Jud Lake, Th.D., D.Min., é professor de Pregação e Estudos Adventistas na Escola de Religião da Southern Adventist University, onde leciona há vinte e cinco anos. É autor de inúmeros artigos e vários livros, incluindo Ellen White Under Fire (2010) e A Nation in God’s Hands: Ellen White and the Civil War (2017).
- Use este link para baixar o artigo de Jud Lake: “Pluralidade de Mundos Não Caídos — Ellen White e os Extraterrestres” completo, traduzido para o português, 33 páginas.
Transcrição
Após a apresentação do palestrante, o moderador introduz o professor Dr. Jude Lake, docente de Estudos Adventistas na Faculdade de Religião da Southern Adventist University, onde leciona há aproximadamente vinte e cinco anos. Destaca sua produção acadêmica, composta por inúmeros artigos e livros, entre eles Ellen White Under Fire e The Hand of God: Ellen White and the Civil War. Em seguida, informa que sua conferência abordará o tema “Pluralidade dos Mundos Não Caídos, Ellen White e os Extraterrestres”, concedendo-lhe cerca de quarenta minutos para a apresentação, após a qual haveria uma resposta acadêmica de outro pesquisador.
Antes do início da exposição, realiza-se uma breve oração. Pede-se que Deus conduza a apresentação, que os participantes estejam receptivos à verdade e que conceda sabedoria ao palestrante durante sua exposição. Encerrada a oração, o Dr. Jude Lake é convidado a iniciar sua conferência.
O interesse contemporâneo pelos extraterrestres
Após alguns ajustes técnicos, o Dr. Lake inicia sua fala observando que o tema dos extraterrestres voltou a ocupar posição de destaque na cultura contemporânea. Segundo ele, documentos recentemente divulgados por governos reacenderam o interesse público pelos objetos voadores não identificados e pela possibilidade de existência de vida inteligente em outras partes do universo. Independentemente da natureza desses fenômenos, afirma que a discussão sobre vida extraterrestre voltou ao centro das atenções e, nesse contexto, considera particularmente interessante examinar aquilo que Ellen White escreveu sobre esse assunto.
O conferencista explica que o estudo apresentado representa apenas o início de uma pesquisa muito maior. À medida que avançava na investigação, encontrava uma quantidade crescente de material histórico, tornando impossível abordar todas as evidências em uma única conferência. Por essa razão, decidiu deixar de lado o debate contemporâneo sobre extraterrestres e concentrar-se exclusivamente no contexto histórico em que Ellen White viveu e escreveu. Segundo ele, o maior desafio não foi encontrar informações, mas decidir quais delas precisariam ser deixadas de fora devido às limitações de tempo.
Assim, esclarece que sua exposição constitui apenas um resumo de um trabalho muito mais amplo, cujo desenvolvimento completo exigiria muito mais do que os quarenta minutos disponíveis. É nesse contexto que introduz oficialmente o tema “A Pluralidade dos Mundos Não Caídos: Ellen White e os Extraterrestres”.
O conceito histórico de pluralidade dos mundos
O Dr. Lake inicia definindo o conceito central de sua pesquisa. A “pluralidade dos mundos”, também conhecida historicamente como pluralismo cósmico, é a crença de que o universo está repleto de mundos que orbitam seus respectivos sóis e são habitados por seres inteligentes e conscientes. Segundo ele, esse conceito corresponde ao antecedente histórico daquilo que, no século XX, passou a ser popularmente chamado de vida extraterrestre.
Essa ideia, explica o pesquisador, possui uma história extremamente longa e rica. Suas origens remontam à filosofia da Grécia Antiga, atravessam diferentes períodos da história intelectual do Ocidente e alcançam seu auge durante o século XIX. Um dos estudiosos da história do pluralismo chega, inclusive, a definir a segunda metade do século XIX como a verdadeira “era de ouro” da ideia de uma pluralidade de mundos habitados.
É precisamente durante esse período que Ellen White viveu e produziu praticamente toda a sua obra literária. Segundo Lake, cientistas, filósofos, pregadores e teólogos discutiam intensamente a possibilidade de existência de habitantes em outros mundos, tornando esse assunto um dos temas intelectuais mais importantes da época. Dessa forma, seus comentários sobre mundos não caídos e habitantes de outros planetas tornam-se particularmente significativos quando examinados dentro desse contexto histórico.
Embora as referências de Ellen White a inúmeros mundos espalhados pelo universo tenham despertado a atenção de diversos estudiosos modernos, o conferencista observa que elas raramente são analisadas dentro do ambiente intelectual em que foram originalmente produzidas. Como exemplo, menciona o historiador Michael J. Crowe, especialista na história da ideia de vida extraterrestre, que inclui Ellen White em seu amplo levantamento sobre o debate ocorrido entre 1750 e 1900. Crowe observa que ela forneceu à sua igreja algo que poucas tradições cristãs possuíam: uma teologia que incorporava explicitamente seres extraterrestres.
