PROFETA BOM É PROFETA MORTO! — Bem-vindo à Sociedade dos Profetas Mortos

Uma Igreja pode amar profundamente seus profetas depois que eles morrem. O teste realmente difícil começa quando alguém vivo aparece dizendo: “Tenho uma mensagem de Deus para vocês”

Existe uma expressão em no livro Reclaiming the Prophet (disponibilizado em português aqui no site) que nasceu como brincadeira entre estudiosos de Ellen White, mas que, colocada ao lado da história do adventismo e especialmente dos episódios envolvendo novos pretendentes ao dom profético, torna-se involuntariamente devastadora: “The Dead Prophets Society” — “A Sociedade dos Profetas Mortos”.

Não atribuiremos aos autores do livro o significado crítico que desenvolveremos aqui. A expressão deles é humorística; a interpretação é nossa. Mas dificilmente encontraríamos uma metáfora melhor para uma das contradições mais curiosas de uma instituição religiosa construída em torno da memória de uma profetisa: o profeta morto pode tornar-se patrimônio da organização; o profeta vivo continua sendo um problema para ela.

A diferença não é pequena. O profeta morto possui arquivo fechado, obra catalogável e biografia reconstruível. Seus escritos podem ser compilados, traduzidos, selecionados, contextualizados, indexados e explicados por especialistas. Uma declaração inconveniente pode receber vinte páginas de contexto histórico; uma contradição aparente pode gerar um seminário; uma carta agressiva pode ser explicada pela circunstância em que foi escrita; uma orientação antiga pode ser declarada específica para determinada época. Tudo isso pode ser legítimo trabalho histórico.

O fato institucional decisivo, porém, permanece: o morto não responde ao intérprete. Não escreve amanhã uma nova carta dizendo que o especialista o interpretou mal, não recebe outra visão sobre o presidente atual, não denuncia um problema surgido ontem e não acrescenta ao arquivo um documento que ninguém estava preparado para administrar.

O profeta morto pode continuar falando, mas alguém controla o arquivo através do qual sua voz chega. O profeta vivo fala antes que o arquivo exista.

O PROFETA MORTO NÃO TELEFONA PARA A ASSOCIAÇÃO GERAL

Ellen White morreu em 1915. Depois disso, sua produção documental terminou, embora sua interpretação estivesse apenas começando uma longa história institucional. Surgiram arquivos, compilações, especialistas, centros de pesquisa, critérios hermenêuticos e toda uma estrutura dedicada à preservação e utilização de seus escritos. A profetisa continuou extremamente presente no adventismo, mas sua presença passou necessariamente pela mediação dos documentos e de quem os seleciona, publica e interpreta.

Ela não telefonará para a Associação Geral amanhã cedo, não enviará uma nova carta ao presidente, não aparecerá numa assembleia, não dirá que Deus lhe mostrou alguma coisa sobre o orçamento recém-aprovado, não acrescentará um testemunho sobre determinado administrador contemporâneo e não pedirá a palavra quando a comissão estiver encerrando a reunião.

É precisamente aqui que precisamos distinguir duas coisas frequentemente confundidas: uma profetisa morta pode continuar sendo uma influência viva, mas uma influência viva não é a mesma coisa que uma profetisa viva. A influência pode ser administrada hermeneuticamente. A pessoa viva continua capaz de surpreender os administradores.

O PROFETA VIVO TEM O PÉSSIMO HÁBITO DE PROFETIZAR

É aí que começa o desconforto. Um profeta vivo pode concordar com a administração na segunda-feira e repreendê-la na terça. Pode apoiar determinada iniciativa e condenar outra. Pode dizer que Deus está descontente com aquilo que todos acabaram de aprovar por unanimidade. Pode censurar gastos, denunciar corrupção, condenar ostentação, apontar abuso de autoridade, exigir restituição ou simplesmente anunciar uma mensagem que ninguém desejava colocar na pauta.

