norte-americana. Em 2022, assumiu a direção mundial da Adventist Chaplaincy Ministries.

Mario E. Ceballos, por sua vez, dirigiu mundialmente a capelania adventista entre 2015 e 2022. Sua trajetória inclui experiência na Reserva da Marinha americana e responsabilidades relacionadas ao Medical Cadet Corps. O manual do Cuerpo de Servicio Nacional Adventista, publicado pela União Venezuelana Oriental em junho de 2025, identifica Ceballos como revisor técnico e declara contar com o respaldo da Organização Mundial do Serviço.

Andrew Harewood completa esse quadro com sua experiência superior no Exército americano e sua atuação internacional documentada ao lado de Omaña desde setembro de 2022. Na direção atual da WSO, Omaña aparece como World Commanding Officer, Harewood como World Commanding Executive Officer e Ceballos como diretor de Operações e Treinamento.

O elemento relevante não é simplesmente a nacionalidade ou a carreira anterior desses dirigentes. É a combinação de experiências profissionais, relacionamentos anteriores e posições administrativas reunidas numa mesma organização internacional, responsável por programas de serviço e relacionamento com adventistas que atuam em instituições públicas e militares.

O precedente australiano e a pergunta venezuelana

A viagem à Austrália demonstra que Harewood e Omaña podiam atuar conjuntamente em iniciativas internacionais antes de 2026. O manual venezuelano demonstra que Ceballos participou tecnicamente da elaboração de normas de uma estrutura nacional que reconhece respaldo da WSO. As duas descobertas identificam modalidades distintas de relacionamento internacional: de um lado, treinamento e encontros com representantes militares estrangeiros; de outro, colaboração técnica na regulamentação de um programa nacional de serviço.

É nesse cruzamento que nossa investigação sobre a Venezuela ganha uma direção mais específica. Se Harewood já participava de atividades internacionais com Omaña, e se Ceballos mantinha relações técnicas documentadas com o CSN venezuelano, torna-se relevante examinar a circulação de orientações, contatos e responsabilidades entre os três dirigentes no período anterior a janeiro de 2026.

O objetivo não é procurar uma ordem militar expedida pelo presidente da Associação Geral, como se toda atividade clandestina dependesse de autorização escrita da administração religiosa. A questão envolve também relações pessoais, contatos profissionais, capacidade de articulação e possibilidades de comunicação entre pessoas inseridas em organizações diferentes.

A investigação precisa distinguir o conhecimento territorial, a relação com servidores públicos e o acesso a informações sobre autoridades presidenciais. São níveis diferentes de relacionamento. A experiência profissional de Harewood torna particularmente relevante investigar se suas relações com dirigentes adventistas incluíram contatos com autoridades envolvidas na política americana para a Venezuela durante 2025.

Agosto de 2025: a inteligência americana entra na cronologia

A Reuters revelou, em 3 de janeiro de 2026, que a operação americana para capturar Nicolás Maduro foi precedida de meses de preparação e de trabalhos de inteligência realizados dentro da Venezuela. Uma pequena equipe da CIA estava presente no país desde agosto de 2025. A agência também dispunha de uma fonte próxima a Maduro, capaz de acompanhar seus movimentos e contribuir para identificar sua localização quando a operação fosse desencadeada.

Esse dado desloca nossa investigação para um período particularmente significativo. Em julho de 2025, Harewood já aparecia publicamente ao lado da direção mundial da capelania adventista. Em agosto, a CIA mantinha uma equipe no território venezuelano. Em janeiro de 2026, a operação militar americana resultou na captura de Maduro. Em fevereiro, Harewood passou a ocupar formalmente uma função executiva na administração mundial da ACM.

A cronologia demonstra que a colaboração internacional de Harewood com dirigentes adventistas antecedia a preparação clandestina americana. Por isso, sua nomeação de fevereiro não pode ser utilizada para afastar automaticamente qualquer exame de suas atividades e relacionamentos anteriores.