Segundo Lake, essa observação é historicamente correta. Durante aproximadamente sessenta anos — desde sua primeira visão envolvendo outro mundo, publicada em 1849, até seus escritos mais tardios — Ellen White desenvolveu de maneira consistente uma doutrina acerca dos chamados “mundos não caídos”. Suas referências posteriores tornaram-se cada vez mais elaboradas do ponto de vista teológico, embora permanecessem coerentes com a compreensão inicial apresentada em seus primeiros escritos.
Na avaliação do conferencista, essa dimensão da obra de Ellen White pode ser estudada dentro de um campo relativamente recente da reflexão teológica conhecido como exoteologia. Trata-se da disciplina que investiga as implicações teológicas da eventual existência de inteligências extraterrestres, abordando temas como o pecado no universo, múltiplas encarnações de Cristo e a possibilidade de conversão de seres extraterrestres. O Dr. Lake observa que essas questões seriam fascinantes para discutir em relação aos escritos de Ellen White, mas esclarece que permanecem fora do escopo do presente estudo e deverão ser objeto de pesquisas futuras.
O propósito específico desta investigação, afirma, é outro: compreender qual a função da pluralidade dos mundos dentro da teologia de Ellen White e identificar as características que distinguem sua compreensão desse tema em relação aos demais escritores de seu tempo.
Para alcançar esse objetivo, o pesquisador anuncia que seguirá dois passos metodológicos. Primeiro, reconstruirá o contexto histórico da doutrina da pluralidade dos mundos por meio do exame dos principais escritores religiosos do século XIX que trataram do assunto. Em seguida, analisará as características próprias da compreensão de Ellen White, colocando seus escritos em diálogo com os diversos autores contemporâneos que também defenderam alguma forma de pluralismo cósmico.
(continua exatamente na sequência da exposição, entrando na história da pluralidade dos mundos desde a filosofia grega e a Revolução Copernicana).
A história da pluralidade dos mundos
Prosseguindo sua exposição, o Dr. Lake observa que, para compreender adequadamente os escritos de Ellen White sobre os mundos não caídos, é indispensável reconstruir o ambiente intelectual no qual ela viveu. Segundo ele, a ideia de uma pluralidade de mundos habitados não nasceu dentro do adventismo nem surgiu subitamente com suas visões. Ao contrário, tratava-se de um conceito cuja história remonta à filosofia da Grécia Antiga, atravessa séculos de reflexão filosófica e teológica e alcança extraordinária popularidade durante o século XIX.
Ele explica que um dos conceitos mais influentes desse período foi o chamado princípio da plenitude. De acordo com essa concepção filosófico-teológica, Deus não desperdiça nenhuma possibilidade de Sua criação. Sendo infinitamente sábio e poderoso, tudo o que Ele cria tende a manifestar vida, plenitude e abundância. Assim, muitos pensadores concluíram que um universo tão vasto dificilmente existiria apenas para abrigar um único planeta habitado. Essa forma de raciocínio exerceu profunda influência sobre diversos teólogos e escritores do século XIX e, segundo o conferencista, alguns elementos desse princípio podem ser percebidos também na maneira como Ellen White desenvolve sua compreensão da pluralidade dos mundos.
Thomas Paine e o desafio ao cristianismo tradicional
Como primeiro exemplo, o palestrante apresenta Thomas Paine. Em 1794, Paine publicou The Age of Reason (A Era da Razão), obra que provocou enorme impacto no pensamento religioso de sua época. Deísta convicto, Paine sustentava que determinadas doutrinas fundamentais do cristianismo eram incompatíveis com a hipótese da pluralidade dos mundos. Em sua argumentação, afirmava que a razão humana, auxiliada pelos avanços da astronomia dos séculos XVII e XVIII, deveria servir de critério para avaliar as crenças religiosas, e não o contrário.
Segundo o conferencista, Paine utilizava justamente a ideia de inúmeros mundos habitados para atacar a doutrina cristã da queda e da redenção. Perguntava como seria possível imaginar que Deus, governando milhões de mundos espalhados pelo universo, abandonasse todos os demais para vir morrer apenas neste planeta porque um homem e uma mulher haviam pecado. Levando esse raciocínio às últimas consequências, ironizava a fé cristã ao sugerir que seria necessário admitir uma sucessão interminável de encarnações de Cristo, viajando continuamente de planeta em planeta para repetir Sua obra redentora. Essa caricatura recebeu dele a expressão de um Cristo “saltando de planeta em planeta”. De acordo com Lake, o historiador Robert Paul considera esse um dos ataques mais influentes já dirigidos ao cristianismo utilizando o argumento da pluralidade dos mundos.