E não há nada de estranho nisso quando olhamos para o perfil dos profetas bíblicos. O estranho seria justamente imaginar que a função profética consiste em confirmar permanentemente quem administra a instituição. Natã não existia para melhorar a imagem pública de Davi; Elias não precisava manter bom relacionamento institucional com Acabe; Jeremias não era assessor de comunicação de Jerusalém; João Batista não estava construindo pontes diplomáticas com Herodes. O profeta podia tornar-se incômodo precisamente porque sua reivindicação fundamental era esta: minha autoridade para dizer isto não veio de vocês.

Isso não autentica qualquer rebelde religioso. Um crítico não se torna profeta por ser inconveniente. Mas também significa que ser inconveniente à liderança jamais pode constituir prova de falsidade profética, porque a inconveniência ao poder é uma característica recorrente do profetismo bíblico.

ENTÃO CHEGARAM OS PROFETAS VIVOS DOS ANOS 1980

É nesse ponto que o artigo de J. Robert Spangler na Ministry de junho de 1986 se torna uma peça histórica fascinante. Spangler informa que vinte ou mais pessoas afirmavam receber algum tipo de revelação sobrenatural. Algumas alegavam sonhos, outras visões e outras as chamadas thought voices. Ele reconhece que os envolvidos que conhecia eram cristãos sinceros e dedicados e informa que várias mensagens pediam preparação para a volta de Cristo, estudo da Bíblia e do Espírito de Profecia e traziam fortes repreensões à Igreja por sua condição laodiceana.

A profetisa morta já possuía escritório, especialistas, literatura e reconhecimento denominacional. Os candidatos vivos possuíam mensagens. E adivinhe quem seria usado como padrão para examinar quem?

A profetisa morta.

Spangler recorre aos escritos de Ellen White para estabelecer o modelo de inspiração pelo qual avalia os novos candidatos. Recorre à experiência de Anna Phillips. Recorre à compreensão denominacional consolidada sobre inspiração. Arthur White aparece como examinador experiente de reivindicações proféticas. Assim, aquilo que historicamente havia sido uma reivindicação carismática transformara-se também em critério institucional: a experiência reconhecida do passado ajudava a decidir se uma experiência do presente poderia ser reconhecida.

O PRIMEIRO PROFETA NÃO PRECISOU PASSAR PELO WHITE ESTATE

Existe aqui uma assimetria histórica impossível de ignorar. A jovem Ellen Harmon não precisou apresentar suas primeiras visões ao Ellen G. White Estate, porque o Ellen G. White Estate obviamente não existia. Não precisou demonstrar que seu método de inspiração correspondia ao “modelo Ellen White”, porque esse modelo seria construído posteriormente a partir dela. Não encontrou uma Associação Geral mundial consolidada com especialistas encarregados de avaliar pretendentes contemporâneos. Seu reconhecimento aconteceu dentro de um movimento religioso ainda em formação, num ambiente muito mais fluido, disputado e caótico.

O candidato que apareceu mais de um século depois encontrou outra realidade. Para chegar ao mesmo lugar institucional ocupado por Ellen White, precisaria passar por uma estrutura que Ellen White nunca precisou atravessar para chegar lá.

Esse fato não prova que o sistema estivesse errado. Mas torna quase irresistível a pergunta: se submetêssemos a jovem Ellen Harmon, antes de sua canonização denominacional informal, aos mecanismos institucionais construídos depois dela, ela passaria?

IMAGINE O DOSSIÊ DE ELLEN HARMON CHEGANDO EM 1986

Uma jovem com pouca escolaridade formal e saúde debilitada relata visões, anjos, mensagens sobrenaturais e experiências extraordinárias. Cai em estados visionários. Afirma ter recebido mensagens para indivíduos e dirigentes. Repreende pessoas. Descreve cenas invisíveis. Torna-se progressivamente reconhecida por determinado grupo religioso como mensageira de Deus.