A hipótese que nossa investigação procura desenvolver é a de que relações internacionais já estabelecidas poderiam ter servido como ambientes de contato e circulação de informações relevantes para diferentes instituições. O precedente australiano demonstra a capacidade de Harewood de atuar internacionalmente com Omaña. O manual venezuelano confirma relações da WSO com o CSN por intermédio de Ceballos. A investigação sobre a captura exige agora compreender se algum desses relacionamentos alcançou pessoas ou instituições envolvidas na inteligência americana durante o segundo semestre de 2025.

Por que o papel de Harewood não deve ser procurado apenas no comando de campo

Um erro de perspectiva seria procurar exclusivamente fotografias de Harewood na Venezuela, ordens assinadas por ele ou registros de sua presença física em Caracas. Sua experiência profissional documentada estava concentrada em planejamento, coordenação institucional, assuntos governamentais e administração estratégica. Esse histórico torna pertinente examinar funções de relacionamento e aconselhamento, além das atividades executadas diretamente por equipes em campo.

Em organizações internacionais, a influência institucional pode ser exercida por meio de treinamento, formulação de políticas, aproximação de dirigentes, desenvolvimento de programas e estabelecimento de relações profissionais. A própria trajetória de Harewood na Austrália comprova uma experiência concreta nesse tipo de articulação transnacional.

O papel mais importante a investigar, portanto, não é necessariamente o de um comandante operacional de cadetes venezuelanos, mas o de um dirigente com relações consolidadas tanto no universo militar americano quanto na administração internacional adventista. A combinação dessas duas experiências explica por que seu nome ocupa posição central em nosso levantamento.

Isso também exige examinar os vínculos anteriores de Omaña e Ceballos na Venezuela, a natureza do respaldo concedido pela WSO ao CSN, os contatos internacionais efetivamente mantidos no segundo semestre de 2025 e as competências administrativas atribuídas a cada dirigente naquele período.

A nomeação de fevereiro de 2026 sob uma perspectiva diferente

Quando examinada isoladamente, a nomeação de Harewood em fevereiro de 2026 parece representar o início de uma nova etapa profissional depois de sua aposentadoria militar. Entretanto, quando colocada ao lado das fontes de 2022, 2023 e 2025, a mesma nomeação adquire outro significado: ela incorporou formalmente à direção mundial um profissional que já possuía relações prolongadas com a administração internacional da capelania adventista.

Em setembro de 2022, Harewood atuava com Omaña na Austrália. Em abril de 2023, presidia o juramento militar de uma dirigente adventista na sede da Divisão Norte-Americana. Em junho de 2025, pronunciava a abertura do Congresso Mundial de Capelania. Em julho, entregava a Ted Wilson uma moeda produzida pelo Pentágono. Em fevereiro de 2026, assumia uma função executiva na Associação Geral durante a presidência de Erton Köhler.

Essa sequência demonstra continuidade de relacionamentos profissionais e reconhecimento institucional. A nomeação não criou do nada a aproximação entre Harewood e a liderança adventista. Consolidou administrativamente uma relação que já possuía manifestações públicas concretas.

A interpretação mais importante para nosso dossiê está nessa continuidade. A troca de presidentes da Associação Geral não interrompeu a presença institucional de dirigentes com experiência militar americana no ambiente mundial da capelania. Ao contrário, Harewood passou de colaborador e participante de iniciativas internacionais a dirigente formal da organização.

O poder militar e a autoridade religiosa: uma relação que atravessa administrações

A trajetória de Harewood coloca diante de nossa investigação uma questão estrutural sobre a relação entre a administração religiosa e o universo militar americano. O general era ministro adventista credenciado pela denominação durante sua carreira no Exército. Participava de uma estrutura superior de planejamento e administração militar. Posteriormente, passou a desempenhar atividades internacionais com dirigentes adventistas e finalmente assumiu uma posição de liderança mundial.

A autoridade religiosa e a experiência militar encontraram-se sucessivamente em sua trajetória. O Exército reconhecia seu credenciamento denominacional; a Igreja reconhecia sua patente, sua formação e suas responsabilidades militares. A cerimônia de 2023 mostrou uma dirigente adventista ingressando no oficialato americano sob seu juramento. O congresso de 2025 mostrou o mesmo general entregando ao presidente mundial uma homenagem associada ao Pentágono.