O crescimento do pluralismo no século XIX
Após Thomas Paine, explica o conferencista, a ideia de mundos habitados deixou de ser apenas uma curiosidade filosófica e passou a integrar um amplo movimento intelectual. Cientistas, astrônomos, teólogos e escritores populares passaram a discutir seriamente a possibilidade de vida inteligente além da Terra. Livros de astronomia eram publicados em grande quantidade, telescópios despertavam enorme fascínio popular e o próprio crescimento do conhecimento científico parecia favorecer essa hipótese. Segundo Lake, formou-se aquilo que ele chama de um verdadeiro “ambiente pluralista”, dentro do qual diferentes autores defendiam a existência de civilizações espalhadas pelo cosmos por razões bastante distintas.
Alguns baseavam suas conclusões na astronomia; outros recorriam à filosofia; outros ainda afirmavam ter recebido revelações ou visões que confirmavam a existência desses mundos. Havia também quem reinterpretasse a teologia cristã tradicional à luz desse novo panorama cosmológico. Para o conferencista, esse contexto é fundamental, pois demonstra que a discussão sobre vida inteligente fora da Terra fazia parte do universo intelectual em que Ellen White viveu, escreveu e desenvolveu sua própria compreensão acerca dos mundos não caídos.
O caso de Richard A. Proctor
Prosseguindo sua análise histórica, o Dr. Lake menciona o astrônomo britânico Richard A. Proctor, um dos mais conhecidos divulgadores científicos do século XIX. Inicialmente, Proctor admitia que alguns planetas do sistema solar, como Vênus, Urano e Netuno, poderiam abrigar vida. Posteriormente, modificou parcialmente sua posição, passando a considerar menos provável a existência de vida em determinados planetas do sistema solar, embora continuasse discutindo amplamente a possibilidade de vida em outras regiões do universo. O conferencista observa que, paralelamente a essas mudanças, surgiam interpretações influenciadas pelo darwinismo, segundo as quais a vida estaria evoluindo em diferentes planetas.
Nesse ponto, Lake menciona uma informação curiosa. Segundo Tim Poirier, diretor associado do White Estate, uma edição americana de 1871 da obra Other Worlds Than Ours, de Proctor, foi adquirida para a biblioteca pessoal de Ellen White em 1913. O palestrante ressalta, entretanto, que essa aquisição ocorreu muito tarde em sua vida e acrescenta que o próprio Poirier considera possível que ela jamais tenha consultado esse exemplar. Lake faz ainda uma conjectura pessoal — deixando claro que não possui evidências para sustentá-la — de que outras pessoas poderiam ter compartilhado anteriormente algumas das ideias de Proctor com Ellen White. Imediatamente, porém, esclarece novamente que não dispõe de qualquer prova documental para essa hipótese e retorna ao argumento principal: independentemente dessas possibilidades, o ambiente intelectual do século XIX já estava profundamente marcado pelo pluralismo cósmico.
(continua com a transição para a análise das visões de Ellen White sobre os mundos não caídos e sua primeira visão de 1849).
Ellen White e a doutrina dos mundos não caídos
Após reconstruir o contexto histórico do pluralismo cósmico no século XIX, o Dr. Lake afirma que chega, enfim, ao ponto central de sua conferência: a compreensão de Ellen White sobre os chamados “mundos não caídos”. Antes de iniciar essa análise, faz uma observação metodológica importante. Segundo ele, Ellen White nunca procurou escrever um tratado destinado a demonstrar a existência de extraterrestres nem se propôs a desenvolver formalmente uma doutrina sobre habitantes de outros planetas. Em sua avaliação, a crença na existência de inteligências espalhadas pelo universo aparece como uma consequência natural de suas experiências visionárias e integra uma compreensão mais ampla da criação, na qual o universo expressa o princípio da plenitude e confirma a ideia de mundos habitados. Dentro do conjunto de sua obra, portanto, a pluralidade dos mundos nunca constituiu o tema principal, mas desempenhou um papel de apoio dentro da estrutura teológica da chamada grande controvérsia.
O conferencista observa ainda que essa temática aparece com frequência muito maior do que normalmente se imagina. Segundo seu levantamento, referências a habitantes de outros mundos surgem cerca de 1.700 vezes ao longo dos escritos de Ellen White, funcionando como um elo importante em seu sistema de pensamento. Antes de examinar essas referências em detalhe, ele afirma que algumas questões preliminares precisam ser esclarecidas, começando justamente pelo contexto de sua primeira visão envolvendo outros mundos.
A questão da astronomia
Antes de abordar diretamente a visão de 1849, o Dr. Lake faz uma observação sobre o conhecimento astronômico de Ellen White. Segundo ele, ela declarou não possuir conhecimento especializado sobre astronomia em meados da década de 1840. Cita como exemplo o episódio em que, após sua primeira visão envolvendo outros planetas, Joseph Bates lhe fez perguntas a respeito da experiência e ela respondeu não conservar qualquer lembrança consciente dos detalhes enquanto estava fora da visão. James White também teria afirmado, após consultar um livro de astronomia, que sua esposa nunca havia estudado obras dessa natureza.