Agora retire o nome “Ellen Harmon” da pasta, entregue o material aos examinadores e faça a pergunta que realmente importa: se ninguém soubesse previamente quem é a pessoa examinada, que diagnóstico receberia?

Não afirmamos saber. Mas depois de Spangler sabemos pelo menos quais possibilidades estavam disponíveis no vocabulário institucional: método questionável de revelação, autoilusão, psyche extremamente sensível ao sobrenatural, influência de experiências religiosas anteriores e até a possibilidade de verdade procedente da fonte errada.

É aqui que a “Sociedade dos Profetas Mortos” deixa de ser apenas uma boa piada.

O PROFETA MORTO É OBJETO DE HERMENÊUTICA; O VIVO PODE TRANSFORMAR O HERMENEUTA EM OBJETO DA PROFECIA

Esta talvez seja a diferença mais importante de todo o problema. Podemos reunir uma sala cheia de especialistas para discutir durante três dias o que Ellen White quis dizer. Podemos analisar seus auxiliares literários, comparar manuscritos, discutir empréstimos literários, reconstruir contextos históricos e decidir quais declarações continuam aplicáveis. Tudo isso pode ser necessário e intelectualmente legítimo.

Só existe uma pessoa que não poderá participar da discussão: Ellen White. E isso muda tudo, porque o profeta morto é objeto da hermenêutica, enquanto o profeta vivo pode olhar para os hermeneutas e dizer que a mensagem é para eles. O morto é interpretado; o vivo interpreta o presente. O morto possui escritos; o vivo pode produzir o próximo. O morto pode ser administrado, catalogado, compilado e explicado; o vivo precisa ser ouvido antes que alguém saiba o que ele dirá. É precisamente por isso que a veneração de profetas mortos jamais demonstra, por si mesma, disposição para ouvir profetas vivos.

A CHARGE DO ADVENTISTAS.COM ACERTOU ONDE DOÍA

Anos atrás publicamos no Adventistas.com uma sequência humorística intitulada “Necessitamos de um Profeta Hoje?”, imaginando o que aconteceria se um profeta tentasse encontrar espaço dentro da estrutura denominacional. A sátira empurrava a burocratização do carisma até o absurdo: o candidato era avaliado segundo sua utilidade, sua relação com a liderança e sua capacidade de encaixar-se na máquina. O golpe final era a ideia de que o profeta ideal seria cego, surdo, mudo e analfabeto. Necessitamos de um Profeta Hoje?

Na época era humor. Continua sendo humor. Não o transformaremos fraudulentamente em documento comprobatório sobre 1986. Mas, depois de Spangler, a piada parece muito menos absurda.

Porque o profeta institucionalmente perfeito seria justamente aquele que não vê aquilo que não deveria ver, não ouve aquilo que não deveria ouvir, não fala aquilo que não deveria dizer e não escreve aquilo que ninguém deseja publicar. Ou, melhor ainda: um profeta morto.

“RESGATANDO A PROFETISA” É MUITO MAIS SEGURO DO QUE RECEBER OUTRA

E então chegamos a Reclaiming the Prophet. Há algo involuntariamente extraordinário na combinação do título “Resgatando a Profetisa” com a brincadeira “Sociedade dos Profetas Mortos”. O projeto procura discutir novamente Ellen White, recuperar sua relevância e reconsiderar maneiras de compreendê-la. Nada disso significa que seus autores compartilhem nossa crítica institucional. Não devemos colocar palavras na boca deles.

Mas podemos fazer nossa própria pergunta: por que é tão mais fácil resgatar uma profetisa morta do que receber um profeta vivo? Porque o resgate ocorre dentro do arquivo, enquanto o profeta vivo chega de fora dele. Resgatar Ellen White significa decidir novamente como ler aquilo que ela já escreveu, reorganizar documentos conhecidos, reinterpretar testemunhos existentes, contextualizar advertências antigas e estabelecer o alcance de palavras que já estão registradas.