Esses episódios oferecem uma perspectiva mais concreta sobre a circulação de profissionais entre instituições. A organização militar incorpora ministros religiosos como oficiais. A administração religiosa incorpora antigos oficiais superiores como dirigentes. As relações pessoais e profissionais atravessam essa circulação.

É nesse ambiente que nossa investigação questiona a distribuição efetiva de influência entre a estrutura denominacional e os dirigentes com experiência militar. Não basta olhar para quem ocupa a presidência da Associação Geral. Precisamos observar também quem dirige programas especializados, quem participa de iniciativas internacionais, quem estabelece relacionamentos com autoridades militares e quem contribui para formular normas e procedimentos.

Conclusão: a trajetória anterior à nomeação é a verdadeira descoberta

A descoberta mais relevante desta etapa não é simplesmente que Andrew Harewood se tornou diretor assistente dos Ministérios Adventistas de Capelania em fevereiro de 2026. É que sua atuação internacional ao lado da direção adventista está documentada desde setembro de 2022, e que essa colaboração atravessou diferentes acontecimentos, países e administrações.

A reportagem australiana demonstra sua participação em encontros internacionais com autoridades militares. A cerimônia de Maryland revela sua atuação como mentor e oficial responsável por administrar o juramento de uma dirigente adventista que ingressava na Reserva americana. O congresso de St. Louis registra seu prestígio diante da administração mundial e sua participação na homenagem a Ted Wilson. A nomeação posterior confirma sua incorporação formal à direção internacional.

Para nossa investigação sobre a Venezuela, essa sequência elimina a ideia de que a atuação internacional de Harewood começou depois da captura de Maduro. Quando a inteligência americana iniciou suas atividades clandestinas no país, em agosto de 2025, o general já mantinha há anos relações documentadas com dirigentes mundiais adventistas e possuía experiência comprovada em articulações internacionais envolvendo instituições militares.

Esse é o ponto a partir do qual nossa investigação prossegue. As relações anteriores de Harewood com Omaña, a participação de Ceballos na regulamentação do CSN venezuelano e a existência de estruturas adventistas internacionais formam um conjunto de conexões institucionais que merece exame aprofundado no contexto da preparação americana para a captura de Maduro.

O centro da investigação não está na data em que Harewood recebeu seu novo título administrativo. Está no período anterior, quando já circulava entre dirigentes religiosos e militares, participava de iniciativas internacionais e construía relacionamentos profissionais que permaneceram ativos durante a preparação da operação americana contra Maduro.

A pergunta que encerra esta etapa não é quando o general entrou oficialmente na administração mundial adventista. Essa data já conhecemos. A pergunta é quais responsabilidades e relacionamentos exerceu antes dela, particularmente no intervalo em que a CIA preparava a operação venezuelana, e até onde chegaram os contatos internacionais construídos por Harewood, Omaña e Ceballos.

DOCUMENTOS ORIGINAIS

1. Exército dos Estados Unidos, novembro de 2020: The Army Has Two New Reserve Component Deputy Chiefs of Chaplains.

2. Exército dos Estados Unidos, novembro de 2020: Deputy Chief of Chaplains for the Army Reserve.

3. Exército dos Estados Unidos, abril de 2023: The State of the U.S. Army Chaplain Corps.

4. Adventist Record, 29 de setembro de 2022: Pentagon Chaplain Shares Experience at First Adventist Defence Chaplains Conference.

5. Adventist Review, 5 de julho de 2023: NAD Leader Commissioned as U.S. Army Reserve Chaplain.

6. Divisão Interamericana, 4 de julho de 2025: Global Chaplaincy Congress Closes With A Call To Christlike Humility and Love.

7. World Service Organization: Leadership — Ivan Omaña, Andrew Harewood e Mario Ceballos.

8. União Venezuelana Oriental, junho de 2025: Manual de los Cadetes del Cuerpo de Servicio Nacional Adventista.

9. Reuters, 3 de janeiro de 2026: Mock House, CIA Source and Special Forces: The US Operation to Capture Maduro.

Deixe um comentário