Ao mesmo tempo, Lake observa um aspecto curioso. Em escritos posteriores, as descrições de Ellen White sobre o universo tornam-se ligeiramente mais sofisticadas do ponto de vista astronômico. Ela passa a falar de sóis, estrelas, sistemas planetários e da ordem estabelecida por Deus no cosmos, descrevendo a mão divina sustentando os corpos celestes em suas órbitas e preservando a perfeita harmonia da criação. O conferencista admite que é possível que ela tenha tido algum contato indireto com literatura astronômica disponível em sua época, uma vez que obras desse tipo circulavam amplamente entre o público. Contudo, faz questão de acrescentar que não possui evidências documentais capazes de demonstrar essa influência, apresentando essa possibilidade apenas como uma conjectura.
A visão de 1849
Superadas essas considerações introdutórias, o conferencista dirige a atenção do auditório para a primeira visão de Ellen White relacionada diretamente aos outros mundos. Segundo ele, essa experiência foi publicada inicialmente em um panfleto datado de 31 de janeiro de 1849, introduzida pela declaração: “O Senhor me deu uma visão de outros mundos.” A partir desse ponto, Ellen White relata que lhe foram dadas asas e que um anjo a conduziu da Cidade Santa para um lugar extraordinariamente belo e glorioso. O cenário era descrito como intensamente verde, repleto de vegetação exuberante e de pássaros que entoavam cânticos harmoniosos. Os habitantes daquele lugar eram apresentados como seres de diferentes estaturas, todos possuindo aparência nobre, majestosa e extremamente bela.
Segundo Lake, essa descrição precisa ser lida dentro do ambiente religioso do século XIX. Naquele período, diversos autores ligados ao espiritualismo e a movimentos visionários já publicavam relatos semelhantes, descrevendo viagens espirituais a outros planetas. Ele cita especialmente Emanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis e Thomas Lake Harris, que afirmavam haver contemplado mundos distantes, descrevendo suas paisagens, atmosfera, habitantes e condições de vida. Davis, por exemplo, afirmava que os habitantes de Saturno possuíam corpos semelhantes aos humanos, embora apresentassem cabeças muito alongadas, além de características morais e sociais específicas. O conferencista utiliza esses exemplos para mostrar que narrativas desse gênero já faziam parte do universo cultural no qual Ellen White escreveu.
Lake não afirma que Ellen White tenha copiado esses autores nem procura estabelecer qualquer relação direta de dependência literária. Seu objetivo, segundo explica, é outro: demonstrar que descrições visionárias de outros mundos não constituíam um fenômeno isolado no adventismo, mas integravam um contexto religioso muito mais amplo, no qual diferentes visionários afirmavam ter contemplado civilizações existentes além da Terra. É justamente dentro desse cenário que, segundo ele, a primeira visão de Ellen White sobre outros mundos deve ser historicamente compreendida.
(continua com a análise detalhada do encontro de Ellen White com os habitantes daquele mundo e a comparação entre sua narrativa e as descrições de outros visionários do século XIX).
Um contraste deliberado com os visionários espiritualistas
Prosseguindo sua análise, o Dr. Lake chama atenção para um aspecto que considera particularmente significativo na narrativa da visão de 1849. Segundo ele, quando comparada às descrições produzidas por visionários espiritualistas contemporâneos, a narrativa de Ellen White apresenta diferenças marcantes. Enquanto autores como Emanuel Swedenborg, Andrew Jackson Davis e Thomas Lake Harris dedicavam grande espaço à descrição física dos mundos visitados e de seus habitantes, Ellen White demonstra pouco interesse por esse tipo de detalhe.
O conferencista lembra que Davis, por exemplo, afirmava que os habitantes de Saturno possuíam corpos semelhantes aos humanos, mas com cabeças extraordinariamente alongadas e costumes próprios. Em relação aos habitantes de Júpiter, dizia que caminhavam de forma inclinada, apoiando-se frequentemente nos braços, os quais seriam proporcionalmente maiores que as pernas. Harris, por sua vez, descrevia encontros com filósofos cristãos platônicos em Mercúrio e chegava a afirmar que determinados seres de uma estrela localizada na constelação de Cassiopeia alimentavam-se principalmente do perfume das flores. Essas descrições, segundo Lake, revelam o grande interesse desses autores em fornecer detalhes antropológicos, fisiológicos e culturais das civilizações que alegavam ter visitado.
Ellen White segue um caminho bastante diferente. O conferencista observa que ela não identifica o nome daquele primeiro mundo, não procura descrever sua estrutura geográfica em detalhes, não fornece informações biológicas sobre seus habitantes nem demonstra curiosidade quanto aos aspectos físicos de sua civilização. Limita-se a apresentar aquele lugar simplesmente como um mundo extraordinariamente belo e seus moradores como seres nobres, majestosos e felizes. Na avaliação de Lake, isso revela que seu interesse não estava voltado para a descrição de uma civilização extraterrestre, mas para a mensagem espiritual que aquela visão pretendia transmitir.