Receber um novo profeta significaria admitir algo muito mais perturbador para qualquer estrutura institucional consolidada: amanhã pode surgir uma mensagem que ninguém leu, ninguém aprovou, ninguém contextualizou e cujo destinatário ninguém conhece antecipadamente. Uma atividade é hermenêutica; a outra é risco.

A IGREJA DIZ QUE A PORTA CONTINUA ABERTA

E aqui aparece a contradição mais interessante. O próprio Spangler não afirmou que o dom profético tivesse terminado; pelo contrário, encerrou seu artigo manifestando expectativa de uma futura atuação extraordinária de Deus, mencionando Joel 2:28 e admitindo a possibilidade de uma verdadeira manifestação da comunicação divina. Portanto, pelo menos teologicamente, a porta permanecia aberta.

Mas a questão inevitável é outra: quem ficava na porta? Porque afirmar que Deus ainda pode enviar um profeta é muito fácil enquanto nenhum profeta aparece. A dificuldade começa quando alguém efetivamente bate à porta e declara: “Sou eu.” Nesse instante, a doutrina deixa de ser uma possibilidade confortável, projetada para algum futuro indefinido, e se transforma numa reivindicação presente que exige resposta. E, quando isso acontece, aquilo que parecia apenas uma questão teológica pode tornar-se imediatamente um problema administrativo.

TALVEZ O TESTE NÃO SEJA APENAS DO PROFETA

Durante décadas aprendemos a perguntar se o candidato passa nos testes do profeta. Está correto. Deve passar. Quanto maior a reivindicação de autoridade divina, maior precisa ser o exame. Ninguém deve ganhar poder sobre outras pessoas simplesmente dizendo “Deus me falou”.

Mas existe outra pergunta que quase nunca fazemos: A instituição passaria no teste de receber um profeta?

Aceitaria seriamente a possibilidade de uma mensagem contra seus próprios dirigentes? Admitiria que seus especialistas podem errar? Permitiria que os critérios utilizados pelos examinadores fossem examinados com a mesma severidade aplicada aos candidatos? Conseguiria distinguir defesa da verdade de defesa da organização? E, sobretudo, aceitaria um profeta cuja primeira mensagem fosse dirigida justamente aos homens encarregados de decidir se ele é profeta?

Essa é uma pergunta muito mais perigosa do que qualquer seminário sobre Ellen White.

O DOM PROFÉTICO NÃO PERTENCE AO ARQUIVO

Existe ainda uma questão teológica que torna tudo isso mais sério. O testemunho de Jesus e o dom profético não podem ser reduzidos à propriedade espiritual de uma única personagem histórica se são apresentados como característica do remanescente. Ellen White pode ter manifestado o dom; isso não transforma o dom em propriedade privada de Ellen White, de seus descendentes, do White Estate ou da organização que administra seu legado.

Se Deus é a fonte, Deus continua soberano sobre o dom. E soberania significa justamente que a instituição não escolhe antecipadamente quem Deus pode escolher.

Deus utilizou uma jumenta para repreender Balaão. Escolheu um homem vestido de pelos no deserto para preparar o caminho do Messias. Mandou profetas realizar atos que pareceriam absurdos aos padrões contemporâneos de respeitabilidade religiosa. Fez da vida matrimonial de Oséias uma mensagem e colocou em Ezequiel imagens e palavras que deixariam muitos editores religiosos atuais procurando desesperadamente um eufemismo.

A pergunta bíblica nunca foi: “O candidato parece suficientemente normal para nós?” A pergunta é: “Deus falou?”