É justamente por essa razão que Ellen White destaca imediatamente um aspecto diferente daquele enfatizado pelos espiritualistas. Ela afirma que os habitantes daquele mundo traziam sobre si a imagem de Jesus, e que seu semblante irradiava uma alegria santa, refletindo a liberdade, a felicidade e a paz que caracterizavam aquele lugar. Segundo o conferencista, esse detalhe revela que o centro de interesse da narrativa não era a curiosidade acerca de outros planetas, mas a condição moral e espiritual de seres que jamais haviam participado da rebelião contra Deus.
O significado teológico da visão
Na sequência da exposição, o Dr. Lake procura interpretar o significado teológico dessa experiência. Em determinado momento da visão, os habitantes daquele mundo dirigem a Ellen White uma pergunta relacionada à queda da humanidade. Segundo o conferencista, toda a cena remete claramente à narrativa de Gênesis 3. Aqueles seres representam um mundo em que nunca ocorreu uma queda semelhante à de Adão e Eva. A pergunta que formulam pressupõe justamente essa diferença: enquanto a Terra sucumbiu ao pecado, existiriam outros mundos cujos habitantes jamais comeram do fruto proibido. Lake observa que, naquele momento da visão, Ellen White ainda não emprega a expressão “mundos não caídos”; entretanto, considera que essa experiência forneceu o fundamento teológico para que, em escritos posteriores, ela passasse a utilizar precisamente essa terminologia ao referir-se às demais regiões da criação divina.
A visão prossegue conduzindo Ellen White a outro cenário. Segundo o relato apresentado pelo conferencista, ela é levada a um mundo dotado de sete luas, onde encontra Enoque, o patriarca trasladado ao céu. Enoque aparece revestido de vestes de vitória, pureza e santidade, usando uma coroa cujo brilho supera o do próprio Sol. O conferencista enfatiza que Enoque é apresentado desfrutando daquele ambiente enquanto se encontra temporariamente afastado da Cidade Santa.
O propósito da visão
Para o Dr. Lake, o aspecto mais importante de toda essa narrativa não está na descrição do planeta, nem na existência das sete luas, tampouco na identidade dos habitantes. O elemento decisivo encontra-se na finalidade espiritual da visão. Segundo ele, Ellen White pretendia encorajar seus leitores mostrando que, se permanecessem fiéis como Enoque, também poderiam participar da experiência dos cento e quarenta e quatro mil, receber o privilégio de visitar todos os mundos criados por Deus e contemplar pessoalmente a obra do Criador. A visão, portanto, possuía um objetivo pastoral muito claro: fortalecer a esperança e a perseverança dos fiéis.
Lake acrescenta que, embora essa visão específica não seja retomada detalhadamente em escritos posteriores, ela estabelece um fundamento teológico permanente para todas as referências subsequentes de Ellen White aos mundos não caídos. Na sua avaliação, as ideias expressas nesse primeiro relato permanecem consistentes durante toda a sua produção literária. Em todas as ocasiões posteriores em que menciona outros mundos, Ellen White continua empregando o mesmo esquema teológico desenvolvido nessa experiência inicial, mantendo coerência em sua compreensão da pluralidade dos mundos ao longo de toda a vida.
A ampliação posterior da linguagem cosmológica
Encerrando essa parte da conferência, o Dr. Lake retorna brevemente à discussão sobre Richard Proctor. Ele observa que as obras do astrônomo ofereciam uma correção científica a algumas das hipóteses extremamente especulativas defendidas por Thomas Dick, que chegara a calcular a existência de bilhões de habitantes em Júpiter e em Saturno. À medida que a astronomia avançava, muitos cientistas passaram a considerar improvável a existência de vida inteligente nesses planetas específicos.
Ainda assim, o conferencista reafirma considerar muito improvável que Ellen White tenha lido diretamente Proctor antes de desenvolver sua própria linguagem cosmológica. Observa que, aproximadamente trinta anos após a visão de 1849, seus escritos passam a utilizar expressões ainda mais amplas, como “inúmeros mundos por toda a imensidão” e “incontáveis mundos espalhados pelas vastas extensões do espaço”. Essa linguagem, segundo ele, desloca deliberadamente a atenção do leitor para além do sistema solar, sugerindo um universo muito mais vasto. Entretanto, Lake volta a enfatizar que não conhece qualquer evidência documental capaz de demonstrar influência direta de Proctor sobre Ellen White. Caso algum pesquisador venha a descobrir documentação nesse sentido, afirma que teria grande interesse em examiná-la.
A função dos mundos não caídos na teologia de Ellen White
Superada a análise histórica da primeira visão, o Dr. Lake informa que chega ao ponto central de sua pesquisa. Segundo ele, o verdadeiro interesse não consiste simplesmente em demonstrar que Ellen White acreditava na existência de outros mundos, mas compreender qual função teológica essa crença desempenha em todo o seu sistema de pensamento. Na avaliação do pesquisador, essa é a contribuição mais importante de seu estudo, pois permite perceber que as referências aos mundos não caídos não aparecem de forma isolada nem como curiosidades ocasionais. Elas estão profundamente integradas à estrutura daquilo que Ellen White denominava o grande conflito entre Cristo e Satanás.
Segundo o conferencista, ao examinar cuidadosamente toda a produção literária de Ellen White, torna-se possível identificar um conjunto de termos recorrentes que formam o vocabulário característico de sua cosmologia. A palavra “universo” aparece aproximadamente 1.300 vezes, geralmente associada a expressões como “o universo inteiro”, “todo o universo” ou “os mundos do universo”. Já o termo “mundos” ocorre cerca de 400 vezes, frequentemente nas expressões “outros mundos”, “mundos não caídos”, “todos os mundos” ou simplesmente “os mundos”. Além disso, Ellen White utiliza repetidamente expressões como “inteligências de outros mundos”, “inteligências sem pecado” e “inteligências criadas”. Para Lake, esse conjunto de expressões constitui um vocabulário consistente e revela que a pluralidade dos mundos ocupa um lugar permanente dentro de sua visão do conflito cósmico.
O pesquisador ressalta, entretanto, que essas expressões nunca aparecem isoladamente. Elas sempre se encontram ligadas a temas maiores, como o governo de Deus, Sua lei, Seu caráter, Seu amor, Sua justiça, Sua misericórdia, Sua sabedoria e, sobretudo, a obra redentora de Cristo. Em sua avaliação, esse entrelaçamento demonstra que Ellen White não utiliza a linguagem dos mundos não caídos para despertar curiosidade acerca do universo, mas para ampliar o alcance da narrativa da grande controvérsia, projetando seus efeitos para além da Terra.
O governo de Deus diante de todo o universo
Prosseguindo sua análise, Lake afirma que, na compreensão de Ellen White, o governo divino não envolve apenas os habitantes do Céu ou os moradores da Terra. Em diversas passagens, Deus é apresentado como governando todos os mundos que criou. Dentro dessa estrutura teológica, Satanás não se limita a rebelar-se contra Deus nem procura apenas seduzir os habitantes deste planeta. Seu objetivo seria comprometer a credibilidade do governo divino perante toda a criação inteligente. Segundo Ellen White, explica o conferencista, Satanás imaginava que, se conseguisse levar os anjos à rebelião, também poderia conquistar a adesão dos demais mundos criados por Deus. Lake observa que essa ideia aparece mais de uma vez na série Conflito dos Séculos, constituindo um elemento importante de sua interpretação da grande controvérsia.
A partir desse ponto, o pesquisador destaca aquilo que considera uma das características mais originais da teologia de Ellen White. Em sua avaliação, outros autores pluralistas falavam sobre mundos habitados, mas não construíam uma teoria abrangente acerca do governo universal de Deus. Ellen White, por outro lado, apresenta a grande controvérsia como um debate público diante de toda a criação inteligente. A lei de Deus, Seu caráter e Sua justiça constituem o fundamento desse governo, enquanto Satanás concentra seus esforços em desacreditá-lo perante todos os seres criados. O conflito, portanto, deixa de ser apenas terrestre e assume proporções universais.
Segundo Lake, Ellen White descreve Satanás acusando Deus de impor leis apenas para promover Sua própria exaltação e restringir a liberdade de Suas criaturas. Por essa razão, torna-se necessário que o verdadeiro caráter de Deus seja demonstrado diante dos habitantes do Céu e de todos os mundos não caídos. O tempo concedido à existência do mal teria precisamente essa finalidade: permitir que todo o universo compreenda, por meio dos acontecimentos da história, quem realmente é o usurpador e qual a natureza de suas acusações contra o governo divino. Somente quando Satanás se revelar plenamente por suas próprias obras poderá o universo inteiro reconhecer a justiça de Deus e a falsidade das acusações levantadas contra Ele.
Encerrando essa parte da conferência, Lake observa que esse desenvolvimento teológico distingue Ellen White da maior parte dos autores anteriormente analisados. Muitos deles defenderam a pluralidade dos mundos ou descreveram habitantes de outros planetas, mas poucos integraram essa crença a uma narrativa tão abrangente sobre o governo de Deus, o caráter divino, a origem do pecado e o desenrolar da redenção. É precisamente essa integração, conclui o pesquisador, que confere singularidade à compreensão de Ellen White sobre os chamados mundos não caídos.
A cruz de Cristo diante do universo
Prosseguindo sua exposição, o Dr. Lake afirma que a doutrina dos mundos não caídos não permanece apenas na narrativa da origem do pecado. Segundo ele, Ellen White também a utiliza para interpretar o significado universal da morte de Cristo. Em sua leitura, a cruz do Calvário não representa apenas o momento decisivo da redenção da humanidade, mas também o acontecimento que resolve definitivamente a controvérsia cósmica perante todos os seres inteligentes criados por Deus. É justamente nesse ponto, afirma o conferencista, que sua compreensão da pluralidade dos mundos se integra completamente à estrutura da grande controvérsia.