BEM-VINDO À SOCIEDADE DOS PROFETAS MORTOS

Agora podemos finalmente compreender por que a expressão é tão irresistível. Uma instituição pode construir centros de pesquisa para seus profetas mortos, realizar congressos sobre eles, imprimir milhões de seus livros, publicar fotografias, celebrar aniversários, produzir documentários e contratar especialistas para explicar suas palavras. Pode fazer tudo isso sinceramente e ainda não ter respondido à pergunta fundamental.

A pergunta, então, precisa ser muito mais concreta: o que faríamos se aparecesse outro profeta? Não outro depois de morto, quando seus escritos já pudessem ser arquivados, selecionados, contextualizados e administrados, mas outro agora, vivo, sem arquivo, sem reputação consolidada, sem cargo, sem aprovação institucional e sem uma biografia escrita retrospectivamente para demonstrar que Deus estava com ele desde o começo. Apenas alguém desconhecido batendo à porta e dizendo que recebeu uma mensagem de Deus. É nesse momento, e não diante do túmulo de um profeta já consagrado, que se descobre até onde realmente vai nossa crença na continuidade do dom profético.

É aí que a fé no dom profético deixa de ser homenagem histórica e volta a ser aquilo que sempre foi na Bíblia: um risco para quem fala, um incômodo para quem ouve e um desafio especialmente perigoso para quem ocupa o poder.

Talvez, portanto, a pergunta definitiva não seja se conseguimos “resgatar a profetisa”. Profetas mortos são relativamente fáceis de resgatar porque já sabemos tudo o que ainda poderão dizer.

A pergunta realmente terrível é outra: Se a jovem Ellen Harmon aparecesse hoje, antes de existir Ellen G. White, nós a reconheceríamos? Ou estudaríamos sua psyche, investigaríamos suas experiências, classificaríamos suas manifestações, compararíamos sua linguagem com o modelo oficial, discutiríamos sua saúde, procuraríamos sinais de autoilusão e, se ainda sobrasse alguma verdade impossível de refutar, lembraríamos convenientemente que até a verdade pode proceder da “fonte errada”?

Se a resposta for esta última, talvez a “Sociedade dos Profetas Mortos” não seja apenas uma boa piada. Talvez seja o único clube profético em que a instituição consegue ter certeza de que nenhum de seus membros voltará a abrir a boca.

PROFETA BOM É PROFETA MORTO!

Parafraseando o bordão dos velhos programas policiais, talvez a lógica institucional pudesse ser resumida com uma crueldade quase perfeita: “profeta bom é profeta morto”. O profeta morto pode ser homenageado, citado, compilado, estudado, contextualizado e administrado. Pode ganhar centro de pesquisas, coleção de livros, congressos, biografias e especialistas. O profeta vivo, porém, continua perigosamente capaz de fazer aquilo que torna a profecia incômoda: falar de novo.

Ele pode trazer uma mensagem que ainda não foi arquivada, interpretar o presente sem pedir licença, repreender quem ocupa posição de autoridade e colocar justamente os guardiões da ortodoxia no banco dos examinados. O morto pode ser transformado em patrimônio. O vivo continua sendo uma ameaça à previsibilidade institucional. Por isso, a provocação funciona tão bem: não porque a Igreja declare formalmente que deseja profetas mortos, mas porque o profeta morto é sempre mais fácil de controlar do que aquele que ainda pode abrir a boca.

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E BAIXE GRÁTIS A TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS DE RESGATANDO A PROFETISA (RECLAIMING THE PROPHET). É justamente nesse livro que aparece a provocativa expressão “Sociedade dos Profetas Mortos”, que inspira parte da reflexão desenvolvida neste artigo. Disponibilizamos a tradução para que o leitor não dependa de nossas conclusões: baixe gratuitamente, leia o material, examine os argumentos dos próprios autores e tire suas próprias conclusões sobre a maneira como o adventismo contemporâneo procura “resgatar” Ellen White e, ao mesmo tempo, enfrenta a questão muito mais incômoda da possibilidade de uma voz profética viva.

Deixe um comentário