Lake então cita uma longa declaração de Ellen White na qual ela afirma que a morte de Cristo tornou-se o ponto de virada para os anjos e para os mundos não caídos. Segundo essa compreensão, enquanto Satanás atuava de maneira dissimulada, ocultando seu verdadeiro caráter, muitos aspectos de sua rebelião ainda não haviam sido plenamente compreendidos pelas inteligências celestiais. Deus permitiu que ele prosseguisse em seu curso para que suas acusações e seu verdadeiro espírito fossem plenamente revelados. Quando Cristo morreu na cruz e declarou “Está consumado”, Satanás desmascarou definitivamente sua própria natureza diante do universo inteiro. Os habitantes dos mundos não caídos compreenderam, então, a gravidade de sua rebelião e reconheceram plenamente a justiça do governo divino.
Segundo o conferencista, Ellen White afirma que, a partir desse momento, os mundos que nunca haviam caído tornaram-se definitivamente seguros em sua fidelidade a Deus. A cruz demonstrou que Satanás havia mentido ao acusar o Criador de egoísmo e de exigir das criaturas aquilo que Ele próprio não estaria disposto a fazer. Na morte voluntária de Cristo, o universo contemplou a demonstração suprema da abnegação divina. Assim, as acusações levantadas por Satanás foram definitivamente refutadas, e o universo inteiro compreendeu que o caráter de Deus era infinitamente diferente daquele apresentado pelo rebelde.
Lake observa que esse desenvolvimento teológico é particularmente interessante porque amplia enormemente o significado da cruz. Ela deixa de ser apenas um acontecimento terrestre e passa a constituir um evento observado por toda a criação inteligente. Na compreensão de Ellen White, explica ele, a morte de Cristo encerra definitivamente qualquer possibilidade de novos mundos aderirem à rebelião. O último vínculo de simpatia que pudesse existir em relação a Satanás desaparece diante da revelação do Calvário. A grande controvérsia continua em relação à Terra, mas sua dimensão universal já foi decidida.
A singularidade da construção teológica
Após apresentar esse conjunto de declarações, o Dr. Lake procura resumir a contribuição específica de Ellen White dentro da tradição pluralista do século XIX. Segundo ele, muitos autores de sua época acreditavam em mundos habitados. Alguns defendiam essa hipótese com base na astronomia; outros, na filosofia; outros ainda afirmavam tê-la conhecido por meio de experiências visionárias. Entretanto, nenhum deles, em sua avaliação, integrou de maneira tão consistente essa ideia à narrativa do conflito entre Cristo e Satanás quanto Ellen White. Para ela, os mundos não caídos não constituem um tema independente, mas um elemento estrutural da grande controvérsia. Eles aparecem como testemunhas permanentes do governo de Deus, da rebelião de Satanás e da obra redentora de Cristo.
O conferencista ressalta que essa integração distingue sua obra das demais correntes pluralistas analisadas durante a conferência. Enquanto outros escritores descrevem civilizações extraterrestres, viagens interplanetárias ou características dos habitantes de outros mundos, Ellen White utiliza constantemente essa linguagem para responder a questões relacionadas ao governo divino, à origem do mal, ao caráter de Deus, à liberdade moral das criaturas e ao significado universal da cruz. Em sua avaliação, é precisamente essa estrutura teológica que torna sua compreensão singular dentro do amplo debate sobre a pluralidade dos mundos existente no século XIX.
Considerações finais da conferência
Encaminhando-se para o encerramento, o Dr. Lake observa que sua pesquisa representa apenas um primeiro passo. Segundo ele, muitos temas relacionados aos mundos não caídos ainda permanecem abertos e exigirão estudos futuros. Entre essas questões, menciona especialmente o problema das múltiplas encarnações de Cristo, o alcance universal da redenção e a relação entre pecado, mundos não caídos e a possibilidade de vida inteligente em outras partes da criação. Na sua avaliação, Ellen White oferece elementos importantes para esse debate ao sustentar repetidamente que o pecado permaneceu restrito à Terra e jamais se espalhou pelo restante do universo criado. Essa pressuposição, afirma, constitui um dos fundamentos de sua compreensão teológica e dialoga diretamente com discussões contemporâneas sobre exoteologia.
Lake acrescenta que pretende aprofundar esses temas em pesquisas posteriores e revela seu projeto de escrever um livro inteiramente dedicado ao assunto, incluindo um capítulo comparando a compreensão de Ellen White com a de C. S. Lewis acerca do universo, do pecado e de outros mundos habitados. Agradece as observações recebidas durante o simpósio, afirma que diversas questões levantadas merecem investigação mais aprofundada e encerra sua apresentação manifestando o desejo de continuar explorando esse campo de pesquisa nos anos seguintes.
Ao término da conferência, o moderador agradece ao Dr. Lake pela exposição e convida o Dr. Abner Hernandez para apresentar uma resposta crítica ao trabalho recém-exposto, dando início à etapa seguinte do simpósio.
Resposta do Dr. Abner Hernandez
Concluída a conferência, o moderador agradece ao Dr. Jude Lake por sua apresentação sobre “A Pluralidade dos Mundos Não Caídos, Ellen White e os Extraterrestres”, observando que o tema suscitou inúmeras questões e ofereceu muitos pontos para reflexão. Em seguida, anuncia que o simpósio passaria à etapa de resposta acadêmica. Para essa tarefa, convida o Dr. Abner Hernandez, professor assistente de História da Igreja, formado pelo Seminário Teológico Adventista da Universidade Andrews e doutor em História da Igreja e Teologia Sistemática. É informado que sua dissertação investigou aspectos da doutrina da graça preveniente em Jacó Armínio. Após a breve apresentação, o moderador lhe concede cerca de dez minutos para comentar o trabalho recém-apresentado.
Recebendo a palavra, o Dr. Hernandez inicia agradecendo pela oportunidade de responder ao artigo apresentado pelo Dr. Lake. Afirma sentir-se verdadeiramente honrado por participar do simpósio e considera excelente o trabalho que acabara de ouvir. Explica que compartilhará algumas observações pessoais, convidando o público a acompanhar sua linha de raciocínio enquanto apresenta sua resposta à conferência.
A relevância contemporânea do tema
Como introdução, Hernandez observa que poucos assuntos despertam atualmente tanta curiosidade quanto a possibilidade de vida extraterrestre. Segundo ele, a humanidade moderna sempre demonstrou profundo interesse por aquilo que poderia existir além dos limites do planeta Terra. Esse interesse manifesta-se continuamente na literatura, na ficção científica, nos documentários, na religião e também na própria investigação científica. Por essa razão, afirma que qualquer palestra dedicada ao tema dos extraterrestres naturalmente desperta a atenção do público, exatamente como ocorrera naquela manhã durante o simpósio.
Na sequência, Hernandez resume aquilo que considera ser a tese principal apresentada por Jude Lake. Segundo sua compreensão, o conferencista procurou demonstrar que a doutrina adventista dos mundos não caídos deve ser interpretada à luz do contexto pluralista existente no século XIX. Ao mesmo tempo, argumentou que Ellen White não simplesmente repetiu ideias correntes de sua época, mas incorporou esse tema dentro da metanarrativa da grande controvérsia, atribuindo-lhe uma função teológica específica. Hernandez declara concordar com essa conclusão geral, considerando convincente a demonstração de que Ellen White compartilhou um ambiente intelectual no qual a pluralidade dos mundos já era amplamente discutida, ao mesmo tempo em que desenvolveu essa temática dentro de um sistema teológico próprio.
Uma contribuição para pesquisas futuras
Prosseguindo sua resposta, Hernandez observa que o estudo apresentado por Lake não encerra a discussão, mas abre um campo extremamente promissor para futuras pesquisas. Em sua avaliação, compreender o contexto histórico em que Ellen White escreveu permite interpretar com maior precisão o desenvolvimento de determinadas ideias presentes em seus escritos. Ao mesmo tempo, ressalta que permanece necessário investigar de maneira mais profunda como essas ideias foram incorporadas à estrutura da grande controvérsia e qual a relação existente entre seu contexto intelectual e sua construção teológica.
Segundo Hernandez, esse tipo de pesquisa demonstra a importância de estudar simultaneamente história, teologia e contexto cultural. Em vez de analisar isoladamente uma declaração específica, torna-se possível compreender como diferentes correntes intelectuais circulavam no século XIX e de que maneira Ellen White elaborou sua própria síntese teológica dentro desse ambiente. Por essa razão, considera que o trabalho apresentado pelo Dr. Lake oferece uma contribuição significativa para os estudos sobre Ellen White e para o desenvolvimento da pesquisa adventista contemporânea.
Encerramento do simpósio
Após a resposta do Dr. Hernandez, os participantes trocam breves palavras de agradecimento. O Dr. Lake manifesta apreço pelos comentários recebidos e reafirma seu interesse em aprofundar futuramente as questões levantadas durante o debate. O moderador agradece aos palestrantes — entre eles o Dr. Williams, o Dr. Blue, o Dr. Lake e o Dr. Hernandez — pela disposição em compartilhar seus conhecimentos e destaca que muitos dos temas discutidos ainda permanecem em aberto, exigindo investigação contínua. Em seguida, anuncia o intervalo para o almoço, informa o horário de retorno das atividades e encerra oficialmente aquela sessão do simpósio, despedindo-se do público com votos de que todos retornem para a programação da tarde.




